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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Conselho com o Tarô: A JUSTIÇA

REAVALIAR, ARBITRAR E RESOLVER.


"Reveja o ponto de vista e evite confrontos desnecessários. Seja prático e lógico. Aquilo que deseja é correto e pode dar certo, porem, cautela é a melhor resposta. As mudanças desejadas dependem de acordos, pois sozinho não conseguirá fazer nada."

Nei Naiff
Tarô Universal Dalí

terça-feira, 8 de maio de 2012

O Tarô de Marilyn Manson.

"Revirando meus antigos discos compactos, que vivia comprando em minha adolescência, encontrei uma preciosidade de rara arte e o mais estranho, o encarte desta obra é de uma das mais polêmicas bandas de rock industrial e metal que acredito ja ter passado na face da terra."
Falo de Marilyn Manson, (nome artístico de Brian Hugh Warner; nascido em Canton, no dia 5 de janeiro de 1969) é um músico americano, líder e vocalista de uma banda epônima de metal industrial, conhecido por sua personalidade escandalosa.

Seu nome artístico foi formado a partir dos nomes Marilyn Monroe e Charles Manson, mostrando o que ele considerava o último e mais perturbante dualismo da cultura estadunidense. Marilyn Manson além de músico também é pintor e já fez diversas pontas como ator em alguns filmes além de dirigir Curta-metragens.

Sim! este é o antigo e eterno AntiCristo Superstar.
Gosto de som pesado também, e este maluco na época, contagiava muita tribo.

No ano 2000, Marilyn Manson lançou um álbum intitulado:
Holly Wood ( In the Shadow os the Valley of Death).

O disco é um som pesado, muitas vezes sintetizado e seu encarte possui uma direção de arte e fotografia impecáveis (no meu ponto de vista, por mais bizarro que muitos olhos possam julgar). Por ser bem eclético, resolvi escutar novamente hits como Disposable Teens... The Love Song... President Dead... Born Again... entre outros.

E foi aqui que encontrei uma preciosidade de rara arte, e o melhor, relacionando com arcanos do Tarô, por este motivo, o título desta postagem é:

O "TARÔ" DE MARILYN MANSON.

Começando com o arcano 13, A MORTE...
... e o símbolo do ceifador é o próprio Brian Hugh Warner, que aparece sem suas pernas.


O Baixista Twiggy Ramirez, interpretando a Papisa. PERFEITO!


Abaixo, o Baterista Ginger Fish como a Justiça.
Detalhe para a bandeira norte americana de cabeça para baixo, como se fosse o Enforcado, que poderia muito bem ter esta lâmina neste tarô surreal.


O guitarrista da época era Jonh 5 como o Louco.


Obviamente, que Marilyn Manson iria incorporar o Eremita.


O Imperador, ficou a caráter do tecladista Madonna Wayne Gacy.


Ainda temos a lâmina do Diabo, sem nenhum integrante da banda como símbolo.
Porem, esta na minha opinião é a lâmina com melhor arte e simbologia.
Quem seriam estas duas crianças? Pois o Baphomet, tem torso de Marilyn Manson.
E um avental para baixo, reparem.


Para finalizar, o superstar, aparece novamente, na pele dO Mago, Marilyn Manson.


O encarte de Holly Wood ( In the Shadow os the Valley of Death), conta com alguns arcanos. Como em quase todos os seus encartes, Marilyn Manson, é um artista, interprete e compositor, na minha opinião, conseguiu reunir uma direção de arte mesclada com símbolos sombrios, ocultos e muitas vezes sem nexo, mas sem perder a "ideia simbólica", onde sabemos que Eremita, sempre é o Ermitão. Independe de arte.

Isso é sensibilidade.
Isso é arte.... sim! por que não ?

Por mais estranho que possa ser. Podemos dizer que ainda faltam algumas lâminas a serem desenhadas para enfim termos um Tarô de Marilyn Manson nas mãos.

Mas enquanto isso, podemos nos deliciar com estas artes, que constam no encarte do álbum.

