sexta-feira, 22 de novembro de 2019

imaginação Ativa.

Técnica de diferenciação, exercício de introspecção, fantasia ativa e função transcendente: estes foram os nomes que o psiquiatra suíço, Carl Gustav Jung, deu à Imaginação Ativa antes de cunhar em definitivo este termo.  Vamos compreender o que isso significa e como esta metodologia pode ser aplicada e estimulada em nossa vida em nossos processos de desenvolvimento e autoconhecimento.
Jung usou este método para estimular seus pacientes psiquiátricos a extravasarem as fantasias contidas em sua mente consciente e inconsciente, e exercitar sua criatividade e demonstrá-la por meio da pintura, dança, poesia e escultura, sendo o precursor desta abordagem e influenciador de muitas outras que viriam depois. Podemos dizer que esta interação entre o que está abaixo e acima da superfície humana, é uma brilhante forma de compreender quem nós somos, o que sentimos; como nossa mente processa isso e projeta estas informações para o mundo. Jung mesmo fazia estas análises de seus próprios desenhos ou obras como forma de aprofundar os conhecimentos sobre si mesmo também.

4  Formas de Exercitar a Imaginação Ativa Segundo Jung

A imaginação ativa é um tipo poderoso de terapia, pois busca desvendar os mistérios contidos em nossa mente, nas profundezas do self 2, do inconsciente e trazê-los à tona para assim ajudar a pessoa em seu processo de autoconhecimento e autocura. Por isso, é importante compreender como funciona e ele é usado para o desenvolvimento mental e humano.

1-Pela libertação do fluxo de pensamento do ego

Neste primeiro momento, a ideia é libertar-se das amaras do ego e das suas fantasias primárias, uma vez que ele é o centro de toda consciência humana e uma espécie de gerenciador da realidade e nossas ideias, sentimentos e ações e pode influenciar os resultados. Deste modo, a criatividade pode ser expressa por meio da pintura, meditação, ioga, por exemplo.

2 – Permitir que o inconsciente se torne uma percepção anterior

Diferente do primeiro passo, neste devemos permitir que as fantasias sejam liberadas e não eliminadas do processo criativo, de modo que possam ser trabalhadas e expressadas por meio das formas escolhidas. Neste momento, dois cuidados devem ser tomados: o de não se concentrar demais e nem de menos nestas imagens, para assim poder trabalhá-las assertivamente.

3 – Dar forma à imagem

Este é o momento onde as ideias verdadeiramente tomam forma, seja por escrito, por meio de poesias e músicas, de desenhos, pinturas, esculturas que tomam cor e forma e também da dança, dos movimentos realizados pelo corpo que devem ser registrados por meio de fotos ou vídeo, por exemplo. Isso ajuda a compreender como a mente manifestou sentimentos e emoções nos gestos executados.

4 – Análises dos Resultados

Segundo Jung este é o ponto alto da terapia da Imaginação Ativa, pois é onde a realidade se encontra com aquilo que a mente inconsciente produziu e tenta fazer um paralelo entre os artefatos produzidos da mente e expressados em suas obras. Para isso, de acordo com o psiquiatra, devemos nos apresentar de forma verdadeira ao nosso inconsciente, ou seja, sem nenhuma máscara, de modo que isso permita fazer uma leitura real do material construído.

Objetivo e Estágios da Imaginação Ativa

O objetivo da imaginação ativa é dar voz aos lados da personalidade, em particular a anima, o animus e a sombra, que na maior parte do tempo não são ouvidos, estabelecendo assim uma linha de comunicação entre a consciência e o inconsciente. Mesmo quando os produtos finais – desenho, pintura, escrita, escultura, dança, música, etc. – não são interpretados, ocorre algo entre criador e criação que contribui para uma transformação da consciência.

O primeiro estágio da imaginação ativa é como sonhar com os olhos abertos. Isso pode acontecer espontaneamente ou ser artificialmente induzido. Você escolhe um sonho, ou alguma outra imagem de fantasia, e se concentra nele, simplesmente agarrando-o e olhando para ele. Você também pode usar um mau humor como ponto de partida e, em seguida, tentar descobrir que tipo de imagem de fantasia produzirá, ou que imagem está expressando esse humor. Fixa essa imagem na mente e concentra sua atenção. Normalmente, ela irá se alterar, pois o simples fato de contemplá-lo o anima. As alterações devem ser cuidadosamente anotadas o tempo todo, pois elas refletem os processos psíquicos no fundo inconsciente, que aparecem na forma de imagens que consistem em material de memória consciente. Desta forma, consciente e inconsciente estão unidos. 

O segundo estágio, além de simplesmente observar as imagens, envolve uma participação consciente nelas, a avaliação honesta do que elas significam sobre si mesmo e um compromisso moral e intelectualmente vinculante de agir sobre os insights. Esta é uma transição de uma atitude meramente perceptiva ou estética, para uma de julgamento.

A atitude de julgamento implica um envolvimento voluntário naqueles processos de fantasia que compensam o indivíduo e, em particular, a situação coletiva da consciência. O propósito declarado desse envolvimento é integrar as afirmações do inconsciente e assimilar seu conteúdo compensatório.
A ideia que Carl defendia é a de que os pacientes, por si só, buscassem compreender as mensagens e, mesmo quando tivessem esta dificuldade, se esforçassem para agir da mesma forma que agiriam em uma situação normal de seu cotidiano. Quando nos vemos diante de imagens inconscientes não explicadas, podemos usar a imaginação ativa para decifrar estes conteúdos por meio de questionamentos, reflexões e do entendimento mais aprofundado dos sentimentos e emoções expressados naquele momento.

Este diálogo interno permite compreender melhor quem nós somos e o que podemos fazer para evoluir em aspectos que assombram nossa mente e que ainda nos são desconhecidos. A criatividade, por sua vez, está na forma como expressamos estas ideias submersas e as traduzimos por meio da linguagem da arte, por exemplo.

Dica de Filme

Por fim, quero deixar uma dica para que possa compreender melhor à aplicação da Imaginação Ativa, mais um poderoso método criado por Jung, no processo de desenvolvimento de pacientes psiquiátricos. Estou falando do filme: Nise – o Coração da Loucura! Estrelado pela atriz, Glória Pires, este filme conta a história real do uso desta metodologia por meio do desenvolvimento criativo. Vale a pena conferir!










Via. Wikipedia.
Imaginação ativa (IA) é uma técnica reinventada por Carl Gustav Jung, que a trouxe de volta dos alquimistas. Consiste em uma interação com os conteúdos do inconsciente através de sua personificação[1]. Diferencia-se de uma interpretação dos conteúdos do inconsciente na medida em que não envolve uma explanação de suas figuras, mas de um relacionamento com elas. Dessa forma não compreenderíamos o inconsciente a partir de um ponto de vista intelectual, mas a partir do sentimento, de um embate, de um confronto com os problemas que se nos deparam a partir de dentro. Segundo Jung, a IA é a melhor maneira de se ativar a função transcendente, que envolve uma espécie de síntese das funções da consciência, um encontro e grande interação com a totalidade da psique (self ou "eu interior") e tudo o que ela representa[2][3].

