Mostrando postagens com marcador cabalistico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cabalistico. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 28 de julho de 2021

SAIBA TUDO SOBRE ASTROLOGIA.

Seja um Astrólogo(a)!
 Clique no link e inscreva-se já!

por apenas:
12x R$ 175,08

Abordagem completa, profunda e estruturada dos Aspectos Técnicos, Práticos, Filosóficos e Humanos da Astrologia.

Você vai ter a oportunidade de conhecer em detalhes essa Ciência Sagrada e Milenar da Alma. Otávio vai te acompanhar no passo a passo a dominar a Astrologia, a fim de explorar as profundezas do SER Humano.

Conheça suas características astrais, como personalidade, temperamento, constituição e suas diferentes esferas da psique em todos os âmbitos: Espiritual, Mental, Social, Material e Emocional. A abordagem é Psicológica, Kármica e Tradicional. Com os dados de nascimento, o Astrólogo pode “ler” o que aconteceu no Céu naquele momento e fazer a interpretação desses elementos, desenhar o Mapa Astral da pessoa.

Ao finalizar essa Formação, você recebe um Certificado emitido pela Escola Humaniversidade Holística que há mais de 35 anos vem desenvolvendo pessoas e formando profissionais. Você vai estar apto a ser um(a) Astrólogo(a) de muito sucesso. 
 
 
 

"A Humaniversidade foi eleita em votação popular a melhor escola terapêutica do Brasil (Mystic Fair)."

SOBRE SUA FORMAÇÃO
Essa Formação Equivale a mais de 2 anos de Aulas Presenciais

Aulas profundas, didáticas e filmadas com qualidade.
+ de 300 AULAS. Vários mapas estudados.

• Você vai dominar como funciona a leitura de Mapa Astral,
quais as principais características de cada SER e como eles
se manifestam em cada casa do Mapa, quais os significados
de cada Planeta no Mapa Astral, influências, tendências
e como tudo isso funciona na prática.


• Ao findar este Curso você vai entender 
com competência e profundidade qualquer Mapa Astral.
Além disso, terá uma compensação de seu processo de evolução aqui no planeta através da Astrologia e de conexão com a sua Filosofia de vida de forma Holística.

 O Astrólogo Otávio Leal traz todo o seu conhecimento nesta Ciência da Alma e para complementar o Curso, te apresenta e indica uma série de livros que vai te permitir que você possa ampliar e expandir ainda mais o seu conhecimento.


Imagem

Domine a Astrologia, tendo um Professor experiente e saiba que isso é possível de forma Totalmente Online

Astrologia e Sociedade, o Universo da Astrologia e os Planetas, o Zodíaco e os Signos, as Dignidades Essenciais, as Casas e os Aspectos, Condição dos Planetas, Conceitos Kármicos, Fundamentos de Delineação em Natividades e Previsões, Trânsitos e Progressões, Astronomia e Mecânica Celeste, Delineação Avançada e Técnicas Preditivas, Práticas Astrológicas Avançadas, Fontes Tradicionais da Teoria e Prática Astrológica, Principais fontes da Tradição Astrológica, Técnicas Preditivas Avançadas, Introdução ao Aconselhamento e Prática Astrológica, Astrologia Dinâmica de Consulta, Casos de Estudo. E muito mais...

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Os Enamorados Cabalísticos.

Na filosófica análise dOs Enamorados com a mística cabala, adentra um estudo mais profundo, podemos incluir a numerologia, enfim... Sendo o arcano regente do ano de 2013 (2+1+3=6), primeiramente precisamos descrever este arcano. Os Enamorados representa o casamento dos opostos e o inteiro das qualidades masculinas e femininas, e a união entre os Amantes. Esta vêm junto com o Leão e com o Escorpião (fogo & água) criando a dualidade. Com eles, existe a divisão e a separação. A mais alta união dos Amantes é o reconhecimento da individualidade, mesmo assim eles são ambíguos; cada um corresponde a contra - parte e a diferença do outro. A multiplicidade transforma a bipolaridade em ágape (a mutabilidade do amor). É o casamento alquímico entre o Imperador e a Imperatriz, o número seis é a síntese, a culminação e a integração. Os Amantes é a carta da união dos opostos e a antipatia do semelhante. O princípio ativo é espalhar e o princípio passivo é reunir e fecundar.

No Livro de Thoth, cada um dos símbolos desde arcano e sua gêmea XIV (A Arte) é em si mesmo duplo, de modo que os significados formam uma série divergente e a integração da carta só pode ser reconquistada mediante casamentos e identificações reiterados...
Na Cabala, a letra hebraica correspondente é Zayin, que significa Espada, e a estrutura da carta é portanto o Arco de Espadas abaixo do qual o Casamento Real acontece. 

A Espada é primeiramente um engenho de divisão. No mundo intelectual-que é o mundo do naipe de Espadas-ela representa análise. Esta lâmina e o Atu XIV juntos compõe a máxima alquímica abrangente: solve et coagula.

Na obra cabalística "Livro do Mistério Escondido", o primeiro versículo do livro de Gênesis é assim interpretado: "No princípio a substância dos céus e a substância da terra foram produzidas a substância dos céus e a substância da terra foram produzidas por Elohim".

Seis eram os membros criados que estão concordes
às seis numerações do microprosopus desta forma:

1. Benignidade como seu braço direito.
2. Severidade como seu braço esquerdo.
3. Beleza como seu corpo.
4. Vitória como sua perna direita.
5. Glória como sua perna esquerda.
6. Fundações como os seus orgão de reprodução.

O número 6, o número dOs Enamorados está entre o mais sereno e calmo de todo sistema numerológico: São tranquilos, equilibrados e caseiros. Também possuem grande afetividade, além de se mostrarem leais e sinceros. Não lhes falta criatividade e muito são bem-sucedidos nas artes cênicas, ou seja, são excelentes artististas, principalmente de teatro.

Na esfera superior, é indicador das seis letras do nome de D'us. Na esfera do intelecto, indica as seis ordens de anjos (Serafins, Querubins, Tronos, Dominações, Poderes e Virtudes). Na esfera celestial, indica a Lua e cinco planetas. Na esfera elemental, indica as seis qualidades elementais. Na esfera interior, os seis demônios do desastre: (Acteus, Megalesius, Ormenus, Lycus, Nicon e Mimon). Seis é o número da confusão e da junção, da união e da sedução, do vício e da virtude. Da incerteza no amor, da atração dos sexos e da beleza. Significa todos os tipos de problemas e discórdias, mas é capaz de purificação pelo conhecimento e de uma boa vida.

O número 6 é considerado o perfeito e a unificação dos opostos, isso desde o século VI a.C, por ele ser tanto a soma quanto o produto dos primeiros números: 1+2+3 é igual a 6, assim como 1x2x3. O Hexágono é o módulo de construção ideal na natureza, que pode ser encontrado, por exemplo, nos favos de uma colmeia ou num floco de neve.

O 6 é também um símbolo central no antigo livro chinês de sabedoria e oráculo, o I Ching. Linhas partidas, yin, e linhas inteiras, yang, simbolizam nele a polaridade primordial entre o Sol e a Lua, entre o céu e a terra, entre o masculino e o feminino. Com elas obtemos um total de oito grupos diferentes formados por três linhas (trigramas), que por sua vez combinam-se entre si para formar todos os hexagramas do I Ching. Eles mostram, em 64 variações, como o Céu e a Terra penetram-se mutuamente.

A estrela de seis pontas como o mágico Selo de Salomão em representação do mago Eliphas Levi. 