Faixas do Disco. HOLLY WOOD ( In the Shadow os the Valley of Death)

A: In the Shadow

  1. "GodEatGod" – 2:34 (Manson)
  2. "The Love Song" – 3:16 (Twiggy Ramirez, John 5)
  3. "The Fight Song" – 2:55 (5)
  4. "Disposable Teens" – 3:01 (5, Ramirez)

D: The Androgyne

  1. "Target Audience (Narcissus Narcosis)" – 4:18 (Ramirez, 5)
  2. ""President Dead"" – 3:13 (Ramirez, 5, Madonna Wayne Gacy)
  3. "In the Shadow of the Valley of Death" – 4:09 (Ramirez, 5)
  4. "Cruci-Fiction in Space" – 4:56 (Ramirez, 5, Gacy)
  5. "A Place in the Dirt" – 3:37 (5)

A: Of Red Earth

  1. "The Nobodies" – 3:35 (5, Manson)
  2. "The Death Song" – 3:29 (5, Manson)
  3. "Lamb of God" – 4:39 (Ramirez)
  4. "Born Again" – 3:20 (Ramirez, 5)
  5. "Burning Flag" – 3:21 (Ramirez, 5)

M: The Fallen

  1. "Coma Black A) Eden eye B) Apple of discord" – 5:58 (Manson, 5, Ramirez)
  2. "Valentine's Day" – 3:31 (Ramirez, Manson)
  3. "The Fall of Adam" – 2:34 (Ramirez, 5)
  4. "King Kill 33°" – 2:18 (Ramirez)
  5. "Count to Six and Die" – 3:24 (5)

Faixas Bónus

  1. "The Nobodies" (Acoustic Version) – 3:35 (Japão / Reino Unido bonus track) (5, Manson)
  2. "Mechanical Animals" (Live) – 4:41 (Japão bonus track)
Mais informações a respeito da banda.

Site Oficial: http://marilynmanson.com 
Site Oficial Brasileiro: http://www.marilynmanson.com.br

