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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

33

Na data de hoje, completo um novo ciclo, entro na idade mística.
Trinte e três anos de vida neste plano, a idade mística, psíquica e espiritual deu seu início.

Este número é o símbolo da perfeição por ser o número dos anos de vida do mestre Jesus, o Cristo. Sendo os relatos evangelistas, é também a quantidade dos milagres que o ungido Jesus realizou. Por esse motivo, Antonio Gaudí colocou um quadrado mágico com a soma 33 juntos a escultura do "beijo de Judas" na Catedral da Sagrada Família em Barcelona.


Tampouco é coincidência o fato de José supostamente ter 33 anos ao se casar com a Virgem Maria, ou de Jesus ter operado 33 milagres, ou de o nome de Deus ter sido mencionado 33 vezes no Gênesis.

Em outras religiões, o número também aparece, no Islamismo, todos os habitantes do paraíso têm eternamente 33 anos.

A MAÇONARIA E A BUSCA PELO CONHECIMENTO
A Bíblia contem o Velho Testamento. No Novo Testamento e uma valiosa coleção de escritos filosóficos da Maçonaria. A Bíblia e seus mistérios bem como suas infinita informações cifradas é objeto de estudo e aprendizado dos Maçons.


A base da coluna, ou sacro, significa literalmente “osso sagrado”, a coluna vertebral é composta exatamente por 33 vértebras

A mente é como um cume de ouro que encima o corpo físico, Pela escadaria da coluna vertebral, a energia sobe e desce, circulando, unindo a mente celeste ao corpo físico.
O corpo é de fato um templo.

“Quando o teu olho for bom, todo o teu corpo terá luz” Mateus 6:22

A ciência humana reverenciada pelos maçons é a antiga compreensão de como usar esse templo para seu objetivo mais poderoso e mais nobre.

A Maçonaria reverencia o potencial inexplorado da mente, e muitos de seus símbolos estão relacionados à fisiologia humana. A fênix de duas cabeças com o número 33 é o emblema do mais alto grau maçônico. Em essência, o grau 33 é uma honraria de elite reservada a um pequeno grupo de maçons altamente qualificados. 

Todos os outros graus podem ser alcançados por meio da conclusão bem-sucedida do anterior, mas a ascensão ao grau 33 é restrita.

ORDO AB CHAOS (ORDEM A PARTIR DO CAOS) 
DEUS MEUMQUE JUS (DEUS E O MEU DIREITO)

Os graus a seguir referem-se exclusivamente ao Rito Escocês Antigo e Aceito:
  • 1) Aprendiz
  • 2) Companheiro
  • 3) Mestre
  • 4) Mestre Secreto
  • 5) Mestre Perfeito
  • 6) Secretário Íntimo ou Mestre por Curiosidade
  • 7) Preboste e Juiz
  • 8) Intendente dos Edifícios
  • 9) Cavaleiro Eleito dos Nove
  • 10) Cavaleiro Eleito dos Quinze
  • 11) Sublime Cavaleiro dos Doze
  • 12) Grão-mestre Arquitecto
  • 13) Cavaleiro do Real Arco
  • 14) Prefeito e Sublime Maçon
  • 15) Cavaleiro Do Oriente
  • 16) Príncipe de Jerusalém (Grande Conselheiro)
  • 17) Cavaleiro do Oriente e do Ocidente
  • 18) Cavaleiro Rosa-Cruz ou Cavaleiro Águia Branca
  • 19) Grande Pontífice ou Sublime Escocês
  • 20) Soberano Príncipe da Maçonaria ou Mestre "ad vitam"
  • 21) Cavaleiro Prussiano ou Noaquita
  • 22) Cavaleiro Real Machado ou Príncipe do Líbano
  • 23) Chefe do Tabernáculo
  • 24) Príncipe do Tabernáculo
  • 25) Cavaleiro da Serpente De Bronze
  • 26) Príncipe da Mercê ou Escocês Trinitário
  • 27) Grande Comendador do Templo
  • 28) Cavaleiro do Sol ou Príncipe Adepto
  • 29) Grande Cavaleiro Escocês de Santo André da Escócia
    ou Patriarca das Cruzadas
  • 30) Grande Inquisitor, Cavaleiro Kadosh ou Cavaleiro da Águia Branca e Negra
  • 31) Grande Juiz Comendador ou Inspetor Inquisidor Comendador
  • 32) Sublime Cavaleiro do Real Segredo ou Soberano Príncipe da Maçonaria
  • 33) Soberano Grande Inspetor-Geral.
Se você continuar a fazer o que sempre fez,
com absoluta certeza continuará a ser o que sempre foi.
- Carlos Rosa
Minha visão de vida é aprender a doar-me em prol de meus semelhantes. Com 33 anos, sei da importância espiritual que tem este número, porem para viver à altura do meu ideal vou precisar ter amor e coragem, para continuar trilhando nesta jornada.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
HAJO BANZHAF; Simbolismo e o Significado dos Números. Ed.: Pensamento. 2009

