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sexta-feira, 8 de maio de 2015

Os Enamorados Cabalísticos.

Na filosófica análise dOs Enamorados com a mística cabala, adentra um estudo mais profundo, podemos incluir a numerologia, enfim... Sendo o arcano regente do ano de 2013 (2+1+3=6), primeiramente precisamos descrever este arcano. Os Enamorados representa o casamento dos opostos e o inteiro das qualidades masculinas e femininas, e a união entre os Amantes. Esta vêm junto com o Leão e com o Escorpião (fogo & água) criando a dualidade. Com eles, existe a divisão e a separação. A mais alta união dos Amantes é o reconhecimento da individualidade, mesmo assim eles são ambíguos; cada um corresponde a contra - parte e a diferença do outro. A multiplicidade transforma a bipolaridade em ágape (a mutabilidade do amor). É o casamento alquímico entre o Imperador e a Imperatriz, o número seis é a síntese, a culminação e a integração. Os Amantes é a carta da união dos opostos e a antipatia do semelhante. O princípio ativo é espalhar e o princípio passivo é reunir e fecundar.

No Livro de Thoth, cada um dos símbolos desde arcano e sua gêmea XIV (A Arte) é em si mesmo duplo, de modo que os significados formam uma série divergente e a integração da carta só pode ser reconquistada mediante casamentos e identificações reiterados...
Na Cabala, a letra hebraica correspondente é Zayin, que significa Espada, e a estrutura da carta é portanto o Arco de Espadas abaixo do qual o Casamento Real acontece. 

A Espada é primeiramente um engenho de divisão. No mundo intelectual-que é o mundo do naipe de Espadas-ela representa análise. Esta lâmina e o Atu XIV juntos compõe a máxima alquímica abrangente: solve et coagula.

Na obra cabalística "Livro do Mistério Escondido", o primeiro versículo do livro de Gênesis é assim interpretado: "No princípio a substância dos céus e a substância da terra foram produzidas a substância dos céus e a substância da terra foram produzidas por Elohim".

Seis eram os membros criados que estão concordes
às seis numerações do microprosopus desta forma:

1. Benignidade como seu braço direito.
2. Severidade como seu braço esquerdo.
3. Beleza como seu corpo.
4. Vitória como sua perna direita.
5. Glória como sua perna esquerda.
6. Fundações como os seus orgão de reprodução.

O número 6, o número dOs Enamorados está entre o mais sereno e calmo de todo sistema numerológico: São tranquilos, equilibrados e caseiros. Também possuem grande afetividade, além de se mostrarem leais e sinceros. Não lhes falta criatividade e muito são bem-sucedidos nas artes cênicas, ou seja, são excelentes artististas, principalmente de teatro.

Na esfera superior, é indicador das seis letras do nome de D'us. Na esfera do intelecto, indica as seis ordens de anjos (Serafins, Querubins, Tronos, Dominações, Poderes e Virtudes). Na esfera celestial, indica a Lua e cinco planetas. Na esfera elemental, indica as seis qualidades elementais. Na esfera interior, os seis demônios do desastre: (Acteus, Megalesius, Ormenus, Lycus, Nicon e Mimon). Seis é o número da confusão e da junção, da união e da sedução, do vício e da virtude. Da incerteza no amor, da atração dos sexos e da beleza. Significa todos os tipos de problemas e discórdias, mas é capaz de purificação pelo conhecimento e de uma boa vida.

O número 6 é considerado o perfeito e a unificação dos opostos, isso desde o século VI a.C, por ele ser tanto a soma quanto o produto dos primeiros números: 1+2+3 é igual a 6, assim como 1x2x3. O Hexágono é o módulo de construção ideal na natureza, que pode ser encontrado, por exemplo, nos favos de uma colmeia ou num floco de neve.

O 6 é também um símbolo central no antigo livro chinês de sabedoria e oráculo, o I Ching. Linhas partidas, yin, e linhas inteiras, yang, simbolizam nele a polaridade primordial entre o Sol e a Lua, entre o céu e a terra, entre o masculino e o feminino. Com elas obtemos um total de oito grupos diferentes formados por três linhas (trigramas), que por sua vez combinam-se entre si para formar todos os hexagramas do I Ching. Eles mostram, em 64 variações, como o Céu e a Terra penetram-se mutuamente.