Fraternalmente.
Paz e Luz.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

A Justiça / Arcano 8


Estamos agora entrando nos austeros
domínios do oitavo arcano
, intitulado: A JUSTIÇA.
Arcano 8 ou Arcano 11. 
Quando falamos em justiça, normalmente as pessoas formulam em suas mentes a imagem de tribunais, julgamento e juízes, que na maioria das vezes tem sempre uma sentença implacável e até mesmo punitiva para nos aplicar. A simples menção da palavra justiça, faz a maioria das pessoas se colocarem no banco dos réus, e, começarem um processo de auto-análise, que tem por objetivo averiguar se elas não estão devendo nada para ninguém. E é realmente curioso analisarmos esta preocupação que assalta a maioria das pessoas. Por que normalmente as pessoas se colocam tão facilmente na posição de réus, que teriam cometido algum delito? Por que a maioria das pessoas receia deparar com um juiz á sua frente? O que existe de tão forte no arquétipo de juiz, que faz com que as pessoas baixem as cabeças, como que envergonhadas, e querendo esconder alguma coisa?
 Apesar das muitas perguntas que foram propostas, e das inúmeras respostas que podem ser dadas a elas, somente uma resposta é verdadeira e explica o porquê do receio da maioria das pessoas em ter que algum dia deparar com a justiça e enfrenta-la. A resposta, é muito simples:
- Todos nós que atualmente vivemos no planeta Terra, somos culpados por alguma coisa em maior ou menor grau, em alguma das inúmeras situações que a vida nos apresenta.
O leitor que agora está lendo esta página deverá estar pensando: Do que eu sou culpado, e em que área de minha vida foi cometido o erro? Será que eu sou realmente culpado de alguma coisa? Teria eu chances de me redimir perante aqueles a quem eu devo alguma coisa?
Veja bem amigo leitor. Ninguém o está acusando de coisa alguma, e quando dizemos que todos nós temos em maior ou menor grau algum tipo de culpa, isto apenas é a constatação de um fato. Mesmo que nesta existência não tenhamos cometido nenhum erro durante toda a nossa vida, o que dizer dos erros que trazemos de vidas passadas e que ainda não foram saldados? Ah! Já sei! Vai me dizer que você não acredita em vidas passadas, reencarnação, e toda está conversa? Bom! Tudo bem! O que você acredita ou deixa de acreditar, é problema seu. Mas o interessante, é sabermos que algumas coisas, como por exemplo a reencarnação, a Lei de causa e Efeito, e o Karma, - apenas para citarmos ‘algumas coisas’ – independem da sua crença ou não crença, e agem sobre todos nós seres humanos. Estamos todos sujeitos a algum tipo de julgamento.
Agora, o que nós temos que tirar de nossas cabeças é o arquétipo negativo já formado em nossas mentes, que imagina a cena do julgamento como uma sala circular, onde a pessoa se encontra diminuta e ajoelhada no chão, cercada por um círculo de pedras, atrás do qual sentam-se figuras encapuzadas deixando transparecer por debaixo de seus capuzes apenas os olhos vermelhos soltando fogo, prontas para manda-la para o inferno, purgatório, fogo eterno, ou alguma coisa desse tipo.
Segundo uma visão muito interessante do movimento Ponte para a Liberdade, que se dedica a estudar exclusivamente a Grande Fraternidade Branca, seus Mestres Ascensionados e respectivos Raios, quando de nossa passagem deste plano terreno para a outra vida, ocorre que somos de fato levados á frente de uma espécie de tribunal, conhecido pelo nome de conselho do Karma. A função deste tribunal. (apesar da maioria das pessoas por falta de informação, atribuir á palavra Karma uma conotação negativa), não é nos julgar para depois nos punir pelos erros e faltas cometidas em nossas varias vidas. É através da franca análise de tudo aquilo que fizemos não apenas em nossas vidas passadas, mas também nesta última que vivemos, definir para qual dos sete Raios de Luz, seremos mandados á fim de que possamos neste determinado raio, aperfeiçoarmo-nos dentro de sua virtude especifica, para que quando retornemos á terra, possamos desempenhar melhor o nosso Dharma, ou seja, a Missão de vida que escolhemos para nós antes de reencarnar. E é somente esta a função do ‘temido’ conselho do Karma, que apenas irá nos direcionar melhor, dentro do nosso espaço de vida espiritual, entre uma encarnação e outra, para que quando reencarnarmos, possamos cumprir melhor a nossa Missão de vida, procurando perpetuar em nossos pensamentos palavras e ações a vontade de Deus Pai- Mãe todo-Poderoso, o Criador dos céus e da Terra, também conhecido como o Grande Arquiteto do Universo!
Após as breves considerações citadas acima sobre julgamento, culpa, Dharma e Karma, podemos observar nitidamente que qualquer tipo de auto-censura nossa em relação a nós mesmos, e em relação a vida, advém do fato de não tomarmos consciência de qual é a nossa Missão vida nesta vida, (Dharma). Justamente por este motivo realizarmos inúmeras besteiras em todo os níveis, que nos afastam de nosso real caminho, originando assim erros atrás de erros que não poderão passar desapercebidos pela Lei de causa e Efeito, fazendo com que, mais dia ou menos dia tenhamos que responder por nossos atos, a nível físico e até mesmo extra-físico. Reflita...
Antes de adentrarmos propriamente no arcano da justiça, falemos um pouco de uma pessoa que entende tudo em matéria de justiça, que é justamente a Deusa Atena, sem dúvida alguma uma das mais populares e respeitadas divindades de todo o Olimpo.
ATENA
Segundo a mitologia, Atena, seria filha de Zeus, o rei de todos os deuses, e teria por mãe Métis ainda estava grávida, Urano previu que aquela criança seria mais poderosa que o pai. Consta que para impedir que a profecia se realizasse, Zeus engoliu a mulher antes da criança nascer. Logo depois, teria sido acometido por uma forte dor de cabeça, tão forte, que quase o enlouqueceu. Para curá-lo Hefesto, o deus-ferreiro, abriu-lhe a cabeça com um machado de bronze, e para espanto de todos da ferida aberta saltou, vestida e armada, dançando uma dança de guerra, Atena, que soltou um grito de guerra triunfante. Diante da visão, todos os imortais ficaram pasmos. Mais tarde, a deusa tornou-se a filha favorita de Zeus, preferencia esta, que teria suscitado o ciúme e a inveja dos demais deuses.
A inclinação para as artes de guerra que possuía Atena foi reconhecida á partir de seu nascimento. Entretanto, a deusa era diferente de Ares, o deus da Guerra, em muitos aspectos. As artes que Atena cultivava, não tinham. Como base o amor á batalha sangrenta. Na verdade, toda a sua postura era devida a seus altos princípios e frieza de ponderação sobre a necessidade de lutar para preservar e manter a verdade. Atena era uma estrategista e não uma simples guerreira, equilibrando a força bruta de Ares com sua lógica, diplomacia e sagacidade. Protegia os valentes e os corajosos, tornando-se com isso a guardiã de muitos heróis, entre eles Perseu e Ulisses. Entretanto, a proteção que atena oferecia a todos estes famosos guerreiros consistia de armas que deveriam ser utilizadas com inteligência, maestria e planejamento.
Atena foi uma exceção dentro do Olimpo, principalmente por causa de sua castidade. Além disso deixou um importante legado á raça humana ao ensinar os homens como domar cavalos, e as mulheres como tecer e bordar. As atividades de Atena não estavam apenas ligadas ás coisas práticas e úteis da vida cotidiana, mas também ás artes e á criação de um modo geral.
Atena foi uma deusa civilizada, ao mesmo tempo em que foi guerreira para proteger e preservar a pacífica civilização que ela presidia.
 Os símbolos que compõem o Arcano da Justiça