Chegamos no caminho do livre-arbítrio. Difícil saber quem terá  que decidir, o homem ou as mulheres: todos estão envolvidos; misticamente, esse é o momento importante, pois uma vez escolhido o caminho não haverá retorno. A liberdade tem o seu preço, o próprio livre-arbítrio; e o ele tem seu peso: a escolha do caminho correto. Mas pelo que devemos optar? Pelos dogmas sociais ou por nós mesmos? Onde se encontra a razão quando o desejo invade o coração?




Medite. Respire profundamente o ar retendo por oito segundos...
Solte o ar em quatro segundos.

Repita isso por três vezes para oxigenar o cérebro.

AS ESCOLHAS DEVEM SER REGIDAS PELA INTUIÇÃO E PELA INSPIRAÇÃO.

Amor, plenitude, escolha, tentação, compromisso.

- O podedo amor e como lidar com ele...
- O que você quer dizer quando diz "amor" ?
- Busque sua plenitude.  
- Mantenha-se fiel aos seus valores.
- Harmonia Sexual, prazer.
- Relacionamentos afetivos...
- Desejos e atração. Tentação!
- Chegou o momento de fazer uma escolha.
- Saiba o que o é certo, mas saiba o que é errado.
- Deseje união à sua família e aos seus semelhantes, agradeça.      

Os símbolos ocultos para os Enamorados Cabalísticos são: Os dois caminhos; um homem entre virtude e o vício; cupido com seu arco e flecha; a deusa Vênus. As vibrações venusianas.

Caminho da Árvore da Vida
De Binah a Tiphareth
Letra Hebraica - Zayin - Espada
Nome Místico - Crianças da Voz;
Oráculo dos Deuses Poderosos.
Signo - Gêmeos
Cor do Caminho: Laranja
Som:
Ré Natural
Significado:
Espada ou Armadura
Letra Simples:
Olfato
Título Esotérico:

O Oráculo dos Deuses Poderosos



Fraternalmente.
Paz e Luz.


Este texto foi escrito originalmente escrito em 2013 para veiculação no;
CONVERSAS CARTOMÂNTICAS de Emanuel J. Santos

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
Numerologia Cabalística - A última fronteira - CARLOS ROSATarô e Simbologia - NEI NAIFF
Simbolismo e o Significado dos Números. Ed.: Pensamento. 209: HAJO BANZHAF;

O TarotCabalístico - um manual de filosofia Mística. ROBERT WANG
O Livro de Thoth - O Taro - ALEISTER CROWLEY
http://www.ocultura.org.br

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O misticismo judaico da Cabala.

Qual a origem do Universo? Por que estamos aqui? De onde vem a vida? O que acontece depois da morte? Imagine se você pudesse fazer todas essas perguntas diretamente para a autoridade máxima no assunto. Isso mesmo: que tal ter uma conversa com Deus e ouvir dele todas as respostas? Agora imagine que as respostas já existem, e foram passadas de geração a geração por um grupo de sábios estudiosos, do início dos tempos até os dias de hoje. Pois essa é a definição da cabala: uma revelação feita por Deus para os homens, capaz de esclarecer todos os mistérios que rondam a humanidade. Conheça aqui a história do misticismo judaico e saiba como a cabala está conquistando o planeta.

No princípio, Deus criou os céus e a Terra. "Faça-se a luz", e a luz foi feita. Depois, Deus criou o homem e o chamou Adão. Findos os 7 dias da Criação, o Senhor viu que tinha feito algo bom. O homem habitava o paraíso e tinha contato direto e constante com Ele. E daí Deus resolveu passar ao homem toda a sabedoria da cabala. "Adão conhecia a cabala", dizem alguns praticantes. O assunto, porém, é controverso entre os próprios cabalistas. Teria o conhecimento da cabala sido passado de Adão a seus descendentes até Noé, depois até Abraão, Moisés e em seguida aos grandes mestres históricos, que selecionavam rigorosamente aqueles que estariam aptos a ser seus discípulos? Não há consenso sobre o momento em que a cabala foi revelada ao homem, mas todos os cabalistas concordam que o ensinamento sagrado veio diretamente do Criador, assim como os 613 mandamentos judaicos contidos na Torá, a bíblia judaica, que os cristãos chamam de Pentateuco. "A cabala é além do tempo, ela não tem nem começo nem fim", diz o rabino israelense Joseph Saltoun, ex-professor do Centro de Estudos da Cabala, em São Paulo, e que hoje leciona em Vancouver, no Canadá.

Mas, afinal, o que é a cabala?
Bem, para tornar mais simples a tarefa de explicar, vamos começar dizendo o que ela não é. Ok, cabala NÃO É religião, autoajuda, superstição, magia, bruxaria, sociedade secreta, meditação, adivinhação, interpretação de sonhos, ioga, hipnose ou espiritismo, embora possa estar relacionada a todas essas coisas. Agora fica mais simples entender o que a cabala É: um conjunto de ensinamentos sobre Deus, o homem, o Universo, a Criação, o Caminho, a Verdade e coisas afins; uma revelação de Deus para o homem. "Ela nos diz por que o homem existe, por que nasce, por que vive, qual é o objetivo de sua vida, de onde vem e para onde vai quando completa sua vida neste mundo", diz Marcelo Pinto, representante do centro de cabala Bnei Baruch no Brasil. "O ser humano tem muitas questões, e a cabala é um caminho espiritual que permite trazer de volta o elo com a verdadeira origem de tudo", explica Ian Mecler, professor de cabala no Rio de Janeiro e escritor de livros como O Poder de Realização da Cabala (Editora Mauad). Para Shmuel Lemle, professor da Casa da Cabala, também no Rio, "nada acontece por acaso. Existem leis de causa e efeito. Assim como existem leis físicas como a lei da gravidade, existem leis espirituais".

Independentemente de quando a cabala tenha surgido, o modo como a conhecemos hoje é o resultado da transmissão desses ensinamentos por meio da tradição judaica. A palavra cabala (????, em hebraico, cuja pronúncia mais próxima do original é "cabalá") significa receber/recebimento. A cabala é uma forma de misticismo, pois ensina que é possível ao homem ter contato direto com esferas superiores da realidade, ou mesmo com manifestações do próprio Criador. Portanto, de um modo simplificado, a cabala é o misticismo judaico, ou a corrente mística ligada à tradição do judaísmo, para ser mais exato.

União com o criador

Grosso modo, a cabala está para o judaísmo assim como o gnosticismo está para o cristianismo e o sufismo está para o islã. Gnosticismo e sufismo são as correntes místicas ligadas respectivamente às tradições cristã e muçulmana. Como misticismos, essas 3 correntes têm muito em comum (veja o quadro da página ao lado). A maior parte das diferenças está no modo de transmissão do conhecimento, adaptado à tradição em que aquele tipo de misticismo se desenvolveu. Esse raciocínio não vale apenas para as 3 religiões chamadas abraâmicas (por serem todas herdeiras do patriarca Abraão) mas também para as místicas orientais, como hinduísmo, tao e budismo, além do zoroastrismo na Pérsia, só para citar as mais conhecidas.

Se a cabala é um tipo de misticismo, talvez seja o caso de explicar: o que é misticismo? Em poucas palavras, é a crença na possibilidade de percepção, identidade, comunhão ou união com uma realidade superior, representada como divindade(s), verdade espiritual ou o próprio Deus único, por meio de forte intuição ou de experiência direta em vida. Na intenção de atingir esse tipo de experiência, as tradições místicas fornecem ensinamentos e práticas específicos, como meditação e aperfeiçoamento pessoal consciente. Nosso foco nesta reportagem, a cabala, não é exceção. Para entender melhor, vamos dar uma espiada no passado?