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O Carro / Arcano 7


O Guerreiro Mago, Monge Combatente
ou Filho da Luz

O carro, sétimo arcano do Tarot é representado por um guerreiro conduzindo uma carruagem ou biga, puxada vigorosamente pois dois cavalos ou esfinges. Na realidade ele é a imagem do espirito heroico e guerreiro que habita dentro de cada um nós. Espírito este que quando desenvolvido e bem orientado para os bons ideais, nos conduz á vitória suprema em relação aos nossos objetivos, e a um real Domínio sobre a vida.
Este arcano, como todos os vinte e dois arcanos do Tarô, está relacionado a um caminho espiritual, ordem iniciática ou filosofia de vida através da qual o ser humano poderia tomar um real contato com o seu potencial interno e a partir daí se melhorar, contribuindo assim para a evolução de toda a humanidade. Mais pra frente daremos a relação dos arcanos maiores e suas respectivas tendências espiritualistas, mas agora seria interessante já comentarmos os caminhos espirituais a que esta ligado o sétimo arcano, e realmente será com muito prazer que faremos isso, pois tratam – se de duas grandes Ordens Iniciáticas mui veneráveis e respeitadas, que também possuem muitas coisas em comum. São elas:
- Os Cavaleiros Templários
- A Maçonaria
Comentaremos agora brevemente alguns dados que nos foram passados por pessoas ligadas á estas Ordens, para que possamos entender o Real Espirito Cavaleiresco* que se oculta por trás do sétimo Arcano.
 Os Cavaleiros Templários
Falar sobre os cavaleiros Templários, é falar sobre o cavaleiro perfeito. É falar de homens que estavam muito a frente de seu tempo, embora possuíssem em seus ritos é doutrinas praticas milenares extraídas das antigas Escolas de Mistérios do Oriente. É falar de uma elite de seres humanos que buscava e busca até hoje a verdadeira verdade; verdade esta livre de dogmas e estúpidos preconceitos, através dos quais as religiões dominantes veem mantendo grande parte da humanidade debaixo de suas botas durante todos estes séculos. Verdade pela qual muitos Templários deram as suas vidas para que ela pudesse chegar até nós nos dias atuais.
 Os Templários ou pobres Cavaleiros de Cristo como eram conhecidos no inicio de sua criação, tiveram origem no ano de 1111 ou 1112 d.C., ao contrario do que dizem a maioria dos historiadores, que se baseiam em Guillaume de Tyre, que insiste erradamente em dizer que os Templários nasceram no ano de 1118.
Segundo o que nos conta a história oficial, os Templários se iniciaram com apenas nove cavaleiros comandados por Hugues de Payen, que tinham por missão proteger os caminhos que levavam á terra Santa, (algo estranho, pois como poderiam apenas nove cavaleiros cobrir todos os caminhos e rotas que levavam á Terra Santa e ainda lutar nas cruzadas?) onde os cristãos sofriam constantes ataques por parte de mulçumanos e sarracenos, considerados bárbaros e infiéis pela igreja católica. Um dia sem ter sido solicitado, Hugues de Payen surgiu do nada em Jerusalém apresentou-se ao rei Baldoin 1°, que justamente com o patriarca de Jerusalém o recebeu e aos demais oito cavaleiros com todas as honrarias e cortesias (algo realmente estranho, porque quando da chegada dos Templários na Terra Santa, ela já fervilhava de centenas de outros cavaleiros entre eles alguns nobres, aos quais jamais havia sido dispensado qualquer tipo de homenagem, ou honrarias). O rei logo de cara, tratou de instalar os cavaleiros confortavelmente em seu próprio palácio (algo realmente muito estranho, uma vez que os cavaleiros para serem admitidos na Ordem Templária tinham que fazer voto de pobreza e abdicar de qualquer tipo de luxo), cedendo para eles uma área debaixo da qual se situava nada mais nada menos, que as fundações do Templo de Salomão onde os Templários erigiam o seu quartel. Daí o porquê do nome Templários.
Com o passar dos tempos os Templários começam a fazer bonito na Terra Santa e começam, por causa de sua valentia e ousadia em combate, a ser aclamados como os mais perfeitos cavaleiros cruzados em toda a Europa. A disciplina na Ordem é rigorosíssima e possui uma das mais bem definidas hierarquias militares e iniciáticas da época. Iniciáticas que os Templários ao que parece teriam gostado muito do contato com os ‘infiéis’ e aprendido com os seus inimigos (pelo menos de fachada...) judeus, mulçumanos e sarracenos segredos relativos ao Templo de Salomão, (tanto arquitetônicos como iniciáticos), á Kabbalah, á Alquimia, á utilização de ervas medicinais (os ataques epilépticos considerados na época como um sinal de possessão demoníaca eram ‘milagrocientificamente’ curados pelos Templários com os conhecimentos medicinais que eles possuíam) e o mais importante; a verdadeira historia de Cristo, e do Santo Graal- objeto sagrado cujos Templários até hoje são os reais guardiães.
Fala-se que a badalação em torno dos Templários era tanta que quando a maioria dos nove cavaleiros que haviam dado inicio a tudo retornou á Europa no ano de 1127, recebeu uma fervorosa acolhida orquestrada por São Bernardo escreveu um panfleto intitulado ‘Elogio á nova cavalaria’, onde declarava os Templários como sendo a epitome e apoteose dos valores cristãos. Depois dessa, não era de se estranhar o fato de todas as autoridades eclesiásticas se referirem aos Templários com louvor e até mesmo os mais poderosos reis curvarem suas cabeças perante a ordem, que ficava cada vez mais rica devido ao alto número de nobres e filhos da nobreza que acorriam ás suas fileiras, vindos de todas as partes da Europa. Conta-se que quando Hugues de Payen visitou a Inglaterra no final de 1128 foi acolhido com ‘grande adoração’ pelo rei Henrique I. Hugues de Payen teria, doado todos os seus bens á ordem e todos os novos recrutas que como já foi citado, alguns eram filhos da mais alta nobreza europeia e faziam a mesma coisa quando de sua entrada para a Ordem. Este fato também auxilia a explicar como os Templários obtiveram tanto poder a nível financeiro.
Castelos, fortalezas e casas templárias, se espalhavam por todo o continente Europeu e além dele, e a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo (se é que realmente algum dia os Templários foram pobres..) tornou-se a mais poderosa Ordem Monástica de toda a Europa. Ela controlava ate mesmo o dinheiro dos reis que muitas vezes preferiam guardar os seus valiosos bens em mãos templárias, pois sabiam que ninguém ousaria roubar a ordem. O poder dos Templários chegava a tal grau que eles eram muitas vezes os mediadores de batalhas internas entre reis europeus e senhores feudais, muitas vezes fazendo o curso das batalhas se alterar drasticamente apenas mandando informar que iriam apoiar este ou aquele feudo juntamente com o seu senhor.
Como nos conta o magnifico e excepcional livro O Santo Graal e a Linhagem sagrada da editora Nova Fronteira, escrito pelos brilhantes Michael Baigent, Richard Leigh e Henry Lincoln- um dos poucos livros realmente confiáveis sobre os cavaleiros Templários e o Monastério do Sinai, ordem que teria criado a Ordem Templária – ‘certa vez em 1252, Henrique III rei da Inglaterra, ousou desafiá-los, ameaçando confiscar alguns de seus domínios’. Vocês Templários (...) tem tanta liberdade e tantas concessões, que suas enormes posses fazem com que esnobe com orgulho e insolência. Aquilo que foi imprudentemente dado deve, portanto, ser prudentemente retomado; e aquilo que foi desconsiderada- mente oferecido deve ser consideradamente recuperado’. O mestre da Ordem replicou: ‘Que dizes vós, oh rei! Longe esteja vossa boca de pronunciar tão desagradáveis e tolas palavras. Enquanto exercerdes justiça, reinareis. Mas se vós lá infringeis, cessareis de reinar’. Uma mentalidade moderna dificilmente  pode conceber e enormidade e a audácia desta afirmação. O mestre estava implicitamente reclamando para a sua ordem e para si um poder que nem mesmo o Papa ousaria reclamar explicitamente: o poder de coroar e depor monarcas’. Este trecho do livro o Santo Graal e a Linhagem Sagrada, nos dá uma ideia de ate onde chegava o poder dos Templários.
Tudo ia muito bem, até que em nossa historia surgem dois personagens que sem duvida estão entre os maiores canalhas e crápulas que a história já conheceu. São eles: Felipe, o Belo, Rei da França (1406) e o Papa Clemente V, que era o seu marionete. Estes dois senhores tramaram um sórdido plano para fazer com que os Templários caíssem e fossem extintos de uma vez por todas da face da terra. Agora o leitor deve estar se perguntando: se eram os Templários tão bons, tendo colaboração para um real desenvolvimento do continente Europeu, de tal forma que até mesmo alguns historiadores comentam que se não fosse a ordem Templária e alguns outros grupos iniciáticos na Europa, a sua historia seria um tanto o quanto vazia, por que alguém queria ver os Templários extintos de uma vez por todas? Por que estes homens que tanto bem fizeram para tantas pessoas incomodam tanto, a ponto de Felipe- o Belo, rei da França,- querer vê-los mortos? A resposta se encontra retornando-se um pouco na história.
Dizem que o ódio de Felipe pelos Templários começou quando tendo tentando entrar para a Ordem, o rei teria sido desdenhosamente rejeitado, devido a não possuir as ‘Condições morais’ necessárias, para sequer pisar na frente de um Cavaleiro Templário, quanto mais para se juntar a ele. Não bastasse isso um outro episódio muito interessante ocorreu entre o rei francês e os cavaleiros da famosa cruz vermelha de quatro braços iguais – emblema este adotado pelos Templários em 1146.
Conta-se que Felipe- o Belo, para fugir de uma rebelião em Paris devido as suas inúmeras falcatruas dentro do trono francês, teria pedido asilo aos Templários no que foi imediatamente auxiliado, tendo a seu lado espadas templárias para a sua defesa. Na ocasião consta que um mestre Templário juntamente com alguns cavaleiros, teve que se colocar entre Felipe e o povo que queria a sua cabeça, fazendo o povo entender que deveria dar uma segunda chance ao seu rei. Na época em que Felipe esteve entre os cavaleiros, pode constatar com os seus próprios olhos a riqueza e opulência que circulava dentro da ordem e, ao invés de ser agradecido aqueles que haviam lhe prestado auxilio, começou a voltar o seu olhar em direção á estas riquezas, pensando em como poderia se apropriar delas o quanto antes. Dizem também que Felipe não tinha na França nenhum tipo de controle sobre a Ordem e temia constantemente que ela lhe tomasse o poder, que cá para nós seria usado de maneira bem mais justa e benéfica para o povo se estivesse nas mãos dos cavaleiros desde o inicio.
Juntando todos estes dados percebemos que se Felipe quisesse exterminar com os Templários teria que pelo menos ter o apoio da Igreja e da cristandade. E foi justamente o que ele tratou de obter junto com os seus ministros que tramaram o rapto e assassinato do Papa, Bonifácio VIII e a morte por envenenamento de um outro Papa Benedito XI. Com isso Felipe, o ilustre rei assassino da França, conseguiu que em 1305 o arcebispo de Bordeaux seu candidato ao trono papal vago, fosse eleito. Após ter sido eleito o também ilustre arcebispo de Bordeux, (tão canalha quanto Felipe) assumiu o nome de Clemente V e junto com o rei Francês começou uma campanha contra os Templários, que até então tinham sido extremamente fieis á Igreja quando esta precisou deles.
Esta campanha fez com que muitos cavaleiros perdessem as suas vidas e muitos fossem torturados por tribunais inquisitoriais diabolicamente formados para acusar os Templários de inúmeras praticas sórdidas tendo como alguns exemplos : o homossexualismo entre os seus membros, o pacto diabólico e o renegar de Cristo e da cruz. Evidentemente que os Templários jamais fizeram ou fazem coisas deste tipo, tendo estes tribunais sido maquiavelicamente orquestrados por Felipe- O Belo, por Clemente V e outras ordens monásticas invejosas (principalmente os Teutônicos) que queriam realmente exterminar os Templários, para dividir entre si as suas riquezas e propriedades. Em relação aos Teutônicos, ordem criada pelos Templários, que acabo se vendendo para o poder e se voltando contra os seus criadores, dizem  que certa vez eles atacaram um castelo templário onde estaria a Arca da Aliança, dada aos Templários pelos judeus, para que eles a guardassem e a protegessem de todos que pudessem utilizar os seus poderes para o mal.
Existem coisas muito interessantes e misteriosas sobre a perseguição aos Templários.
Parece que os cavaleiros já sabiam o que iria acontecer com eles. Ninguém sabe como nem por que, e as especulações vão desde a elevada espiritualidade que estes homens possuíam e que pode lhes ter servido através de avisos intuitivos, até mesmo ás teorias que dizem que ele teriam sido avisados por gente própria casa de Felipe- o Belo, que percebendo as injustiças que estavam sendo feitas contra os cavaleiros, resolveu alertá-los. Estranhamente na madrugada de 13 de outubro de 1307, quando deu-se a ordem de que todos Templários em solo Francês deveriam ser presos e os seus bens confiscados, nenhum Templário se opôs a prisão quando os homens do rei chegaram para prendê-los, como se tivessem previamente sido orientados para agir assim. Mais estranho ainda é que parece ter havido uma audaciosa fuga templária no que dizia respeito aos seus inúmeros tesouros, entre eles o Santo Graal e a Arca da Aliança, uma vez que quando os homens de Felipe começaram a abrir os cofres das casas templárias francesa encontraram-nos completamente vazios. Segundo obscuras teorias obtidas de fontes ainda mais obscuras, a Ordem templária possuía uma base naval em La Rochelle, onde dezoito galeras estariam aguardando pelos tesouros que se encontravam na França. Após terem sido embarcados nas galeras, elas desaparecem completamente sem deixar vestígios, tornando impossível qualquer tentativa de recuperação dos bens templários por parte de Felipe- o Belo. Juntamente com os tesouros, teriam sido embarcados nas galeras todos os documentos relativos a Ordem, bem como os seus rituais, praticas esotéricas e revelações surpreendentes, que pouco-a-pouco estão surgindo para sacudir as nossas frágeis crenças...afinal de contas, já era hora!