A balança, segura pela mão esquerda da deusa Atena, ou Thêmis, é um instrumento de medida, através do qual serão pesados todos os nossos pensamentos, palavras, e ações, para que após este julgamento, possamos receber o que por direito nos pertence e, também o que temos que pagar por erros cometidos no passado. Dizem que: ‘o que a balança pesa, a espada executa’. E isso tem um real valor, pois é justo que se num dos pratos da balança colocarmos dois quilos, no outro teremos que colocar o mesmo peso, uma vez que se isto não acontecer estaremos gerando um desequilíbrio, que detonará a ação da espada sobre as nossas cabeças. Esta situação traduzida para a nossa vida seria a tão conhecida Lei de Causa e Efeito, da qual nenhum ser humano pode escapar.
A espada de duplo fio É A arma através da qual Atena por assim dizer, coloca o mundo em ordem, protegendo com a sua lâmina os bons, e derramando o sangue dos maus. seria uma espada discriminadora, porém imparcial (medite sobre a expressão ‘discriminadora, porém imparcial...) que secciona o que é velho, obsoleto e atrasado dentro de nós, para que possamos operar em nossa vida com o lado mais positivo de nosso ser, manifestando assim o nosso Dharma, ou missão de vida. Ás vezes por mais duros e profundos que sejam os golpes e cortes que esta espada produz em nós quando erramos, de maneira alguma recebemos um golpe mais forte do que possamos suportar e, apenas aquilo que merecemos é direcionado contra nós, para que através das adversidades aprendamos a crescer em direção á luz e a valorizar os momentos em nossa vida, onde tudo caminha bem.
A cruz solar que se encontra no pescoço da Justiça, representa a fecundação da matéria pelo espirito e também a união dos sexos opostos. Como já vimos no arcano da Sacerdotisa, esta cruz é um símbolo dos quatros elementos, que estavam representados no arcano do mago pelo bastão, taça, espada, e moeda de outro depositado sobre a mesa cúbica. tanto no arcano da sacerdotisa, quando no arcano da justiça, estes elementos passam a estar dentro de nós. Dai o porque de nestes dois arcanos não haver nenhum destes elementos tão evidente ou visível. A única menção aos quatros elementos é a cruz de quatro braços iguais. Mesmo a espada portada pela justiça, não representará tão enfaticamente o elemento ar, como acontecia no arcano do Mago, e sim como já foi dito, será um símbolo de expiação, justiça e expurgação daquilo que é velho. A bem da verdade, talvez a única diferença em relação á cruz solar que exista entre o arcano da justiça e o da sacerdotisa, seja o fato de no segundo arcano Ísis estar tentando colocar os quatro elementos em harmonia dentro de si, enquanto no oitavo arcano, Atenas ou Thêmis, já os domina completamente. Uma vez que estes quatro elementos estão ligados ao ser humano de forma integral, Atenas pode nos julgar muito bem.
As duas colunas são as já conhecidas Jachin e Boaz, ou ‘Rigor’ e ‘Misericórdia’, segundo a Árvore da vida do Judaísmo. A coluna mais clara representa que, para evitarmos problemas com a Karma, existe uma Lei Divina a ser seguida, que deve ser perpetuada. A coluna mais acinzentada representa o livre-arbítrio do ser humano, sobre o qual nenhum ser pode intervir, mas que quando utilizado de maneira a corromper a Ordem do Universo, gera para o usuário corruptor problemas por muitas vezes desagradáveis.
O pano violeta atrás de Atenas – cor que representa transformação e liberdade- representa que a transmutação do negativo no positivo apenas pode ser dar quando estamos em perfeito equilíbrio e harmonia com nós mesmos. Atenas, apesar de estar sentada, não sugere passividade e sim neutralidade, uma vez que a sua postura na cadeira não é de total relaxamento, e sim de atenção, mas uma atenção não forçada, apenas natural. Alias, esta é uma postura muito adequada aquela que julga os destinos da humanidade. Mas isto não quer dizer que a pessoa que tirou este arcano numa consulta sinta o desejo de permanecer passiva e neutra diante da vida. Pode ser que o que a pessoa deseje realmente seja uma mudança que lhe propicie mais liberdade de movimento, o que só ocorrerá quando ela resolver se colocar em perfeito equilíbrio e harmonia com ela mesma.
