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terça-feira, 23 de maio de 2017

Significado e Simbolismo do Sagrado Coração.


A imagem do Sagrado Coração de Jesus não é uma criação artística humana. Trata-se de uma revelação divina feita pelo próprio Jesus Cristo a Santa Margarida Maria Alacoque. Santa Margarida estava em adoração diante do Santíssimo Sacramento quando Jesus lhe apareceu. E ele apareceu da forma como o vemos nas representações do Sagrado Coração e pediu para que ela começasse a divulgar esta devoção. Portanto, em se tratando de uma imagem de origem divina, ela tem significados maravilhosos e profundos. Vamos conhecê-los.

Os símbolos do Sagrado Coração de Jesus

O primeiro símbolo que salta aos olhos nesta representação divina é o Sagrado Coração de Jesus, fora do peito, cercado de espinhos e ardendo em chamas. É uma imagem impressionante e que 'fala' muito. Vamos ver cada um desses símbolos.

O Coração de Jesus fora do peito

O Coração de Jesus fora do peito é um símbolo gritante do amor de Deus por nós. Foi por causa deste amor que Jesus deu sua vida por cada um de nós. É uma maneira de Jesus falar: 'Eu amo você. Meu coração bate forte por você.' Foi o próprio Jesus quem disse que 'Não há maior amor do que dar a vida por quem se ama'. Esta imagem é uma maneira de Jesus cristo gritar para todos nós que ele nos ama infinitamente. E ama a cada um pessoalmente, como se não houvesse mais ninguém neste mundo.

O coração de Jesus ardendo em chamas

O coração de Jesus ardendo em chamas significa que este amor está vivo e atual. Ele não está no passado, quando Jesus foi crucificado. Não. O amor de Deus está vivo hoje, agora. Ardendo em chamas significa também que este Deus é apaixonado por nós. Tanto que, por nós, entregou sua própria vida. Este fogo simboliza também o Fogo do Espírito Santo, que quer queimar a cada um de nós no seu infinito amor. Ele quer aquecer nossos corações com sua presença edificante, salvadora e amorosa.

O coração de Jesus cercado de espinhos

O coração de Jesus cercado de espinhos simboliza a nossa indiferença ao seu amor. Quando ficamos indiferentes a este amor que deu a vida por nós, nós ferimos este Coração. O amor é assim. Quando não é correspondido, sofre. Quando ficamos indiferentes ao amor de Cristo, nós pecamos. Ficar indiferentes a quem deu a vida por nós, sem dúvida, é muito triste e dói no coração de Jesus. E dói mais ainda porque Ele sabe que, ficando indiferentes a Ele, nós vamos sofrer e a vida vai ter menos sentido.

Os gestos de Jesus

A imagem do Sagrado Coração de Jesus nos mostra apontando para seu coração com a mão esquerda e convidando a nos aproximarmos através de sua mão direita. Jesus está dizendo: 'Olhe para o meu coração, olhe para o meu amor por você e venha até mim.' Foi Ele mesmo quem disse no Evangelho: "Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas". (Mateus 11,29) Quem vai a Jesus encontra repouso para alma.

As chagas de Jesus

Na imagem do sagrado Coração Jesus aparece com as chagas em suas mãos. É mais uma forma de relembrar os sofrimentos que Ele assumiu por nós quando foi pregado na cruz. É mais uma forma de Jesus falar: 'Veja como é grande o meu amor por você.' As chagas de Cristo são o símbolo triunfante do amor infinito que Ele tem por cada um de nós.

O manto vermelho de Jesus

O manto vermelho de Jesus tem dois significados. A cor vermelha nos lembra o sangue, o sofrimento e a morte do Salvador. Mas lembra também o fogo do Espírito Santo, que é o amor vivo de Deus. É o amor que quer preencher nossos corações.

A túnica branca de Jesus

A túnica branca de Jesus representa a pureza de coração de Nosso Senhor. Representa também sua divindade, bondade e santidade. Os detalhes em dourado tanto na túnica quanto no manto nos falam que Ele é uma pessoa divina, celestial.

As 12 promessas de Jesus

Ao aparecer a Santa Margarida Maria Alacoque, Jesus fez 12 promessas. São 12 bênçãos que recairão sobre todos aqueles que se tornarem devotos de seu Sagrado Coração, participarem da Missa durante nove primeiras sextas feiras de cada mês seguido, fazendo uma confissão reparadora e comungando: 1- Dar-lhes-ei todas as graças necessárias ao seu estado de vida. 2- Estabelecerei a paz nas famílias. 3- Abençoarei os lares onde for exposta e honrada a imagem do meu Sagrado Coração. 4- Hei de consolá-los em todas as dificuldades. 5- Serei o seu refugio durante a vida, e em especial durante a morte. 6- Derramarei bênçãos abundantes sobre seus empreendimentos. 7- Os pecadores encontrarão no meu Sagrado Coração, uma fonte e um oceano sem fim de misericórdia. 8- As almas tíbias (tímidas e vacilantes na fé) tornar-se-ão fervorosas. 9- As almas fervorosas ascenderão rapidamente a um estado de grande perfeição. 10- Darei aos sacerdotes o poder de tocar nos corações mais empedernidos. 11- Aqueles que propagarem esta devoção terão os seus nomes escritos no meu Sagrado Coração, e dele nunca serão apagados. 12- Prometo-vos, no excesso da misericórdia do meu Coração, que o meu Amor Todo Poderoso, concederá, a todos aqueles que comungarem na primeira sexta-feira de nove meses seguidos, a graça da penitência final; não morrerão no meu desagrado, nem sem receberem os Sacramentos. O meu divino Coração será o seu refúgio de salvação nesse derradeiro momento.