Referências

  • «PERSONIFICAÇÃO» 
  • Consultado em 23 de abril de 2019.
  • Arquivado do original em 26 de janeiro de 2013
  •  «IMAGINAÇÃO ATIVA».
  • Consultado em 23 de abril de 2019.
  • Arquivado do original em 11 de novembro de 2010 
  • «Conceitos Jung - Voadores/Ajuda».
  • www.voadores.com.br.
  • Consultado em 23 de abril de 2019
  • Bibliografia

    sexta-feira, 4 de outubro de 2019

    Os 12 Arquétipos de JUNG

    “Sua visão clareará apenas quando você conseguir olhar para seu próprio coração. Aquele que vê o lado de fora, sonha; aquele que vê o lado de dentro, desperta.”
    Carl Gustav Jung 


    Significado do dicionário

    ar·qué·ti·po  (latim archetypum, -i, original, modelo, do grego arkhétupos, -on, modelo primitivo)
    substantivo masculino
    1. Modelo pelo qual se faz uma obra material ou intelectual.
    2. [Filosofia]  Modelo ideal, inteligível, do qual se copiou toda a coisa sensível. (Para o platonismo, as ideias são os arquétipos das coisas; para o empirismo, certas ideias são os arquétipos de outras ideias.)
    3. [Psicologia]  Na estrutura de Jung, estrutura universal proveniente do inconsciente coletivo que aparece nos mitos, nos contos e em todas as produções imaginárias do indivíduo.
    adjetivo
    4. O mesmo que arquetípico.

    Origem

    O termo “arquétipo” teve suas origens na Grécia antiga. É composto pelas palavras archein que significa “original ou velho” e typos que significa “padrão, modelo ou tipo”. 
    O significado combinado é “padrão original” do qual todas as outras pessoas similares, objetos ou conceitos são derivados, copiados, modelados, ou emulados.

    Freud e Jung

    A Psicologia teve seu grande auge no fim do século XIX e início do século XX, quando nomes como Sigmund Freud (1856-1939) e Carl Gustav Jung (1875-1961) eram bastante conhecidos e cultuados, considerados verdadeiros gênios revolucionários. 

    Freud, o "pai da Psicanálise", iniciou seus estudos pela utilização da técnica da hipnose como forma de acesso aos conteúdos mentais no tratamento de pacientes com histeria. Ao observar a melhora de pacientes do médico e cientista francês - e seu professor - Jean-Martin Charcot (1825-1893), elaborou a hipótese de que a causa da doença era psicológica, e não orgânica. Essa hipótese serviu de base para seus outros conceitos, como o do inconsciente.

    Inconsciente coletivo

    A concepção de Jung sobre o inconsciente pessoal é semelhante ao inconsciente da teoria psicanalítica. O inconsciente pessoal é composto de memórias esquecidas, experiências reprimidas e percepções subliminares. Indo além, Jung formulou o conceito de inconsciente coletivo, também conhecido como impessoal ou transpessoal. Seus conteúdos são universais, e não estabelecidos em nossa experiência pessoal. Este conceito constitui, talvez, a maior divergência em relação a Freud, e ao mesmo tempo, a maior contribuição de Jung à Psicologia.
    "O inconsciente coletivo é constituído, numa proporção mínima, por conteúdos formados de maneira pessoal; não são aquisições individuais, são essencialmente os mesmos em qualquer lugar e não variam de homem para homem. Este inconsciente é como o ar, que é o mesmo em todo lugar, é respirado por todo o mundo e não pertence a ninguém. Seus conteúdos (chamados arquétipos) são condições ou modelos prévios da formação psíquica em geral."
    Carl Gustav Jung.
    Jung escreveu que nós nascemos com uma herança psicológica, que se soma à herança biológica. Ambas são determinantes essenciais do comportamento e da experiência. Nossa mente inconsciente, assim como nosso corpo, é um depositário de relíquias do passado.
    Ele então, criou e usou o conceito de arquétipo em sua teoria da psique humana. Ele acreditava que arquétipos de míticos personagens universais residiam no interior do inconsciente coletivo das pessoas em todo o mundo. Arquétipos representam motivos humanos fundamentais de nossa experiência. Consequentemente, eles evocam emoções profundas.
    Embora existam muitos diferentes arquétipos, Jung definiu doze tipos principais que simbolizam as motivações humanas básicas. Cada tipo tem seu próprio conjunto de valores, significados e traços de personalidade. Todos nós possuímos vários arquétipos, que nos ajudam a formar e construir nossa personalidade. No entanto, um arquétipo tende a dominar a personalidade em geral. 

    Os 4 impulsos humanos

    Existem 12 Arquétipos mais comuns observados na Literatura por Margaret Mark e Carol Pearson no livro “O Herói e o Fora-da-Lei”. Os 12 arquétipos podem ser divididos em 4 grupos, de acordo com os quatro principais impulsos humanos. Os 4 impulsos e seus respectivos arquétipos são:
    • Mestria/Risco:  Quando queremos fazer algo notável e ser lembrado para sempre. Lutamos pelos nossos sonhos, mesmo que para isso seja preciso quebrar regrar e superar desafios. (Herói, Fora-da-Lei e Mago)
    • Independência/Auto-realização: Quando há um desejo de ficar só, refletir, decidir e conhecer o verdadeiro Eu. (Inocente, Explorador e Sábio)
    • Pertença/Grupo:  Ajuda quando a pessoa sente profunda necessidade de pertencer a um grupo. (Bobo da Corte, Cara Comum e Amante)
    • Estabilidade/Controle: Quando queremos ter um certo controle das coisas, um poder nas mãos. (Criador, Prestativo e Governante)

    Os 12 Arquétipos 

    Vamos detalhar cada um deles.

    1- Herói

    Este é geralmente o protagonista. Suas principais características são a coragem e a força de vencer, não importam os desafios. Este arquétipo geralmente define aquele que tenta provar sua competência através de atos grandiosos, buscando um bem maior, geralmente para o próximo, mas pode ocorrer de querer pra si próprio também. Muitas vezes, acaba se tornando um mártir.
    Lema: Onde há uma vontade, há um caminho
    Desejo central: Provar o valor para alguém através de atos corajosos
    Objetivo: Especialista em domínio de um modo que melhore o mundo
    Maior medo: Fraqueza, vulnerabilidade, ser um “covarde”
    Estratégia: Ser tão forte e competente quanto possível
    Fraqueza: Arrogância, sempre precisando de mais uma batalha para lutar
    Talento: Competência e coragem
    O herói também é conhecido como: O guerreiro, o salvador, o super-herói, o soldado, o matador de dragão, o vencedor e o jogador da equipe.