O rei Felipe não contente com a ilegal posse que tomou, pelo menos das propriedades templárias, continuou maquinando a extinção total da Ordem, pelo menos na França. É claro que o rei francês também tentou extinguir a ordem além do seu território, instigando os outros monarcas a serem tão cruéis e rigorosos, quanto ele tinha sido contra os Templários de seu país. Como já era de se esperar, Felipe viu seus planos frustrados, pois os outros reis ao invés de condenarem os Cavaleiros do templo, passaram a acolhê-los e protege-los contra o vil tirano. Os templários foram protegidos por Eduardo II da Inglaterra; purificados em Portugal, apenas mudando o nome da Ordem, para ordem dos cavaleiros de Cristo, que teve como membros Vasco da Gama, o infante Henrique o Navegador e Cristovão Colombo (procure reparar na forma e na cor da cruz das inúmeras caravelas que circulavam no século dezesseis); na Escócia jamais foram dissolvidos (e alguns destes Templários, podem até mesmo ter colaborado com a criação de algumas praticas que existem até hoje dentro do Rito Escocês Antigo e Aceito, da Maçonaria) e lutaram ao lado do Rei Robert de Bruce na batalha de Bannockburn contra os ingleses, pela independência do pais; na Espanha resistiram contra os seus perseguidores e encontraram refugio em outras ordens; na Alemanha desafiaram abertamente aqueles que os acusavam ameaçando pegar em armas, o que fez com que os juízes os declarassem inocentes (o que os Templários sempre foram!)
 Felipe- o Belo tanto fez, que em 1312 conseguiu com que o seu pau-mandado o Papa Clemente V, dissolvesse a Ordem, que a esta altura como já foi citado, tinha encontrado refúgio em outros países e dentro de outras ordens, como os Hospitalários, a Ordem do Santo Sepulcro, etc.. Não cansado das inúmeras atrocidades que tinha cometido contra os Cavaleiros da cruz vermelha de quatro braços iguais, Felipe resolveu cometer um ultimo ato de desatino inconsciente que acabaria culminando com a sua própria morte.
No dia 18 de março de 1314 Felipe- o Belo e Clemente V, propiciaram á humanidade o assassinato de dois dos mais notáveis homens que já pisaram na face da Terra: o último Grão-Mestre templário do ciclo 1112/1314 Jaques de Molay e seu leal companheiro Geofrey de Charnay Grão-Mestre Templário provincial da Normandia, que junto com Molay declarou serem falsas e diabolicamente arquitetadas, todas as acusações feitas contra a Ordem.
Uma pira foi erigida na ilha de Senna, que situava-se entre os jardins do palácio real e a Igreja de Santo Agostinho e nela foram lentamente queimados Jaques de Molay e Geofrey de Charnay. Segundo nos conta a tradição, antes de morrer consumido pelo fogo Jaques de Molay teria lançado um terrível maldição sobre os seus carrascos, mais ou menos com estas palavras:
 -‘Vou morrer e Deus sabe que injustamente. Logo cairão em desgraça os que nos condenam sem justiça. Deus vingará nossa morte, morro com essa convicção. Senhor rogo que dirijais vosso olhar a Nossa Senhora para que ela nos acolha... Clemente V, Papa, eu o condeno a comparecer perante o tribunal de Deus em quarenta dias. E a você rei Felipe, antes de completar um ano!’
Como podemos constatar pela Historia, no dia 20 de abril de 1314 o Papa Clemente V morreu com uma infecção intestinal, o que nos dá exatamente um prazo de trinta e três dias, como havia falado Jaques de Molay, em sua maldição. O Rei Felipe- o Belo por sua vez, sofreu no dia 4 de novembro, quando passeava a cavalo um ataque de apoplexia, morrendo paralitico 25 dias depois, também próximo ao prazo de Molay havia determinado (nove meses após a maldição, que tinha estabelecido que Felipe morreria em menos de um ano). Dizem que não foram apenas o rei da França e o Papa, que tiveram um final de vida infeliz. Várias pessoas que haviam forjado pistas falsas contra os Templários, que culminaram com a sua condenação e perseguição, tiveram fins trágicos. Algumas foram assassinadas, outras enforcadas e o rei Luis XVI ultimo rei da dinastia dos Capetos, a qual pertencia Felipe- o Belo foi levado á guilhotina, tendo sido decapitado no dia 21 de janeiro de 1793. Segundo testemunhas, na decapitação de Luis XVI, um fato no mínimo curioso ocorreu: após a decapitação um espectador desconhecido subiu ao cadafalso e, tendo molhado os seus dedos no sangue do monarca morto aspergiu-o sobre o povo e gritou: ‘eu te batizo, povo, em nome da liberdade de Jaques de Molay!’. Após isso, dizem as testemunhas que um coro respondeu: ‘Jaques de Molay está vingado!’.
Felipe de clemente V, acharam que através da perseguição, mentiras e acusações, que foram lançadas contra a Ordem Templária, ela se extinguiria. Estavam completamente enganados, pois como a verdade sempre prevalece, de vilões que o rei francês quis tornar os Templários, eles se converteram em mártires, heróis cavaleiros e homens justos e bons que hoje em dia –uma vez que a ordem jamais foi extinta – inspiram através de seus exemplos, vários grupos ocultistas que empregam ás suas praticas esotéricas.
Mistérios, magia, lendas, castelos, bandeiras, o mistério do santo Graal, coragem, tesouros inimagináveis e segredos que poderiam se viessem a tona abalar totalmente a Cristandade, constituem a história dos Templários- invejados por muitos, temidos por todos e admirados por aqueles que buscam verdadeiramente a Espiritualidade!
A Maçonaria
A maçonaria foi, é, e sempre será uma escola iniciática que visa o aperfeiçoamento do ser humano a nível moral, cultural e espiritual. Seus membros são escolhidos por uma rigorosa seleção, que visa justamente formar um grupo seleto de homens, que realmente desejem trabalhar pelo desenvolvimento da sociedade em todas as áreas possíveis, oferecendo o melhor de si em pról daqueles que necessitam.
Até a sua admissão pela sublime Instituição, o candidato é considerado um ‘profano’, ou seja, aquele que ainda não foi iniciado nos mistérios da Ordem. Após a iniciação, quando o candidato passará por inúmeras provas com o objetivo de testar a sua coragem, moral e real desejo de evolução espiritual, ele é admitido na Ordem com todas as formalidades ritualísticas e passa a ser chamado pelos Maçons de ‘irmão’, tornando-se ele próprio um Maçom. Enquanto o novo Maçom viver, por este termo ele sempre será conhecido, não importando em que parte do mundo ele se encontre, uma vez que a Maçonaria é uma Instituição de caráter Universal, possuindo Lojas em toda face da Terra, e além dela.
O local que os Maçons se reúnem é chamado de Loja ou oficina. E nestes lugares, juntos, como verdadeiros irmãos, os Maçons realizam atividades culturais, sociais e principalmente espirituais, que tem por objetivo o seu aprimoramento moral. Quando aceitos pela Maçonaria, os neófitos são simbolizados como uma pedra bruta, que precisaria ser desbastada,  e se tornar uma pedra polida, podendo então ser utilizada dentro da construção da Grande Obra. Esta obra, tem por objetivo levar o Maçom a uma real tomada de consciência a respeito de quem ele é, e de seu potencial, para que ele possa melhor servir e glorificar O Grande Arquiteto do Universo, manifestando a sua vontade sobre a face da Terra, em todos os seus pensamentos, palavras e ações.
A Maçonaria aceita em suas fileiras homens de todas as raças, credos e tendências filosóficas e politicas. Um dos aspectos mais bonitos dentro da Instituição, é justamente o fato de que apesar das varias tendências que os membros apresentam nos aspectos anteriormente citados, todos conseguem viver numa perfeita união estreitando a cada dia os laços de fraternidade que os unem como verdadeiros irmãos.
Responsável por grandes mudanças dentro da História Mundial em diversas épocas, e em diversos países, a Maçonaria sempre interveio na sociedade quando viu ameaçada de alguma maneira a raça humana. Quando o fez, foi sempre visando acima de tudo o bem do planeta e de todos que nele vivem, agindo sempre de forma sigilosa. A Terra, tem portanto muitos heróis incógnitos, que permanecem para sempre na memoria de todos aqueles que lutam pela Liberdade, Fraternidade e Igualdade.
De ideias altamente filantrópicas, a Ordem também pratica a caridade dentro dos mais diversos segmentos da sociedade, mas com a diferença de nunca se pronunciar como a ‘grande benfeitora’, pois isso seria humilhar o necessitado, e este comportamento de ‘beneficiência ostensiva’, não corresponde á real caridade.
Em alguns ritos maçônicos, pode ser notada claramente uma certa influência cavaleiresca, principalmente ligada aos antigos ritos dos Cavaleiros Templários. O Maçom, bem como o Cavaleiro Templário, compartilha em suas ritualísticas de muitos símbolos em comum, que fazem parte há milênios de varias Egrégoras Iniciáticas da Tradição, através dos quais seus membros, dentro de uma linguagem altamente simbólica e alegórica, podem compreender melhor a si mesmos, a nível interior.
Ordem temida e até mesmo em alguns tempos perseguida, devido a ignorância de algumas religiões dominantes, e, aos segredos que ela guarda, que poderiam fazer muitos contextos religiosos tremerem em suas bases, a Maçonaria segue hoje soberana o seu caminho, trazendo a muitos homens de bem a Luz da Verdade e trabalhando incessantemente pelo aperfeiçoamento Moral, Cultural e Espiritual do homem, e, por consequência, de toda a Humanidade.
- Liberdade, Igualdade e Fraternidade;
  Ontem, hoje e sempre a todos os Maçons
  e demais Homens de Bem, que caminham sobre a face da terra!
*Espirito Cavaleiresco: ‘União do Oriente com o Ocidente visando o crescimento da humanidade, educação espiritual, transformação social, curas, apoio ao mais fraco e liberdade politica.’
Os símbolos que compõem o Arcano do Carro.
A chuva de estrelas que cai sobre a carruagem, pode representar que o guerreiro que guia o veículo, tem profundas conexões com uma sabedoria de natureza cósmica, o que já faria com que este guerreiro, em suas batalhas não fosse unicamente guiado pela razão. Por outro lado, o baldaquim que faz acima da carruagem de cor azul ornado por pentagramas dourados simbolizaria os planos superiores do astral, e neste caso os pentagramas (estrelas) que em profundo estudo representam um poder superior ao poder humano também serviriam para o guerreiro como um símbolo de proteção contra as forças maléficas do astral inferior. Além destes dois significados este dossel paramentado por inúmeras estrelas, visto que ele se estende em direção ao infinito, também representa a abóbada celeste que existe nos tetos das lojas Maçônicas onde estão contidos vários astros e alegorias estelares, com a função de auxiliar o Maçom na sua busca espiritual, através do estudo e reflexão.
Existem quatro colunas que sustentam o dossel, cujos significados são: saber, ousar, querer e calar. Sem estas quatro virtudes herméticas, é realmente impossível a realização de qualquer operação magica verdadeira, e o Guerreiro – Mago que conduz o carro de forma triunfante, deixa de ser reconhecido por este titulo e passa a ser um fanfarrão aventureiro, que mais fala do que realiza. As colunas, também representam os quatro elementos da natureza, que se submetem ao Senhor do Cetro e da Espada- o Mago vencedor; que triunfou de suas provas e atingiu a real Consciência e sabedoria da vida.
Na cabeça do Guerreiro, notamos uma coroa de ouro, que representa o elevado grau de consciência que este personagem possui, e, que permite a ele penetrar profundamente nos mistérios dos três planos existentes do Universo. Os três pentagramas existentes na coroa, representariam o Poder equilibrado pela Inteligência e pela Sabedoria. Podem também representar os três primeiros Raios da Grande Fraternidade Branca: Azul, Amarelo e Rosa, que representam consecutivamente o Poder, a sabedoria, e o Amor.
A couraça, que se encontra no peito do Guerreiro representa a força, mas também em linguagem esotérica representa a Sabedoria da qual está revestido o Mago, sem a qual ele não teria a mínima proteção durante suas operações magicas, o que seria muito perigoso! Em alguns Tarôs existem três esquadros na couraça, que representam a retidão do Juízo, da verdade e da ação, através da qual o homem pode realizar as suas obras, sem correr riscos desnecessários.
O crescente lunar branco, em linguagem esotérica representa o poder ‘solve’, ou seja, o poder de manifestar coisas evoluídas e sutis. O crescente lunar negro, irá representar dentro dos mesmos parâmetros o poder ‘Coagula’, ou seja, o poder de tornar denso aquilo que está no astral, e manifestá-lo no plano físico e nos subplanos inferiores.
A espada que o guerreiro traz na mão esquerda com sua ponta voltada para cima, representa a vitória. É interessante dizer, que sobre a simbologia da espada, daria para se escrever um livro inteiro, e, ainda sobraria assunto, mas por enquanto, deixemos como está...
O cetro que o guerreiro porta na sua mão direita, está encimado por três símbolos, a saber: um globo, um quadrado e um triangulo. Damos a seguir alguns dos significados destes três símbolos:
- o globo ou circulo, representa a esfera terrestre, mas também pode representar a Eternidade.
- o quadrado representa a forma, a matéria e também, a personalidade humana, composta pelo físico, pelo duplo etérico, pelo emocional e pela mente concreta ou objetiva.
- o triângulo equilátero representa o espirito, composto pela mente abstrata ou subjetiva, pela intuição e pela mente Crística ou, o ‘EU SOU’ de cada um.
Além de ser um símbolo de autoridade através do qual o guerreiro domina o território atual em que ele se encontra, bem como aqueles que ele já conquistou, o cetro, se juntarmos todas as explicações sobre a simbologia do globo, do quadrado e do triângulo que foram dadas acima, passa a ter o seguinte significados:
 ‘O Espirito, domina a forma, que por sua vez está manifestada no globo terrestre, que seria o plano físico’.
A esfera alada que vemos na parte frontal do carro representa entre outras coisas i Tetragramaton, ou seja, i Iod-He-Vav-He. Poderá também representar as aspirações elevadas.
O Yoni e o Lingham*, logo abaixo da esfera alada representam a sexualidade controlada pelo homem, que pouco a pouco vai se tornando o senhor de seus desejos e paixões, sem no entanto reprimi-los.

