Mostrando postagens com marcador astrologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador astrologia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 28 de julho de 2021

SAIBA TUDO SOBRE ASTROLOGIA.

Seja um Astrólogo(a)!
 Clique no link e inscreva-se já!

por apenas:
12x R$ 175,08

Abordagem completa, profunda e estruturada dos Aspectos Técnicos, Práticos, Filosóficos e Humanos da Astrologia.

Você vai ter a oportunidade de conhecer em detalhes essa Ciência Sagrada e Milenar da Alma. Otávio vai te acompanhar no passo a passo a dominar a Astrologia, a fim de explorar as profundezas do SER Humano.

Conheça suas características astrais, como personalidade, temperamento, constituição e suas diferentes esferas da psique em todos os âmbitos: Espiritual, Mental, Social, Material e Emocional. A abordagem é Psicológica, Kármica e Tradicional. Com os dados de nascimento, o Astrólogo pode “ler” o que aconteceu no Céu naquele momento e fazer a interpretação desses elementos, desenhar o Mapa Astral da pessoa.

Ao finalizar essa Formação, você recebe um Certificado emitido pela Escola Humaniversidade Holística que há mais de 35 anos vem desenvolvendo pessoas e formando profissionais. Você vai estar apto a ser um(a) Astrólogo(a) de muito sucesso. 
 
 
 

"A Humaniversidade foi eleita em votação popular a melhor escola terapêutica do Brasil (Mystic Fair)."

SOBRE SUA FORMAÇÃO
Essa Formação Equivale a mais de 2 anos de Aulas Presenciais

• Aulas profundas, didáticas e filmadas com qualidade.
+ de 300 AULAS. Vários mapas estudados.

• Você vai dominar como funciona a leitura de Mapa Astral,
quais as principais características de cada SER e como eles
se manifestam em cada casa do Mapa, quais os significados
de cada Planeta no Mapa Astral, influências, tendências
e como tudo isso funciona na prática.


• Ao findar este Curso você vai entender 
com competência e profundidade qualquer Mapa Astral.
Além disso, terá uma compensação de seu processo de evolução aqui no planeta através da Astrologia e de conexão com a sua Filosofia de vida de forma Holística.

• O Astrólogo Otávio Leal traz todo o seu conhecimento nesta Ciência da Alma e para complementar o Curso, te apresenta e indica uma série de livros que vai te permitir que você possa ampliar e expandir ainda mais o seu conhecimento.


Imagem

Domine a Astrologia, tendo um Professor experiente e saiba que isso é possível de forma Totalmente Online

Astrologia e Sociedade, o Universo da Astrologia e os Planetas, o Zodíaco e os Signos, as Dignidades Essenciais, as Casas e os Aspectos, Condição dos Planetas, Conceitos Kármicos, Fundamentos de Delineação em Natividades e Previsões, Trânsitos e Progressões, Astronomia e Mecânica Celeste, Delineação Avançada e Técnicas Preditivas, Práticas Astrológicas Avançadas, Fontes Tradicionais da Teoria e Prática Astrológica, Principais fontes da Tradição Astrológica, Técnicas Preditivas Avançadas, Introdução ao Aconselhamento e Prática Astrológica, Astrologia Dinâmica de Consulta, Casos de Estudo. E muito mais...

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Astrologia Cabalística - Shevat - Aquário

Em hebraico, Aquário , é D'li, que quer dizer balde ou jarro, e o signo é representado por um carregador de água despejando água. Como sabemos, a água é o símbolo da misericórdia e da purificação. Aquário é o canal para apaziguar o mundo e o signo da abundância; tudo é despejado e compartilhado, sem fazer contas.

As letras em hebraico , do mês de Shevat são o Bet, que criou Saturno, e o Tzadi, que criou o signo de Aquário. A letra Bet simboliza a centralidade: ela manifesta o equilíbrio e o balanço, e é também a força de bênção ou aprovação. A letra Tzadi significa "justo", que indica equilíbrio. Durante esse período, nos é dada a oportunidade de revelar verdade e luz. Por causa disto, o mês de Shevat é considerado o Mês da Redenção.