    2- Fora-da-Lei

    Também conhecido como Revolucionário ou Rebelde. Suas características giram em torno de um espírito livre, que não segue regras e geralmente está à frente de seu tempo. Percebe-se bem que não se encaixa na sociedade, e tem qualidades que inspiram outras pessoas, ou que a sociedade desdenha, por liberar o mais selvagem de dentro da cada um.
    Lema: As regras são feitas para serem quebradas
    Desejo central: Vingança ou revolução
    Objetivo: Derrubar o que não está funcionando
    Maior medo: Ser impotente ou ineficaz
    Estratégia: Interromper, destruir ou chocar
    Fraqueza: Cruzar para o lado negro do crime
    Talento: Ousadia, liberdade radical
    O rebelde também é conhecido como: O ilegal, o revolucionário, o homem selvagem, o desajustado, o iconoclasta.

    3- Bobo da Corte

    Quando um personagem tem como base o arquétipo do Bobo da Corte, só quer se divertir. Sem medo do que os outros vão pensar e sem se prender a qualquer tipo de modelo socialmente predefinido, o Bobo da Corte é sempre espontâneo, brincalhão. Ele quer desfrutar de tudo o que a vida pode oferecer antes que seja tarde demais.
    Lema: Carpe Diem. Só se vive uma vez
    Desejo central: Viver para o momento com pleno gozo
    Objetivo: Ter um grande momento e iluminar o mundo
    Maior medo: Se aborrecer ou chatear os outros
    Estratégia: Jogar, fazer piadas, ser engraçado
    Fraqueza: Frivolidade, desperdício de tempo
    Talento: Alegria
    O tolo também é conhecido como: O bobo da corte, o tolo, o malandro, o palhaço, o brincalhão, o comediante.

    4- Criador

    Este arquétipo define o personagem que sente necessidade de criar e inovar, caso contrário, sente-se mal e inútil. Quer deixar sua marca de alguma forma e expressar sua visão e ideias, mas pode se tornar perfeccionista ou encontrar meios nem sempre tidos como “corretos” para realizar suas criações.
    Lema: Se pode ser imaginado, pode ser criado
    Desejo central: Criar coisas de valor duradouro
    Objetivo: Realizar uma visão
    Maior medo: A visão ou a execução medíocre
    Estratégia: Desenvolver a habilidade e o controle artístico
    Tarefa: Criar cultura, expressar a própria visão
    Fraqueza: Perfeccionismo, soluções ruins
    Talento: Criatividade e imaginação
    O Criador também é conhecido como: O artista, o inventor, o inovador, o músico, o escritor, o sonhador.

    5- Inocente

    O Inocente é o típico personagem otimista. Deixa-se levar por simples emoções positivas, esperançosas e nostálgicas, e sempre almeja o “paraíso”. Quer apenas ser feliz, se sentir bem, e acaba confiando muito em outras pessoas. Também tem um grande problema com mudanças, e prefere estar estagnado, pois se sente bem onde está, ou então, acha que o destino trará algo melhor.
    Lema: Somos livres para ser eu e você
    Desejo principal: Chegar ao paraíso
    Objetivo: ser feliz
    Maior medo: Ser punido por ter feito algo de ruim ou errado
    Estratégia: Fazer as coisas certas
    Fraqueza: Chato por toda a sua inocência ingênua
    Talento: Fé e otimismo
    O Inocente também é conhecido como: utópico, tradicionalista, ingênuo, místico, santo, romântico, sonhador.

    6- Cara Comum

    O Cara Comum só quer uma coisa: pertencer ao meio. Tem forte empatia para com os que o cercam, e tenta ao máximo ser como todos os outros, ter o máximo de características em comum com aqueles a sua volta e ser aceito. Igualitário e abomina superficialidade.
    Lema: Todos os homens e mulheres são iguais
    Desejo central: Ligação com os outros
    Objetivo: Fazer parte
    Maior medo: Ficar de fora ou se destacar da multidão
    Estratégia: Desenvolver sólidas virtudes comuns, seja para a Terra ou o contato comum
    Fraqueza: Perder o próprio Eu em um esforço para se misturar ou por uma questão de relações superficiais
    Talento: O realismo, a empatia, a falta de pretensão
    A pessoa normal também é conhecida como: O bom menino velho, o homem comum, a pessoa da porta ao lado, o realista, o cidadão sólido, o trabalhador rígido, o bom vizinho, a maioria silenciosa.

    7- Prestativo, Cuidador

    Completamente altruísta, o arquétipo do Prestativo só quer o bem do próximo, acima do próprio. É semelhante ao Herói, com a única diferença de que não busca um bem maior, nem quer mudar algo ou destruir algum mal. No entanto, este arquétipo pode vir em conjunto com o do Herói na construção de um personagem.
    Lema: Ame o teu próximo como a ti mesmo
    Desejo central: Proteger e cuidar dos outros
    Objetivo: Ajudar os outros
    Maior medo: Egoísmo e ingratidão
    Estratégia: Fazer coisas para os outros
    Fraqueza: Martírio e ser explorado
    Talento: Compaixão e generosidade
    O cuidador também é conhecido como: O santo, o altruísta, o pai, o ajudante, o torcedor.

    8- Explorador

    O Explorador sente a necessidade de desvendar os mistérios do mundo e da vida, pois deste modo, conhecerá a si mesmo. Precisa ser livre para qualquer tipo de aventura em sua busca pessoal para descobrir quem ele realmente é.
    Lema: Não construa cercas à minha volta
    Desejo central: A liberdade de descobrir quem é através da exploração do mundo
    Objetivo: A experiência de um mundo melhor, mais autêntico, mais gratificante na vida
    Maior medo: Ficar preso, conformidade e vazio interior
    Estratégia: Viajar, procurar e experimentar coisas novas, fugir do tédio
    Fraqueza: Perambular sem destino tornando-se um desajustado
    Talento: Autonomia, ambição, ser fiel a sua alma
    O explorador também é conhecido como: O candidato, o iconoclasta, o andarilho, o individualista, o peregrino.

    9- Mago

    O Mago quer sempre entender o princípio das coisas. Busca conhecer as leis que regem o Universo, para manipulá-las a seu favor e fazer sonhos se tornarem realidade. Mas é exatamente esta a sua fraqueza: acabar se tornando manipulador. Geralmente, quando a consequência de seus atos é ruim e sai de seu controle, o personagem baseado no arquétipo do Mago tem uma reflexão interior, avaliando a si mesmo para resolver o problema. 
    Lema: Eu faço as coisas acontecerem.
    Desejo central: Compreensão das leis fundamentais do universo
    Objetivo: Realizar sonhos
    Maior medo: Consequências negativas não intencionais
    Estratégia: Desenvolver uma visão e viver por ela
    Fraqueza: Se tornar manipulador
    Talento: Encontrar soluções ganha-ganha
    O mágico também é conhecido como: O visionário, o catalisador, o inventor, o líder carismático, o xamã, o curandeiro, o feiticeiro.