Oração ao Sagrado Coração de Jesus

'Divino Salvador que, perseguido pelos inimigos e ferido no Coração, pela tibieza de seus amigos, vos queixastes a Santa Margarida: 'Tenho procurado consoladores e não os tenho encontrado.' Aqui estou Senhor para vos consolar. Quero adorar vossa Majestade escondida, quero reparar as ofensas minhas e as dos outros. Quero amar o vosso amor desprezado e abandonado. Consagro-me inteiramente ao vosso Coração. Sede Vós somente o meu Rei. Ajudai-me Senhor, a difundir nas almas o reino do vosso Coração. Acendei a chama do vosso amor no coração dos vossos sacerdotes, para que se tornem apóstolos infatigáveis e portadores das bênçãos do vosso divino Coração. Fazei que compreendam finalmente, a honra e a obrigação que tem de Vos amar, para que unidos entre si com os laços de vossa caridade, glorifiquem todos, o vosso Divino Coração, que é para nós, fonte de vida e salvação. Divino Coração de JESUS, reinai em meu coração. Jesus, manso e humilde de coração, fazei nosso coração semelhante ao vosso!'

domingo, 13 de novembro de 2011

O número 13


O número tabu.
O 13 é tido como a dúzia do diabo e o número do azar. A sexta-feira 13 é considerada simplesmente um dia ruim. Encontramos explicações para essa má fama na Bíblia.
Nela, o fim do mundo começa no capitulo 13 do Apocalipse; sobretudo, também, Jesus era o décimo terceiro em meio aos seus discípulos e morreu numa sexta-feira.
 
Como por trás de todo tabu esconde-se algo sagrado, encontramos também por trás desse numero de azar desprezado um significado profundo. Esse significado torna-se claro se imaginarmos o 12 como uma roda com doze raios ilustrando o decorrer do ano no Zodíaco e os discípulos de Jesus. O 13 seria, então, o centro, o ponto mais importante e que a tudo une, o lugar que Cristo ocupa. Se esse ponto for percebido, compreendido e a ele for dada a devida atenção, ele simboliza a força transformadora, que por meio do sacrifício ça transformadora, que por meio do sacrifício de um, possibilita a salvação do todo.
 
Para isso é necessário  olhar para o centro de si mesmo e encarar a morte de maneira consciente. Na medida em que nos afastamos da morte e a reprimimos, o 13 passa a ser um símbolo de algo desagradável. Nós nos afastamos de nós mesmos e não olhamos mais para o centro do circulo. Com isso, o número perde a sua força unificadora e salvadora, o centro parte-se, e suas mil partículas parecem- em linguagem figurativa - um holograma, repetido por toda parte como a posição extremamente desagradável de décima terceira, na qual se encontram os infelizes e rejeitados, os azarados e os  menosprezados da sociedade. Certamente, eles também se sacrificam involuntariamente pelo bem do todo, mais isso não é compreendido nem por eles mesmos, nem pela sociedade, e muito menos reconhecido, valorizado ou apreciado. 
Cúpula do Batistério Ortodoxo em Ravena. Jesus como o décimo terceiro em aos doze.