As duas esfinges que puxam o carro e são dominadas pelo guerreiro representam forças opostas, mas que podem ser subjulgadas, e, trabalhar em união fazendo triunfar o condutor da carruagem. A esfinge branca representa o bem conquistado, e, a negra, o mal vencido.
Entre as duas esfinges do Tarô Namur, podemos notar o símbolo do taoísmo, que composto por dois polos que são denominados Yin, e Yang. Este é um símbolo de equilíbrio sugerindo os inúmeros aspectos duais que existem em todo o Universo. Também nos lembra o chamado ‘Caminho do Meio’ sobre o qual está fundamentada quase toda a filosofia Taoista. Um caminho composto com o melhor das duas metades, gerando um terceiro caminho, que seria a síntese equilibrada dos dois caminhos (Yin/Yang) onde haveria por assim dizer, o Real Equilíbrio e a Harmonia.
É interessante observarmos o conjunto formado pela carruagem, pelas quatro colunas e pelo triângulo acima das quatro colunas. Como podemos verificar, temos um quadrado encimado por um triângulo. Esta figura geométrica representa a ‘pedra cúbica’, - um símbolo de perfeição – que apenas pode atingir esta forma perfeita depois do exaustivo trabalho de equilíbrio de oposto, silêncio e dedicação do guerreiro acima do carro, submetendo os seus erros e paixões, a serviço de algo maior. Em linguagem bem esotérica e para aqueles que gostam do estudo da simbologia, o Quadrado representaria a personalidade humana formada por quatro níveis ou aspectos a saber: o físico, o duplo etérico, o emocional e o mental concreto. O quadrado também representa os já conhecidos quatro elementos da natureza: fogo, água, ar e terra – seguindo está sequência para acompanhar a configuração destes elementos dentro da Árvore da vida. O triângulo por sua vez irá caracterizar o espírito do ser humano como ser individual que ele é, e, apresentará três níveis a saber: mente abstrata, intuição e mente Crística. A mente Crística também pode ser chamada de Divina e Poderosa Presença de Deus em Mim o ‘EU SOU’, ou Atmã, segundo os teósofos.
Ainda dentro da simbologia de carruagem, o leitor, que já entrou em uma Loja Maçônica, com certeza observou que o Venerável – Mestre, senta-se bem abaixo de um dossel, muitas vezes sustentado por quatro colunas, tendo á sua frente uma mesa, que representaria o quadrado. Olhando para cima, o leitor pode ter atentado para um teto pintado, representando o Céu, ou, Abóbada Celeste, como dizem os Maçons. Depois de todos estes detalhes, ainda existem pessoas,- inclusive Maçons- que dizem sem nenhum conhecimento de causa, que a Maçonaria não tem nenhuma ligação com o misticismo e esoterismo. A respeito deste comentário, que é muito comum inclusive aos Maçons não muito observadores, eu sugeriria um pouco mais de estudo e atenção, em relação a vasta simbologia que cerca não apenas a Maçonaria, mais também a todas as demais Ordens Iniciáticas sérias que existem sobre a face da Terra.
*O Yoni representa o órgão sexual feminino, enquanto o Linghan representa o órgão sexual masculino dentro do Induismo, mais precisamente no Tantra.
 Significado do 7° Arcano- O Carro
O sétimo arcano- O Carro – um dos mais ricos a nível de simbologia, é conhecido por aqueles que estudam o Tarô, como sendo um arcano que representa vitória, conquista, triunfo e realização entre outras coisas, de aspecto benéfico. Além destes significados positivos, é bom que se saiba que este arcano vai muito além disto.
O carro, representa a que ponto, pode chegar uma pessoa que baseie a sua vida numa conduta reta, digna e justa. Ele nos faz lembrar dos valores mais elevados que existem dentro dos seres humanos, que quando bem exercitados, levam o homem á conquista de todas as vitorias e triunfos que a vida pode lhe oferecer.
Com a presença deste arcano numa consulta, temos que refletir sobre a ilimitada força e potencial de realização que possuímos, e, colocar este poder em movimento, no sentido de atingir os nossos objetivos e ideias de vida, lembrando sempre de que quando evoluímos, sempre levamos, algumas pessoas que estão ao nosso redor conosco. Daí o porquê dos nossos desejos e aspirações, jamais poderem ser egoístas e mesquinhos, visando unicamente o nosso engrandecimento pessoal e benefícios próprios. É claro que para atingirmos as nossas realizações, temos que em primeiro lugar, pensar em nós mesmos, mas este ‘pensar em nós’ se refere a uma conduta de auto-análise a nível interior, para que possamos refletir a respeito de nossos potenciais, e baseados em nossa força interna bem dirigida e focalizada, atingirmos os nossos ideais. No entanto, após atingidos estes ideais, jamais devemos nos esquecer ou menosprezar, aqueles menos favorecidos, que muitas vezes não tiveram por escolha própria antes de encarnarem neste planeta, as mesmas chances e potenciais que possuímos, esperando portanto através destas limitações que se impuseram, atingir em vidas futuras uma posição mais favorecida. A estas inúmeras almas, temos que estender as nossas mãos, evidentemente na medida em que elas também queiram aceita-las, para que todos nós possamos crescer juntos, manifestando assim um dos maiores desígnios do grande Arquiteto do Universo, que é justamente ver os seus filhos crescendo e evoluindo em união, manifestando assim a sua vontade sobre a face da Terra.
Dotado como já foi dito, de extrema determinação, força e poder, lá vai o guerreiro encouraçado trilhando o seu caminho de conquistas e perdas, vitórias e derrotas, alegrias e tristezas, mundo afora, numa busca incessante por aprimoramento em todos os níveis, desde o mais mundano, até o mais sagrado. Ele tenta controlar duas esfinges, que tentam por sua vez ir em direções opostas, simbolizando as inúmeras contradições, desvios e desencontros que o esperam em sua jornada, compondo até mesmo um verdadeiro turbilhão de forças astrais opostas que precisam ser colocadas a trabalhar juntas, para que possam ser realizados os ideais, e por que não dizer também, a Grande Obra?
Ele, o guerreiro- Mago que conduz o carro, é o senhor de si, em constantes batalhas consigo mesmo já tendo compreendido que não conseguirá alterar o seu mundo exterior para melhor, enquanto não começar pelas reformas internas. O cetro que porta, além de simbolizar domínio sobre os territórios que ele já conquistou, conquista e ainda vai conquistar, poderia representar também a responsabilidade que o poder cobra de todo de aquele que o possui. A espada, pode ser considerada como sendo uma ferramenta que o guerreiro utilizará, para cortar antigos padrões de comportamento obsoletos, restritivos e limitadores, que o impedem de atingir a sua meta, talvez pelo excesso de falta de segurança, que o impedem de romper com o velho, para que possa atingir o novo. É uma espada ‘discriminadora’. Uma poderosa arma que se mal utilizada produzirá profundos e dolorosos cortes no âmago de nossos seres. E uma vez que a espada também representa o ar, e, estando o ar ligado ao plano mental, temos que ter muito cuidado também em relação a qualidade de nossos pensamentos, bem como a respeito da qualidade daquilo que expressamos, se não quisermos que a espada, que por hora nos protege, se volte rápida e violentamente contra nós mesmos. 