    10- Amante

    Este arquétipo é semelhante ao do Cara Comum; busca relacionar-se com todas as pessoas, com a diferença de que a busca é de relações intensas, construídas na base da confiança e intimidade, seja com amantes, familiares e amigos. Seu maior medo é ficar sozinho, e um defeito é que pode acabar se esquecendo da própria identidade por se preocupar muito com a própria imagem, buscando ser sempre atraente. Seu lema é: “
    Lema: Você é único. Só tenho olhos para você
    Desejo central: Intimidade e experiência
    Objetivo: Estar em um relacionamento com as pessoas no trabalho e no ambiente que eles amam
    Maior medo: Ficar sozinho, ser um invisível, se indesejado, ser mal amado
    Estratégia: Tornar-se cada vez mais atraente fisicamente e emocionalmente
    Fraqueza: Com o desejo de agradar aos outros corre o risco de perder sua identidade externa
    Talento: Paixão, gratidão, valorização e compromisso
    O amante também é conhecido como: O parceiro, o amigo íntimo, o entusiasta, o sensualista, o cônjuge, o construtor de equipe.

    11- Governante

    Este é bastante observado, é o típico arquétipo de quem busca poder e controle das situações. É tido e visto como um líder nato, responsável, que sabe guiar bem um grupo de envolvidos em alguma trama aparentemente complicada. Seu defeito é que pode acabar se tornando autoritário demais. 
    Lema: O poder não é tudo. É a única coisa.
    Desejo central: Controle e poder
    Objetivo: Criar uma família ou uma comunidade bem sucedida e próspera
    Estratégia: Exercer o poder
    Maior medo: O caos, ser destituído
    Fraqueza: Ser autoritário, incapaz de delegar
    Talento: Responsabilidade, liderança
    O Governante é também conhecido como: O chefe, o líder, o ditador, o aristocrata, o rei, a rainha, o político, o gerente, o administrador.

    12- Sábio

    O arquétipo do Sábio é conhecido por servir de base para personagens que buscam o conhecimento, aprendizagem e formas de compreensão apenas para o crescimento pessoal, e não para algum objetivo específico. Pode acabar se tornando envolvido demais com as informações que encontra e acabar esquecendo-se de agir, ou do resto do mundo. 
    Lema: A verdade é libertadora
    Desejo central: Encontrar a verdade
    Objetivo: Usar a inteligência e a análise para compreender o mundo
    Maior medo: Ser enganado, iludido, ou ser ignorante
    Estratégia: Buscar informação e conhecimento, auto reflexão e compreensão dos processos de pensamento
    Fraqueza: Pode estudar detalhes para sempre e nunca agir
    Talento: Sabedoria, inteligência
    O Sábio também é conhecido como: O perito, o erudito, o detetive, o conselheiro, o pensador, o filósofo, o acadêmico, o pesquisador, o pensador, o planejador, o profissional, o mentor, o professor, o contemplador.

    Bibliografia

    JUNG, C. G.. Phénomènes occultes. Paris: Ed. Montaigne, 1939.
    ROCHA FILHO, J.B. Física e Psicologia. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2003, 4a ed. (Google Books)
    GALVÃO JR., J.C. Sobre a “exceção humana” – Carta a Lacan, Jung, Schmitt. São Paulo: Liber Ars, 2012.

    Links relacionados

    http://pandemicquiz.com/pt/q/answer/qual-arquetipo-de-jung-predomina-em-voce
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Carl_Jung
    http://literatortura.com/2013/12/aprenda-construir-personagens-baseados-nos-arquetipos-de-carl-jung/
    http://www.antroposofy.com.br/forum/carl-gustav-jung-os-12-arquetipos/
    http://www.psicosmica.com/2015/01/principais-arquetipos-jung.html
    https://portal2013br.wordpress.com/2014/08/31/os-12-arquetipos-comuns/
    https://www.bizu.vc/arquetipos/
    https://dicionariodoaurelio.com/arquetipo
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Sigmund_Freud
    https://oarquetipo.wordpress.com/os-doze-arquetipos/

    terça-feira, 17 de setembro de 2019

    Kodoish .'. Adonai Tsebayoth: o que significa e como utilizar.

    Kodoish, Kodoish, Kodoish Adonai Tsebayoth: o que significa e como utilizar.


    Os mantras são fórmulas de misticismo que são pronunciadas ou cantadas para atrair energias. Essa ideia significa que o controle da mente está sendo ativado quando praticamos um mantra de forma correta. Ou seja, ao praticar um tipo de mantra acionamos nosso contato interior com as energias contidas nele para que nossa vida as receba da maneira como estamos mentalizando.
    Assim, muitos tipos de mantras são utilizados desde a Antiguidade, de modo a clamar perdão, pedir bençãos, dons e livramentos, além de ajudar na concentração, na meditação, nas energias, nos sentidos, no sono, na vida pessoal, financeira e amorosa, etc.
     

    O mantra Kodoish, Kodoish, Kodoish Adonai Tsebayoth é um dos mais recitados e traz a entoação de um dos muitíssimos nomes de Deus na Cabala a partir de clamores sobre o recebimento de luz celestial e energia divina. A partir disto o mantra seria benéfico para curas e renovações mentais e espirituais.

    Canais do Blog TarotCabala Meditação Terapêutica e Mente SubVersa.


    Como utilizar o MantraKodoish, Kodoish, Kodoish Adonai Tsebayoth

    Para bem utilizar o Kodoish, Kodoish, Kodoish Adonai Tsebayoth, é necessário criar uma rotina de realizá-lo diariamente em repetições de três ou seus múltiplos. Em situações desagradáveis é necessário aplicá-lo ainda mais vezes, como forma de reforçar o trabalho que foi construído internamente até então.

    Seu significado gira em torno da expressão: “Santo, Santo, Santo é o Senhor, o Soberano deste Universo”, unindo todas as conexões humanas e divinas nesta aclamação ao Pai Altíssimo por misericórdia, perdão e paz, além de pedir por discernimento para saber separar as forças benignas das malignas que estão ao nosso redor.

    Este cântico ao Pai é elevado como uma reflexão energética aos céus, de modo a exaltar o Criador que nos deu vida e nos abre os caminhos e a alma para vivermos em sua glória em terra e no dia de nossa partida, ideal para ser usado como pedido de proteção e de livramento.

    Recomenda-se recitar o Kodoish, Kodoish, Kodoish Adonai Tsebayoth sobretudo ao amanhecer e também nas noites de lua crescente e nova. Assim, deve-se entoar de forma rítmica e em repetições:
    “Kodoish, Kodoish, Kodoish Adonai Tsebayoth, meu Pai! Kodoish, Kodoish, Kodoish Adonai Tsebayoth, meu Guia! Kodoish, Kodoish, Kodoish Adonai Tsebayoth, livrai-me e abençoai-me nestes momentos de aflição para um novo dia melhor e mais santo!”.

    fonte: WeMistic.

    terça-feira, 10 de setembro de 2019

    Tarot Cabala no Spotify.