Tradição oral

Seja qual for o primeiro e privilegiado homem a ter recebido o conhecimento esotérico da cabala, ninguém discute que os ensinamentos foram transmitidos oralmente ao longo de muitas gerações, até que alguém resolvesse eternizá-los na escrita. Os primeiros escritos conhecidos com referências a esses ensinamentos datam do século 1. São livretos reunidos numa coleção chamada Heichalot ("Os Palácios"), que versam sobre os passos necessários para ascender evolutivamente através de 7 palácios celestiais, com ajuda de espíritos angelicais. Mas os livros mais importantes da cabala são o Sefer Yitizirah (Livro da Criação) e o Zohar (Livro do Esplendor), ambos de origem incerta. O primeiro teria sido escrito no século 2, mas seu autor é desconhecido. No caso do Zohar, a situação é ainda mais complexa. Para alguns cabalistas, ele foi escrito pelo rabino Shimon bar Yochai, também no século 2. A maioria dos estudiosos, porém, acredita que o Livro do Esplendor seja de autoria do escritor judeu-espanhol Moisés de León, que divulgou os manuscritos no século 13.

Embora o Sefer Yitizirah e o Zohar concentrem em suas páginas os principais ensinamentos da cabala, é importante lembrar que a Torá é tão importante quanto eles. Isso porque, segundo a cabala, a Torá contém ensinamentos preciosos codificados dentro do texto sagrado - decifrar esses ensinamentos ocultos é, por sinal, um dos principais propósitos do misticismo judaico. Uma das maneiras de interpretar a bíblia hebraica é recorrer a códigos e números: a guematria, a face matemática da cabala, atribui valores numéricos a cada uma das 22 letras do alfabeto hebraico. A ordenação dessas letras no texto bíblico seria uma das maneiras que Deus teria encontrado para revelar ao homem os segredos do Universo.

As interpretações da Torá são tão importantes que foram divididas em 4 níveis de profundidade. O 1º nível, Peshat, é aquele com que todos leitores estão acostumados, mais simples, que compreende o sentido literal do texto. O 2º, Remez, já considera os significados alegóricos da linguagem (alusões). No 3º nível, Derash, entram comparações entre trechos similares e metáforas. O último nível seria aquele que compreende o sentido secreto e misterioso da mensagem divina: Sod. Juntos, os nomes das interpretações já possuem um significado próprio. Combinando-se as primeiras letras de cada um, obtém-se a palavra PaRDeS, que significa paraíso e remete à finalidade última do esforço de interpretação. Isto é, ao finalmente compreender a mensagem que Deus colocou nos textos sagrados, o cabalista receberia de volta o conhecimento do paraíso, como se lhe fosse devolvida a chave para retornar ao Éden, do qual Adão foi expulso por desobediência. "É como uma gota retornando ao oceano, de volta à realidade divina. Não é um processo fácil", diz o rabino Leonardo Alanati, da Congregação Israelita Mineira.

Mestres e discípulos
Durante séculos, especialmente após a destruição do Segundo Templo em Jerusalém pelos romanos, no ano 70, a sabedoria da cabala foi cuidadosamente transmitida "por mestres iluminados somente a pequenos grupos de seus discípulos mais brilhantes e inspirados", conta Alanati. Os discípulos ideais eram homens maduros (mais de 40 anos), pais de família, de comportamento exemplar e ávidos por descobrir os segredos do Universo. Não eram muitos, portanto, aqueles que se tornavam mestres e davam continuidade à transmissão do conhecimento oral.

Para boa parte dos cabalistas, as restrições tinham uma razão clara: o público não estava preparado para receber esses ensinamentos. "Esse é o principal motivo para a transmissão restrita", opina Mecler. "Hoje, a evolução da ciência ajuda a compreender muitos dos ensinamentos antigos", diz. Mas o motivo de tanto segredo não era somente a escassez de discípulos ideais. Em diversas épocas, por razões diferentes, os judeus foram proibidos de professar publicamente sua fé - a perseguição aos cabalistas atingiu o clímax no século 16, durante a Inquisição espanhola. Além disso, "a cabala contém uma reinterpretação revolucionária do texto bíblico, que usa uma simbologia complexa e uma linguagem ambígua", diz Alanati. Por causa disso, em muitas ocasiões os cabalistas foram considerados hereges. Até hoje, o estudo da cabala é condenado por várias vertentes do judaísmo.

Entre o período final da Idade Média e o fim da Idade Moderna, houve um ressurgimento da cabala. No século 13, o Zohar foi distribuído pelo escritor espanhol Moisés de León; no século 16, os conhecimentos foram sistematizados pelo místico Moisés Cordovero, um dos sábios a se refugiar na cidade israelense de Safed; em seguida, Isaac Luria divulgou novas interpretações dos ensinamentos, que foram espalhados por vários mestres pela Europa, fazendo da cabala a teologia dominante em círculos escolásticos e no imaginário popular judaico; e, no século 18, o rabino Baal Shem Tov fundou o hassidismo, variante ortodoxa do judaísmo que ensinava uma versão mais "fácil" da cabala. De todo modo, "a essência é a mesma há 4 mil anos", diz Mecler. "O conhecimento não muda, assim como as leis da física não mudam. Muda só a forma de transmitir", diz Lemle.

Hoje, com o advento da internet, o conhecimento da cabala é acessível a qualquer interessado, ainda que de forma simplificada. "Estamos prontos, então a hora chegou", conclama Lemle. Nos séculos 20 e 21, foram feitas diversas traduções do Zohar para o hebraico moderno (o idioma original é o aramaico) e para o inglês (não existe uma versão completa em português). Mas o fator que mais contribuiu para a popularização da mística judaica foi a recente adesão (desde a década de 1990) de celebridades como Madonna, Mick Jagger, David Bechkam, Britney Spears e outras..

A organização responsável pelo surgimento da cabala pop é o Kabbalah Centre, uma escola de cabala fundada em 1984 na cidade de Los Angeles. Lá, como você pôde perceber ao ler o nome dos famosos, o acesso aos ensinamentos não é restrito a judeus. "Temos alunos de várias religiões", diz Yehuda Berg, um dos coordenadores do centro americano. "Não vejo problema nisso."

Nem todos estudiosos aceitam a ideia de que a cabala deva ser acessível a todos. A atitude do Kabbalah Centre provocou reações indignadas de cabalistas mais tradicionais, como o iraquiano Yitzhak Kadouri, um dos mais importantes estudiosos da cabala no último século. "A cabala não é moda", disse em 2004, comentando a adesão de Madonna ao misticismo. "Ela deve ser estudada somente por judeus."

Controvérsias à parte, a verdade é que a cabala ganhou milhares de aspirantes de diversas religiões nos últimos anos. Mas essa não é a primeira vez que acontece esse tipo de "sincretismo". Veja a seguir como diversas crenças e religiões encontraram na cabala uma parceira de peso.