Acreditar. Crer que podemos atingir qualquer meta e qualquer objetivo, é um dos requisitos fundamentais para que possamos nos harmonizar com este arcano. Como nos diz a sábia Runa de Algiz, muitas vezes a maior proteção do guerreiro espiritual em sua jornada, se baseia em duas coisas: a certeza de que ele não fracassará, e, o caminhar baseado em atitudes correta. Seguindo estes dois padrões comportamentais, pelo menos podemos ter a certeza de que não vencermos sempre, - o que tirando- se o arcano do Carro só ocorreria por pura negligência de nossa parte, por não seguir o que já foi recomendado até agora –pelo menos jamais perderemos coisa alguma, uma vez que sempre podemos tirar experiência de vida das nossas empreitadas, tanto das bem, como das mal- sucedidas.
O arcano do carro coloca que todos nós temos um destino, mas se através da utilização da real consciência interior interviermos, posicionarmos e dirigirmos sabiamente a qualidade de nossos potenciais internos, e de nossos desejos, não ficaremos submetidas a nenhum destino, e encontraremos o caminho da liberdade. O caminho através do qual possamos ser livres física, mental, emocional e, espiritualmente.
O Caminho na árvore da vida (cabala).
REFERÊNCIA DE ESTUDO:
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Segredos do Eterno. Alexandre José Garzeri

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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

V.I.T.R.I.O.L / A Temperança / Arcano 14

O desafio dos Alquimistas


Alquimia, metamorfose e  transmutação, sem dúvida alguma são palavras bem adequadas ao estudo do décimo quarto arcano.