Aquário segue Capricórnio no ciclo do zodíaco e também é regido por Saturno. Por acaso o fato de ter o mesmo planeta regente implica que esses dois signos possuem qualidades similares? Na verdade não, e aqui está o porquê: Se olharmos de perto para Saturno, veremos que um aspecto está virado para o sistema solar em direção ao Sol, enquanto o outro se direciona para fora, para a infinitude do espaço. O primeiro aspecto influencia Capricórnio, enquanto o último afeta Aquário. Enquanto Capricórnio encara limitações, Aquário encara a infinidade. Isto faz com que os dois signos tenham características quase diametralmente opostas. Enquanto os capricornianos passam suas vidas construindo estruturas e sistemas, os aquarianos passam suas vidas destruindo-os.

Aquarianos são singulares. Não dá para ignorá-los. Na infância demonstram ser uma grande promessa. Como adultos, são idealistas que lutam para mudar o universo através de idéias originais. Eles são rebeldes com muitas causas; sua preocupação é o bem-estar da humanidade como um todo.

Embora os aquarianos busquem justiça para todos, essa busca ocorre num nível global, não num nível pessoal. Eles apóiam causas grandes e nobres, mas freqüentemente deixam de ajudar aqueles que estão sofrendo por perto. Preferem lidar com os direitos sociais de uma nação inteira do que lidar com os problemas de amigos próximos. Duas razões sustentam essa aparente contradição: primeiro, geralmente falta aos aquarianos um sentido prático; segundo, os aquarianos são apaixonadamente independentes e privados. Movidos por seu anseio pela originalidade, eles se põem em separado da multidão. Apesar de sua amizade e abertura mental, os aquarianos pertencem ao mais teimoso de todos os signos. Eles rejeitam todas as estruturas estabelecidas. Seja no casamento, seja no trabalho, os aquarianos lutam para manter sua individualidade e liberdade para poderem exercer suas idéias inovadoras. Eles detestam ser detidos e destroem todas as limitações em seu caminho. Teoricamente, os aquarianos estão aqui para demolir as estruturas e sistemas, para derrubar muros.

No entanto, os muros mais espessos que eles encontram são, com freqüência, os muros de seus próprios egos. Mesmo quando começam a fazer mudanças em suas vidas, os aquarianos tendem a concentrar sua atenção no exterior, e continuam imutáveis no fundo de seus corações.De acordo com os cabalistas, nossa era atual começou há cerca de 400 anos e é chamada de diversas maneiras: Era de Aquário, Era da Revelação ou Era da Redenção. Por que Shevat/Aquário simboliza a redenção? Porque os aquarianos percebem o mundo como sendo unificado, e os cabalistas consideram que esta é a base da verdadeira redenção. A redenção é o momento em que toda a negatividade é purificada, quando a humanidade fica livre do mal e da fragmentação. Por causa de seu nível de consciência mais elevado, os aquarianos estão diretamente ligados a esse momento de redenção.

Na tradição cabalistica, o ano-novo do reino vegetal é celebrado no 15° dia do mês de Shevat/Aquário por causa da energia poderosa manifestada durante esse período. A vegetação é a única força no mundo físico que parece ser capaz de superar a força da gravidade, a qual, na Cabala, é a expressão mais poderosa do Desejo de Receber. Como as árvores e plantas, os aquarianos têm o poder de quebrar as limitações do mundo físico.Mas para tornar esse poder manifesto, os aquarianos precisam controlar os aspectos de sua natureza que interferem na sua realização. Para compreender como controlar a natureza de um signo em particular, a astrologia cabalística freqüentemente olha para seu oposto. No mapa astrológico, o signo oposto de Aquário é Leão: Leão é "o rei", enquanto Aquário é "o povo". Isto nos diz que os aquarianos certamente têm a capacidade de ajudar a humanidade, desde que suas próprias idéias não se tornem mais importantes que a causa em si.

Os aquarianos precisam aprender que se preocupar com a sociedade não significa negligenciar o individual. Verdadeira espiritualidade significa ser parte da humanidade, não estar acima dela. Infelizmente, os aquarianos geralmente têm uma opinião tão alta de si mesmos que impor suas próprias visões pode se tornar seu único objetivo. Os aquarianos precisam conquistar seu orgulho sem limites. Nem suas idéias, e nem tampouco suas energias, são de seu próprio feitio. Esses atributos foram entregues a eles para manifestar uma certa força neste mundo. Eles são meramente canais para essa energia, e, portanto, não é conferido a eles o direito à glória pessoal.