A misteriosa luz que está por detrás do pano violeta, seria a luz dos grandes mistérios, que apenas se revelam aquele que atingiu um perfeito equilíbrio consigo mesmo, com os seus semelhantes, com a natureza e com o cosmos. Tarefa que apesar de parecer impossível, somente o é para aqueles que não têm a coragem suficiente para lutar pelo que querem, e que talvez nem saibam mesmo ao certo o que querem de si mesmos e da vida.
Significado do 8° Arcano – A Justiça
Antes de mais nada, o importante em relação ao oitavo arcano é termos plena consciência de que, com a sua presença no jogo será indispensável uma postura correta, justa, franca e leal perante a vida e perante nós mesmos. Com este arcano, vem á tona a necessidade de sermos íntegros, honestos e verdadeiros conosco e com o nosso passado, uma vez que o que passamos no momento presente nada mais é do que um reflexo de nossas ações passadas. Quando refletimos á respeito do que fizemos e, caso tenhamos cometido algum erro, nos perdoamos, através deste ato de reflexão reclamamos para nós o poder de libertação de tudo aquilo que nos oprimia. Então podemos seguir livres em relação ao nosso futuro, usando francamente o nosso livre-arbítrio, que necessita ser utilizado com sabedoria, para que não geramos Karmas futuros e tenhamos que pagar por isso amanhã.
O arcano da justiça quando em jogo, indica que todas as situações pelas quais a pessoa está passando no presente, foram geradas em um passado recente e até mesmo quem sabe, num passado que trazemos de outras vidas. Nada de injusto ocorre com o ser humano. A sorte ou o azar são as desculpas dos covardes, que negam tomar para si as responsabilidades dos seus atos, preferindo ficar num estado de auto- piedade, ao invés de se resolverem como seres humanos dotados de um potencial divino, que todos nós sem exceção possuímos.
Muitas pessoas não acreditam que existe livre-arbítrio, devido ao fato de que se elas fizerem alguma coisa, terão que responder por isso no futuro, devido a Lei de causa e Efeito. Esta visão é totalmente equivocada e vem do fato DAS PESSOAS, não saberem como utilizar o seu livre-arbítrio, e pensarem que ele está desassociado do passado, juntamente com todos os erros que cometemos. para que possamos utilizar o nosso livre-arbítrio de maneira incondicional e irrestrita no futuro, temos que nos desfazer dos erros do passado, tornando-nos livres de nós mesmos, de nossas culpas e ansiedades que carregamos em nossos corações. Á partir dai nos damos conta do maravilhoso presente dado pelo criador unicamente a nós seres humanos: o livre-arbítrio- o privilégio de escolher!
Este arcano nos obriga a tomar decisões, ou seja, nos obriga a realizar uma ação. Esta ação deve ser executada segundo a força de vontade que nos impulsiona para frente, tirando-nos de um estado de letargia, mas também segundo a sabedoria interna, que o nosso melhor guia e conselheiro na hora que temos que decidir alguma coisa. Do que acabamos de dizer surgem algumas perguntas, como por exemplo: como tomar as decisões certas? Como saber se estou agindo corretamente, sem me prejudicar, e, sem prejudicar ninguém?
A estas perguntas, dizemos ao leitor, que no fundo no fundo, ele em seu interior, conhece todas as respostas e possui o discernimento em sua consciência para dizer o que é certo ou não. Qual é o seu medo? Por que hesita em se decidir? Por que não te soltas e, ouves a tua voz interna, a voz do teu coração e permite que elas te guie em meio as inúmeras vicissitudes de tua vida? Quando vais aprender a te soltar? Quando vais permitir inundar-te pela tua luz interna e deixar que ela ilumine os caminhos da tua vida, para que tu não tropeces mais?
O grande Juiz está diante de ti no arcano da Justiça. A tua consciência interna finalmente te encontrou, depois de tanto tempo, que estivestes a fugir dela. A tua função no momento atual nem é tanto julgar-te, e sim te libertar do passado, através da aceitação de quem tu foste, para que no presente possas realmente ser quem tu és, e finalmente num futuro não muito distante tornar-se um deus, parte do Grande Arquiteto do Universo, perpetuando assim a Sua divina Vontade.
 O Caminho na árvore da vida (cabala).
 REFERÊNCIA DE ESTUDO:
__________________________________
 