A estrela de seis pontas como o mágico Selo de Salomão em representação do mago Eliphas Levi. 

Chegamos no caminho do livre-arbítrio. Difícil saber quem terá  que decidir, o homem ou as mulheres: todos estão envolvidos; misticamente, esse é o momento importante, pois uma vez escolhido o caminho não haverá retorno. A liberdade tem o seu preço, o próprio livre-arbítrio; e o ele tem seu peso: a escolha do caminho correto. Mas pelo que devemos optar? Pelos dogmas sociais ou por nós mesmos? Onde se encontra a razão quando o desejo invade o coração?




Medite. Respire profundamente o ar retendo por oito segundos...
Solte o ar em quatro segundos.

Repita isso por três vezes para oxigenar o cérebro.

AS ESCOLHAS DEVEM SER REGIDAS PELA INTUIÇÃO E PELA INSPIRAÇÃO.

Amor, plenitude, escolha, tentação, compromisso.

- O podedo amor e como lidar com ele...
- O que você quer dizer quando diz "amor" ?
- Busque sua plenitude.  
- Mantenha-se fiel aos seus valores.
- Harmonia Sexual, prazer.
- Relacionamentos afetivos...
- Desejos e atração. Tentação!
- Chegou o momento de fazer uma escolha.
- Saiba o que o é certo, mas saiba o que é errado.
- Deseje união à sua família e aos seus semelhantes, agradeça.      

Os símbolos ocultos para os Enamorados Cabalísticos são: Os dois caminhos; um homem entre virtude e o vício; cupido com seu arco e flecha; a deusa Vênus. As vibrações venusianas.

Caminho da Árvore da Vida
De Binah a Tiphareth
Letra Hebraica - Zayin - Espada
Nome Místico - Crianças da Voz;
Oráculo dos Deuses Poderosos.
Signo - Gêmeos
Cor do Caminho: Laranja
Som:
Ré Natural
Significado:
Espada ou Armadura
Letra Simples:
Olfato
Título Esotérico:

O Oráculo dos Deuses Poderosos



Fraternalmente.
Paz e Luz.


Este texto foi escrito originalmente escrito em 2013 para veiculação no;
CONVERSAS CARTOMÂNTICAS de Emanuel J. Santos

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
Numerologia Cabalística - A última fronteira - CARLOS ROSATarô e Simbologia - NEI NAIFF
Simbolismo e o Significado dos Números. Ed.: Pensamento. 209: HAJO BANZHAF;

O TarotCabalístico - um manual de filosofia Mística. ROBERT WANG
O Livro de Thoth - O Taro - ALEISTER CROWLEY
http://www.ocultura.org.br