Para o resto de nós, o mês de Shevat oferece a oportunidade de nos libertarmos de nossas restrições e conectar com o infinito. Vivemos na Era de Aquário, uma época em que inovações incríveis são parte integral da vida diária. Se os aquarianos são espirituais, é porque o tempo não tem controle sobre eles. Eles concebem o futuro como algo que já está aqui; eles têm somente que revelá-lo. Todos nós podemos usar a influência deste mês para aspirar às mesmas atitudes.

AQUÁRIO, O AGUADOR.

QUALIDADE: fixo; ou consciência dirigida gradual e consistentemente para estabelecer e manter um centro estável.

ELEMENTO: ar, ou a consciência relacionada com os assuntos sociais e intelectuais. Entre outras coisas, o elemento ar corresponde aos gases, a Mente e ao Mundo do Pensamento.

NATUREZA ESSENCIAL: Não há nada que possa enclausurar a atmosfera em um recipiente; do mesmo modo seria difícil submeter ou enclausurar um aquariano. Em sua manifestação positiva, o aquariano é um humanitário que acredita no direito de todos em ter igual oportunidade para “a vida, a liberdade e buscar a felicidade”. É infrutífero tentar e obter dele um ponto de vista único ou tentar convencê-lo através de argumentos, pois quando você pensa que conseguiu, ele mantém a mesma opinião. A única coisa que encerra a atmosfera é o cosmos, assim que somente aquelas idéias que são fundamentadas sobre um raciocínio não polarizado, aquelas que envolvem conceitos universais, atrairão o aquariano. Ele é aquele que procura por uma ciência religiosa e por uma religião científica, onde ambos desses fatores importantes no desenvolvimento do ser humano podem despender a igualdade de condições. Se ele parece ser excêntrico em algumas ocasiões, talvez seja porque ele vê com uma visão estendida, o que nós ainda vemos somente do nosso próprio ponto de vista. Se bem que, ele sempre terá uma disposição gentil para conosco. Agora, quando a influência de Aquário manifesta-se negativamente, o ar fixo torna-se ar estagnado. Uma idéia uma vez aceita, que é o comprometimento de si mesmo, será exposta muitas vezes para os outros que estão ao seu redor. Também, nesse caso, é avesso a assumir compromissos ou uma posição e, se rebela contra tudo que não dê a ele a liberdade de expressão ou que não concorde com a sua própria pré-disposição.

ANALOGIA FÍSICA: Atmosfera.

PLANETA REGENTE: Saturno e Urano.

CASA CORRESPONDENTE: a 11° casa corresponde a Aquário.

ANATOMIA ESOTÉRICA: representa a memória supraconsciente, que é o arquivo ou depósito de todas as faculdades e conhecimentos adquiridos nas vidas anteriores.

ANATOMIA EXOTÉRICA: específica: pernas e tornozelos.

FISIOLOGIA: Urano, como regente de Aquário, rege os processos da visão e dos gases no nosso corpo.

MITOLOGIA GREGA: Urano era o Deus que estava no céu, entre cujos filhos estavam os 12 titãs.

CRISTIANIDADE CÓSMICA: Quando o Sol passa por Aquário o Espírito de Cristo está nos imbuindo com o impulso para a fraternidade universal, onde nós considerar todas as pessoas como merecedoras de nossa consideração, o que deve acontecer em alguma medida antes que Ele possa se manifestar entre nós novamente, como o Príncipe da Paz.

Por: Rabino Philip Berg

SHEVAT
é o décimo primeiro mês e o mês do Ano Novo das Árvores.Este "ano novo" serve como marco para o dízimo de frutos e a idade das árvores (orlá).Festejam-se os sete principais frutos da terra de Israel.

LETRA: tsadik. Significa "justo". Como é dito nos Salmos "o justo como a tamareira frutificará". O fruto mais fantástico e mais aprazível da árvore da vida é o "justo". A flor é a santidade (kedushá) da qual se extrai o mel da Árvore da Vida. Mas seu fruto (onde estão as sementes) são os atos de justiça e justeza. A forma da letra se assemelha a uma árvore.

ZODÍACO: d'li (aquário). Este é o mês em que as chuvas ocorrem em maior quantidade, essenciais para as árvores. O jarro transbordante é um sinal de bênção e, segundo a Torá, a chuva tem relação com nossos atos de justiça. A justiça é a plataforma da sobrevivência.