Parcerias poderosas
Durante o Renascimento, a cabala despertou interesse de grupos místicos cristãos, intrigados com a compatibilidade entre as duas tradições. O resultado foi a criação da cabala cristã (ou católica), que levou novos níveis de interpretação aos textos sagrados cristãos. "Considero Jesus um mestre de cabala", diz Mecler. Um sincretismo mais profundo resultou no surgimento da chamada cabala hermética, que reúne ensinamentos de gnosticismo, alquimia, astrologia, religiões egípcia, greco-romana e pagãs, tarô, tantra, maçonaria, hermeticismo, neoplatonismo, hinduísmo e budismo, em uma espécie de síntese de todas as tradições místicas ditas autênticas. Outra variante é a cabala prática, que trabalhava com o uso da magia, incluindo a criação de amuletos e encantamentos, e teve seu apogeu na Idade Média.

Mas, além dessas tradições cabalísticas distintas, a própria cabala judaica tem diferentes correntes. Uma delas é a já citada cabala pop. Outra variante tem como expoente o Bnei Baruch Kabbalah Education & Research Institute, fundado em 1991. Autodenominado o maior grupo de cabalistas em Israel, o Bnei Baruch não considera a cabala um misticismo, mas "uma ferramenta científica para o estudo do mundo espiritual". A proposta deles para compreender o Universo é aliar os estudos científicos da física, da química e da biologia às ferramentas cabalísticas. Seu fundador e atual diretor, o filósofo Michael Laitman, é Ph.D. em cabala pela Academia Russa de Ciências e mestre em biocibernética médica.

Além dessas e, claro, do judaísmo hassídico, existem outras correntes - mais conservadoras, mais literais, mais flexíveis... "Cada escola se liga mais em um ou outro mestre", esclarece Mecler. As diferenças são na ênfase em cada aspecto da sabedoria, mas todas seguem a base comum dos textos sagrados e da tradição oral. "Existem muitos mestres, e cada um pode escolher aquele com o qual se identifica, mas não há diferença na base do ensinamento", diz Lemle. Afinal, como costumam dizer, "a Verdade é uma só". Que tal conhecer um pouco dela?

Deus-infinito
Assim como a religião judaica, a cabala afirma que tudo o que existe vem de Deus. Entretanto, o Deus único não é compreendido exatamente da mesma maneira. Se, para a religião tradicional, Deus é o todo-poderoso Criador de todas as coisas, para a cabala Ele não é somente o Criador mas é também a Criação. Ou seja, a Criação não é dissociada do Criador, mas parte d’Ele. A existência de Deus não seria, portanto, distinta do espaço e do tempo; o espaço e o tempo estariam contidos no próprio Deus-Infinito. Mas não vá pensando que já entendeu, porque isso não é assim tão simples. E nem imagine que essas racionalizações vão proporcionar a você um entendimento profundo de Deus. Por um simples fato: segundo a cabala, ou mesmo a religião judaica, o Deus-Infinito não pode ser compreendido pela nossa mente física limitada.

Claro que, apesar disso, os cabalistas não deixam de estudar esses ensinamentos, porque os consideram fundamentais para prosseguir no caminho da evolução espiritual. Um dos estudos mais importantes é justamente o que diz respeito à natureza da divindade. Para começar, os cabalistas preferem o termo Deus-Infinito - uma tradução para ??? ??? (lê-se da direita para a esquerda), ou Ein Sof, aquele que veio antes de tudo, que precede a Criação. Veja o que diz o Zohar sobre o Ein Sof: "Antes de dar qualquer formato ao mundo, antes de produzir qualquer forma, Ele estava só, sem forma e sem semelhança com qualquer outra coisa. Quem então pode compreender como Ele era antes da Criação? Por isso é proibido emprestar-Lhe qualquer forma ou similitude, ou mesmo chamá-Lo pelo Seu nome sagrado, ou indicá-Lo por uma simples letra ou um único ponto... Mas, depois que Ele criou a forma do Homem Celestial, Ele a usou como um veículo por onde descer, e Ele deseja ser chamado por Sua forma, que é o nome sagrado ‘YHWH’".



Pode parecer estranho não poder dar um nome a Deus, tornando-o de certa maneira inacessível para os homens. Afinal, se é assim, como pode existir uma experiência mística que permite esse acesso? Bem, a cabala explica que o contato com Deus é realizado indiretamente, por meio de um de seus desdobramentos. "Para tornar-se ativo e criativo, Deus criou as 10 sefirot ou emanações. As sefirot formam a Árvore da Vida, que representa os aspectos de Deus existentes dentro de nós", explica o rabino Alanati. Ou seja, uma maneira de ter o contato místico com Deus é através de uma das 10 sefirot, as mesmas representadas no famoso diagrama. Alanati explica que as 7 esferas mais baixas estão diretamente relacionadas com os 7 dias da Criação descritos no livro do Gênese.

Mas como teria se dado exatamente a Criação? A cabala tem um livro dedicado a esse tema: o já citado Sefer Yitizirah. O texto ensina que a primeira emanação do Ein Sof foi ruach (espírito/ar), que em seguida gerou fogo, responsável por formar água. A existência real dessas substâncias potenciais foi comandada por Deus, que as utilizou como matérias-primas de toda a Criação. Por exemplo, a água deu origem à terra, o fogo originou o céu e o ar ocupou o espaço entre eles para formar nosso planeta. Ainda segundo o Sefer, o Cosmos é dividido em 3 partes (cada uma delas contendo uma combinação dos 3 elementos primordiais): o mundo (ou, com alguma abstração, o espaço), o ano (tempo) e o homem.

A cabala divide o Universo em 4 planos de existência, divididos hierarquicamente a partir da emanação do Ein Sof até nós. Nessa ordem, teríamos então: o Atziluth (Mundo da Emanação ou das Causas), que recebe a luz diretamente do Ein Sof; o Beri’ah (Mundo da Criação), onde não há matéria e onde moram os anjos de mais alta hierarquia; o Yitizirah (Mundo da Formação), onde a Criação assume forma material; e o Assiah (Mundo da Ação), onde se completa a Criação e se localiza todo o Universo físico e suas criaturas. No sistema luriânico, um quinto mundo é mencionado, acima do primeiro, e que serviria de mediação entre o Ein Sof e o Mundo da Emanação.

Planos superiores
É curioso observar que, na cabala luriânica, desenvolvida no século 16 pelo rabino Isaac Luria, há um conceito que lembra a Teoria do Big Bang. Segundo essa linha cabalística, a primeira ação de Ein Sof para criar o Universo teria sido uma contração sobre si mesmo, que teria provocado uma catástrofe inicial chamada tohu, gerando um vácuo. Em seguida, esse váculo teria sido preenchido com as emanações divinas (de uma maneira explosiva, tendo em vista a grande velocidade dos acontecimentos narrados) e, a seguir, "retificado" nos mundos que você conheceu no parágrafo anterior.

Enquanto estiver no Mundo da Ação, o homem está sujeito a dirigir o corpo físico que lhe foi concedido, mas seu objetivo deve ser sempre o mesmo: aprender e evoluir para ascender aos planos superiores. "O judaísmo acredita que a alma é eterna e subdividida", diz Alanati. "A vida continua em outras realidades além da nossa, aguardando a ressurreição. A cabala é a única corrente dentro do judaísmo que defende o conceito de reencarnação: algumas almas retornam a este mundo em outro corpo, até acabar de cumprir a sua missão. Ou então elas voltam para nos trazer bênçãos e luz através de seu ser altamente desenvolvido". Segundo ele, seria possível uma alma atingir o estágio de evolução necessário em uma única vida, mas é comum receber mais algumas chances, num processo de reencarnação que também faz parte dos aprendizados evolutivos.