    "UM" 
    é a primeira playlist
    do Tarot Cabala no Spotify.

    Com 17 músicas meditativas associadas auspiciosamente aos Arcanos Maiores e Menores do Tarô, o álbum cria um clima de inspiração para o ritual da leitura do Tarô e também a egrégora de meditação e prática de técnicas holísticas e vivências. 
    Uma ideia antiga que agora chega ao público. 

    As músicas são de Dave & Steve Gordon, Oliver Scheffner.
    A última faixa é o mantra "cabalístico"
    Kadoish, Kadoish, Kadoish Adonai Tsebayoth.
     Recitado e cantado por Maureen J. St. Germain

    Ouça abaixo a playlist "UM" Tarot Cabala.



    Aproveite, compartilhe e comente. 
    E relaxe com a gente.


    Fraternalmente
    Paz e Luz.

    quarta-feira, 4 de setembro de 2019

    Reflexão de Eliphas Levi.

    "O Tarot é verdadeiramente uma máquina filosófica, que impede o pensamento de divagar enquanto preserva sua liberdade e iniciativa; ele é a matemática aplicada ao Absoluto, a aliança do positivo e do ideal, uma loteria de ideias tão exata quanto os números, talvez a mais simples e nobre concepção do gênio humano."
    Eliphas Levi

    O CARRO, versão de Eliphas Levi.

    Fraternalmente
    Paz e Luz!

    domingo, 18 de agosto de 2019

    Psicoterapia Analítica Junguiana


    A psicoterapia junguiana é baseada nos estudos do psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, que foi um dos mais importantes psicólogos do século XX. Inicialmente, Jung foi discípulo de Freud, criando sua própria metodologia anos depois.


    Na terapia Junguiana, paciente e terapeuta sentam-se frente a frente e por que não no divã? Assim como na psicanálise freudiana, os sonhos são uma fonte de informações inconscientes do paciente, porém, como a noção de inconsciente é distinta entre as duas linhas, na Psicologia Analítica de Jung aparece o conceito de personificação do inconsciente.


    Para a análise e compreensão do ser humano, são utilizadas técnicas que exploram o universo simbólico, enfatizando o trabalho com os sonhos e as técnicas expressivas. Estabelece-se assim um diálogo entre o consciente e o inconsciente, possibilitando a transformação e a ampliação do olhar em relação a si mesmo e ao mundo.


    Jung via o inconsciente como uma parte viva do ser humano tal qual o consciente. E, sua mais importante contribuição para a psicologia foi a descoberta e compreensão do funcionamento do inconsciente coletivo. Segundo ele, é no inconsciente coletivo que está a camada mais estrutural da psique humana, que recebe uma carga do Universo e contém a herança misteriosa da evolução de nossa raça, uma espécie de herança espiritual da humanidade que é reimpressa em sua estrutura cerebral cada vez que uma criança nasce.


    Além dos sonhos, do inconsciente pessoal e coletivo, outros temas essenciais da psicologia junguiana são os conceitos de arquétipo, ou imagens primordiais. Ou seja, experiências que tiveram lugar nesse planeta desde as mais remotas Eras, tudo o que existe está ligado a um arquétipo, uma ideia e padrão perfeito. E, ter consciência do arquétipo que estamos vivendo, facilita, e muito nossa experiência.


    Jung também abordou os conceitos de Self ou Si Mesmo, que é o núcleo da psique de um indivíduo; de Anima – que é a presença do princípio feminino no homem – e do Animus – que é a presença do princípio masculino na mulher. A Sincronicidade, que são coincidências significativas entre acontecimentos exteriores e interiores sem relação causal entre si, também foi tema abordado por Jung, além da Sombra – que é o lado obscuro da personalidade; das funções psicológicas e do processo de individuação – que representa o crescimento e amadurecimento psíquico de um indivíduo.


    A terapia com abordagem junguiana utiliza os parâmetros de outras técnicas terapêuticas com um encontro semanal e uma hora de duração. Obviamente, cada sessão é um universo de possibilidades e, se houver necessidade, esse tempo pode ser aumentado. A frequência da terapia varia de caso a caso e da complexidade das situações vividas. A proposta da terapia junguiana é ajudar o paciente em seu processo de individuação e ajudá-lo a acessar seu curador interno. 


    As sessões podem ser complementadas com técnicas energéticas, como a terapia de Barras de Access, o reiki, mesa radiônica e técnicas de meditação.


    Indicações:

    – Sintomas de stress, ansiedade, depressão, insônia e pânico; – Sentimentos de raiva; inadequação e desânimo; – Compulsões alimentares e/ou relacionadas a outras áreas de prazer; – Dificuldades em relacionamentos; – Medos excessivos e fobias; – Busca pelo autoconhecimento; – Fases de transição.


    “Conheça todas as teorias,
    domine todas as técnicas,
    mas ao tocar uma alma humana,
    seja apenas outra alma humana.” 

    CARL GUSTAV JUNG

    Siga no Instagram: @tarotcabala 



    Fraternalmente
    Paz e Luz!

    quinta-feira, 11 de julho de 2019

    Arcano São Bento / 11 de julho

    um dos homens mais importantes da história.

    Sua vocação teve impacto determinante no florescimento da vida monástica cristã.

    São Bento nasceu na Úmbria, uma região da Itália central, no ano de 480, filho de uma nobre família romana. Desde pequeno manifestou um gosto especial pela oração. Fez os primeiros estudos na região de Núrsia, perto da cidade de Spoleto, e depois foi morar em Roma para estudar filosofia e retórica.

    Vocação

    Bento se desiludiu rapidamente com a decadência moral da cidade e resolveu retirar-se a uma vida de oração, silêncio e sacrifício. Auxiliado por um eremita chamado Romano, que lhe dava alimentos, passou a viver em uma gruta de difícil acesso no monte Subíaco, onde passou três anos em isolamento, dedicado às orações e aos estudos. Descoberto depois por pastores que ficaram assombrados com a sua santidade, Bento passou a receber muitas visitas que procuravam conselho e pediam orações.

    Fama de santidade

    Como a sua fama de santidade tinha crescido muito, Bento foi aclamado abade no convento de Vicovaro. Ele aceitou, desejando prestar um bom serviço, mas descobriu que a vida que os monges levavam não refletia a entrega incondicional que ele achava que deveria caracterizar o seguimento de Cristo. Foi-se formando entre os monges, contra o santo, uma antipatia que culminou na criminosa tentativa de matá-lo com veneno. No entanto, quando Bento abençoou a taça de vinho envenenada, como fazia com todos os alimentos que comia, ela se espatifou.