Embora se afirme ocasionalmente que o significado negativo do 13 tenha surgido apenas no século passado, existem pistas do seu papel infausto desde a Antiguidade. Os babilônicos já chamavam o décimo terceiro mês dos anos bissextos de ‘corvo de mau augúrio’ e os chineses o chamavam de ‘o senhor da aflição’. O 13 possui,  também nos contos de fadas, um significado de perigo: a intrusa décima terceira fada, ou a decima terceira porta, que não deve ser aberta de maneira alguma.
Também o fato de a décima terceira  carta dos Arcanos Maiores no Tarot ser A MORTE, é um sinal de uma velha ligação entre esses dois temas. E a sexta-feira? Esse dia é consagrado a Freya ou, em sua correspondência romana, a Vênus. Por ambas serem personificações de uma feminilidade prazerosa, a sexta-feira 13 era, certamente, um dia de alegria nos tempos antigos, e somente depois, em culturas solares, passou a ser difamado como um dia de azar.
A partir daí, passou-se a não mais considerar Cristo como o decimo terceiro no centro dos doze, mas a associar esse numero nocivo a Judas, o traidor, fato que, por sua vez, tem um interessante paralelo no mundo dos deuses germânicos. Nele, o ladino Loki, o decimo terceiro deus, traiu Baldur, o deus da primavera, levando-o  á morte. 
 As pesquisas sobre o matriarcado partem do principio de que os 13 era inicialmente um número sagrado, que somente depois do surgimento dos valores do patriarcado foi condenado, difamado e temido. Uma confirmação disso são os indícios de que os antigos calendários eram calendários lunares, segundo os quais, até os dias de hoje, são calculadas a maioria das festas judaicas, cristãs e muçulmanas.
No calendário lunar, contudo, o ano possui treze meses, e no ultimo deles e o sol ‘morre’ no
solstício de inverno. Em culturas que vivenciam o tempo de uma maneira cíclica, no constante ciclo do nascimento e morte, isso não oferece nenhum problema, pois o jovem sol renasce no dia seguinte. A partir do momento em que a consciência de tempo linear se impõe nas culturas patriarcais, onde há um começo e um fim absoluto, esse final é, obviamente, vivenciado a cada vez como uma coisa terrível. E, pelo fato de as culturas patriarcais preferirem o principio constante do Sol á instável Lua, a Morte aparente do astro principal torna-se uma catástrofe. Com a introdução do calendário solar, o 12 torna-se um numero sagrado e o 13, juntamente com todos os outros valores sagrados da antiga cultura, são amaldiçoados. Isso se dá de maneira mais eficiente quando se passa a associar o que era sagrado ao mau augúrio.

Desde então, a Lua, a noite e o 13 formam o grupo simbólico feminino reprimido, inconsciente e, não raras vezes, amaldiçoado, enquanto a tríade masculina é composta pelo Sol, o dia e o 12.   
Que o 13 desempenha um papel-chave como número mágico em circulo ocultos, e não representa necessariamente um mau augúrio para os que o trazem consigo, pode ser observado no emblema nacional dos Estados Unidos da América: o ‘Grande Selo’, que pode ser visto em toda nota de 1 dólar.
Ele mostra uma águia que com a sua garra esquerda segura treze flechas e com a direita treze folhas, enquanto treze estrelas brilham por sobre sua cabeça em forma de um pentagrama, e seu escudo é ornamentado por treze listras. A pirâmide no lado de trás do grande Selo possui treze degraus. Supostamente, tudo isso tem relação com os treze estados fundadores.
 Essa tentativa de explicação, contudo, não faz jus ao simbolismo maçônico.
Por ninguém mais querer ficar no décimo terceiro lugar, esse numero é deixado de fora até mesmo nos tempos esclarecidos de hoje. Hotéis não têm o decimo terceiro quarto, muito menos o décimo terceiro andar; trens não têm o vagão numero 13 e aviões não possuem uma fila de assentos com esse numero.
Somente quando se trata de dinheiro é que a superstição atinge rapidamente um limite. Eu não conheço ninguém que tenha se recusado a receber o seu decimo terceiro salario.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
HAJO BANZHAF; Simbolismo e o Significado dos Números. Ed.: Pensamento. 2009

sábado, 23 de julho de 2011

O número 9


O  número da iniciação e do
recolhimento antes de se dar
um passo para o novo.

Por ser o último número de um só digito, o 9  simboliza o limiar na transição para um novo patamar, um plano mais elevado. Tal como a inspiração antes da expiração, a preparação antes do golpe, a tensão do arco antes de saída da flecha, ele personifica o recolhimento antes de se dar um passo o novo. O sinal gráfico 9 também é um símbolo do caminho de fora para dentro, embora a maioria das pessoas não o escreva dessa maneira; ao passo que a sua imagem invertida, o 6, é tido como um número fecundo, que sai de si mesmo.

A relação entre novo e nove existe em diversas línguas, na quais ambas as palavras são idênticas ou  semelhantes, e possuem uma raiz comum:

Alemão  |  neu  |  neun
Latim  |  novo  |  novem
Italiano  |  nuovo  |  nove
Francês  |  neuf, neuve  |  neuf
Espanhol  |  nuevo  |  nueve
Português  |  novo  |  nove

O 9 desempenha um papel-chave nos ritos de iniciação no mundo inteiro por ser o número da concentração e da preparação. São nove horas, dias, noites, semanas, meses ou anos que precedem o passo iniciático. Talvez o modelo disso tenha sido os nove meses que passamos amadurecendo na barriga de nossa mãe, até sermos iniciados neste mundo. 
Pitágoras, o pai do simbolismo numérico ocidental, passou três vezes nove dias numa gruta de Zeus, vestido de lã preta, para ser  iniciado nos mistérios. São célebres ou nove dias e noites que o deus nórdico Odin passou pendurado na Árvore do mundo- Yggdrasil, até descobrir as Runas e, dessa maneira, adquirir sabedoria. 
A própria árvore do mundo é um símbolo do cosmos. Segundo a crença germânica, ela possui nove galhos que se espalham sobre os nove mundos que constituem o universo. Por isso, não é de estranhar, que o nove desempenhe um papel importante em muitos ritos xamânicos. Segundo C.G. Jung, nos mitos e contos de fadas um tesouro aflora por nove anos, nove meses  e nove noites. Se na última noite ele não for encontrado, volta a desaparecer e a busca recomeça do inicio. 
 