sábado, 31 de dezembro de 2011

2012 = o número 5


2012 = O Número 5
O Número do Homem e da Quintessência
O 5 é o numero do homem, que está no mundo tal como uma estrela de cinco pontas- assim como nós o conhecemos a partir da representação de Leonardo da Vinci e Baldassare Peruzzi. Os quatro membros do nosso corpo correspondem aos quatro elementos, ao passo que a cabeça simboliza a quintessência, aquele misterioso e invisivel elemento, ao qual apenas o ser humano tem acesso. Além disso, possuimos cinco sentidos e cinco dedos em cada mão, para que possamos compreender a realidade (4) e perceber o sentido (5).
Segundo uma teoria da Antiguidade toda a criação compõe-se dos quatro elementos: fogo, terra, ar e água. Além desses, existe ainda um quinto elemento invisivel. Ele representa a essência, o significado e o sentido que estão ocultos na criação e une de tal modo o espirito e a materia, que esses aparentam ser dois lados de uma mesma moeda. Esse sentido pode ser reconhecido apenas pelos homens. Aristoteles chamava o quinto elemento de ‘éter’ e os alquimistas cunharam o termo quintessência.
Esse misterioso ponto, esse observatorio ‘elevado’, é simbolizado pelo cume da pirâmidde, que conecta os quatro vértices, como os quatro elementos, num plano elevado. O mesmo encontramos em construções sacras, na área em frente ao altar, chamada de cruzeiro, onde vemos quatro colunas com figuras, esculturas ou imagens dos quatro evangelistas. Esse espaço representa a realidade terrena e causa a impressão de que os santos nas colunas querem levar o homem para o centro da cúpula, onde os eixos se encontram e formam o ponto da quintessência. Vê-se ali um sinal do supremo, como, por exemplo, uma pomba, representando o Espirito Santo; ou um cordeiro, como simbolo de Cristo; ou uma simples abertura, por meio da qual penetra a luz, simbolo do Deus invisivel.
O mesmo simbolismo é encontrado em diversos afrescos, vitrais, imagens em altares e outras representações, que mostram Cristo no centro, cercado pelos quatro evangelistas. No brasão da Rosa-Cruz, uma rosa de cinco petalas floresce no ponto da quintessência da cruz, e as cinco chagas de Cristo fazem parte também, naturalmente, desse ambito simbolico. Esse simbolismo existe tambem no Budismo tibetano. Inúmeras mandalas trazem no seu centro um simbolo da perfeição, no qual se unem quatro principios.
Entretanto, a estrela de cinco pontas também simboliza que o homem está com ambos os pés sobre a terra, ao passo que sua cabeça eleva-se em direção aos céus, sendo ele a única criatura a reunir e si o espirito (céu) e a natureza (terra). No interior de cada estrela de cinco pontas encontra-se um pentagono, no centro do qual encaixa-se, por sua vez, uma outra estrela de cinco pontas, que traz em si um outro pentagono. Esse modelo que pode ser aumentado ou diminuido quantas vezes se queira, sem com isso perder a sua estrutura, ilustra a lei hermetica: macrocosmo= microcosmo. Aquele que se identifica com a estrela de cinco pontas e penetra nessa figura em pensamento, pode, com a ajuda desse modelo, transcender e vivenciar a si proprio no menor nucleo microscopio existente ou reconhecer-se em uma grandeza macroscopia, como, por exemplo, no céu, na configuração estelar do seu horoscopo de nascimento. Dessa maneira, a estrela de cinco pontas torna-se simbolo do homem integrado a totalidade cósmica de um modo significativo. É óbvio que a quintessência não está na superficie. Por essa razão, pentágonos não são adequados para se cobrir uma superficie. Por sentido está sempre no núcleo, que nunca se modifica, não importando o quão grande ou pequena seja a estrela.
O papel especial que nós homens desempenhamos na criação traz em si caracteristicas marcantes,  que são tipicas apenas para nós, seres humanos. Nos somos as unicas criaturas que agem contra a sua natureza. Por isso, apenas nós temos liberdade de escolha. Nós somos os unicos seres que conhecem criterios como o bem e o mal, a virtude e o pecado, o nobre e o profano. Só nós podemos assumir a responsabilidade pelos nossos atos. Essa polaridade fica evidente no numero 5, que é equiparado á natureza pecadora no simbolismo numerico cristão, pois ele representa os cinco sentidos, com os quais cometemos pecados, segundo os ensinamentos da igreja. Bem mais conhecida, porém, é a estrela de cinco pontas invertida, que como simbolo do mal aponta para baixo. Ela é chamada de pentagrama invertido e é vista como um simbolo da Magia Negra. Esse simbolismo é fortemente marcado por valores patriarcais. Ele constara pura e simplesmente: em cima, pai, céu, espirito= bom. Embaixo , mãe, terra, corpo= ruim.
Há tambem uma explicação mais agradavel para esse significado ambivalente. A ponta do pentagrama voltada para cima demonstra que o homem busca unidade para superar o seu dilaceramento interior. Por outro lado, a estrela de cinco pontas invertida tem duas pontas que representam a perda da unidade, fragmentação e contradição. Por essa razão, o unicornio era tido, sobretudo na Idade Média, como simbolo de Cristo, ao passo que o diabo, aquele que destroi a unidade (grego, diaballein), é representado, como se sabe, com dois chifres com as pontas voltadas para cima, que são encontradas por sua vez também no pentagrama invertido.
A parábola das cinco jovens prudentes e das cinco tolas que é contada na Bíblia (Mt 25, 1-13)  também se encaixa nesse contexto. Elas representam os cinco sentidos, que podemos vivenciar e usar tanto de uma maneira  prudente quanto ‘tola’. As cincos jovens prudentes correspondem á estrela de cinco pontas com o cume para cima, e as tolas á estrela invertida. Assim, a estrela de cinco pontas indica que nós, homens, temos a livre escolha de nos decidirmos pelo bem ou pelo mal. Contudo, essa diferenciação não é assim tão simples, pois, como se sabe, o homem nunca pratica o mal tão perfeitamente e com tanta alegria, como quando o pratica em nome do bem
O simbolismo da estrela de cinco pontas também esta na pintura Ressurreição, no altarmor de Isenheim que mostra como Cristo sai do mundo polarizado e entra no circulo perfeito do Sol, abrindo assim para os homens o caminho do mundo para o paraiso. A cabeça e os braços (o três divino) formam um tridente que já se encontra dentro do circulo, ao passo que ambas as pernas acabam de se desligar do mundo das polaridades.
Como um numero de significado religioso, o 5 tambem está no Islamismo, onde o Muezin, convoca os fieis a voltarem-se para Meca cinco vezes ao dia para realizar as suas cincos orações.
O fato de o pentagrama ser considerado um simbolo poderoso no mundo da magia, com o qual se podem fazer feitiços ou afasta-los, contribuiu certamente para essa interpretação maniqueisa sobre ele. No mundo da magia ele é chamado de estrela flamejante ou flamigera, e vê-se nela um simbolo de poder, á qual subjugam-se os espiritos elementais. Por essa razão, ele personifica o dominio dos quatro elementos por meio do espirito, e é ao mesmo tempo um simbolo protetor, no centro do qual o mago, no caso de feitiços, não pode ser atingido por nenhuma força inimiga
Na verdade, todas as pessoas deveriam estar protegidas contra o mal, já que vênus, atinge o ponto mais proximo da terra cinco vezes no decorrer de oito anos, e dessa maneira, desenha sempre uma nova estrela de cinco pontas como escudo sobre ela. Contudo, como Vênus, ao contrario da terra, não conhece anos bissextos, a quinta conjunção ocorre com uma diferença de dois dias e a estrela de cinco pontas não se fecha completamente. Goethe aproveitou em sua obra esse pequeno espaço pelo qual o mal entra no mundo. Por meio dele, Mefistófeles pode entrar npo quarto de estudo como um cão preto, embora Fausto tenha se protegido pendurando uma estrela de cinco pontas na porta da entrada. O pentagrama, porém, não havia sido desenhado com exatidão. Mefistofeles explica a Fausto:
Repare, ó Sabio! Aquele pentagrama esta malfeito. O ângulo que aponta para a rua não fechou bem. (Fausto 1400)
Se levarmos em consideração que o 5 representa o sentido, e o quão importante é a direçao para a qual aponta a estrela de cinco pontas, então é extremamente interessante observar que a palavra ‘sentido’ significa ‘direção’ em varias linguas. Nos falamos ‘sentido horario’ quando queremos dizer que algo se move pela direita. E tambem em ingles, frances, italiano, espanhol e alemão sense/senso/sinn significam tanto sentido quanto direção.
A ideia da busca e encontro de um sentido, que está vinculada ao numero 5, é expressa também em uma pintura do mistico William Blake que mostra Adão dando nome aos animais. O tema dessa pintura é a narração biblica, segundo a qual Deus incumbiu Adão de dar nome ás criaturas. Se levarmos em consideração que originalmente se expressava por meio do nome a singularidade e a essencia, e que a tradução da palavra Adão em hebraico significa ‘homem’, então, a biblia trata nesse caso da incumbência dada por Deus ao homem de reconhecer a essencia e o sentido da criação e de suas criaturas, e dar-lhes nomes. Provavelmente, por essa razão, Blake associa esse instante a um gesto que Adão faz com a mão, que somente em uma interpretação superficial é tido como um dois. Nos paises anglo-saxões o dois é mostrado com o dedo indicador e o dedo medio, ao passo que o gesto que Adão faz com a mão, significa cinco numa antiga linguagem dos dedos, como o numero V em algarismos romanos.