Segundo a cabala, a alma humana é dividida em 3 partes básicas. A mais "baixa", chamada nefesh, é a parte animal, responsável pelos instintos e reflexos corporais. Acima dessa estaria ruach, o espírito ou alma média, que contém as virtudes morais e a habilidade de distinguir o que é bom e o que é ruim. A alma alta, neshamah, seria a terceira parte, que representa o intelecto e distingue o homem das outras formas de vida, por permitir a vida após a morte. É a neshamah que permite a percepção da existência de Deus.

Outras duas partes da alma humana são discutidas no Zohar: chayyah, que permite a consciência da força divina, e yehidah, a parte da alma que é alta o suficiente para atingir o maior nível possível de união com o Criador. "A meta é alcançar o propósito para o qual fomos criados: a equivalência de forma com a Força Superior. Todo o trabalho na cabala tem esse objetivo", resume Marcelo. Na hipótese remota de a humanidade finalmente se unir ao Criador, em uma fusão completa e perfeita, o que aconteceria? O fim do mundo? O começo de uma nova e gloriosa Criação? Bom, isso nem mesmo os mestres cabalistas sabem responder...

VOLTA ÀS ORIGENS
Grupo de jovens israelenses se reúne em uma caverna perto da vila de Beit Meir, em Jerusalém, para estudar a cabala, em maio de 2010. Uma vez por semana, cerca de 12 judeus ortodoxos se encontram nesta caverna perto da cidade sagrada para repetir um ritual antigo: analisar e discutir, por horas a fio, os textos de livros como o Zohar.

FESTA MÍSTICA
Mais de 2 mil estudantes da cabala se reuniram na Times Square, em Nova York, para celebrar a chegada do Ano-Novo Judeu, Rosh Hashana, em setembro de 2001. O canto, a dança e as vestes brancas são típicos de uma nova geração de cabalistas, que considera a festa, a celebração e a alegria tão importantes quanto a meditação e as longas sessões de estudo dos textos antigos.

LADO A LADO

Judeus ortodoxos e soldados israelenses rezam juntos na tumba do rabino Isaac Luria, em Safed, Israel. Luria, um dos mais importantes cabalistas de todos os tempos, foi o responsável pela renovação do misticismo no século 16 com a criação da cabala luriânica e a divulgação de seus ensinamentos para além dos círculos judaicos.

BANHO SAGRADO
Um judeu se banha nas águas geladas da Mikve HaAri, localizada em Safed, Israel. Cabalistas repetem há anos o ritual, prestando homenagem ao rabino Isaac Luria, que teria utilizado as mesmas águas no século 16. Alguns se banham todos os dias, mas o mais comum é realizar o ritual na véspera do Shabat.

SÓ PARA JUDEUS
O cabalista Yitzhak Kadouri segura um exemplar do Zohar na biblioteca de sua casa em Jerusalém, em 2004. Um dos maiores estudiosos contemporâneos da cabala, Kadouri ganhou notoriedade por sua influência política e por suas declarações polêmicas. Em 2004, durante visita de Madonna a Israel, ele se recusou a falar com a cantora, dizendo que "o estudo de cabala é proibido para as mulheres, e também para os que não são judeus".

A cabala no tempo Conheça a evolução da corrente mística judaica, da criação do Universo até os dias de hoje

Criação

Origem - 3700 a.C.
Deus cria Adão. Há quem defenda que ele teria sido o primeiro conhecedor da cabala, obtida diretamente do Criador.

Patriarca - 1800 a.C.
Nasce Abraão, patriarca dos judeus, dos cristãos e dos muçulmanos. Para alguns, ele seria o primeiro conhecedor da cabala.

Êxodo - 1500 a.C.
O profeta Moisés teria recebido a cabala diretamente de Deus no monte Sinai, juntamente com a Torá e os Mandamentos.

Templo - 516 a.C.
É erguido o Segundo Templo em Jerusalém. A chamada Torá Oral é transmitida ao longo dos anos.

Formação
Diáspora - 70 D.C.
Perseguição romana e destruição do Segundo Templo. Segunda diáspora. Cabala é mantida em segredo.

Palácios - Séc. 1
É escrita a coleção de literatura judaica conhecida como Heichalot ("Os Palácios"), que inspirou motivos cabalísticos.

Manuscritos - Séc. 2
É escrito o livro Sefer Yitizirah, a obra mais antiga do chamado esoterismo judaico. Segundo a tradição, é escrito também o Zohar, no idioma aramaico, pelo rabino Shimon bar Yochai.

Título - Séc. 11
O termo cabala passa a ser usado para identificar o misticismo judaico. Não há consenso se o pioneiro nesse uso foi o filósofo judeu Shlomo ibn Gevirol ou o cabalista espanhol Bahya ben Ahser.

Expansão
Redescoberta - Séc. 13
O Zohar é descoberto (ou escrito, segundo alguns estudos) e distribuído pelo escritor judeu-espanhol Moisés de León.

Renovação - Séc. 16
Sábios cabalistas refugiam-se na cidade de Safed, em Israel: entre eles está Isaac Luria, criador da cabala luriânica.

Vivência - Séc. 18
Fundado pelo rabino e místico judeu Baal Shem Tov, o judaísmo hassídico, ramo ortodoxo que prega a vivência mística da fé judaica, populariza uma forma mais simples de cabala no Leste Europeu.

Tradução - Séc. 20
O rabino Yehuda Ashlag, fundador do Kabbalah Centre de Israel, completa em 1922 a primeira tradução do Zohar para o hebraico moderno. Em 1984, Philip Berg funda o Kabbalah Centre de Los Angeles.

Ao acompanhar esta linha do tempo, você vai notar algumas discrepâncias entre o que dizem as tradições judaicas e a opinião dos estudiosos. O caso mais exemplar é o do Zohar: no século 13, Moisés de León distribuiu a primeira versão escrita da obra, alegando que havia encontrado os manuscritos originais, do século 2. Conta-se, porém, que um homem rico ofereceu à viúva de Moisés de León uma alta soma de dinheiro pelos originais. Desolada, ela teria confessado que seu marido era o verdadeiro autor.

Uma verdade, muitos caminhos
Cada misticismo tem seu próprio método para chegar até a Verdade. Mas a essência é a mesma.

Veja aqui as semelhanças e
diferenças entre 6 correntes místicas.


CABALA
O que é - O misticismo judaico é baseado na crença de que todos os segredos do Universo foram revelados por Deus, de forma codificada, na Torá. Os cabalistas procuram desvendar esses segredos.

Principal texto - Distribuído no século 13 pelo rabino Moisés de León, o Zohar ajuda a explicar os ensinamentos ocultos na Torá.

Principal patriarca - Abraão, embora não haja consenso se o primeiro conhecedor da cabala teria vindo antes (Adão ou Noé) ou depois (Moisés).

Entidade máxima - Ein Sof, o Deus-Infinito, que criou o Universo usando as 22 letras do alfabeto hebraico e as 10 emanações chamadas de sefirot.


GNOSTICISMO
O que é - Gnose é um tipo especial de conhecimento, uma espécie de saber profundo. Ligado à história do cristianismo, o gnosticismo possui elementos pagãos e outros sincretismos.

Principal texto - Escrito por volta do séc. 2, o Pistis Sophia relata os ensinamentos de um Jesus ressuscitado aos apóstolos.

Principal patriarca - Para os gnósticos, Jesus Cristo é o maior mestre de todos os tempos, mas não é considerado o próprio Deus.

Entidade máxima - O Absoluto. Num conceito próximo ao do Ein Sof, Ele também tem emanações, conhecidas como "Æons".