O 9 manteve-se também como número  simbólico nos poucos ritos de iniciação remanescentes no Ocidente. Nas ordens Herméticas, como, por exemplo, a Rosa-cruz, existem nove graus iniciáticos, e nas ordens e congregações católicas, o número 9 simboliza o tempo de concentração antes de se dar um passo definitivo. Os noviços franciscanos e os beneditinos fazem votos, inicialmente, por um tempo limitado. Somente o voto eterno, feito no nono ano,  o compromete com a ordem para a vida inteira. 
O 9 tem um significado religioso muito intenso por ser a potenciação do 3 divino (3x3). Nós o encontramos em culturas matriarcais como facetas da grande Deusa; as nove Musas que habitam no monte Parnaso, e a Hidra de nove cabeças são testemunhas disso.
 As nove esferas celestiais com os nove coros angélicos numa pintura de Hildegard Von Bingen
No cristianismo existe o conceito dos nove coros angélicos e das nove esferas celestiais, como foi descrito por Dante: acima das oito esferas dos sete planetas e do firmamento existe uma nona esfera, abóbada celeste cristalina sem estrelas, que forma a passagem para o Empíreo, onde habitam os espíritos bem-aventurados. E no Sermão da montanha Jesus indica esse caminho por meio de nove Bem-aventuranças. 
As noves Bem-aventuranças do Sermão da Montanha
(Mateus 5,3-11)
Bem-aventurados os pobres em espirito, porque deles é o reino dos céus.
Bem-aventurados s que choram, porque serão consolados.
Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra.
Bem-aventurados os famintos e sedentos de justiça, porque serão saciados.
Bem-aventurados os que se compadecem, porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filho de Deus.
Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.
Bem-aventurados sereis quando vos insultarem e perseguirem e, por minha causa, mentirem, dizendo contra vós todo mal. Alegrai-vos e exultai, porque grande será a recompensa.

As noves Musas

Erato (poesia do Amor)
Euterpe (Flauta, Lirismo)
Calíope (Poesia, Épica, Filosofia, Retórica)
Clio (História)
Melpômene (Tragédia)
Polímnia (Dança e canto)
Terpsícore (Cítara)
Thalia (Comédia)
Urânia (Astronomia)

Os noves coros angélicos e
sua correlação com as esferas

Anjos (Lua)
Arcanjos (Mercúrio)
Principados (Vênus)
Potências (Sol)
Virtudes (Marte)
Dominações (Júpiter)
Tronos (Saturno)
Querubins (Estrelas Fixas)
Serafins (Empíreo)


O 9 aparece no Novo Testamento como símbolo de transição. Jesus morre á nona hora do dia e,  segundo o que se conta, ele foi preso á cruz com três vezes três marteladas,  e até hoje, supostamente, as nove badaladas de sino que soam em algumas igrejas, devem nos relembrar esse fato.

O verdadeiro objetivo do recolhimento interior, antes de se dar o passo para o novo, é o autoconhecimento. Isso proporciona uma sensação de coerência e possibilita á pessoa ser decidida e agir com clareza, ao contrario da atitude apressada das pessoas que acham que sabem de tudo. 

Então, não é de estranhar que encontremos O EREMITA na nona carta dos Arcanos Maiores do Tarot. Esse arquétipo do velho sábio simboliza o recolhimento e o isolamento, contudo sem ser insociável, solitário, nem alheio á realidade. Ele pode estar junto a outras pessoas, mantendo-se, contudo, sempre fiel a si mesmo. Essa mesma ideia encontra-se também no número 9.
Ele se deixa misturar com qualquer outro número, porém mantém-se ‘fiel’ a si mesmo:
qualquer número multiplicado (= misturado) por 9, produzirá um resultado cuja soma transversal é sempre 9 (3x9=27,2+7=9 ou 17x9=153,1+5+3=9)
Por outro lado, o 9 também pode desaparecer de qualquer grupo numérico sem deixar rastros. Qualquer quantia dividida por 9, deixa um resto que corresponde á soma transversal do número original:431:9=47, resta 8:4+3+1=8. O velho sábio simboliza também uma força que ajuda os outros a transpor barreiras sem perder a autenticidade. O mesmo ‘faz’ o número 9. Ele auxilia os outros números  a transpor o próximo limite decimal, sem  os manipular ou adulterar. Pois seja qual for o número que se some ao 9, a soma transversal do resultado é igual á soma transversal do número inicial. 7+9=16-> 1+6=7; 105+9=114-> 1+0+5=6, assim como 1+1+4=6.
 O Eneagrama: nove estágios para a autorrealização.
O 9 no Eneagrama é tanto um símbolo de autoconhecimento como também um guia da sequência certa dos passos a serem tomados. Esse conceito que foi transmitido inicialmente por Gurdjieff descreve um processo de realização em nove estágios. Mais tarde, a partir dele, foram desenvolvidos os conceitos de tipos de personalidade conhecidos nos dias de hoje. Ambos são temas típicos do nove.

