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sábado, 13 de maio de 2017

Arcano São Francisco de Assis.

Filho de Pedro e Dona Pica Bernardone, Francisco nasceu entre 1181 e 1182, na cidade de Assis, Itália. Seu pai era um rico e próspero comerciante, que seguidamente viajava para a França, de onde trazia a maior parte de suas mercadorias.

Foi de lá também que ele trouxe sua linda e bondosa esposa, Dona Pica. Foi batizado em Santa Maria Maior (antiga catedral de São Rufino) com o nome de João (Giovanni). Mas quando Pietro Bernardone voltou de uma viagem à França, mudou de idéia e resolveu trocar o nome do filho para Francisco, prestando uma homenagem àquela terra.

Sua mãe era de origem provençal: as primeiras palavras ternas e afetuosas que o menino ouviu foram francesas. Esta língua foi gravada no seu coração: assim, afirmou o seu primeiro biógrafo, Tomás de Celano: “quando manifesta a sua alegria, canta na doce língua dos trovadores da cavalheiresca Provença”.

Segundo a maioria dos biógrafos de São Francisco, os padres de São Jorge lhe deram formação adequada e educação cristã. Mas o caráter e as qualidades melhores lhe vieram da mãe: meiga e firme, cristã fervorosa, toda dedicada à família.

Cedo, o garoto Francisco aprendeu do pai a arte do comércio que manejava com inteligência e proveito. Mas era um jovem alegre, amante da música e das festas e, com muito dinheiro para gastar, tornou-se rapidamente um ídolo entre seus companheiros. Adorava banquetes, noitadas de diversão e cantar serenatas para as belas damas de sua cidade. Enfim, Francisco era o líder da juventude de sua cidade.

O louco de Assis
De alguns recebia apoio e incentivo. De muitos, o desprezo e a zombaria. No entender da maioria, o filho de Pedro Bernardone havia perdido completamente o juízo! E não só a garotada da cidade escarnecia dele, chamando-o de louco e outros qualificativos menos nobres.

Mais de uma vez sentiu-se tentado a voltar atrás, quando chegava à porta de seus antigos amigos; mas saía vitorioso nessas lutas entre o orgulho humano e o próprio ideal. Já alguns começaram a reconhecer nele traços do futuro santo, embora ele mesmo ainda não conhecesse claramente sua vocação.

Estava já terminando a restauração da última Igrejinha da redondeza, a capelinha de Santa Maria dos Anjos (na foto abaixo) e perguntava-se o que faria depois. O que mais lhe pediria Deus? Não havia entendido ainda que a Igreja que devia restaurar não era a de pedra, mas a própria Igreja de Cristo, enfraquecida na época pelas divisões, heresias e pelo apego de seus líderes às riquezas e ao poder. Devia ser aquele o ano de 1209.

Certo dia, Francisco escutou, durante a missa, a leitura do Evangelho: tratava-se da passagem em que Cristo instruía seus Apóstolos sobre o modo de ir pelo mundo, “sem túnicas, sem bastão, sem sandálias, sem provisões, sem dinheiro no bolso …” (Lc 9,3).

Tais palavras encontraram eco em seu coração e foram para ele como intensa luz. E exclamou, cheio de alegria: “É isso precisamente o que eu quero! É isso que desejo de todo o coração!” E sem demora começou a viver, como o faria em toda a sua vida, a pura letra do Evangelho. Repetia sempre para si e, mais tarde, também para seus companheiros: “Nossa regra de vida é viver o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo”!

O primeiro sacerdote fransicano

O exemplo de Bernardo produziu frutos. O primeiro é o sacerdote Silvestre, que exclamou comovido: “Como posso eu, sacerdote e velho, ser menos generoso que estes jovens e ricos?” E, sem mais, lançou-se com eles na aventura de viver o Evangelho. Tornou-se, assim, o primeiro sacerdote da Ordem Franciscana!

Prontamente aderiram outros: Gil, um modesto lavrador que se tornaria um grande santo; Morico, dedicado ao serviço dos leprosos; Bárbaro, futuro missionário no Oriente; Sabatino, Bernardo de Viridiante, João de Constança, Ângelo, da ilustre família dos Tancredo, aparentado com reis e príncipes; Felipe, grande pregador; e muitos outros…

Juntos, formaram um grupo de mendigos voluntários (daí o adjetivo de Ordem Mendicante dado à Ordem Francicana), que trabalhavam e rezavam, cantavam e pregavam, maravilhando o povo com a novidade do Evangelho sendo vivido diante de seus próprios olhos. Algumas choupanas cobertas de folhagem, no pitoresco vale do Rivotorto, serviam-lhes de modesto abrigo.