    Fundação da vida monástica

    Bento renunciou ao cargo de abade e voltou para Subíaco, retomando a vida de eremita. Muitos discípulos, porém, queriam segui-lo, e, em poucos anos, Bento fundou nada menos que doze mosteiros. Foi assim que ele começou a organizar a vida monástica comunitária e a fazê-la florescer mediante a adoção da Regra dos Mosteiros, depois conhecida (até hoje) como a Regra de São Bento.

    A Regra de São Bento

    A Regula Monasteriorum é o livro em que São Bento expôs as regras para a vida monástica em comunidade. São 73 capítulos curtos que priorizam o silêncio, a oração, o trabalho, o recolhimento, a caridade fraterna e a obediência. Foi sob esta regra que nasceu e tomou forma a Ordem dos Beneditinos, ou Ordem de São Bento, viva e atuante até os nossos dias e seguidora da mesma regra escrita pelo santo fundador há mais de 1500 anos. Ao longo da história, várias outras ordens de monges do Ocidente adotaram, com adaptações, a Regra de São Bento.

    Mosteiros

    Os mosteiros beneditinos estão presentes em dezenas de países de todos os continentes. No Brasil, um dos mais conhecidos é o que se localiza no centro da cidade de São Paulo: a respeito dele você encontra mais informações no artigo “Um lugar de paz e silêncio na agitação da maior cidade do país“. Falando da ordem beneditina como um todo, o mosteiro mais emblemático e famoso é, provavelmente, o de Monte Cassino, na Itália, fundado no ano 529. Ele foi destruído pelos bombardeios da Segunda Guerra Mundial e reconstruído ao longo dos anos do pós-guerra.

    Devoção a São Bento

    São Bento faleceu em 547, aos 67 anos de idade, após predizer a própria morte. No mesmo ano faleceu também a sua irmã, Santa Escolástica, fundadora do ramo feminino da ordem de São Bento. A devoção a São Bento se espalhou solidamente pelo mundo todo, fazendo dele um dos padroeiros da Europa.

    Fraternalmente
    Paz e Luz!

    FONTE: ALETEIA

    segunda-feira, 8 de julho de 2019

    Tarô: oráculo ou recurso terapêutico?

    Na abordagem junguiana, as cartas podem ser usadas com um acesso para o inconsciente.

    Pense em uma cigana com adornos brilhantes e coloridos com cartas nas mãos para adivinhar o futuro. Mas pense também em uma economista formada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), consultora de empresas de tecnologia, buscando compreender, a partir das cartas, o que a faz reproduzir um padrão de comportamento. Ou em um professor de literatura de um colégio renomado, homem intelectualizado, cujo terapeuta propõe a utilização das cartas em algumas sessões. A resposta para a pergunta do título já está dada, no primeiro parágrafo do texto mesmo: o tarô é recurso tanto para o esoterismo e o divinatório quanto para a expansão da consciência, seja individualmente ou em processos terapêuticos conduzidos por profissionais.

    Alegoria pagã

    Um conjunto de 78 cartas divididas entre 22 arcanos maiores e 56 arcanos menores. Há incontáveis versões gráficas das cartas, desde o tradicional tarô de Marselha a um tarô surrealista ilustrado por Salvador Dalí, passando por imagens étnicas de indígenas norte-americanos e de orixás das religiões afro-brasileiras. Assim como não se pode afirmar que há uma representação gráfica verdadeira das cartas, não se pode reivindicar uma maneira correta de utilizá-lo ou interpretá-lo. É possível encontrar diversas técnicas descritas em manuais ou apreender ritos tradicionais de leitura transmitidos oralmente. Sem nunca desconsiderar a liberdade de quem manipula as cartas. 

    Apesar de muitos autores já terem pesquisado a origem histórica do tarô, pouco se sabe sobre ela. Segundo Luis Pellegrini, no prefácio do livro Tarô de Marselha, de Carlos Godo, a primeira prova concreta de sua existência é um conjunto de cartas francesas do século 14. Sua origem é desconhecida - há quem defenda que nasceu no Egito, China ou Índia e tenha sido levado à Europa por ciganos. Pellegrini aposta na versão de que as cartas do tarô tenham sido elaboradas por sábios que, prevendo o ciclo de perseguições na Idade Média, criaram um sistema para preservar o essencial de seu conhecimento. Nas palavras de Pellegrini, seu raciocínio foi pragmático: “os homens entrariam numa fase de distração das preocupações espirituais. Assim, a própria distração poderia ser o meio mais adequado para preservar e transmitir o verdadeiro conhecimento”. 

    Sallie Nicholls, autora do livro Jung e o tarô: uma jornada arquetípica, também apresenta a hipótese de que o tarô tenha sido desenvolvido como uma forma de contrabandear ideias da sabedoria ancestral que estavam em desarmonia com as autoridades da Igreja Católica. E assim, foram pintadas imagens alegóricas que condensariam em suas formas, figuras e cores o que se sabia sobre a humanidade, o universo, deus. Conhecimento considerado profundo travestido em cartas que pareciam superficiais.

    Tarô e a psicologia analítica

     

    Individuação, inconsciente coletivo, arquétipo e sincronicidade são conceitos propostos por Carl Gustav Jung, pai da psicologia analítica, que permitem compreender o uso do tarô como recurso terapêutico. A individuação é o processo pelo qual cada indivíduo se aproxima de sua singularidade e sua totalidade.

    Segundo Lans Van der Post, que escreveu a introdução ao livro Jung e o Tarô, “quando um ser humano adquire determinado grau de autopercepção, é capaz de fazer escolhas diferentes das da multidão e de expressar-se de um jeito só seu. Tendo contato com o seu próprio e verdadeiro eu, já não será presa da tagarelice de outros eus, interiores e exteriores”. Para tanto, é necessário que estejam em equilíbrio o consciente e o inconsciente. A individuação é um processo a desenvolver durante toda a vida. Trata-se da integração de nossas partes: do consciente, aquilo que sabemos sobre nós mesmos e o mundo, e o inconsciente. 

    Diferentemente de Freud, que definia o inconsciente como algo individual, moldado por nossas experiências, Jung reconhece o inconsciente individual, mas acrescenta a existência do inconsciente coletivo: uma camada mais profunda do inconsciente. Algo como a mente universal, “presente em toda parte e em todos os indivíduos”, nas palavras do próprio Jung. Uma camada energética que extrapola cada um de nós individualmente. 

    Segundo Ana Luiza Feres, psicoterapeuta junguiana, o inconsciente coletivo é como uma biblioteca que reúne todo o conhecimento da humanidade - experiências, sentimentos, ações de todas as pessoas. O conteúdo desse inconsciente coletivo, cada um dos livros da biblioteca, na metáfora de Feres, são os arquétipos. Imagens que se repetem constantemente em diferentes lugares e diferentes gerações, padrões universais, conteúdos do inconsciente coletivo. 