A arte da Alquimia, segundo o que a maioria das pessoas conhece, ou pelo menos segundo o que lhes foi revelado, seria a arte da transmutação de vil metal em ouro, carvão em diamantes, e toda uma serie de maravilhoso prodígios de difícil aceitação, até para os estudiosos mais crédulos no assunto. Dentro desta complexa ciência oculta das transmutações, existe como em todos os demais ramos do esoterismo, um objetivo primordial, que no caso da Alquimia pode ser retratado pela busca da Pedra Filosofal e pela fabricação do chamado Elixir da Longa vida.

Segundo os Alquimistas, a Pedra Filosofal é tida como a Essência primeira de todas as substancias, possuindo o extraordinário poder de efetuar a transmutação de todas as coisas. Comenta-se dentro dos círculos Iniciáticos que aquele que possuísse tal artefato poderia transformar qualquer tipo de matérias, de acordo com a sua vontade, tornando-se um verdadeiro senhor do plano material. As tão almejadas transmutações do chumbo em ouro e do carvão em diamante, segundo alguns adeptos da arte alquímica somente seriam possíveis com a posse da Pedra Filosofal.

Já o Elixir da longa Vida - outro objetivo almejado pelos alquimistas- segundo as ‘lendas’, garantiria vida longa a todos os que os ingerissem. O mágico Elixir, seria dotado também de propriedades altamente medicinais e terapêuticas, oferecendo por este fato a cura a todas as doenças do corpo, mente e espirito.

Alguns leitores mais ponderados, neste momento deverão estar se perguntando como alguém em sã consciência pode acreditar neste tipo de coisas hoje em dia, onde vemos o poder cada vez mais avassalador da ciência e da tecnologia engolindo a todos nós? Os mais céticos e exaltados devem estar ás gargalhadas, com as ideias tão absurdas que acabaram de lhes ser apresentadas. No entanto, nem por isso eu pretendo parar de escrever.

Se o leitor pensar bem, por mais estranhas e malucas que sejam as teorias á respeito da Alquimia, mais estranho ainda é o fato de homens como Nostradamus, Gagliostro, Conde de Saint Germain, Paracelso, Leonardo da Vincci, Papus, Eliphas Levi, Saint Martin, e tantos outros ilustres cientistas e ocultistas terem se dedicado ao seu estudo. E isto sem falar hoje em dia de Ordens Iniciáticas sérias ortodoxas e tradicionais, que possuem laboratórios científicos espalhados por todo o mundo, onde ainda são desenvolvidos estudos e pesquisas desta natureza. O que dizer também dos relatos que chegam das mais variadas e recôndidas partes do planeta, á respeito de lugares ermos onde vivem homens e mulheres com todos os poderes descritos até agora, e dons muitas vezes até maiores do que aqueles que foram mencionados alguns parágrafos acima? Estaríamos todos ficando malucos? Seriam os grandes homens que foram citados loucos e ingênuos por desenvolverem a prática alquímica? Por que em todas as partes do mundo, independente do credo e da raça que lá habitem, são ainda hoje contadas histórias alquímicas com um grande requinte de detalhes que chega a ser estarrecedor? Por que uma ‘mera Lenda’, duraria tanto tempo e, ainda nos dias de hoje continuaria angariando adeptos, se não fosse verdadeiramente séria?

Embora as questões acima sejam muitas vezes até mais complexas que as respostas pertinentes a elas, nos preocuparemos em colocar o nosso ponto de vista á respeito da Alquimia, visão esta que poderá ser aceita ou não pelo leitor, estando este investido de total e plena liberdade para discordar, caso as ideias apresentadas não representem ou se aproximem da sua verdade.

Existe realmente uma Alquimia de prodígios físicos como a transformação do chumbo em ouro, por exemplo. Só que este tipo de Alquimia é o que menos nos interessa, principalmente porque sabemos ser impossível a realização destes magníficos feitos se antes aquele que se propõe a realiza-los não tiver se depurado o suficiente a nível interno. Mediante o que acaba de ser dito, começamos a compreender que existe também uma Alquimia Interna, onde precisam ser depurados os nossos erros e paixões (chumbo), a fim de que possamos atingir o brilho de nossas Essências (ouro) e nortear os nossos atos, palavras e ações por este brilho. Á partir de então, tendo o domínio completo de nós mesmos nos planos físico, mental, emocional e espiritual, poderemos realizar feitos que ás vistas das pessoas comuns parecerão milagres, mas que nós em nosso intimo, saberemos que são perfeitamente naturais, porque nos dispusemos a aceitar e compreender as leis naturais e universais, que atuam através de nós e ao nosso redor. No entanto, ainda resta uma grande pergunta a ser respondida:

- como realizar esta depuração interna?

Esta pergunta sem duvida alguma possui milhões de respostas, porque variados são também os caminhos que conduzem a Deus. Após quase vinte anos de pesquisas e estudos dentro da chamada área esotérica, sou da opinião de que as escolas iniciáticas- principalmente as mais antigas e tradicionais- podem realmente oferecer ao homem  um caminho através do qual ele possa encontrar a si mesmo, tomando consciência dos seus potenciais internos e trabalhando após adquirida está consciência em pról da humanidade.

Diversas são as Escolas Iniciáticas e diversos são os seus ensinamentos, origens e metodologias de estudo, no que diz respeito a atingirmos um patamar mais elevado de consciência. No entanto, todas as Escolas são alimentadas de conhecimento, por uma mesma fonte a qual damos o nome de Grande Fraternidade Branca ou Governo Oculto do Mundo- um manancial inesgotável de dados sobre todas as religiões, filosofias de vida, formas de governo, métodos terapêuticos e toda uma serie de conhecimento que está presente no planeta terra, desde que ele se entende como tal, dirigido por Mestres Ascensionados cuja missão é fazer florescer no coração dos homens o desejo de Iluminação, para que eles brevemente possam retornar á casa do Pai.

Este conhecimento, sagrado, está á disposição de todas as pessoas que realmente quiserem adentrar nos Círculos Iniciáticos, com o sincero e puro desejo de coração no que diz respeito a tomar consciência sobre quem elas são, de onde vieram e para onde irão quando aqui tiverem cumprido as suas missões.

Não importa o Colégio Iniciático ou linha filosófica a qual decidimos aderir. O que importa e que esta escolha tenha sido feita de livre e espontânea vontade e que uma vez dentro da Senda, procuremos nos dedicar de corpo e alma aos conhecimentos tanto práticos, como teóricos dentro do nosso dia-a-dia, pois de nada adianta a teoria sem a pratica, principalmente em obstáculos e obstruções de nossas vidas cotidianas, que muitas vezes são testes colocados em nosso caminho, para ver se estamos aplicando tudo aquilo sobre o que antes estávamos apenas teorizando.

Ofereceremos agora, antes de nos aprofundarmos no estudo do décimo quarto arcano, alguns bons pensamentos de origem alquímica:
V.I.T.R.I.O.L.- O termo Vitriol, essencialmente alquímico significa:

Visita Interiora Terrae, Rectificandoque, Invenies Occultum Lapidem’, (visita o interior da Terra e, retificando, encontrarás a Pedra Oculta).

Esta fase acima é nada mais do que um convite á profunda reflexão e meditação do ser humano em relação a ele mesmo, para que através deste exercício ele possa chegar á Pedra Oculta ou Filosofal, que seria o outro dentro de si (Essência).