Na rosa dos ventos o nono ponto determina o centro. A Concha de Santiago com nove arcos.
O ponto central da rosa dos ventos também  simboliza a ideia do nove, de recolhimento e concentração no centro antes de dar-se o passo para o novo. Ela indica quatro direções principais e quatro intermediárias. Contudo, a orientação acontece por meio do centro, onde fica o nove. Esse mesmo conceito se apresenta na ideia dos nove mundos da tradição celta do norte. No caminho de Santiago, a concha indica ao peregrino o caminho para se chegar á meta (ao seu interior). A concha de Santiago é muitas vezes representada de forma estilizada com nove arcos, como no brasão do Papa Bento XVI.
 Brasão do Papa Bento XVI
 
No Islamismo, o nono mês do ano é sempre o mês do jejum, o Ramadã, e segundo o Alcorão, Alá tem 99 nomes. Nos meios cristãos, diz-se amém (assim seja) no final de uma bênção ou uma oração. Se somarmos os valores numéricos das letras gregas dessa palavra, teremos a =1,m =40,h =8 e n=50, e por sua soma o número 99, e com isso, simbolicamente, duas vezes o nove.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
HAJO BANZHAF; Simbolismo e o Significado dos Números. Ed.: Pensamento. 2009
Fraternalmente
Pax e Luz.


domingo, 3 de julho de 2011

A flor da Vida.

O simbolismo e a marca do site Tarot Cabala.
Amigos(as) leitores, todos já analisam o símbolo da marca do blog Tarot Cabala?

Ela possui um símbolo muito interessante e histórico, que tenho detalhar ao máximo para sua compreensão, antes de mais nada, vamos a breve descrição do é a FLOR DA VIDA, no Tarot Cabala.

A flor da vida ilumina os corações da grande família planetária, vivemos o momento do movimento e cada ação simboliza uma grande alteração na totalidade cósmica. Respire o som que vem da galáxia, sinta a sabedoria do mar e quando os grandes golfinhos tocarem o seu corpo tenha certeza que toda a sua existência se transformará. Nade nas mais altas nuvens, suba as grandes montanhas e contemple o silêncio com as portas da percepção bem abertas.Entenda que a nossa consciência pode ser expandida além das três dimensões, as notas musicais podem ser elevadas e desta mesma maneira a nossa essência pode ser modificada.A lua pode ser alcançada quando compreendemos que temos infinitas capacidades e que todos possam ser banhados pela luz que vem do Todo. Pinte sorrisos nas praças, desperte a criança interior e abrace com mais intensidade.Toque as pessoas sem medo, liberte os falsos bloqueios, pois na realidade todas as expressões se resumem em belos gestos de amor.Acenda a chama interior, acredite mais nos maravilhosos dons que recebemos, todos carregamos uma perfeita missão, basta ouvirmos os chamados internos.Venda sonhos, proporcione momentos alegres e felizes para aqueles que estão por algum motivo infelizes. Perceba que luz só ganha força quando ela consegue eliminar as sombras das almas.Viva de maneira intensa, apaixone-se a cada dia pela simplicidade da vida e quando a natureza te buscar, não recuse este maravilhoso chamado. 

A Flor da Vida é o nome moderno dado a uma figura geométrica composta de vários uniformemente espaçadas, círculos sobrepostos, que estão dispostos de modo que eles formam um padrão de flor, com uma simetria sêxtupla como um hexágono.
O centro de cada círculo é a circunferência de seis círculos em torno do mesmo diâmetro.
É considerado por alguns como um símbolo da geometria sagrada, que se diz conter o valor antigo, religiosos representando as formas fundamentais de espaço e tempo. Nesse sentido, é uma expressão visual da vida tece ligações através de todos os seres sencientes, que pode conter um tipo de Akashic Record de informações básicas de todas as coisas vivas.
Existem muitas crenças espirituais associados à Flor da Vida, por exemplo, descrições dos cinco sólidos platônicos são encontrados dentro do símbolo do Cube Metatron, que pode ser derivada da Flor do padrão de vida. Os sólidos platônicos são formas geométricas que se diz agir como um modelo a partir do qual todas as molas da vida.
Outro exemplo notável do que pode ser obtido a partir da Flor da Vida é a Árvore da Vida. Este tem sido um importante símbolo da geometria sagrada para muitas pessoas de diversas religiões. Particularmente, os ensinamentos da Cabala têm tratado intricada com a Árvore da Vida.


De acordo com Drunvalo Melchizedek, na tradição judaico-cristã, as etapas que constróem a semente da vida se diz representar os sete dias da Criação, em que Elohim (Deus / conceito da divindade) criou a vida; Gênesis 2:2-3, Êxodo 23:12, 31:16-17, Isaías 56:6-8. Dentro destes estágios, entre outras coisas, são os símbolos da bexiga Piscis (um antigo símbolo religioso) e anéis de Borromeu (que representa a Santíssima Trindade).