    Com alguns pacientes que se mostraram curiosos e atraídos pelas cartas, Feres já utilizou o tarô em sessões de psicoterapia. Ela ressalta que muitos terapeutas não se aprofundam no conhecimento a respeito do tarô ou da astrologia, por exemplo, com receio de serem chamados de charlatão. “Muitas pessoas foram queimadas na fogueira, na história da humanidade, por esse conhecimento. O tarô ainda carrega essa pecha. É necessário disseminar cada vez mais o conhecimento sobre o tarô e o inconsciente coletivo. Deixar evidente que não se trata, de maneira nenhuma ‘de trazer seu amor de volta em sete dias’, mas da busca de insights por meio dos arquétipos”. 

    O processo terapêutico, para Jung, utilizaria técnicas verbais e técnicas expressivas (não-verbais) para auxiliar no processo de individuação. Para dissolver complexos, aquela sequência de experiências afetivas que modulam o jeito de pensar e agir no mundo, para se aproximar do eu mais verdadeiro, seria preciso conectar-se com o inconsciente – pessoal e coletivo. E os arquétipos seriam, para Jung, uma via poderosa de acesso ao inconsciente. Os contos mitológicos, os contos de fadas, a astrologia e o tarô carregariam símbolos universais que resgatam em cada indivíduo uma ligação psíquica com toda a humanidade. Como se cada um de nós tivesse uma raiz conectada a um terreno energético comum: o inconsciente coletivo.

    Sincronicidade

     

    Mas como uma carta ou uma sequência de cartas se conecta ao inconsciente coletivo, ao consciente e ao inconsciente de quem a manipula? Sincronicidade. Esse é o conceito junguiano para nomear dois ou mais eventos que não têm relação de causa e efeito entre eles, mas que estabelecem correlação. A consciência, focada na pergunta, afetaria energeticamente o entorno. 

    Assim, a carta destacada aleatoriamente das demais ou a sequência em que as cartas são colocadas permitiriam uma interpretação simbólica do inconsciente que a consciência não alcançaria sem ter o tarô como ponte. 

    Seja para uma cigana prever o futuro ou para facilitar o processo de individuação de um intelectual urbano, o tarô tem sido instrumento útil a pessoas espalhadas por todo o planeta. Passou pela Idade Média, pelo Renascimento e pela crença total na ciência moderna. Pode também ser útil nos tempos de crise atuais como ponte de acesso ao saber ancestral na compreensão de quem somos, do que sentimos e do que desejamos, seja como indivíduos ou como multidão que ocupa, ou assiste quem ocupa, as ruas. 

    Fraternalmente
    Paz e Luz!

    Imagens: The Jungian Tarot

    sexta-feira, 5 de julho de 2019

    Tarot Terapêutico como caminho de vida.

    Visita Interiorem Terrae, Rectificandoque, Invenies Occultum Lapidem.

    Esta é uma expressão em latim muito utilizada pelos antigos alquimistas, e significa: “Visita o Centro da Terra, Retificando-te, encontrarás a Pedra Oculta (ou Filosofal)”.


     Devemos sempre lembrar que a linguagem dos alquimistas é simbólica, então este “Centro da Terra” é o nosso próprio centro, nosso interior, nosso inconsciente. Ao olharmos para dentro, conseguimos nos “retificar”, ou purificar, para então encontrar a Pedra Filosofal, ou nosso Verdadeiro Ser. A essência da nossa Alma.

    "Quem olha para fora, sonha;
    quem olha para dentro, desperta!"

    Carl Jung

    Jung foi um grande conhecedor da mente humana, e foi também um grande estudioso da Alquimia. Com esta frase ele nos deixa claro a importância de tomarmos contato com o que está no nosso interior, no nosso inconsciente, e uma das formas para fazermos isso é justamente com a utilização do Tarot.

    O Tarot é um conjunto de 78 cartas, ou Arcanos (Arcanum = mistérios), sendo 22 Arcanos Maiores e 56 Arcanos Menores. A verdadeira origem do Tarot é incerta, mas muitos ocultistas fazem uma ligação a Kabbalah, e esta ligação faz muito sentido para mim. A Kabbalah é baseada na Torá, e podemos ver que Tarot ao contrário nos traz justamente esta palavra. Outros indícios que nos remetem à isso são outras relações, como o fato de termos 22 Arcanos e 22 Letras Hebraicas.
    Independente de sua origem, o Tarot traz um poder incrível de nos revelar o nosso inconsciente. O próprio Jung gostava muito do Tarot:

    "O Tarô é um dos espelhos do pensamento inconsciente. Cada uma de suas cartas tem por base uma importante imagem arquetípica cujo significado nem sempre é claro para o homem moderno, que jogou fora seus mitos ao querer interpretá-los literalmente. Os arquétipos não são literais, são mensagens do inconsciente. Cada uma das cartas do Tarô é uma mensagem da mente universal. Mas, como nossa mente inconsciente está divorciada do consciente – a mente literal – e costuma ser por ele ignorada, essa mensagem se perde. As explanações arquetípicas do Tarô, feitas por Sallie Nichols, fazem com que as imagens e, muitas vezes, as respostas às perguntas mais profundas venham à tona. Aluna de Jung no Instituto de Zurique, a autora analisa as cartas do Tarô de Marselha como uma representação das diferentes etapas da jornada do indivíduo e sua relação com os arquétipos e o inconsciente coletivo."
    Temos então uma ferramenta que nos permite trazer o inconsciente à tona, e sabemos que existe grande riqueza de informações no nosso inconsciente. A imagem abaixo nos traz uma representação da comparação entre consciente e inconsciente:


    A premissa principal é a de que o poder está em você, e eu devo atuar apenas como um facilitador para que você acesse todo o seu poder interno, e o Tarot então se torna uma ferramenta de grande ajuda para isso. A ideia principal é trazer informações, para que você possa tomar as suas decisões e escolher o seu caminho.  

    Em hipótese alguma o Tarot pode “decidir por você”.

    Fraternalmente
    Paz e Luz!

    FONTE: Jung e o Tarô

    quinta-feira, 4 de julho de 2019

    Carl Gustav Jung e o Tarô Analítico.

    O fascínio pelos oráculos é fruto da consciência do homem de que terá um futuro – o que pode ser uma dádiva ou um castigo a depender do momento e de quem observa. A prática oracular é ancestral e tem origem incerta. Acredita-se que surgiu a partir da observação de fenômenos naturais e da correlação destes mesmos acontecimentos com fatos da vida cotidiana. Com o tempo, passou a ser interpretada como tentativa de preleção do futuro e, posteriormente, como instrumento de orientação para decisões.

    Dessa forma, é seguro dizer que esses sortilégios tiveram uma participação ativa no papel de formação das civilizações e que estão presentes em todas as culturas. Junto com elas, os sistemas oraculares sofrem adaptações e atualizações – basta observar os inúmeros oráculos eletrônicos que temos na atualidade, e a eficácia atestada por indivíduos que a eles recorrem.