Segredos do Eterno. Alexandre José Garzeri

O TarotCabalístico - um manual de filosofia Mística. Robert Wang
IMAGENS E DECKS (fotos)
THOTH CROWLEY
TAROT NAMUR
MARSELHA
LEONARDO DA VINCI TAROT
BARBARA WALKER
LABYRINTH TAROT
RIDER WAITE
TAROCCO SOPRAFINO

sábado, 12 de novembro de 2011

O número 11

O Número da imperfeição,
da transgressão e do pecado.

A palavra ‘Elf’, onze em alemão, originou-se da palavra ‘einlif’ do alto  alemão, que significa ‘um além’, ou seja um a mais que o dez. Nisso reflete-se também uma parte do seu simbolismo. O 11 é considerado o número do pecado, pois ele é um número a mais do que os Dez Mandamentos e com isso simboliza a transgressão da ordem divina. Ao mesmo tempo, ele é menos do que o perfeito 12, e com isso simboliza da imperfeição.
Disso nos lembram os labirintos de onze voltas nas igrejas, como o do chão da Catedral de Chartres. O visitante entra símbolo de confusão pelo Oeste, local onde o sol se põe (= fim do mundo e o juízo final) e na busca pelo (seu) centro, caminhando pelas onze voltas, toma consciência da sua imperfeição e culpa. Além disso, o 11 o adverte que a ultima
hora já se iniciou.

 O 11 tem também um significado singular na Cabala. O seu símbolo central é a Arvore da Vida, que mostra como o divino desdobra-se em dez emanações neste mundo. Existe, porém, também uma décima primeira misteriosa Sephira.  Ela é chamada de ‘Daath’ e é considerada símbolo do fruto proibido, que Adão e Eva comeram no Paraiso.

Onze também é a diferença entre os 365 dias do nosso calendário e os 354 do calendário lunar. Um antigo conto relata a sua origem pecaminosa e explica como o calendário egípcio no ano 4241 a.C. passou de 360 para 365 dias: Naquele tempo em que todos os anos ainda tinham 360 dias, o sublime deus Sol Rá amaldiçoou a sua esposa Nut, a mãe dos deuses, por ela o trair constantemente com diversos amantes. Ele jurou que os frutos desses deslizes não nasceriam nem sob o seu domínio, nem sob o domínio da lua, ou seja, nem de dia, nem de noite,  nem durante o mês, nem durante o ano.

O grande Thot, um dos seus amantes, soube disso e planejou um modo de  ajuda-la. Ele partiu a caminho da deusa da Lua, Selene, para a qual as horas do dia eram bastante longas, com um jogo de tabuleiro que ele acabara de  inventar. Thot sugeriu a ela jogar com ele para passar o tempo, e a convenceu a apostar nesse jogo a septuagésima segunda parte de um ano (360:72=5 dias). Eles jogaram durante todo o dia. Ás vezes a sorte pendia para a deusa da Lua, e ás vezes para o inventor do jogo.
Porém, ele não seria o grande Thot, ao qual os gregos chamam de astuto se, ao final desse jogo, ele não tivesse vencido com uma grande jogada. Assim, ele tomou cinco dias da ingênua deusa da Lua, correu para o horizonte desprendeu o laço do ano velho e colocou naquele lugar cinco novos dias. Por eles não estarem nem sob o domínio do sol nem da Lua, Nut pode dar á luz em cada um desses dias. Dessa maneira, o pecado (a consequência
do seu deslize) veio mesmo ao mundo. Porém, o lugar onde Thot cortou a laço do ano velho, é o instante no qual a estrela cão, Sirius, é vista pela primeira vez no ano. Desde aquele memorável jogo, o calendário passou a ter 365 dias. Contudo,  os cinco dias que Selene perdeu encurtaram o seu ano lunar para 354, pois ele é contado em noites.