Oração de São Francisco de Assis

 A Oração da Paz, também denominada de Oração de São Francisco, é uma oração de origem anônima que costuma ser atribuída popularmente a São Francisco de Assis. Foi escrita no início do século XX, tendo aparecido inicialmente em 1912 num boletim espiritual em Paris, França.

Em 1916 foi impressa em Roma numa folha, em que num verso estava a oração e no outro verso da folha foi impressa uma estampa de São Francisco. Por esta associação e pelo fato de que o texto reflete muito bem o franciscanismo, esta oração começou a ser divulgada como se fosse de autoria do próprio santo.

No Brasil mais antiga versão conhecida desta oração é publicada em Anais da Câmara dos Deputados do Brasil em 1957

“Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.”

Para ter ainda mais proteção deste santo tão popular, tenha uma imagem dele em sua casa e dedique alguns momentos do seu dia refletindo sobre suas ações. A oração de São Francisco de Assis possui sua essência: o altruísmo. Ao emanar o bem para os outros e para o universo, recebemos de volta energia positiva, vibrações especiais e assim conseguimos conquistar nossos objetivos e viver de maneira equilibrada, tendo como o centro de nossas vidas aquele sentimento que tudo pode: o amor. Procure colocar um toque dele em tudo o que você fizer, e perceba que os resultados serão mais positivos para você e para todos que a rodeiam. Experimente este sentimento maravilhoso e veja mudanças reais acontecerem na sua frente!

 Sr. Francis - THE FOOL - Robert Place Tarot

domingo, 3 de fevereiro de 2013

3 de fevereiro, dia de São Brás de Sebaste.

Por

Como boa Taurina que sou, sempre tive uma enorme sensibilidade na garganta e por conta disso, todos os anos, no dia 3 de fevereiro, minha mãe me levava à igreja da Lapa, bairro paulistano onde cresci, para a BÊNÇÃO DA GARGANTA, pois era o dia de SÃO BRÁS, o santo que protege a nossa garganta.

Por conta disso, sempre fui muito grata a São Brás e me lembro perfeitamente do Monsenhor Marcelo cruzando as duas velas sobre as gargantas dos fiéis, repetindo a bênção de São Brás.

São Brás certa vez salvou um menino que estava engasgado com um espinho e o fez sem usar nenhum instrumento, o que se considerou verdadeiro milagre. Tornou-se então o padroeiro das enfermidades na garganta. Todo mundo já ouviu alguma vez na vida invocar-se “São Brás” quando alguém está engasgado.
Se você, como eu, tem uma garganta que exige maiores cuidados, apegue-se ao santo do Dia. Deixo para todos a Oração e a Bênção.

ORAÇÃO PARA SÃO BRÁS
Ó glorioso São Brás, que restituístes com uma breve oração a perfeita saúde a um menino que, por uma espinha de peixe atravessada na garganta, estava prestes a expiar, obtende para nós todos a graça de experimentarmos a eficácia do vosso patrocínio em todos os males da garganta.
Conservai a nossa garganta sã e perfeita para que possamos falar corretamente e assim proclamar e cantar os louvores de Deus.
A bênção de São Brás: “Por intercessão de São Brás, Bispo e Mártir, livre-te Deus do mal da garganta e de qualquer outra doença. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amém”.


São Brás (em francês: Blaise) foi um mártir, bispo e santo católico que viveu entre o séculos III e IV na Armênia. Ficou conhecido porque retirou com a mão um espinho da garganta de uma criança. Primeiramente, foi médico, mas entrou numa crise, não profissional, pois era bom médico e prestava um ótimo serviço à sociedade. Mas nenhuma profissão, por melhor que seja, consegue ocupar aquele lugar que é somente de Deus. Então, providencialmente, porque ele ia se abrindo e buscando a Deus, foi evangelizado. Não se sabe se já era batizado ou pediu a graça do Santo Batismo, mas a sua vida sofreu uma guinada. Esta mudança não foi somente no âmbito da religião, sua busca por Nosso Senhor Jesus Cristo estava ligada ao seu profissional e muitas pessoas começaram a ser evangelizadas através da busca de santidade daquele médico.

Numa outra etapa de sua vida, ele discerniu que precisava se retirar. Para ele, o retiro era permanecer no Monte Argeu, na penitência, na oração, na intercessão para que muitos encontrassem a verdadeira felicidade como ele a encontrou em Cristo e na Igreja. Mas, na verdade, o Senhor o estava preparando, porque, ao falecer o bispo de Sebaste, o povo, conhecendo a fama do santo eremita, foi buscá-lo para ser pastor. Ele, que vivia naquela constante renúncia, aceitou ser ordenado padre e depois bispo; não por gosto dele, mas por obediência.