TRIBO: Asher. Significa "prazer" ou "alegria" (ashrei). Jacó abençoa seu filho Asher dizendo: "dele vem pão delicioso e iguarias para os reis". Simboliza, portanto, o sentido do gosto e do paladar.

SENTIDO: paladar, gosto. O paladar não é só uma medida de qualidade, mas quantidade. O justo se apraz com o que é apropriado, o perverso nunca se contenta. O senso de suficiência é tão refinado quanto o do paladar.

FESTA: Tu bi-Shevat, o Ano Novo das Árvores.

MITSVÁ: celebrar as sete espécies de frutos de Israel.
Este mês cujo nome se assemelha ao do shabat (shevat) manifesta um dos fenômenos mais bonitos da materialidade. Trata-se do casamento das águas com a terra e o oferecimento de seu fruto mais majestoso - a árvore. E da árvore vem o fruto mais sublime que é o gosto. Não há gosto no universo frio e escuro.O ato da criação dá luz, dá frutos, dá espécies e dá shabat. Essa multiplicidade originada na diferenciação depende das águas. As águas de cima e as águas debaixo iniciam um processo fantástico de distinção no qual temos que buscar a equanimidade e a imparcialidade. Tarefa difícil de saber julgar, preservando respeito por tudo e não apenas por nossa predileção.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

TAROT e seus caminhos iniciáticos

-->
Como diz meu querido amigo e irmão,
NEI NAIFF...

TARÔ É TARÔ.
 
O Tarot é um jogo de cartas, sem dúvida, dos mais antigos, apresenta um mundo de símbolos. Não se pode duvidar do seu ensinamento esotérico, mais ou menos secretamente transmitido ao longo dos séculos. O problema de sua origem é muito difícil, senão impossível de ser resolvido. Desde Court de Gébelin que, no século XVIII, apaixonou-se por sua interpretação, as mais diversas teorias foram propostas. Que tenha vindo da China, da Índia, do Egito; que seja obra do próprio Tot-Hermes Trismegisto, dos boêmios, dos alquimistas, dos cabalistas, ou de um homem, o mais sábio dos sábios.  
O Tarot, na verdade, apresenta uma iconografia nitidamente medieval, misturada a símbolos cristãos. 



 As cores e os números


Na sua forma mais tradicional, a do Tarô de Marselha (ao qual as nossas descrições detalhadas se referem), o jogo compõe-se de 78 cartas: 56 arcanos menores, 22 arcanos maiores. Esses números merecem atenção. Observemos, primeiramente, que o número vinte e dois é o número das letras hebraicas que, segundo a cabala, apresentam o Universo. Esse número, no tarot, é feito de vinte e um arcanos numerados e do Louco: o número vinte e um, ou seja, três vezes sete, é o da perfeição humana, enquanto três vezes sete (é preciso lembrar aqui que o arcano de número 21 representa o mundo). O Louco que lhe é acrescentado, diria um sábio africano, é a palavra dada a essa perfeição, a sua animação.  

Dos 56 arcanos menores, lembraremos apenas que constituem quatro grupos, poder-se-ia dizer, quatro colunas de quatorze cartas, que correspondem aos quatro naipes dos jogos de cartas, derivados do tarot. Mas, acima de tudo, é preciso assinalar que setenta e oito, total de todo o jogo de Tarot, é também a soma, e portanto, segundo a linguagem dos esoteristas que inventaram o Tarot, a significação secreta dos doze primeiros números. Secretamente, esse livro que se apresenta como um jogo contém, portanto, a substância somada do número que estrutura tanto o universo quanto o pensamento. Todas as cartas são vivamente coloridas. Antes de examinarmos as suas significações particulares, lembraremos em algumas linhas o simbolismo das cores dominantes do Tarot: rosa-ocre (carne), azul, vermelho e amarelo. O rosa-ocre sempre indica o que é humano ou o que se liga á humanidade (rostos, corpos, construções). O azul, cor noturna, passiva, lunar, é a cor do segredo, do sentimento, da anima, dos valores femininos por excelência. O vermelho, é a cor masculina da força interna, da energia potencial, das manifestações do animus, do sangue e do Espirito. O amarelo*, por fim, em toda a sua ambivalência, é ao mesmo tempo a cor da terra e do sol, da riqueza do mel e das colheitas, da luz intelectual na sua pureza de ouro inalterável. (Para a aplicação detalhada desse simbolismo, ver, pelo nome, o estudo de cada arcano maior.)