SUFISMO
O que é - A palavra remete à ideia de pureza. Enquanto o islã crê no encontro com Deus após a morte, o sufismo defende essa possibilidade ainda em vida, por meio de uma experiência mística, chamada irfan.

Principal texto - Escrito no século 11 pelo sábio persa Hujwiri, o Kashf al Mahjub ("Revelando o Velado") discute os principais conceitos sufistas.

Principal patriarca - O profeta Maomé teria transmitido os ensinamentos sufistas àqueles que poderiam experimentar um encontro com Alá.

Entidade máxima - Seguindo a tradição islâmica, Alá é o único Deus, embora tenha uma coleção de nomes, assim como acontece na cabala.

RAJA IOGA
O que é - Originado no hinduísmo, o raja ioga ("ligação", em sânscrito) também está presente no budismo e consiste em disciplinas mentais muito além das práticas mais conhecidas no Ocidente.

Principal texto - Os textos hindus conhecidos como Ioga Sutra explicam os meios de atingir o Samadhi, que seria a união completa com Deus.

Principal patriarca - Não tem. Entretanto, uma figura histórica importante é Patañjali, autor dos Yoga Sutra e de outros textos filosóficos.

Entidade máxima - Brahman é para o Ioga a Realidade Eterna, Infinita, Imutável, Origem e Identidade de tudo o que há no Universo.
ZOROASTRISMO
O que é - Misticismo surgido na antiga Pérsia, baseado nos ensinamentos de Zaratustra. Dizem que os iniciados detinham o conhecimento místico necessário para dominar as forças da natureza.

Principal texto - Chamado Gathas, traz versos que exploram a essência divina da Verdade, da Mente Sadia e do Espírito de Justiça.

Principal patriarca - O profeta Zaratustra (ou Zoroastro) viveu em algum momento entre os séculos 16 e 10 a.C. e teria sido o autor do Gathas.

Entidade máxima - Chamado por Zaratustra de "o Deus não criado", por ser a origem de tudo, Ahura Mazda é onisciente, mas não onipotente.
TAO
O que é - Profundamente dualista, o tao prega o caminho do equilíbrio entre os eternos opostos. Viver em harmonia, agindo com sutileza por meio do "não agir" (wu-wei), seria a chave para atingir o Tao.

Principal texto - O Tao Te Ching ("Livro do Caminho e da Virtude") serviu de inspiração não só para o taoismo, mas também para o zen-budismo.

Principal patriarca - Autor do Tao Te Ching, o reverenciado Lao Tsé (o nome significa Velho Mestre) é envolto em mistérios.

Entidade máxima - Verdadeira natureza do Universo, o Tao o precede e o abarca completamente. Não personificado, confunde-se com o próprio Caminho.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
por Texto Daniel Schneider

REVISTA SUPER INTERESSANTE.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

TAROT e seus caminhos iniciáticos

-->
Como diz meu querido amigo e irmão,
NEI NAIFF...

TARÔ É TARÔ.
 
O Tarot é um jogo de cartas, sem dúvida, dos mais antigos, apresenta um mundo de símbolos. Não se pode duvidar do seu ensinamento esotérico, mais ou menos secretamente transmitido ao longo dos séculos. O problema de sua origem é muito difícil, senão impossível de ser resolvido. Desde Court de Gébelin que, no século XVIII, apaixonou-se por sua interpretação, as mais diversas teorias foram propostas. Que tenha vindo da China, da Índia, do Egito; que seja obra do próprio Tot-Hermes Trismegisto, dos boêmios, dos alquimistas, dos cabalistas, ou de um homem, o mais sábio dos sábios.  
O Tarot, na verdade, apresenta uma iconografia nitidamente medieval, misturada a símbolos cristãos. 



 As cores e os números


Na sua forma mais tradicional, a do Tarô de Marselha (ao qual as nossas descrições detalhadas se referem), o jogo compõe-se de 78 cartas: 56 arcanos menores, 22 arcanos maiores. Esses números merecem atenção. Observemos, primeiramente, que o número vinte e dois é o número das letras hebraicas que, segundo a cabala, apresentam o Universo. Esse número, no tarot, é feito de vinte e um arcanos numerados e do Louco: o número vinte e um, ou seja, três vezes sete, é o da perfeição humana, enquanto três vezes sete (é preciso lembrar aqui que o arcano de número 21 representa o mundo). O Louco que lhe é acrescentado, diria um sábio africano, é a palavra dada a essa perfeição, a sua animação.  

Dos 56 arcanos menores, lembraremos apenas que constituem quatro grupos, poder-se-ia dizer, quatro colunas de quatorze cartas, que correspondem aos quatro naipes dos jogos de cartas, derivados do tarot. Mas, acima de tudo, é preciso assinalar que setenta e oito, total de todo o jogo de Tarot, é também a soma, e portanto, segundo a linguagem dos esoteristas que inventaram o Tarot, a significação secreta dos doze primeiros números. Secretamente, esse livro que se apresenta como um jogo contém, portanto, a substância somada do número que estrutura tanto o universo quanto o pensamento. Todas as cartas são vivamente coloridas. Antes de examinarmos as suas significações particulares, lembraremos em algumas linhas o simbolismo das cores dominantes do Tarot: rosa-ocre (carne), azul, vermelho e amarelo. O rosa-ocre sempre indica o que é humano ou o que se liga á humanidade (rostos, corpos, construções). O azul, cor noturna, passiva, lunar, é a cor do segredo, do sentimento, da anima, dos valores femininos por excelência. O vermelho, é a cor masculina da força interna, da energia potencial, das manifestações do animus, do sangue e do Espirito. O amarelo*, por fim, em toda a sua ambivalência, é ao mesmo tempo a cor da terra e do sol, da riqueza do mel e das colheitas, da luz intelectual na sua pureza de ouro inalterável. (Para a aplicação detalhada desse simbolismo, ver, pelo nome, o estudo de cada arcano maior.)


Os arcanos maiores: caminhos iniciáticos

Os próprios arcanos maiores são caminhos iniciáticos, cujas etapas foram interpretadas de inúmeras formas. Apresentam-se como a quintessência do hermetismo, como os Altos Graus colocados acima da massa anônima.
São estudados em detalhe sob o nome de cada carta:

I. O Mago.
II. A Sacerdotisa (a Papisa).
III. A Imperatriz.
IV. O Imperador.
V. O Papa.
VI. O Enamorado.
VII. O Carro.
VIII. A Justiça.
IX. O Eremita.
X. A Roda da Fortuna.
XI. A Força.
XII. O Enforcado.
XIII. A Morte (arcano sem nome).
XIV. A Temperança.
XV. O Diabo.
XVI. A Torre Fulminada (
habitação divina).
XVII. A Estrela.
XVIII. A Lua.
XIX. O Sol.
XX. O Julgamento (o Juízo final).
XXI. O Mundo.
e o arcano sem número, O Louco.


Os ternários e os setenários

Excluindo o louco, que não faz parte do grupo numerado, temos vinte e um arcanos que se dividem seja em sete ternários, seja em três setenários. Em cada ternário, o primeiro termo é ativo; o segundo, intermediário: ativo em relação ao seguinte, mas passivo em relação ao precedente, enquanto o terceiro é estritamente passivo. O primeiro corresponde ao espirito, o segundo á alma e o terceiro ao corpo (WIRT, 68). Assim agrupam-se: O Mago (I), a Sacerdotisa (II) e a Imperatriz (III); depois , o Imperador (IV), o Papa (V), e o Enamorado (VI); o Carro (VII), a Justiça (VIII) e o Eremita (IX) etc. Esta mesma distinção, espirito, alma e corpo, é encontrada nas relações dos três setenários: do Mago (I) ao Carro (VII), os valores do espirito; da Justiça (VIII) á Temperança (XIII), os da alma; e do Diabo (XV) ao Mundo (XXI), os do corpo.