Sucessor dos apóstolos e fiel à Igreja, era um homem corajoso, de oração e pastor das almas, pois cuidava dos fiéis na sua totalidade. Evangelizava com o seu testemunho.

São Brás viveu num tempo em que a Igreja foi duramente perseguida pelo imperador do Oriente, Licínio, que era cunhado do imperador do Ocidente, Constantino. Por motivos políticos e por ódio, Licínio começou a perseguir os cristãos, porque sabia que Constantino era a favor do Cristianismo. O prefeito de Sebaste, dentro deste contexto e querendo agradar ao imperador, por saber da fama de santidade do bispo São Brás, enviou os soldados para o Monte Argeu, lugar que esse grande santo fez sua casa episcopal. Dali, ele governava a Igreja, embora não ficasse apenas naquele local.

São Brás foi preso e sofreu muitas chantagens para que renunciasse à fé. Mas por amor a Cristo e à Igreja, preferiu renunciar à própria vida. Em 316, foi degolado.

Conta a história que, ao se dirigir para o martírio, uma mãe apresentou-lhe uma criança de colo que estava morrendo engasgada por causa de uma espinha de peixe na garganta. Ele parou, olhou para o céu, orou e Nosso Senhor curou aquela criança.

Fraternalmente.
Paz e Luz.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A Imperatriz / Arcano 3


Imperatrix Mundi
O arcano da Imperatriz.
Ela de certa maneira seria a filha dos dois primeiros arcanos (O Mago e A Sacerdotisa), só que a sua diferença mais marcante em relação a Sacerdotisa, é que ela possui o potencial da geração por conter em si elementos do primeiro e do segundo arcano. Por isso no tarô, a Imperatriz é considerada por muitos estudiosos como sendo a Mãe, o principio criativo, o poder de gerar novas vidas.
Estes dois primeiros arcanos citados acima, apesar de todo o potencial que apresentam, cada qual dentro das suas características, sejam  elas masculinas ou femininas, são completamente estéreis enquanto permanecem separados e não podem por si só gerar coisa alguma. No ato sexual o homem (O Mago) nada conseguiria se a mulher (A Sacerdotisa) não se encontrasse lá para completá-lo e vice-versa. Através dessa breve porém lógica e consistente observação, podemos notar que está faltando algo que una o potencial masculino do terceiro arcano;
Dentro da Wiccatradição totalmente matriarcal – citada no arcano anterior, a Imperatriz seria considerada como sendo a Grande Deusa de todas as coisas vivas, a Grande Mãe. Já a Sacerdotisa seria vista como a avó, a Anciã com o conhecimento e a sabedoria de todas as coisas criadas por sua filha – A Imperatriz.
Dentro da tradição wiccaniana, alguns bruxos acreditam que Deus é mulher, daí porque se referirem á divindade suprema como ‘A Deusa’ ou como ‘A Grande Mãe’. Outro bruxos por sua vez acreditam em duas divindades, sendo uma totalmente masculina e a outra completamente feminina, que se uniram no inicio dos tempos para a formação de tudo que conhecemos hoje. Crenças a parte, o importante é que tanto para aqueles que acreditam em uma Deusa única, como para aqueles que acreditam em duas divindades de sexos opostos, que se unirão para a criação do Todo, o respeito pela Grande Mãe é visto em ambas as correntes.
Vamos a mais um texto extraído do livro A Dança Cósmica das feiticeiras de Starhawk, que também serve para ilustrar o lado criador (a nível de geração) e maternal da Imperatriz:
‘A Deusa é a primeira em toda a terra, o mistério, a mãe que alimenta e que dá toda a vida. Ela é o poder da fertilidade é geração; o útero e também a sepultura que recebe o poder da morte. Tudo vem dela, tudo retorna a ela. Sendo terra também é a vida vegetal; as árvores, as ervas e os grãos que sustentam a vida. Ela é o corpo e o corpo é sagrado. Útero, seios, barriga, boca, vagina, pênis osso e sangue; nenhuma parte do corpo impura, nenhum aspecto dos processos vitais é maculado por qualquer conceito de pecado. Nascimento, morte e decadência, são partes igualmente sagradas do ciclo. Se estamos comendo, dormindo, fazendo amor ou eliminando excessos do corpo, estamos manifestando a Deusa’.
Antes de concluir esta breve introdução e passarmos definitivamente para a descrição do terceiro arcano, eu gostaria de apresentar um dado, no mínimo, interessante para o leitor.
Não é novidade para ninguém o fato de que a igreja Católica durante a idade media se opôs com todas as suas forças contra os cultos pagãos europeus, principalmente a chamada Bruxaria ou Grande Arte (Wicca). Agora, uma vez que a Imperatriz é uma das representações mais claras do poder matriarcal e das inúmeras deusas que eram cultuadas no paganismo, é de se estranhar que a sua descrição detalhada e fiel se encontre no apocalipse de São João Apóstolo, capitulo doze de forma benigna, e não maligna como essas deusas e seus praticantes eram tidos nos tempos da Santa Inquisição. Aconselho o leitor, agora a apanhar o seu terceiro arcano de preferencia do Tarô, para acompanhar a descrição da Imperatriz segundo a Bíblia. É no mínimo muito interessante:
‘Apareceu outrossim um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, que tinha a lua debaixo de seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça’.
Apocalipse de São João Apóstolo, 12, 1
‘E foram dadas á mulher duas asas de uma grande águia, para voar para o deserto, ao lugar de seu retiro, onde é sustentada um tempo, dois tempos e a metade dum tempo, fora da presença da serpente’.
Apocalipse de São João Apóstolo, 12, 14
É interessante que o numero do capitulo do apocalipse de São João, do qual foram extraídos os dois versículos citados acima é doze. Se somarmos a dezena e a unidade que compõem esse numero, iremos obter o numero três que é justamente o numero do arcano da Imperatriz.
Agora, mais interessante ainda é sabermos que o Tarô e a Wicca são muito anteriores ao cristianismo e portanto á Bíblia. Muito antes de Cristo, já existia o terceiro arcano - A imperatriz - e a Antiga Religião que depois ficou conhecida como Wicca.