Os arcanos maiores: caminhos iniciáticos

Os próprios arcanos maiores são caminhos iniciáticos, cujas etapas foram interpretadas de inúmeras formas. Apresentam-se como a quintessência do hermetismo, como os Altos Graus colocados acima da massa anônima.
São estudados em detalhe sob o nome de cada carta:

I. O Mago.
II. A Sacerdotisa (a Papisa).
III. A Imperatriz.
IV. O Imperador.
V. O Papa.
VI. O Enamorado.
VII. O Carro.
VIII. A Justiça.
IX. O Eremita.
X. A Roda da Fortuna.
XI. A Força.
XII. O Enforcado.
XIII. A Morte (arcano sem nome).
XIV. A Temperança.
XV. O Diabo.
XVI. A Torre Fulminada (
habitação divina).
XVII. A Estrela.
XVIII. A Lua.
XIX. O Sol.
XX. O Julgamento (o Juízo final).
XXI. O Mundo.
e o arcano sem número, O Louco.


Os ternários e os setenários

Excluindo o louco, que não faz parte do grupo numerado, temos vinte e um arcanos que se dividem seja em sete ternários, seja em três setenários. Em cada ternário, o primeiro termo é ativo; o segundo, intermediário: ativo em relação ao seguinte, mas passivo em relação ao precedente, enquanto o terceiro é estritamente passivo. O primeiro corresponde ao espirito, o segundo á alma e o terceiro ao corpo (WIRT, 68). Assim agrupam-se: O Mago (I), a Sacerdotisa (II) e a Imperatriz (III); depois , o Imperador (IV), o Papa (V), e o Enamorado (VI); o Carro (VII), a Justiça (VIII) e o Eremita (IX) etc. Esta mesma distinção, espirito, alma e corpo, é encontrada nas relações dos três setenários: do Mago (I) ao Carro (VII), os valores do espirito; da Justiça (VIII) á Temperança (XIII), os da alma; e do Diabo (XV) ao Mundo (XXI), os do corpo.

Uma mesma carta pode, assim, ser interpretada como espirito e alma, ou como alma e corpo, segundo o lugar que ocupa no conjunto escolhido e segundo os níveis da analise. Por exemplo, a Imperatriz é corpo no primeiro conjunto ternário, espirito no primeiro conjunto setenário; as relações se alteram no interior dos diferentes conjuntos. Todas as chaves da interpretação chegam a diferentes aspectos de uma mesma carta. Nenhuma delas possui um sentido absoluto e definitivo. É sempre um sistema móvel de relações que exige a maior flexibilidade de interpretação.

No interior de cada setenário, os três primeiros arcanos opõem-se aos três seguintes e o sétimo traz o todo de volta a unidade (WIRT, 77); o que põe em valor a significação sintetizante do Carro (VII), da Temperança (XII) e do Mundo (XXI): dominação da vontade no mundo do espirito (VII), do equilibro no mundo da alma (XIV), do eterno movimento no mundo do corpo (XXI).

NOTA: A foto acima no canto esquerdo, é a representação do terceiro olho e sua conexão com os “mundos superiores” pelo Alquimista rosacruciano Robert Fludd. (Rosacruzes [séc. XVII]: “Nós temos a Palavra Maçônica e a segunda visão, Coisas por acontecer nós podemos prever acertadamente.”)


Relações com o Zodíaco e os Planetas

É possível comparar esse agrupamento ternário á concepção astrológica segundo a qual a roda zodiacal representa, nas suas três posições sucessivas, os quatro elementos: nascimento ou início da evolução, culminação, queda ou involução. Os signos do Fogo, da Terra, do Ar e da Água, que nascem com o Áries, o Touro, Os Gêmeos e o Câncer, culminam em ion, Virgem, Libra, Escorpião, e vão ao encontro de sua queda em Sagitário, Capricórnio, Aquário e peixes. No agrupamento ternário do Tarot, as cartas em que os símbolos do Zodíaco são nitidamente indicados têm uma posição correspondente: o Sagitário do Enamorado(VI), em queda, a Libra da Justiça(VIII) em culminação, assim como o Leão da força(XI), enquanto os Gêmeos do sol(XIX) estão no inicio de uma evolução.