Uma mesma carta pode, assim, ser interpretada como espirito e alma, ou como alma e corpo, segundo o lugar que ocupa no conjunto escolhido e segundo os níveis da analise. Por exemplo, a Imperatriz é corpo no primeiro conjunto ternário, espirito no primeiro conjunto setenário; as relações se alteram no interior dos diferentes conjuntos. Todas as chaves da interpretação chegam a diferentes aspectos de uma mesma carta. Nenhuma delas possui um sentido absoluto e definitivo. É sempre um sistema móvel de relações que exige a maior flexibilidade de interpretação.

No interior de cada setenário, os três primeiros arcanos opõem-se aos três seguintes e o sétimo traz o todo de volta a unidade (WIRT, 77); o que põe em valor a significação sintetizante do Carro (VII), da Temperança (XII) e do Mundo (XXI): dominação da vontade no mundo do espirito (VII), do equilibro no mundo da alma (XIV), do eterno movimento no mundo do corpo (XXI).

NOTA: A foto acima no canto esquerdo, é a representação do terceiro olho e sua conexão com os “mundos superiores” pelo Alquimista rosacruciano Robert Fludd. (Rosacruzes [séc. XVII]: “Nós temos a Palavra Maçônica e a segunda visão, Coisas por acontecer nós podemos prever acertadamente.”)


Relações com o Zodíaco e os Planetas

É possível comparar esse agrupamento ternário á concepção astrológica segundo a qual a roda zodiacal representa, nas suas três posições sucessivas, os quatro elementos: nascimento ou início da evolução, culminação, queda ou involução. Os signos do Fogo, da Terra, do Ar e da Água, que nascem com o Áries, o Touro, Os Gêmeos e o Câncer, culminam em ion, Virgem, Libra, Escorpião, e vão ao encontro de sua queda em Sagitário, Capricórnio, Aquário e peixes. No agrupamento ternário do Tarot, as cartas em que os símbolos do Zodíaco são nitidamente indicados têm uma posição correspondente: o Sagitário do Enamorado(VI), em queda, a Libra da Justiça(VIII) em culminação, assim como o Leão da força(XI), enquanto os Gêmeos do sol(XIX) estão no inicio de uma evolução.

Mas, se quisermos ir mais longe e reconstruir um Tarot astrológico, deparamo-nos com profundas divergências entre os autores. Existem tantas correspondências diferentes entre os arcanos, planetas e o Zodíaco quanto autores especializados no estudo do Tarot. A mais absoluta fantasia parece reinar. Oswald Wirt, por exemplo, vê Mercúrio no Mago; Fomalhaut Vê o sol; Th. Terestchenko, Netuno etc. sem a pretensão de uma pesquisa completa, encontramos facilmente uma boa dúzia de correspondências astrológicas diferentes e muitas vezes contraditórias para certas cartas.
Diante dessa quantidade de hipóteses, A.Voguine propôs, em i’Utilization du Tarot em Astrologie Judiciaire (utilização do tarô na Astrologia Judiciária) (Paris,1933), fazer a correspondência dos arcanos maiores, não com os planetas e os signos, mas com as casas horoscópicas, cujos setores representam um domínio bem definido. Assim, o Mago e a morte têm relação com a primeira casa do horóscopo: a Papisa e a Temperança, com a segunda, e assim por diante. Os arcanos do Tarot também podem ser vistos em pares: cada um deles manifesta, na dualidade que compõem, uma analogia dos contrários mais ou menos evidente: a associação das cartas ás casas horoscópicas justifica esse acasalamento.


A interpretação cabalística

Varias observações se impõem, segundo os cabalistas que estudaram o Tarot. Há o mesmo número de arcanos maiores e de letras no alfabeto hebreu. Esse número é exatamente o das vinte e duas vias da sabedoria, dos canais intersefiróticos que reúnem, entre si, os dez Sefiroths, os sublimes princípios metafísicos da cabala judaica (RIJT, 198). Os próprios Sefiroths, atributos místicos de Deus, desenvolvem-se sob forma de trindades, nas quais dois extremos são unidos por um termo médio (MARD, 154). E eles correspondem ao sentido simbólico das cartas: ao Mago, causa e ponto de partida de todas as coisas, corresponde a Coroa sefirótica; á Sacerdotisa, a Sabedoria; á Imperatriz*, a Inteligência; ao Imperador, a Grandeza e a Misericórdia; ao Papa, o Rigor e o Julgamento; ao Enamorado, a Beleza; ao Carro, a Vitória; á Justiça, a Glória; ao Eremita, o fundamento; e á Roda da Fortuna, que representa o turbilhão involutivo, o Reino (WIRT, 71-73). Como há correspondências entre todas as cartas, é possível desenvolver todo um simbolismo cabalístico do tarô a partir daí, pois, na cadeia que contém os diferentes graus da essência, tudo é magicamente ligado.


O antropocentrismo do Tarot

Tarot alquímico, tarot mágico, até mesmo o Tarot Maçônico (WIRT, 281-86), todas as chaves de interpretação foram tentadas, desde que se tenha encontrado um ou dois signos simbólicos que possam ser associados a essa ou áquela doutrina; estes foram indicados á medida que examinamos cada arcano em particular. Mas o tarot permanece, acima de tudo, antropocêntrico, e as figuras que o compõem têm uma significação psicológica e cósmica; referem-se ao homem, em si mesmo e no mundo, mesmo que não nos mostrem personagens humanos, como a Roda da Fortuna (X) e a Lua (XVIII), em que os animais não passam de caricaturas do homem. Porém, para estudar o simbolismo do tarot sob este ângulo é preciso dispor os arcanos, ou em forma circular, o que situa o Louco entre o Mago e o Mundo, ou em duas fileiras, a primeira de I a XI e a segunda, no sentido contrário, de XII ao Louco.

Assim, aparece claramente que o eixo vertical do Tarot une os arcanos VI e XVII, o Enamorado e a Estrela, o primeiro sendo a afetividade e o outro, a esperança, como se esses dois valores fossem o pivô em torno do qual gravitam todos os outros. 

clique para breve apliação da imagen acima.

Um caminho de evolução em direção á sabedoria

Só diante do mundo, o homem busca o caminho da sabedoria na aquisição de um domínio duplo: o do mundo exterior e o do seu universo interior. Esse domínio provém de uma iniciação progressiva que, por sua vez, distingue duas vias, duas formas ou duas fases principais, de predominância ativa ou passiva, solar ou lunar.