No Tarot, o numero 5 é personificado pelo Alto Sacerdote (Papa, Hierofante), o representante da Religião. Essa palavra remonta a religare em Latim, que significa religar e pode ser compreendida como religamento e reincorporação ao sentido perdido. A mensagem de como e onde esse sentido pode ser encontrado pode ser lida na mão do Alto sacerdote que abençoa, na qual os dedos esticados simbolizam o que está evidente, ao passo que os dedos dobrados representam o que está oculto. Somente aquele que dirige a sua atenção igualmente a ambos, tanto ao visivel quanto ao invisivel, tanto ao consciente quanto ao inconsciente, tanto a este mundo quanto ao além, ao exoterico tal qual ao esoterico, apenas ele pode encontrar a essencia. Por outro lado, o DIABO, aquele que traz o pentagrama invertido na cabeça, mostra com os cincos dedos de sua mão estendidos, que não existe nada oculto, e que toda busca por um sentido é completamente inutil.
O numero 5 é também, sob outro aspecto, um numero ambivalente. Já que o sentido não é visivel e não se tem provas da sua existencia, pode-se tambem facilmente negá-lo. As coisas parecem tambem andar sem a interferencia da religião, já que a plantação produz frutos, mesmo que não se faça nenhuma prece e nem se celebre um ritual de fertilidade. Por isso, para algumas pessoas, a discussão sobre o significado do numero 5 é tão superflua quanto a quinta roda em um carro.
Por meio do fenomeno seguinte podemos ver como o sentido faz-se perceber, mesmo que não se possa comprová-lo nem compreendê-lo. Desde os tempos antigos se conhecem na geometria cinco corpos, que são considerados totalmente harmonicos por serem constituidos por superficies equilateras. Eles são chamados tambem de corpos platonicos, representam os cincos elementos e são formados pelos tres numeros mais significativos – o 3 divino, o 4 terreno e o 5 como numero que representa o homem.
JohannesKepler fez experimentos com esses corpos em sua busca pela harmonia, na qual se baseia o nosso mundo. Com isso, ele criou um modelo no qual os corpos são colocados de tal modo uns dentro dos outros, que cada um é circundado pela menor esfera possivel e preenchido pela maior possivel. Dessa maneira, obteve um total de seis esferas que preenchem e circundam as figuras. Quando observamos as distancias das seis esferas entre si, vemos que elas correspondem aos intervalos entre as orbitas de seis planetas do nosso sistema solar. Figurativamente, mercurio descreve a sua orbita na superficie da esfera mais interna do modelo, na proxima circula Vênus, seguida pela terra, marte e Júpiter, enquanto saturno, um antigo determinador de limites, que se movimenta lentamente, circunda o sol na esfera mais externa.