     O psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, criador da Psicologia Analítica, estudou atentamente a participação da crença mística no funcionamento da psique. Naturalmente, encontrou nos oráculos um campo fértil de pesquisa, dedicando-se principalmente à astrologia e ao I Ching. Jung concordava que os instrumentos promoviam um diálogo franco com forças invisíveis. Mas, em vez de espíritos e gênios, ouvia nos oráculos a voz do inconsciente. Ao receber essa interpretação, os sortilégios ganham outra roupagem: se transformam em veículos interessantes ao processo de autoconhecimento.

    O Tarot é certamente um dos oráculos mais populares do mundo ocidental contemporâneo. Composto por 78 cartas, constitui um forte conjunto de símbolos, que vêm sendo usados por anos a fio como instrumento de preleção do futuro e autoconhecimento. A incerteza da origem das imagens reforça o quê mágico e ainda provoca uma série de especulações. Uns associam o baralho ao conhecimento hermético advindo do antigo Egito, enquanto outros dão aos indianos o crédito de elaboração do sistema. Há ainda aqueles que garantem a origem cigana nos tarôs – embarcados na aura de mistério e misticismo que acompanha este povo. No entanto, pesquisas apontam para sua criação em meados da Renascença – bem depois do que acredita a maioria – com uma função recreativa, simplesmente.

    No entanto, os personagens, virtudes e situações descritas nas cartas sinalizam pontos importantes da trajetória humana. Jung enxergou no Tarot uma rica expressão do inconsciente coletivo – conceito que criou para designar uma espécie de conteúdo residual de todas as experiências da humanidade, atualizada por repetição com o passar dos anos. Lá estão representados, por exemplo, o amor materno, o impulso para a guerra e o fascínio pelo divino. Assim como os demais oráculos, o Tarot seria um sistema de representação dessas e muitas outras potencialidades humanas, chamadas arquétipos. A partir das figuras estampadas nas cartas, o indivíduo seria chamado a refletir sobre as virtudes e dissabores da própria existência. E, a partir dessa reflexão, levar a decisões mais favoráveis ao próprio desenvolvimento.

    Mas qual seria a mágica que levaria a escolha da carta certa para ilustrar o momento em que estamos vivendo? Para Jung, tudo se processa como resultado do movimento psíquico, uma forma peculiar de diálogo. Para entendê-la, é preciso saber que a expressão do inconsciente se dá a partir de símbolos. E esta também é a linguagem que compõe cada lâmina do Tarot. Quando escolhe, ao acaso, um certo número de cartas de um monte, o consulente concede ao inconsciente um veículo para que se expresse. Este usará, a partir da simbologia das cartas, um canal de comunicação com a consciência.
    Ao tarólogo cabe o papel de decodificação e organização das informações, a partir dos símbolos que surgem, de forma acessível à compreensão do consulente. Obviamente, essa atividade exige atenção para que as informações sejam transmitidas com o menor grau de interferência, de preconceitos e de opiniões próprias.

    Sincronicidade

    A “mágica” das coincidências significativas, que se manifesta nos oráculos, foi conceituada por Jung como sincronicidade. Ela é uma dos métodos usados pelo inconsciente para trazer à tona uma percepção – não só a partir das artes adivinhatórias, mas também daquelas outras “coincidências” que nos tocam de forma tão profunda, a ponto de despertar a uma nova observação do momento já conhecido. Essa foi uma das mais controversas teorias junguianas, pois era considerada mística demais para ser considerada ciência. No entanto, desde Einstein, a Física Quântica aponta para a comprovação das hipóteses a partir do estudo da energia como condutora de informação.

    Muitas vezes, os eventos sincronísticos nos conduzem aos insights que tanto esperamos: é como se, em um breve momento, a ignorância se descortinasse e pudéssemos vislumbrar a realidade. E, assim, nos sentíssemos seguros para superar as dificuldades impostas pelo momento.

    A percepção do espaço e do tempo são atributos da consciência. Ou seja, no inconsciente eles se perdem, não têm a mesma importância que damos na vida lúcida. Como manifestação do inconsciente, a sincronicidade é capaz de ensinar sobre a sensação de relatividade do tempo, inclusive durante uma consulta oracular. Assim surgem, com a mesma facilidade, evocações do passado e lampejos de futuro. Da mesma forma, distâncias físico-espaciais se encurtam.

    O que ordena a prioridade do que é apresentado durante um jogo é a carga afetiva dos acontecimentos, e não os fatos em si. Por esse motivo, muitas vezes o consulente chega com questionamentos pré-formulados e, ao iniciar a consulta, uma nova problemática se apresenta e domina o assunto. Antes de debruçar sobre o que quer saber, ele deve se debruçar sobre o que precisa saber.

    Tarot Analítico

    Já praticava o tarot quando tive os primeiros contatos com as teorias junguianas. A partir delas, percebi que os símbolos presentes em cada carta eram ricos demais para serem reduzidos a um quê adivinhatório das consultas. Isso muitas vezes levava o consulente a mais expectativas que certezas – e a experiência me fez entender o risco que isso envolvia. Ao buscar um aprofundamento na Psicologia Analítica, percebi que o oráculo poderia funcionar, na verdade, como uma eficaz ferramenta de acesso ao inconsciente. E que, em vez de previsões, o foco deveria estar nos esclarecimentos – algo mais pertinente ao desenvolvimento pessoal, ao autoconhecimento.

    Assim, busquei desenvolver uma metodologia que proporcionasse uma chance maior e mais segura para esse mergulho. Em referência às teorias junguianas, resolvi denominá-la por Tarot Analítico. Nesse enfoque, a consulta se transforma em um exercício de ampliação da consciência, com base em símbolos, mitos e dinâmicas psíquicas revelados a partir das cartas. A consulta se divide em duas fases: uma explanação geral sobre as dificuldades enfrentadas no presente momento e, em seguida, um espaço destinado a explorar temáticas não apresentadas na primeira fase.

    A partir dos símbolos e mitos presentes em cada arcano, o consulente é chamado a refletir sobre os padrões emocionais, expectativas e negligências vividas no momento – e também sobre a participação de cada um desses aspectos na manutenção do problema, em vez da solução do mesmo. Ou seja, o tarot convida à autoanálise e, consequentemente, à revisão de valores e de posturas adotadas.

    Enxergar o oráculo como uma chave para o desenvolvimento pessoal é, antes de tudo, confiar que podemos ser guiados com sabedoria por esse invisível – sendo ele chamado de Deus, de Self etc.
    O oráculo desmascara a nossa tentativa de controle exaustivo, mas também nos desperta a agir. Dá a clareza necessária para o entendimento da postura adotada diante dos nossos objetivos, e do que precisa ser feito para que possamos alcançá-los. Aprendemos a medir nossos medos e ansiedades. Entendemos sobre a verdadeira função dos outros em nossa vida, e vice-versa. Tornamo-nos mais responsáveis pelo futuro que tanto desejamos.

    Gratidão.
    Paz e Luz!

    terça-feira, 11 de setembro de 2018

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