Também diz respeito ás cidades e regiões intra- terrenas onde estariam guardadas as maiores riquezas, tanto físicas, quanto tecnológicas e espirituais do  planeta terra.  Mas isto é assunto para outra hora... pois tudo tem o seu tempo certo para vir a tona.

‘Milagres são um direito de todos; antes, porém, a purificação é necessaria’.
Extraído do livro ‘Um curso em Milagres’.

‘Todos os candidatos que ingressam na Maçonaria, podem ser vistos como uma pedra Bruta que necessitaria ser desbastada, tornando-se Pedra Polida e podendo mediante a sua nova condição ser aproveitada na construção da Grande Obra do Grande Arquiteto do Universo.

O estágio de Pedra Bruta corresponde ao homem que apesar de guardar em seu interior a Pedra filosofal, ainda está cheio de imperfeições, preferindo ouvir a voz do ego e satisfazer aos seus desejos unicamente instintivos e materiais, á prestar culto ao trabalho de depuração, através do qual ele poderia converter-se em homem justo e Perfeito. Passado este estágio ele começa a avançar dentro da Sublime Instituição Maçônica, recebendo instruções e instrumentos que lhe serão úteis na sua árdua tarefa de auto- lapidação, a fim de que ele possa almejar o grau de consciência de Pedra Polida, onde saberá em que ponto se encontra dentro da escala evolutiva e qual o seu papel perante os seus irmãos Maçons, perante toda a sociedade, mas principalmente perante sí mesmo’.

Um homem livre e de bons costumes.

‘Os Rosacruzes visam atingir o chamado  ‘Domínio da Vida’. Um grau de consciência onde os frates e sorores desta mística confraria estariam completamente harmonizados com o Deus de seus corações, em perfeita harmonia com as lei naturais e universais, tendo atingido a tão almejada conscientização Cósmica.

Para que este belo ideal de vida de todos os sinceros Buscadores da Verdade que vivem sob a proteção da Rosa vermelha e da cruz Dourada possa se realizar, a Ordem Rosacruz Amorc, coloca á disposição de seus membros uma alquimia de vida transcendental e mística, através da qual o rosacruz pode chegar ao real ‘Domínio da Vida’, tendo antes atingido o domínio de si mesmo’’.

Um R+C


Os símbolos que compõem o Arcano da Temperança.

O anjo é o intermediário entre o reino Celestial e o Plano mundano. É o mensageiro enviado por Deus á terra para auxiliar o homem na sua tarefa de encontrar o caminho perdido da Perfeição Primordial, para que ele possa retornar a casa do Pai. Ele colhe as nossas preces, apelos e decretos subindo com eles para os planos superiores ligados á Luz Maior, de onde retorna com bênçãos para aqueles que são cumpridores das Leis do Grande Arquiteto do Universo, e jamais deixaram de acreditar no Milagre da vida.

O pequeno sol na fronte do anjo simboliza entre outras coisas que ele é um ser nascido da Luz maior, e apesar de não possuir o livre-arbítrio para a execução de suas tarefas, jamais fará algo que afaste o homem da Luz, mesmo que aquele que esteja  sob a sua proteção peça o contrario. O fato dos anjos não possuírem livre-arbítrio, mas mesmo assim jamais fazerem o mal, constitui um ‘mistério angelical’.

A cor azul das asas deste guardião alado da raça humana, simboliza a ação consciente dirigida por uma firme vontade, que pode elevar o homem ás esferas celestiais e fazê-lo comungar com o plano onde habitam os deuses. A parte interna das asas é violeta, cor tradicionalmente associada a espiritualidade- embora esta contenha em si todas as cores- e a transmutação do negativo no positivo, lembrando-nos que antes de querermos alçar vôo em direção ao Altíssimo é necessária a depuração de tudo aquilo que constitui um fardo de energias negativas,  que por falta de consciência insistimos em continuar carregando nas costas. O amarelo da parte superior da túnica do anjo representa a sabedoria que prevalece sobre a parte inferior da vestimenta, que é de uma tonalidade extremamente vermelha, representando o lado mais instintivo e egóico do ser humano. O equilíbrio das cores nas vestes deste personagem angelical é uma lembrança do trabalho que todos nós deveríamos estar fazendo no sentido de nos tornarmos os senhores de nossas paixões e baixos instintos, e nunca os seus escravos.

O anjo pisa com um pé na terra e com o outro na água, simbolizando o equilíbrio entre a razão e a emoção.

As duas jarras uma de prata e outra de ouro, representam os potenciais feminino e masculino respectivamente. A jarra prateada também simboliza a nossa natureza Lunar, mais associada á intuição, enquanto a jarra dourada, símbolo na natureza Solar, será a representante do nosso lado mais racional. Podemos observar que o liquido que está sendo passado de uma jarra para outra, possui em seu conteúdo as cores do arco-íris. Este liquido a nível esotérico é conhecido como sendo a ‘Seiva Condutora da Vida’, representando também os inúmeros potenciais criativos que temos a nosso dispor, quando nos dispomos a realizar um religare com a nossa natureza mais interna.  O ato de passar esta seiva vital de uma jarra para outra, tem por objetivo fazer com que ela fique impregnada com os eflúvios racionais e emocionais, para que quando a nossa criatividade for aplicada e desenvolvida em nossa vida cotidiana, isto ocorra com o máximo de temperança possível, evitando que cheguemos aos extremismos descomedidos, podendo cometer atos que não cometeria o mais irracional dos animais, quanto mais um ser humano.

As pequenas flores que começam a nascer na terra árida e desértica, representam que mesmo quando a nossa vida parece um campo estéril onde não há muito mais o que se fazer, basta sentarmos e refletir bastante com o intuito de harmonizar a nossa razão com nossas paixões, para que através da centralização de nossos potenciais internos, possamos novamente  começar a criar um futuro de fé e confiança, pois não existe terra ou área da vida suficientemente árida que o amor e uma vontade bem direcionada não possam fertilizar.

Próximo aos pés do anjo vemos dois fluxos de energia de polaridades opostas representando o mais acinzentado uma energia carregada de negatividades arcaicas do passado, sendo substituída pelo arco-íris de boas novas e felicidades no presente.

A explosão vulcânica atrás do anjo, faz-nos lembrar que o homem sem temperança que se deixa dominar pelo seu lado instintivo desprovido de um desejo sincero de buscar as sagradas virtudes que habitam no amago de nossos seres, é tal qual um vulcão sempre prestes a explodir e, que por sua falta de consciência com suas intempestivas explosões, fará sofrer as pobres criaturas ao seu redor, muitas vezes sem chance de se defenderem perante um espirito tão grosseiro e ignorante.

 Significado do 14° Arcano - A Temperança.
  
Falemos agora de um arcano que é a própria imagem da arte da Transmutação Alquímica, visando uma vida mais plena, abundante e feliz

Com a retirada do décimo quarto arcano em uma consulta é o momento do cliente se abstrair um pouco da sua vida cotidiana com seus mais variados tipos de problema, para que ele possa realizar uma profunda e oportuna auto- análise, visando acessar os seus potenciais criativos, não para recuar diante das obras que já edificou que com o decorrer do tempo podem já estar dando algum tipo de problema, mas sim para avançar sobre os obstáculos como a água, que caindo gota a gota, fura a mais dura pedra. No entanto, o avanço diante das adversidades neste arcano, não se dá de maneira tão enfática e agressiva como nos arcanos do Carro e Mago. São necessárias agora a boa conduta, a diplomacia e principalmente a temperança, para que possamos sair vitoriosos de tão extenuante fase.

Muitas vezes as pessoas crêem que para se romper um obstáculo, é necessário atacar o problema diretamente de frente, e se possível de uma maneira um tanto o quanto radical. Não vamos negar que esta metodologia funcione perante alguns tipos de situação, no entanto, sem duvida alguma ela deve ser deixada de lado quando numa consulta se apresenta o arcano da Temperança. Nestes casos devemos ter em mente que o fato de agirmos diante dos problemas com uma certa dose de tolerância, e principalmente bom humor, de maneira alguma representa uma postura de fraqueza e receio de nossa parte, mas sim um ato de extrema inteligência, que fará com que não nos envolvamos em criticas situações de difícil saída, por causa de nossos intempestivos e descontrolados impulsos.