Contudo, isso não prova nada. É claro que se pode encarar isso tambem como algo talvez interessante, mas uma coincidencia insignificante. Porem, se pensarmos que essas figuras geometricas são compostas pelo numeros significativos que representam em seu simbolismo, por sua vez, Deus (3), Terra (4), e o Homem (5), e que elas são consideradas desde a antiguidade como totalmente harmonicas, e que – se colocadas uma dentro das outras de uma forma certa- são reflexo do nosso sistema planetario, tudo isso produz então, certamente, uma sensação de existencia de um sentido.
Uma sensação de percepção da quintessencia, o sentido oculto da criação, aquele que se pode sentir apesar de não se poder ver
+ + +
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
HAJO BANZHAF; Simbolismo e o Significado dos Números. Ed.: Pensamento. 2009
Fraternalmente
Pax e Luz.

domingo, 13 de novembro de 2011

O número 13


O número tabu.
O 13 é tido como a dúzia do diabo e o número do azar. A sexta-feira 13 é considerada simplesmente um dia ruim. Encontramos explicações para essa má fama na Bíblia.
Nela, o fim do mundo começa no capitulo 13 do Apocalipse; sobretudo, também, Jesus era o décimo terceiro em meio aos seus discípulos e morreu numa sexta-feira.
 