Flor da Vida em História e Cultura

O Templo de Osíris em Abidos, no Egito contém os exemplos mais antigos conhecidos da Flor da Vida. Precisamente quantos anos estas inscrições são é desconhecida. As sugestões de que eles são mais de 6.000 anos de idade e pode datar de tanto tempo atrás, 10.500 aC ou mais cedo, são totalmente especulativas e não baseado em qualquer realidade factual.

A pesquisa mais recente mostra que estes símbolos não pode ser anterior a 535 aC e data provavelmente, entre os séculos 2 e 4 dC, baseada em evidência fotográfica do texto grego, ainda não totalmente decifrado, visto ao lado da Flor de círculos de vida ea posição dos círculos perto do topo das colunas, que são mais 4 metros de altura. Isto sugere que o Osirion estava meio cheia de areia antes dos círculos sendo elaborado e, portanto, provável que tenha sido bem depois do final da dinastia ptolemaica.

Possivelmente cinco Flor de padrões de vida pode ser visto em uma das colunas de granito e outros cinco em uma coluna do lado oposto Osirion. Alguns são muito fracos e difíceis de distinguir. Eles não foram esculpidas no granito a ser desenhado em ocre vermelho com precisão cuidadosa. 


Cristianismo
O cristianismo tem muitas conexões simbólico para o Flor da Vida. Mais concretamente, a semente da vida e os componentes dentro da semente da vida cristã tem um significado forte para eles. Esses componentes são o octaedro esféricas, Vesica Piscis, Tripé da Vida e Árvore da Vida (Cabala). Além disso, o símbolo do Cube Metatron é delimitada por um componente da Flor da Vida e tem aparecido na arte cristã.

Kabbalah Judaísmo 
A Cabala, que historicamente tem sido estudada pelos seguidores do judaísmo, tem algumas ligações simbólico para o Flor da Vida.
O símbolo da Árvore da Vida, que pode ser obtido a partir da concepção da Flor da Vida, é estudada como parte dos ensinamentos da Cabala.
Além disso, o símbolo do Cube Metatron, encontrou, ligando os centros de cada círculo no fruto da vida, é visto no início de escrituras cabalista. 

New Age
Na New Age pensamento, a Flor da Vida apresentou o que é considerado profundo significado espiritual e formas de iluminação para aqueles que têm estudado como geometry.There sagrados são grupos de pessoas em todo o mundo, que retiram as crenças particulares e as formas de meditação base (pelo menos em parte) sobre a Flor da Vida. FlowerofLife.org, por exemplo, coordena oficinas em locais em todo o mundo, em que ensinar suas crenças da Nova Era, métodos e interpretações da Flor da Vida. 

Outras Religiões
O conceito da Árvore da vida tem sido adotada por alguns hermetistas e pagãos. O símbolo da Árvore da Vida pode ser obtido a partir da Flor da Vida. Uma das primeiras ocorrências conhecidas do Piscis Vesica e, talvez, em primeiro lugar, estava entre os pitagóricos, que considerou uma figura sagrada. A bexiga Piscis é um componente básico da Flor da Vida. 
 
Alquimia
Componentes da Flor da Vida tem sido uma parte do trabalho dos alquimistas. Cubo de Metatron é um símbolo derivado da Flor da Vida, que foi usado como um círculo ou círculo de contenção de criação.

Leonardo da Vinci
Leonardo da Vinci estudou a Flor da forma de vida e suas propriedades matemáticas. Ele chamou a Flor da Vida em si, bem como vários componentes, tais como a semente da vida. Ele desenhou figuras geométricas que representam as formas como os sólidos platônicos, uma esfera, um toro, etc, e também usou a razão de ouro Phi em sua obra, os quais podem ser extraídos da flor do projeto Vida.

Composição da Flor da Vida de Estágios
O "Seed of Life" é formado por sete círculos de serem colocados com simetria sêxtupla, formando um padrão de círculos e lentes, que atua como um componente básico da Flor de design da Vida.

Segundo alguns pesquisadores, a Semente da Vida é um símbolo de representar os sete dias da criação em que Deus criou a vida; Gênesis 2:2-3, Êxodo 23:12, 31:16-17, Isaías 56:6-8. O primeiro dia é acreditado para ser a criação da bexiga Piscis, em seguida, a criação do tripé da Vida, no segundo dia, seguido por um espaço adicional para cada dia subseqüente até que todas as sete esferas construir a semente da vida no sexto dia de Criação. O sétimo dia é o dia de descanso, conhecida como o Sabbath "ou" Shabat ".


No século 13, um grupo Cabalista de França conseguiu, através da interpretação geométrica, dividindo-se em todo o alfabeto hebraico em ordem com a semente da vida. O alfabeto resultado foi muito semelhante ao das Religiosas sábio Rashi que escreveram seus comentários sobre o Antigo Testamento, naquela época, na França. 

Na imagem ao lado, Leonardo da Vinci apresentou seu estudo geométrico da Flor da Vida.

A Flor da Vida tem treze círculos. [13 4 = tempo] Se o centro de cada círculo é considerado um "nó", e cada nó está conectado a cada outro nó com uma única linha, num total de setenta e oito linhas são criadas. Dentro deste cubo, muitas outras formas podem ser encontradas, incluindo duas dimensões achatadas versões dos cinco sólidos platônicos. Nas escrituras cabalista cedo, Metatron supostamente formas o cubo de sua alma.