As perguntas, portanto são as seguintes:
Por que o arcano da Imperatriz foi inserido na Bíblia por ocasião da sua criação? Estando a Imperatriz que é uma das representações da Deusa para os wiccanianos, em destaque na Bíblia de maneira benéfica, e sendo a Wicca e o Taro muito mais antigos do que o Cristianismo, por que os wiccanianos foram perseguidos durante a santa Inquisição?
Os símbolos que compõem o arcano da Imperatriz
As doze estrelas que coroam a Imperatriz, representam os doze signos do zodíaco e as doze casas zodiacais percorridas pelo sol durante o ano.
O cetro seguro pela mão esquerda da Imperatriz possui o símbolo do planeta Vênus, que é o planeta associado ao amor. Isto representa que o poder da Imperatriz está calcado no amor e ela reina permanentemente sobre as coisas nascidas, as que nascem e as que ainda nascerão, através do poder do amor.
A águia que está no escudo seguro pela mão direita da Imperatriz representa as alturas a que pode elevar-se o vôo do espirito e também simboliza que o ato de criar, ou seja, o principio da criação atinge as esferas mais elevadas.
A lua sobre a qual a Imperatriz repousa o seu pé representa a inferioridade da matéria (mundo sublunar) e sua dominação pelo espirito.
O trono que lhe serve de assento tem a forma do sol, e o sol representa o poder criador. O sol é o centro que emana vida a todo nosso sistema, dai o porque associá-lo á criação.
As asas sobre o colo da Imperatriz, nos lembram a mítica deusa ísis Celeste, que está associada á mulher que senta no trono.
As quatro cores que emanam do trono da Imperatriz representam o poder, - azul, - a transformação e a liberdade, - violeta- a cura e a verdade, - verde- e a sabedoria- amarelo.
Significado do 3° Arcano – A Imperatriz