Como por trás de todo tabu esconde-se algo sagrado, encontramos também por trás desse numero de azar desprezado um significado profundo. Esse significado torna-se claro se imaginarmos o 12 como uma roda com doze raios ilustrando o decorrer do ano no Zodíaco e os discípulos de Jesus. O 13 seria, então, o centro, o ponto mais importante e que a tudo une, o lugar que Cristo ocupa. Se esse ponto for percebido, compreendido e a ele for dada a devida atenção, ele simboliza a força transformadora, que por meio do sacrifício ça transformadora, que por meio do sacrifício de um, possibilita a salvação do todo.
 
Para isso é necessário  olhar para o centro de si mesmo e encarar a morte de maneira consciente. Na medida em que nos afastamos da morte e a reprimimos, o 13 passa a ser um símbolo de algo desagradável. Nós nos afastamos de nós mesmos e não olhamos mais para o centro do circulo. Com isso, o número perde a sua força unificadora e salvadora, o centro parte-se, e suas mil partículas parecem- em linguagem figurativa - um holograma, repetido por toda parte como a posição extremamente desagradável de décima terceira, na qual se encontram os infelizes e rejeitados, os azarados e os  menosprezados da sociedade. Certamente, eles também se sacrificam involuntariamente pelo bem do todo, mais isso não é compreendido nem por eles mesmos, nem pela sociedade, e muito menos reconhecido, valorizado ou apreciado. 
Cúpula do Batistério Ortodoxo em Ravena. Jesus como o décimo terceiro em aos doze.



Embora se afirme ocasionalmente que o significado negativo do 13 tenha surgido apenas no século passado, existem pistas do seu papel infausto desde a Antiguidade. Os babilônicos já chamavam o décimo terceiro mês dos anos bissextos de ‘corvo de mau augúrio’ e os chineses o chamavam de ‘o senhor da aflição’. O 13 possui,  também nos contos de fadas, um significado de perigo: a intrusa décima terceira fada, ou a decima terceira porta, que não deve ser aberta de maneira alguma.
Também o fato de a décima terceira  carta dos Arcanos Maiores no Tarot ser A MORTE, é um sinal de uma velha ligação entre esses dois temas. E a sexta-feira? Esse dia é consagrado a Freya ou, em sua correspondência romana, a Vênus. Por ambas serem personificações de uma feminilidade prazerosa, a sexta-feira 13 era, certamente, um dia de alegria nos tempos antigos, e somente depois, em culturas solares, passou a ser difamado como um dia de azar.
A partir daí, passou-se a não mais considerar Cristo como o decimo terceiro no centro dos doze, mas a associar esse numero nocivo a Judas, o traidor, fato que, por sua vez, tem um interessante paralelo no mundo dos deuses germânicos. Nele, o ladino Loki, o decimo terceiro deus, traiu Baldur, o deus da primavera, levando-o  á morte. 
 As pesquisas sobre o matriarcado partem do principio de que os 13 era inicialmente um número sagrado, que somente depois do surgimento dos valores do patriarcado foi condenado, difamado e temido. Uma confirmação disso são os indícios de que os antigos calendários eram calendários lunares, segundo os quais, até os dias de hoje, são calculadas a maioria das festas judaicas, cristãs e muçulmanas.
No calendário lunar, contudo, o ano possui treze meses, e no ultimo deles e o sol ‘morre’ no
solstício de inverno. Em culturas que vivenciam o tempo de uma maneira cíclica, no constante ciclo do nascimento e morte, isso não oferece nenhum problema, pois o jovem sol renasce no dia seguinte. A partir do momento em que a consciência de tempo linear se impõe nas culturas patriarcais, onde há um começo e um fim absoluto, esse final é, obviamente, vivenciado a cada vez como uma coisa terrível. E, pelo fato de as culturas patriarcais preferirem o principio constante do Sol á instável Lua, a Morte aparente do astro principal torna-se uma catástrofe. Com a introdução do calendário solar, o 12 torna-se um numero sagrado e o 13, juntamente com todos os outros valores sagrados da antiga cultura, são amaldiçoados. Isso se dá de maneira mais eficiente quando se passa a associar o que era sagrado ao mau augúrio.