Este cubo pode mais tarde ser visto na arte cristã, onde ela aparece em seu peito ou flutuando por trás dele. cubo de Metatron é também considerado um símbolo sagrado, e muitas vezes foi desenhada em torno de um objeto ou pessoa a afastar os demônios e os poderes satânicos.
Esta ideia está também presente na alquimia, em que o cubo foi favorecido como um círculo ou círculo de contenção de criação. 

NOTA E REFERÊNCIAS:
Alou além! o que eu vejo que ninguém vê..:  
http://aloualem.blogspot.com/2011/05/flor-da-vida-geometria-sagrada.html

IMAGENS: Retiradas da Internet, sem direito autoral.

sábado, 25 de junho de 2011

Om Mani Padme Hum

Tradução: Recebemos a Jóia da consciência no coração do Lótus. (O Lótus é o chakra).

Significa - Recebemos a jóia da consciência divina, no centro do nosso chakra da coroa.

Avalokitesvara alcançou tão elevado grau de espiritualidade, como se tivesse subido a mais alta montanha. Destas alturas, estava para partir à planos ainda mais elevados, e distantes da terra, quando ouviu um gemido que vinha do inconsciente coletivo da humanidade. 


O lamento por sua partida. Seu coração encheu-se de compaixão e Avalokitesvara prometeu ficar neste planeta trabalhando e servindo para evolução  da humanidade. 


Este juramento bodhisatva, é feito por todos os Mestres que servem a Luz da Grande Fraternidade Branca. Eles deixam de seguir  as sua evolução em planos superiores, para servir a Luz de seus irmãos ainda encarnados. Ao recitarmos o Mani Mantra, estamos penetrando a mesma roda metafísica que os Mestres Ascensos e não Ascensos da Grande Fraternidade Branca que estão constantemente empurrando a Roda da Evolução Espiritual da humanidade.



Este mantra tem sua origem na Índia e de lá foi para o Tibet. Os tibetanos não conseguiram entoá-lo da mesma forma, mudando sua pronuncia para: OM MANI PEME HUNG este é o mantra mais utilizado pelos budistas tibetanos.



Qualquer pessoa pode entoá-lo. Estando feliz ou triste, ao entoar o "Mani Mantra", uma espontânea devoção surgirá em nossa mente e o grande caminho será fortemente realizado.

O mantra OM MANI PADME HUM, é fácil de pronunciar e poderoso pois contém a essência de todo o ensinamento.


Muito tem sido escrito sobre este mantra e é impressionante que apenas seis silabas possam atrair tanto comentário importante. 

De acordo com Dalai Lama, o propósito de recitar este mantra é transformar o corpo impuro de suas palavras e mente, no puro e louvado corpo, palavra e mente de um Buda.

O som de cada silaba é visto como tendo uma forma paralela espiritual.

Fazer o som de cada silaba portanto, é alinhar a si mesmo com aquela qualidade espiritual particular e para se identificar com isto. 


Existe também um grande numero de outros beneficio que resultam da repetição deste mantra, incluindo a produção do mérito e destruição do carma negativo.


OM - A primeira silaba, recitá-la o abençoa para atingir a perfeição na pratica da generosidade.
MA - Ajuda a aperfeiçoar a pratica da ética pura.
NI - Ajuda a atingir a perfeição na pratica da tolerância e paciência.
PAD - Ajuda a conquistar a perfeição na pratica da perseverança.
ME - Ajuda a conquistar a perfeição na pratica da concentração.
HUM - Ajuda na conquista da perfeição na pratica da sabedoria.


A senda das seis perfeições é a senda de todos os budas. Cada uma das seis silabas elimina um dos venenos da consciência humana.


OM - Dissolve o orgulho
MA - Liberta do ciúme e da luxuria.
NI - Consome a paixão e os desejos
PAD - Elimina a estupidez e danos.
ME - Liberta da pobreza e possessividade.
HUM - Consome a agressão e o ódio. 


Os mantras são freqüentemente, os nomes dos budas, bodhisattvas ou mestres e que o compuseram. Os mantras são investidos com um infalível poder de ação, de forma que a repetição do nome da deidade, transmite as qualidades de sua mente. O nome é idêntico a deidade ou essência da deidade que o compôs e com ele presenteia a humanidade dando a seus irmãos a essência de tudo aquilo que ele atingiu em muitas vidas de esforço e sagrado oficio. Dando o glorioso resultado de seu momentum de sabedoria.


Ao recitar este mantra, o meditante também pode conseguir as qualidades do Chenrezig, o bodhisatva da compaixão, conhecido na tradição Mahayana como Avalokitesvara.


O mantra OM MANI PADME HUM, chamado de mani mantra, levanta algumas traduções misteriosas. Diz a tradição que este mantra significa o nome  Chenrezig. Contudo, Chenrezig não tem nome, mas ele é designado por nomes. Estes nomes são a taça para a compaixão a benção e a força que ele derrama. Portanto este é apenas um dos nomes de Chenrezig, MANI PADME, colocado entre as duas silabas sagradas OM e HUM.