Mas, se quisermos ir mais longe e reconstruir um Tarot astrológico, deparamo-nos com profundas divergências entre os autores. Existem tantas correspondências diferentes entre os arcanos, planetas e o Zodíaco quanto autores especializados no estudo do Tarot. A mais absoluta fantasia parece reinar. Oswald Wirt, por exemplo, vê Mercúrio no Mago; Fomalhaut Vê o sol; Th. Terestchenko, Netuno etc. sem a pretensão de uma pesquisa completa, encontramos facilmente uma boa dúzia de correspondências astrológicas diferentes e muitas vezes contraditórias para certas cartas.
Diante dessa quantidade de hipóteses, A.Voguine propôs, em i’Utilization du Tarot em Astrologie Judiciaire (utilização do tarô na Astrologia Judiciária) (Paris,1933), fazer a correspondência dos arcanos maiores, não com os planetas e os signos, mas com as casas horoscópicas, cujos setores representam um domínio bem definido. Assim, o Mago e a morte têm relação com a primeira casa do horóscopo: a Papisa e a Temperança, com a segunda, e assim por diante. Os arcanos do Tarot também podem ser vistos em pares: cada um deles manifesta, na dualidade que compõem, uma analogia dos contrários mais ou menos evidente: a associação das cartas ás casas horoscópicas justifica esse acasalamento.


A interpretação cabalística

Varias observações se impõem, segundo os cabalistas que estudaram o Tarot. Há o mesmo número de arcanos maiores e de letras no alfabeto hebreu. Esse número é exatamente o das vinte e duas vias da sabedoria, dos canais intersefiróticos que reúnem, entre si, os dez Sefiroths, os sublimes princípios metafísicos da cabala judaica (RIJT, 198). Os próprios Sefiroths, atributos místicos de Deus, desenvolvem-se sob forma de trindades, nas quais dois extremos são unidos por um termo médio (MARD, 154). E eles correspondem ao sentido simbólico das cartas: ao Mago, causa e ponto de partida de todas as coisas, corresponde a Coroa sefirótica; á Sacerdotisa, a Sabedoria; á Imperatriz*, a Inteligência; ao Imperador, a Grandeza e a Misericórdia; ao Papa, o Rigor e o Julgamento; ao Enamorado, a Beleza; ao Carro, a Vitória; á Justiça, a Glória; ao Eremita, o fundamento; e á Roda da Fortuna, que representa o turbilhão involutivo, o Reino (WIRT, 71-73). Como há correspondências entre todas as cartas, é possível desenvolver todo um simbolismo cabalístico do tarô a partir daí, pois, na cadeia que contém os diferentes graus da essência, tudo é magicamente ligado.


O antropocentrismo do Tarot

Tarot alquímico, tarot mágico, até mesmo o Tarot Maçônico (WIRT, 281-86), todas as chaves de interpretação foram tentadas, desde que se tenha encontrado um ou dois signos simbólicos que possam ser associados a essa ou áquela doutrina; estes foram indicados á medida que examinamos cada arcano em particular. Mas o tarot permanece, acima de tudo, antropocêntrico, e as figuras que o compõem têm uma significação psicológica e cósmica; referem-se ao homem, em si mesmo e no mundo, mesmo que não nos mostrem personagens humanos, como a Roda da Fortuna (X) e a Lua (XVIII), em que os animais não passam de caricaturas do homem. Porém, para estudar o simbolismo do tarot sob este ângulo é preciso dispor os arcanos, ou em forma circular, o que situa o Louco entre o Mago e o Mundo, ou em duas fileiras, a primeira de I a XI e a segunda, no sentido contrário, de XII ao Louco.

Assim, aparece claramente que o eixo vertical do Tarot une os arcanos VI e XVII, o Enamorado e a Estrela, o primeiro sendo a afetividade e o outro, a esperança, como se esses dois valores fossem o pivô em torno do qual gravitam todos os outros. 

clique para breve apliação da imagen acima.