A Imperatriz é um mulher madura que encara a vida de frente. Ela possui para isso o poder da expressão, um forte caráter, uma alta criatividade e além disso o carisma e a beleza, que são uma constante em seu ser.
Este arcano quando em jogo representa a necessidade que nós temos de encarar a vida de frente e irmos em busca de nossos objetivos e ideais usando de muita criatividade, otimismo e rapidez de raciocínio.
A imperatriz não gosta de perder tempo com os pequenos detalhes da vida, apesar de ser uma grande apreciadora das artes, muito ligada também ao requinte e ao belo. O seu jogo é mais o de uma visão pratica e objetiva em relação ás coisas. Dotada de uma inteligência e raciocínio privilegiados ela não leva muito tempo para compreender uma nova situação ou projeto com o qual possa vir a ser envolvida, e quando menos imaginamos ela já tem completamente a nova situação dominada plenamente em suas mãos, e por elas guiadas com muita graça e habilidade.
A nível de comunicação, as pessoas regidas por este arcano, são sem duvida alguma as mais encantadoras. Tal como o signo de Gêmeos, essas pessoas costumam conversar sobre todo o tipo de assunto e fazem da comunicação uma verdadeira arte de expressão através da qual os mais observadores e sensíveis podem, se prestarem bem atenção aos detalhes da conversa, ter acesso ao fundo de suas almas. Existem dois tipos de Imperatrizes, a nível de comunicação. O primeiro fala de pessoas que sabem conversar sobre qualquer tipo de assunto, mas não possuem profundidade dentro dos vários temas que se propõem a discutir. O segundo são pessoas um pouco mais tranquilas e menos afoitas no momento da fala, dominando com profundidade o assunto ao qual se propuseram a falar. As vezes esse segundo tipo de pessoa se especializa em uma única área de interesse e quando em uma conversa, fala apenas de sua área, procurando evitar falar sobre o que ela não domina. Não é raro vermos pessoas com esse comportamento se afastarem delicada e sutilmente quando começamos a falar sobre outros assuntos que não sejam aqueles relativos á sua área específica. Em ambos os casos, tanto os regidos pela Imperatriz que falam um pouquinho sobre cada coisa, sem no entanto possuir a respectiva profundidade sobre o que estão falando, quanto aqueles regidos mais quietos e reservados que preferem falar apenas sobre o que conhecem, podemos ter a certeza de que ambos sabem se expressar muito bem e constituem excelente companhia para um jantar entre amigos, uma festa; enfim, para todo o tipo de reunião social.

As artes e o meio artístico também fazem parte do reinado da Imperatriz. Muitas pessoas regidas por esse arcano possuem tendências artísticas desde a mais tenra idade. Quando em jogo o importante é incentivar o cliente a praticar qualquer tipo de arte e se ele já estiver fazendo alguma atividade nesse sentido, temos que parabeniza-lo e estimulá-lo a seguir em frente. Tal comportamento de incentivo do tarólogo em relação a seu cliente é, no mínimo, muito benéfico uma vez que quando as pessoas praticam algum tipo de arte, nem que seja por hooby, elas colocam muitas coisas para fora de si, através da expressão artística, e principalmente coisas de natureza emocional. Então podemos presumir através dessa informação que a arte também possui o seu lado terapêutico. Não importa a qual tipo de arte vamos nos dedicar. Pode ser desde a confecção de uma pipa, até a execução perfeita de um kata de artes marciais complexo com todos os seus rápidos e preciosos movimentos, saltos e utilização de armas brancas. O que realmente importa é praticarmos alguma coisa, amarmos o que fazemos e nos expandir em todos os níveis através da nossa atividade artística. 

O lado criativo da Imperatriz é um dos lados mais importantes que compõem o arcano. É fundamental para as pessoas que tiram esse arcano em uma consulta gerar algo novo; criar algo novo; não importa o que seja. O cliente tem que ser conscientizado do fato de que ele se encontra em uma fase onde tudo que ele quiser manifestar, pode ser manifestado, porque ele possui o potencial criativo para isso. Na fase regida pela Imperatriz o correto seria que nos tornássemos ‘Semeadores de Fé’. Esse termo- ‘Semeador de Fé’ – é um termo que me surge agora enquanto escrevo essas linhas. Nada mais justo explicar o que ele significa.
O ‘Semeador de fé’, é aquela pessoa que tem uma ideia, objetivo ou ideal a ser realizado e acreditando em si mesmo, planta hoje as sementes do seu sucesso futuro. Não importa quando ela vai colher o fruto da semente que foi lançada á terra. O que realmente importa é que ela criou algo novo, gerou algo novo, sem se preocupar com o tempo da colheita final. O importante repito novamente é plantar, gerar, criar o novo. Deixar as ideias fluírem de dentro de você e passa-las para a prática, pois somente assim é possível a colheita no futuro.
O Caminho na árvore da vida (cabala).
REFERÊNCIA DE ESTUDO:
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Segredos do Eterno. Alexandre José Garzeri
O TarotCabalístico - um manual de filosofia Mística. Robert Wang
IMAGENS E DECKS (fotos)
THOTH CROWLEY
TAROT NAMUR
TAROT DE MARSELHA
BARBARA WALKER
TAROT DURER
RIDER WAITE
TAROCCO SOPRAFINO
TAROT NEW VISION

Fraternalmente,
Paz e Luz

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