Portanto, o 11 representa o tempo entre os anos. Esse é um período de tempo fora do comum, como é conhecido em várias culturas, um tempo ao avesso no qual as relações normais ficam de cabeça pra baixo. Nesse tempo entre os tempos, reina uma espécie de ‘anarquia ritualística’, na qual a pessoa civilizada se permite esquecer de si mesma para reunir-se ás forças anárquicas das quais  ela se originou. As festas Saturnálias dos romanos, nas quais o senhor virava escravo e o escravo virava senhor, refletem esse mundo ao avesso da mesma maneira que outros dias loucos. O que restou disso até os dias de hoje foi o Carnaval, que na Alemanha começa no dia 11 do 11 ás 11 horas e 11 minutos, e é dirigido por umgrêmio de onze pessoas. Essa tradição remonta á 11.11.1391.
Depois de ter caído no esquecimento, ela foi reavivada no inicio do século XIX. Todavia, naquela  época atribuía-se ao 11 outro simbolismo. No espirito da Revolução Francesa, que naquele tempo alastrava-se pela Europa,  a palavra ELF- o onze, na  Alemanha – era interpretada como uma abreviatura da famosa divisa: E= egalité (igualdade), L= Liberté (Liberdade) e F= Fraternité (Fraternidade).

Mesmo não se tratando de uma interpretação de simbolismo numérico, é interessante observar como esses temas refletem-se em Aquário, o decimo primeiro signo do Zodíaco. 
Sendo o signo oposto a Leão, que corresponde ao arquétipo do rei, Aquário personifica o seu alter ego e antagonista. Nos primórdios das cortes reais, o Bobo da corte era o único que podia dizer a verdade ao rei. Com o advento da era moderna, o rebelde, o revolucionário, é que passou a reclamar os direitos básicos democráticos.

 No Tarot, a FORÇA, a décima primeira carta dos Arcanos Maiores, mostra a domesticação suave do leão. Por ele personificar o nosso lado selvagem e com isso - na perspectiva da igreja – a natureza pecadora dos homens, a ideia do 11 está bem representada nessa carta.
No Tarot de Rider, contudo, a FORÇA foi trocada pela JUSTIÇA e colocada no oitavo lugar, que tem menos relação com o seu simbolismo numérico. Por outro lado, o oitavo deitado no Tarô de Rider que no Tarô de Marselha fica escondido por debaixo do chapéu- mostra a união bem-sucedida, duradoura e harmônica do homem civilizado (mulher) com a sua natureza animal (animal).
Encontra-se ai também mais um significado importante do 11, que deve fazer com que os amantes do futebol façam as pazes, finalmente, com o simbolismo desse número, que é tão importante para eles. O 11 é considerado o número da maestria, demonstrado nessa carta pelo domínio  das forças instintivas de um modo magistral, que permite até que se conduza o leão com uma coroa de flores.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
HAJO BANZHAF; Simbolismo e o Significado dos Números. Ed.: Pensamento. 2009
Fraternalmente
Pax e Luz.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Tarot é uma vida?


 autor: Euclydes Cardoso Junior.'.

Um louco a chegar ao mundo.
O mago, o mestre, um eremita.
O iniciado que busca a força.
Ter temperança é ser tolerante.
E na roda de samsara, minha vida gira.
.
.     .
Ética deveria ser justiça.
Para que eu possa ver o sol e a lua.
Ser reconhecido como tal pelo conhecimento.
A sabedoria da Papisa.
.
.     .
De Papa e Louco todos temos um pouco.
Auto-conhecimento é a busca do todo.
sou um louco que percorre o mundo.
veja a Estrela, ela te guia.
.
.     .
Um dia seremos julgados?
Eu também serei julgado.
A verdade deve ser dita.
O Tarot não é mentira.
.
.     .
O Tarot na minha vida.
Ele é a minha vida,
Com ele tenho contato meditativo, com a luz que nos unem.
Com ele vejo imagens  e leio a consciência humana.
.
.     .
Que Assim Veja!

Fretermalmente

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