A primeira se baseia na exaltação do princípio de iniciativa individual, na razão e na vontade. Convém ao erudito que tem sempre o domínio de si mesmo, que só conta com os recursos da sua própria personalidade, sem esperar ajuda das influências exteriores. A segunda é totalmente diferente, pois toma uma posição exatamente contrária á da primeira. Longe de desenvolver o que tem dentro de si e de dar de acordo com toda a expansão de suas energias intimas, o místico deve ficar em estado de receber em toda a medida de uma receptividade especialmente cultivada (WIRT, 49)
Assim, de dois em dois, o racional e o místico - como o masculino e o feminino – se opõem e se completam. A força (XI) e o Enforcado (XII), por exemplo, são apenas dois aspectos de um mesmo símbolo: força exterior do arcano XI, força interiorizada e espiritualizada do enforcado (XII). Nesse sentido, também, o Mago em busca da iniciação se choca, primeiramente, com a Sacerdotisa (II), detentora dos segredos do mundo: para ler no seu livro, é preciso ter inteligência da Imperatriz (III) e do Imperador (IV). Com o papa (V), a iniciação torna-se efetiva: o homem conseguirá elevar-se através das provas dos demais arcanos, a primeira das quais será a tensão do Enamorado (VI), centro da primeira fileira de cartas, pois sem o impulso afetivo nada é possível. Após essa escolha que o compromete, o senhor do Carro (VII) pode vir a abusar do seu poder e a orgulhar-se de sua força: a Justiça (VIII) lembrar-lhe-á a lei do equilíbrio indispensável e, forte com o seu ideal. 
Ele vai partir, como um Eremita (IX) através do mundo; mas, na medida em que o Eremita procura a verdade, julga e põe em movimento a Roda da Fortuna (X) que dá o que ele deve receber, segundo o seu estado interior e seu próprio desejo de evolução. Só a força (XI) pode deter a Roda da Fortuna.
No final dessa primeira via, o iniciado encontrou o que procurava; a força usa o mesmo chapéu que o Mago: a lemniscata do signo do infinito.


A fase mística

Com o Enforcado (XII), começou da segunda fileira, o iniciado entra num mundo invertido, onde os meios materiais já não são eficazes: é a via mística e passiva. O arcano sem nome do n° XIII indica-nos a morte, cuja foice vermelha, cor de sangue e de fogo, corta e queima as ilusões, e que, longe de ser um fim, é um começo. Mas, nessa nova vida que nos é prometida, não se deve forçar as etapas: as exigências da Temperança (XIX) são as mesmas que as do Eremita (VIII); é só depois de ter tomado consciência dos seus limites e adquirido o equilíbrio interior que o homem poderá enfrentar o Diabo (XV), símbolo da mais grave tentação, a que nos promete poderes ocultos tão grandes quanto os claros poderes de Deus, mas que tecem ligações igualmente grandes com a força diabólica. 
Infelizmente, as construções do orgulho humano estão todas destinadas á queda, e eis a Torre fulminada da Habitação divina (XVI). Daí em diante, só a estrela (XVII) de vênus resta ao homem, dupla estrela de esperança e de amor, centro da segunda fileira de cartas e base do eixo vertical do tarô. Como a Lua (XVIII) acompanha a estrela no céu físico, ela a segue no mundo simbólico do tarot, condutora dos valores do passado, rica de todo o inconsciente, domínio do imaginário onde são reforçados os devaneios. Sem a aliança da Estrela e da Lua, não poderíamos enfrentar a luz e o fogo do sol (XIX), arcano da iluminação total, sob o qual, pela primeira vez, o homem não está mais só. A partir de então, ele pode ser julgado na sua totalidade, nele próprio e nas suas obras. O seu filho, aos olhos do anjo do juízo (XX), simbolizará a testemunha. Alcançou o cume da iniciação, e o mundo (XXI) só existe como síntese do que ele adquiriu. Conseguiu operar a transmutação do mundo objetivo em valor psíquico, i.e., em linguagem alquímica que, tendo saído junto com o Mago da matéria-prima, vai chegar ao ouro (DELT, 11, 488).

Assim, enquanto a primeira via da iniciação conduzia á força (XI), condição do Mago que realizou o seu programa (WIRT, 53), a segunda via, a da mística, parte do Enforcado (XII) e nos conduz ao Louco, cuja passividade reveste-se, aqui, de um caráter sublime (WIRT, 55). É aquele que, depois de ter obtido deste mundo tudo o que ele pode dar, reconhece que não possui nada válido e, em consequência, volta ao desconhecido, ao não conhecível que precede a vida e continua após ela. Diante desse duplo impasse, sós nos é possível continuar a procurar, tendo, porém, enfim admitido na nossa inteligência e aceito nos sofrimentos da nossa carne, que há uma diferença entre a nossa diferença entre a nossa natureza e a de Deus; a única relação possível com ele reside na esperança, no abandono e no amor. Essa é a ultima lição do tarô concebido como um caminho iniciático.

Os arquétipos do Tarot

Mas os dois caminhos que distinguimos se prestam,  ainda, a outras interpretações. Carl Gustav Jung vê neles os dois aspectos da luta do homem contra os outros e contra si mesmo; a via solar da extroversão e da ação, da reflexão prática e teórica de motivação racional; e a via lunar da introversão, da contemplação e da intuição, em que as motivações são de ordem sensível, imaginativa e global. 
Observamos também que aparecem, no tarot, vários arquétipos essenciais: a Mãe (Papisa, Imperatriz, Julgamento), o Cavalo (Carro), o Velho (Imperador, Papa, Eremita, Julgamento), a Roda (Roda da fortuna), a Morte, o Diabo, a Casa ou a Torre (Habitação Divina, Lua), o Pássaro (Estrela, Mundo), a Virgem, a Fonte, a estrela (Estrela), a Lua, o Sol, os Gêmeos (Diabo, Sol), a Asa (Enamorado, Temperança, Diabo, Julgamento, Mundo), a Chama (Habitação Divina)..

Qualquer que seja o valor de todos esses pontos de vista, não devemos esquecer que o Tarot não se submete inteiramente a nenhuma tentativa de sistematização: há sempre alguma coisa que nos escapa. O seu aspecto divinatório não é o menos difícil de ser apreendido. Não o consideraremos aqui, pois as combinações são infinitas e as interpretações, mesmo que se baseiam em símbolos que tentamos esclarecer, exigem uma educação da imaginação que só se adquire com longa prática e uma grande reserva de julgamento. 


IMAGENS:
http://taroteca.multiply.com/photos/album/123/Barbara_Walker
http://taroteca.multiply.com/photos/album/148/Marseilles
Demais imagens: Google Images: http://www.google.com.br/imghp?hl=pt-BR&tab=wi

ADAPTAÇÃO E REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
DICIONÁRIO DE SÍMBOLOS:
Mitos, sonhos, Costumes.
Autor: Jean Chevalier e Alain Cheerbr
Editora: José Olímpio
Seria pouco dizer que vivemos num mundo de símbolos: um mundo de símbolos vive em nós. Da psicanálise à antropologia, da crítica de arte à publicidade e à propaganda ideolágica ou política, ciências, artes e técnicas tentam, cada vez mais, atualmente, decifrar a linguagem dos simbolos, não só para ampliar o campo do conhecimento e aprofundar a comunicação, como também para domar uma energia de um tipo especial, subjacente aos nossos atos, reflexos, tendências e repulsões, das quais apenas começamos a vislumbrar o extraordinário poder. Anos de reflexão e de estudos comparativos sobre um conjunto de informações reunidas por uma equipe de pesquisadores, abrangendo áreas culturais através do desenrolar da história e da extensão do povoamento humano, levaram os autores a demonstrar o caráter profundo da linguagem simbólica, tal como ela se subdivide nas camadas ocultas da nossa mente. Todos sentirão a importância deste Dicionário. Mais de 1600 artigos, entrelaçados por comparações e remissiva, muitas vezes reestruturados após longa maturação, permitem o desvendar do símbolo melhor do que a razão por seus próprios meios. Este conjunto único abre as portas do imaginário, induz o leitor a refletir sobre os símbolos.

Fraternalmente, luz e Paz Profunda

Você também poderá gostar de:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...