Um caminho de evolução em direção á sabedoria

Só diante do mundo, o homem busca o caminho da sabedoria na aquisição de um domínio duplo: o do mundo exterior e o do seu universo interior. Esse domínio provém de uma iniciação progressiva que, por sua vez, distingue duas vias, duas formas ou duas fases principais, de predominância ativa ou passiva, solar ou lunar.

A primeira se baseia na exaltação do princípio de iniciativa individual, na razão e na vontade. Convém ao erudito que tem sempre o domínio de si mesmo, que só conta com os recursos da sua própria personalidade, sem esperar ajuda das influências exteriores. A segunda é totalmente diferente, pois toma uma posição exatamente contrária á da primeira. Longe de desenvolver o que tem dentro de si e de dar de acordo com toda a expansão de suas energias intimas, o místico deve ficar em estado de receber em toda a medida de uma receptividade especialmente cultivada (WIRT, 49). 
Assim, de dois em dois, o racional e o místico - como o masculino e o feminino – se opõem e se completam. A força (XI) e o Enforcado (XII), por exemplo, são apenas dois aspectos de um mesmo símbolo: força exterior do arcano XI, força interiorizada e espiritualizada do enforcado (XII). Nesse sentido, também, o Mago em busca da iniciação se choca, primeiramente, com a Sacerdotisa (II), detentora dos segredos do mundo: para ler no seu livro, é preciso ter inteligência da Imperatriz (III) e do Imperador (IV). Com o papa (V), a iniciação torna-se efetiva: o homem conseguirá elevar-se através das provas dos demais arcanos, a primeira das quais será a tensão do Enamorado (VI), centro da primeira fileira de cartas, pois sem o impulso afetivo nada é possível. Após essa escolha que o compromete, o senhor do Carro (VII) pode vir a abusar do seu poder e a orgulhar-se de sua força: a Justiça (VIII) lembrar-lhe-á a lei do equilíbrio indispensável e, forte com o seu ideal. 
Ele vai partir, como um Eremita (IX) através do mundo; mas, na medida em que o Eremita procura a verdade, julga e põe em movimento a Roda da Fortuna (X) que dá o que ele deve receber, segundo o seu estado interior e seu próprio desejo de evolução. Só a força (XI) pode deter a Roda da Fortuna.
No final dessa primeira via, o iniciado encontrou o que procurava; a força usa o mesmo chapéu que o Mago: a lemniscata do signo do infinito.


A fase mística

Com o Enforcado (XII), começou da segunda fileira, o iniciado entra num mundo invertido, onde os meios materiais já não são eficazes: é a via mística e passiva. O arcano sem nome do n° XIII indica-nos a morte, cuja foice vermelha, cor de sangue e de fogo, corta e queima as ilusões, e que, longe de ser um fim, é um começo. Mas, nessa nova vida que nos é prometida, não se deve forçar as etapas: as exigências da Temperança (XIX) são as mesmas que as do Eremita (VIII); é só depois de ter tomado consciência dos seus limites e adquirido o equilíbrio interior que o homem poderá enfrentar o Diabo (XV), símbolo da mais grave tentação, a que nos promete poderes ocultos tão grandes quanto os claros poderes de Deus, mas que tecem ligações igualmente grandes com a força diabólica. 
Infelizmente, as construções do orgulho humano estão todas destinadas á queda, e eis a Torre fulminada da Habitação divina (XVI). Daí em diante, só a estrela (XVII) de vênus resta ao homem, dupla estrela de esperança e de amor, centro da segunda fileira de cartas e base do eixo vertical do tarô. Como a Lua (XVIII) acompanha a estrela no céu físico, ela a segue no mundo simbólico do tarot, condutora dos valores do passado, rica de todo o inconsciente, domínio do imaginário onde são reforçados os devaneios. Sem a aliança da Estrela e da Lua, não poderíamos enfrentar a luz e o fogo do sol (XIX), arcano da iluminação total, sob o qual, pela primeira vez, o homem não está mais só. A partir de então, ele pode ser julgado na sua totalidade, nele próprio e nas suas obras. O seu filho, aos olhos do anjo do juízo (XX), simbolizará a testemunha. Alcançou o cume da iniciação, e o mundo (XXI) só existe como síntese do que ele adquiriu. Conseguiu operar a transmutação do mundo objetivo em valor psíquico, i.e., em linguagem alquímica que, tendo saído junto com o Mago da matéria-prima, vai chegar ao ouro (DELT, 11, 488).