Desde então, a Lua, a noite e o 13 formam o grupo simbólico feminino reprimido, inconsciente e, não raras vezes, amaldiçoado, enquanto a tríade masculina é composta pelo Sol, o dia e o 12.   
Que o 13 desempenha um papel-chave como número mágico em circulo ocultos, e não representa necessariamente um mau augúrio para os que o trazem consigo, pode ser observado no emblema nacional dos Estados Unidos da América: o ‘Grande Selo’, que pode ser visto em toda nota de 1 dólar.
Ele mostra uma águia que com a sua garra esquerda segura treze flechas e com a direita treze folhas, enquanto treze estrelas brilham por sobre sua cabeça em forma de um pentagrama, e seu escudo é ornamentado por treze listras. A pirâmide no lado de trás do grande Selo possui treze degraus. Supostamente, tudo isso tem relação com os treze estados fundadores.
 Essa tentativa de explicação, contudo, não faz jus ao simbolismo maçônico.
Por ninguém mais querer ficar no décimo terceiro lugar, esse numero é deixado de fora até mesmo nos tempos esclarecidos de hoje. Hotéis não têm o decimo terceiro quarto, muito menos o décimo terceiro andar; trens não têm o vagão numero 13 e aviões não possuem uma fila de assentos com esse numero.
Somente quando se trata de dinheiro é que a superstição atinge rapidamente um limite. Eu não conheço ninguém que tenha se recusado a receber o seu decimo terceiro salario.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
HAJO BANZHAF; Simbolismo e o Significado dos Números. Ed.: Pensamento. 2009

sábado, 12 de novembro de 2011

O número 11

O Número da imperfeição,
da transgressão e do pecado.

A palavra ‘Elf’, onze em alemão, originou-se da palavra ‘einlif’ do alto  alemão, que significa ‘um além’, ou seja um a mais que o dez. Nisso reflete-se também uma parte do seu simbolismo. O 11 é considerado o número do pecado, pois ele é um número a mais do que os Dez Mandamentos e com isso simboliza a transgressão da ordem divina. Ao mesmo tempo, ele é menos do que o perfeito 12, e com isso simboliza da imperfeição.
Disso nos lembram os labirintos de onze voltas nas igrejas, como o do chão da Catedral de Chartres. O visitante entra símbolo de confusão pelo Oeste, local onde o sol se põe (= fim do mundo e o juízo final) e na busca pelo (seu) centro, caminhando pelas onze voltas, toma consciência da sua imperfeição e culpa. Além disso, o 11 o adverte que a ultima
hora já se iniciou.

 O 11 tem também um significado singular na Cabala. O seu símbolo central é a Arvore da Vida, que mostra como o divino desdobra-se em dez emanações neste mundo. Existe, porém, também uma décima primeira misteriosa Sephira.  Ela é chamada de ‘Daath’ e é considerada símbolo do fruto proibido, que Adão e Eva comeram no Paraiso.

Onze também é a diferença entre os 365 dias do nosso calendário e os 354 do calendário lunar. Um antigo conto relata a sua origem pecaminosa e explica como o calendário egípcio no ano 4241 a.C. passou de 360 para 365 dias: Naquele tempo em que todos os anos ainda tinham 360 dias, o sublime deus Sol Rá amaldiçoou a sua esposa Nut, a mãe dos deuses, por ela o trair constantemente com diversos amantes. Ele jurou que os frutos desses deslizes não nasceriam nem sob o seu domínio, nem sob o domínio da lua, ou seja, nem de dia, nem de noite,  nem durante o mês, nem durante o ano.