Com este arcano está de volta a necessidade de reconhecermos que a vida é uma grande via de possibilidades, que está sempre aberta aqueles que sabem leva-la com leveza e naturalidade. Sei que poderá parecer estranho o que vou colocar agora, mas certa vez enquanto conversava com um anjo, ele me disse que uma das diferenças entre eles e nós, era justamente o fato de sermos extremamente ‘pré- ocupados’. Entenda-se pelo termo pré- ocupado, aquele que se ‘pré- ocupa’ antes da hora, deixando de saborear o momento presente, muitas vezes acreditando que o sabor do futuro será melhor, principalmente se ele se estressar bastante no seu momento atual, dando atenção apenas a seu trabalho, negócios e afazeres do plano material, esquecendo-se de tudo e mais, principalmente em nome do dinheiro, status e posição social. Evidentemente estas coisas são importantes e devemos lhes dar a devida atenção, só que jamais podemos pecar pelo excesso de atividades apenas na área mundana, esquecendo-nos completamente de nossas áreas afetiva, intelectual e espiritual. Embora estas três áreas pareçam de difícil manejo, acreditamos que o difícil existe apenas para aqueles que não quer enxergar as inúmeras facilidades vinte quatro horas por dia ao seu redor, preferindo por causa de alguns insucessos- diga-se de passagem gerados pela própria pessoa- concentrar-se apenas nos seus fracassos pessoais e cultivar perante a vida um constante estado de amargor e desilusão.

Sobre a área material, o anjo da Temperança fala-nos que rico não é o homem que possui excesso de posses materiais, mas sim competência para administrar bem aquilo que possui, seja muito ou pouco, pois para o competente, do mínimo ele consegue extrair o máximo duplicando os seus limitados potenciais, a ponto de torna-los ilimitados através da competência, perseverança e principalmente paciência. Ele possui a visão necessária para saber quando é o momento de avançar em novos negócios, tendo o dobro de cautela para não embarcar em projetos profissionais superficiais, que lhe dariam apenas uma satisfação momentânea e egóica, desprovida de um real valor de realização intima, profunda e acima de tudo duradoura.

Com relação ao plano emocional e afetivo, o décimo quarto arcano, nos ensinará como viver uma relação plena e feliz com o sexo oposto.

Entendemos com a sua presença num jogo que a relação ideal não é aquela em que a pessoa tenta encontrar a sua metade, jamais será uma pessoa completa e sim uma meia pessoa que provavelmente irá se unir com outra meia pessoa, sem no entanto conseguir encontrar no seu relacionamento a tão almejada felicidade, que só pode ser encontrada, quando mesmo estando unidas, cada pessoa mantem a sua individualidade, sem jamais se anular dentro de uma relação’. É necessário para a felicidade do casal, que tanto o homem como a mulher preserve a sua individualidade, porque nenhuma relação afetiva ideal, pode ser edificada onde existe ciúme, posse e apego excessivo ao ser amado, ou melhor dizendo, ao ser ‘sufocado’. A relação entre o homem e a mulher é uma doce alquimia onde apesar de unidos, os ingredientes jamais se misturam a ponto de um suplantar o brilho do outro. Quando se entende isso, tanto o homem como a mulher brilham juntos. Através deste brilho afastam de si as suas trevas interiores e dão vida a filhos maravilhoso que vem para a terra depurados pelo Sagrado amor que une os seus pais num relacionamento de respeito, união e afeto incondicional.

Dentro do contexto espiritual, o arcano nos mostra realmente a necessidade de transformarmos o chumbo do nosso ego no ouro da nossa essência. Para que isto possa ser realizado, a lâmina nos dá a dica até mesmo a respeito de um dos inúmeros caminhos que poderiam ser seguidos para atingirmos este objetivo, representado por um magnifico anjo irradiando o seu poder em todas as direções.

Anjos entre as varias definições que são dadas para estes maravilhosos seres, antes de mais nada são a pura manifestação do Amor de Deus por seus filhos, que os criou justamente com o proposito de que eles nos auxiliassem na transmutação de nossos erros e paixões, a fim de que pudéssemos no devido tempo retornar a casa do Pai. Muitos incrédulos que na vida não fazem outra coisa além de reclamar, diriam que se existem mesmo estes mensageiros alados de Deus, por que eles jamais os viram e nunca foram auxiliados por eles?

A estes filhos ingratos de nosso Pai e também nossos ‘rebeldes’ irmãos, o que temos como resposta é o fato de que os anjos estão vinte e quatro horas por dia velando por nós, mesmo quando não acreditamos neles. O fato de ver ou não um anjo, não quer dizer que ele exista ou deixe de existir. O homem precisa aprender que anjos e milagres são reais e podem se tornar paupáveis em sua própria vida, desde que ele antes se comprometa a fazer as devidas retificações em sí próprio no que diz respeito á transformação de alguns hábitos detestáveis, que o homem tem o mórbido prazer de cultivar, não compreendendo que estes comportamentos instintivos e animalescos afasta cada vez mais da luz. Isto impede que ocorra a Mágica Alquimia que permite a todos que procuram levar uma vida de maneira mais justa, digna e correta, operar quaisquer milagres, ser servido pelas hostes angelicais e transmutar-se para melhor, atingindo um estagio de plena abundância, equilíbrio, saúde, prosperidade e elevada espiritualização.

O tarólogo deve procurar conscientizar o cliente a respeito dos seus ilimitados potenciais internos. A pessoa que foi nos consultar jamais poderá sair do nosso consultório em baixo-astral, o que também não quer dizer que através dos arcanos, devamos conduzi-la por uma mirabolante viagem á ‘Terra do Nunca’, onde apenas falaremos o que ela deseja ouvir. O nosso papel é procurar concientizá-la á respeito dos seus lados mais positivos e fazê-la enxergar ainda mais claramente o seu ‘dark side’, para que ele possa ser suplantado. Não há nenhuma razão para medos, pessimismo e derrotismos quando estivermos enfocando este lado mais obscuro que todos nós possuímos, mesmo porque o tarô não possui nenhum arcano nefasto no verdadeiro sentido da expressão. Este oráculo é na verdade um caminho de conscientização, que irá dar maior consciência ao ser humano de onde ele veio, onde se encontra no momento atual e quais as melhores diretrizes futuras a seguir. Agora, se a pessoa vai seguir ou não as nossas dicas, este é um problema único e exclusivo dela, pois o trabalho que nos compete é o de mostrar o caminho, sem jamais adentrar nesta estrada junto com o cliente. Porque ele não pode, não deve e jamais devera tomar as decisões em sua vida mediante o que o tarólogo falou, mas sim utilizar os conselhos do profissional, ajustando-os as suas crenças e sentimentos pessoais, para que, através da junção de todos os dados que estiverem á sua disposição, ELE, o CLIENTE, sozinho possa sempre decidir pelo melhor.

Em muitos arcanos o leitor já reparou que muitas vezes eu sugiro, que a pessoa siga uma determinada diretriz, ou então comento á respeito de coisas maravilhosas que podem ocorrer em nossas vidas á partir do momento em que decidimos nos centralizar com nós mesmos. Só que raramente digo por onde o cliente deve começar a buscar os seus progressos pessoais, apenas sugerindo algumas maneiras pelas quais ele poderá alcançar este sucesso. E num livro, a coisa realmente deve se processar desta maneira. Não é interessante dar ao leitor a desvelação de todos os mistérios já de mão beijada, principalmente porque enigmas transcendentalistas, só podem ser desvelados por aqueles que estão verdadeiramente buscando em primeiro lugar encontrar a si mesmos. Num segundo estágio, para aqueles leitores que já conseguem se olhar no espelho sem medo de levar um tapa de seu próprio reflexo por mal comportamento- uma vez que do espelho ninguém escapa...- aconselhamos a ingressarem em Ordens Iniciáticas tradicionais (pelo menos com mais de mil anos de existência...) e realmente acreditarem que o impossível só existe dentro de mentes limitadas que ainda precisam ser despertas para o infinito potencial que existe dentro de cada um de nós.


Para finalizar, os leitores devem estar se perguntando como adentrar para uma ordem Iniciática. E a estes queridos semi- buscadores dizemos para que não se preocupem, nem anseiem por nada, pois o simples ato de querer colaborar com a nossa obra no momento certo fará com que vocês acabem esbarrando em um de nós. Pode acreditar e aguardar, pois para todos existe a hora de despertar.
O Caminho na árvore da vida (cabala).
 
REFERÊNCIA DE ESTUDO:
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Segredos do Eterno. Alexandre José Garzeri
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