Assim, enquanto a primeira via da iniciação conduzia á força (XI), condição do Mago que realizou o seu programa (WIRT, 53), a segunda via, a da mística, parte do Enforcado (XII) e nos conduz ao Louco, cuja passividade reveste-se, aqui, de um caráter sublime (WIRT, 55). É aquele que, depois de ter obtido deste mundo tudo o que ele pode dar, reconhece que não possui nada válido e, em consequência, volta ao desconhecido, ao não conhecível que precede a vida e continua após ela. Diante desse duplo impasse, sós nos é possível continuar a procurar, tendo, porém, enfim admitido na nossa inteligência e aceito nos sofrimentos da nossa carne, que há uma diferença entre a nossa diferença entre a nossa natureza e a de Deus; a única relação possível com ele reside na esperança, no abandono e no amor. Essa é a ultima lição do tarô concebido como um caminho iniciático.

Os arquétipos do Tarot

Mas os dois caminhos que distinguimos se prestam,  ainda, a outras interpretações. Carl Gustav Jung vê neles os dois aspectos da luta do homem contra os outros e contra si mesmo; a via solar da extroversão e da ação, da reflexão prática e teórica de motivação racional; e a via lunar da introversão, da contemplação e da intuição, em que as motivações são de ordem sensível, imaginativa e global. 
Observamos também que aparecem, no tarot, vários arquétipos essenciais: a Mãe (Papisa, Imperatriz, Julgamento), o Cavalo (Carro), o Velho (Imperador, Papa, Eremita, Julgamento), a Roda (Roda da fortuna), a Morte, o Diabo, a Casa ou a Torre (Habitação Divina, Lua), o Pássaro (Estrela, Mundo), a Virgem, a Fonte, a estrela (Estrela), a Lua, o Sol, os Gêmeos (Diabo, Sol), a Asa (Enamorado, Temperança, Diabo, Julgamento, Mundo), a Chama (Habitação Divina)..

Qualquer que seja o valor de todos esses pontos de vista, não devemos esquecer que o Tarot não se submete inteiramente a nenhuma tentativa de sistematização: há sempre alguma coisa que nos escapa. O seu aspecto divinatório não é o menos difícil de ser apreendido. Não o consideraremos aqui, pois as combinações são infinitas e as interpretações, mesmo que se baseiam em símbolos que tentamos esclarecer, exigem uma educação da imaginação que só se adquire com longa prática e uma grande reserva de julgamento. 


IMAGENS:
http://taroteca.multiply.com/photos/album/123/Barbara_Walker
http://taroteca.multiply.com/photos/album/148/Marseilles
Demais imagens: Google Images: http://www.google.com.br/imghp?hl=pt-BR&tab=wi

ADAPTAÇÃO E REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
DICIONÁRIO DE SÍMBOLOS:
Mitos, sonhos, Costumes.
Autor: Jean Chevalier e Alain Cheerbr
Editora: José Olímpio
Seria pouco dizer que vivemos num mundo de símbolos: um mundo de símbolos vive em nós. Da psicanálise à antropologia, da crítica de arte à publicidade e à propaganda ideolágica ou política, ciências, artes e técnicas tentam, cada vez mais, atualmente, decifrar a linguagem dos simbolos, não só para ampliar o campo do conhecimento e aprofundar a comunicação, como também para domar uma energia de um tipo especial, subjacente aos nossos atos, reflexos, tendências e repulsões, das quais apenas começamos a vislumbrar o extraordinário poder. Anos de reflexão e de estudos comparativos sobre um conjunto de informações reunidas por uma equipe de pesquisadores, abrangendo áreas culturais através do desenrolar da história e da extensão do povoamento humano, levaram os autores a demonstrar o caráter profundo da linguagem simbólica, tal como ela se subdivide nas camadas ocultas da nossa mente. Todos sentirão a importância deste Dicionário. Mais de 1600 artigos, entrelaçados por comparações e remissiva, muitas vezes reestruturados após longa maturação, permitem o desvendar do símbolo melhor do que a razão por seus próprios meios. Este conjunto único abre as portas do imaginário, induz o leitor a refletir sobre os símbolos.

Fraternalmente, luz e Paz Profunda

Você também poderá gostar de:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...