O grande Thot, um dos seus amantes, soube disso e planejou um modo de  ajuda-la. Ele partiu a caminho da deusa da Lua, Selene, para a qual as horas do dia eram bastante longas, com um jogo de tabuleiro que ele acabara de  inventar. Thot sugeriu a ela jogar com ele para passar o tempo, e a convenceu a apostar nesse jogo a septuagésima segunda parte de um ano (360:72=5 dias). Eles jogaram durante todo o dia. Ás vezes a sorte pendia para a deusa da Lua, e ás vezes para o inventor do jogo.
Porém, ele não seria o grande Thot, ao qual os gregos chamam de astuto se, ao final desse jogo, ele não tivesse vencido com uma grande jogada. Assim, ele tomou cinco dias da ingênua deusa da Lua, correu para o horizonte desprendeu o laço do ano velho e colocou naquele lugar cinco novos dias. Por eles não estarem nem sob o domínio do sol nem da Lua, Nut pode dar á luz em cada um desses dias. Dessa maneira, o pecado (a consequência
do seu deslize) veio mesmo ao mundo. Porém, o lugar onde Thot cortou a laço do ano velho, é o instante no qual a estrela cão, Sirius, é vista pela primeira vez no ano. Desde aquele memorável jogo, o calendário passou a ter 365 dias. Contudo,  os cinco dias que Selene perdeu encurtaram o seu ano lunar para 354, pois ele é contado em noites.

Portanto, o 11 representa o tempo entre os anos. Esse é um período de tempo fora do comum, como é conhecido em várias culturas, um tempo ao avesso no qual as relações normais ficam de cabeça pra baixo. Nesse tempo entre os tempos, reina uma espécie de ‘anarquia ritualística’, na qual a pessoa civilizada se permite esquecer de si mesma para reunir-se ás forças anárquicas das quais  ela se originou. As festas Saturnálias dos romanos, nas quais o senhor virava escravo e o escravo virava senhor, refletem esse mundo ao avesso da mesma maneira que outros dias loucos. O que restou disso até os dias de hoje foi o Carnaval, que na Alemanha começa no dia 11 do 11 ás 11 horas e 11 minutos, e é dirigido por umgrêmio de onze pessoas. Essa tradição remonta á 11.11.1391.
Depois de ter caído no esquecimento, ela foi reavivada no inicio do século XIX. Todavia, naquela  época atribuía-se ao 11 outro simbolismo. No espirito da Revolução Francesa, que naquele tempo alastrava-se pela Europa,  a palavra ELF- o onze, na  Alemanha – era interpretada como uma abreviatura da famosa divisa: E= egalité (igualdade), L= Liberté (Liberdade) e F= Fraternité (Fraternidade).

Mesmo não se tratando de uma interpretação de simbolismo numérico, é interessante observar como esses temas refletem-se em Aquário, o decimo primeiro signo do Zodíaco. 
Sendo o signo oposto a Leão, que corresponde ao arquétipo do rei, Aquário personifica o seu alter ego e antagonista. Nos primórdios das cortes reais, o Bobo da corte era o único que podia dizer a verdade ao rei. Com o advento da era moderna, o rebelde, o revolucionário, é que passou a reclamar os direitos básicos democráticos.

 No Tarot, a FORÇA, a décima primeira carta dos Arcanos Maiores, mostra a domesticação suave do leão. Por ele personificar o nosso lado selvagem e com isso - na perspectiva da igreja – a natureza pecadora dos homens, a ideia do 11 está bem representada nessa carta.
No Tarot de Rider, contudo, a FORÇA foi trocada pela JUSTIÇA e colocada no oitavo lugar, que tem menos relação com o seu simbolismo numérico. Por outro lado, o oitavo deitado no Tarô de Rider que no Tarô de Marselha fica escondido por debaixo do chapéu- mostra a união bem-sucedida, duradoura e harmônica do homem civilizado (mulher) com a sua natureza animal (animal).
Encontra-se ai também mais um significado importante do 11, que deve fazer com que os amantes do futebol façam as pazes, finalmente, com o simbolismo desse número, que é tão importante para eles. O 11 é considerado o número da maestria, demonstrado nessa carta pelo domínio  das forças instintivas de um modo magistral, que permite até que se conduza o leão com uma coroa de flores.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
HAJO BANZHAF; Simbolismo e o Significado dos Números. Ed.: Pensamento. 2009
Fraternalmente
Pax e Luz.

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