Parece-nos que Chenrezig, Avalokitesvara e Kuan Yin são os nomes do mesmo buda da compaixão.

OM - Representa o corpo de todos os budas, também o começo de todos os mantras.
MANI - Jóia em sânscrito
PADME - Lótus ou chakra
HUM - A mente de todos os budas e freqüentemente finalizam os mantras.
MANI - Refere-se a Jóia que  Chenrezig segura no centro de suas duas mãos.
PADME - Refere-se ao lótus que ele segura  na sua segunda mão esquerda.


Dizendo MANI PADME estamos nominando Chenrezig através de seus atributos: "Aquele que segura a Jóia e o Lótus". Chenrezig ou Jóia do Lótus são dois nomes para a mesma deidade. Quando recitamos este mantra, estamos na verdade repetindo o nome de Chenrezig. Este mantra é investido com a benção e o poder da mente de Chenrezig, sendo que ele mesmo reúne a benção e a compaixão de todos os budas e bodhisattvas. Desta forma o mantra é imbuído com a capacidade de purificar nossa mente de sua obscuridade.  O mantra abre a mente para o amor e compaixão e a conduz ao despertar.

Sendo a deidade e o mantra um em essência, significa que é possível recitar o mantra sem necessariamente trabalhar a visualização. A recitação permanece efetiva.


Cada uma das seis silabas sagradas retêm um efeito purificador genuíno.

OM - Purifica o corpo
MA - Purifica a palavra
NI - Purifica a mente
PAD - Purifica as emoções
ME - Purifica as condições latentes
HUM - Purifica o véu que encobre o conhecimento 


Cada silaba é ela mesma uma oração

OM - É oração dirigida ao corpo dos budas
MA - É oração dirigida à palavra  dos budas
NI - É oração dirigida à mente  dos budas
PAD - É oração dirigida às qualidades dos budas
ME - É oração dirigida à atividades  dos budas
HUM - Reúne a graça (benção) do corpo, palavra, mente, qualidade e atividade dos budas.



Estas seis silabas correspondem à transcendental perfeição dos budas secretos.


OM - Ratnasambhava, Buda que nos inunda com sua sabedoria de igualdade e nos liberta do orgulho espiritual, intelectual e humano.

MA - Amogasidhi, Buda que nos inunda com sua sabedoria que a tudo realiza, a sabedoria da ação perfeita e liberta-nos do veneno da inveja e do ciúme.

NI - Vajrasattva, Buda  nos inunda com a sabedoria da vontade diamantina de Deus. Consome em nós o veneno do medo, da duvida e da descrença em Deus, o único Guru. 

PAD - Vairochana, Buda que nos inunda com a sabedoria penetrante do dharmakaya, a poderosa Presença Eu Sou. Consumindo em nós o veneno da ignorância.

ME - Amithaba, Buda que nos inunda com a sabedoria da discriminação e consome em nós os venenos das paixões : Todos os  desejos intensos, cobiça, avareza e luxuria.

HUM - Akshobhya, Buda que nos inunda com a sabedoria que se reflete como num espelho e consome em nós os venenos de raiva, ódio e criações de ódio.


As seis silabas sagradas OM MANI PADME HUM  são a essência das cinco famílias de budas secretos. São a fonte para todas as qualidades e profunda alegria. É a senda que conduz a uma elevada existência para a liberdade da alma.

(Adaptado de Thinley Norbu, The Small Golden Key to the Treasure of the Various Essential Necessities of
General and Extraordinary Buddhist Dharma. Traduzido por Lisa Anderson. Boston: Shambhala, 1999. Pág. 101.)



Porque o Buda nos espera nos portais do paraíso
Texto enviado por meu grande irmão, amigo e buscador Emanuel J. Santos 


Tudo que você fizer, faça com profunda atenção; assim, mesmo as pequenas coisas se tornam sagradas. Desse jeito cozinhar ou limpar se tornam sagrados; se tornam uma oração. Não importa o que você esteja fazendo, a questão é como você está fazendo isso. Você pode limpar o chão como um robô, uma coisa mecânica; você precisa limpá-lo, então você o limpa - assim você perde algo bonito. Limpar o chão poderia ter sido uma grande experiência - você perdeu isso; o chão ficou limpo, mas alguma coisa que poderia ter acontecido dentro de você não aconteceu. Se você estivesse perceptivo, alerta, não somente o chão mas você também teria sentido uma limpeza profunda.


Limpe o chão em estado de total percepção, iluminado pela consciência. Trabalhe, sente-se ou ande, mas uma coisa precisa ser contínua: faça com que um número cada vez maior de momentos em sua vida sejam iluminados pela consciência. Deixe que a chama da consciência brilhe em cada momento, em cada ato. O efeito cumulativo disso é o que a iluminação é. O efeito cumulativo, todos os momentos juntos, todas as pequenas luzes juntas, tornam-se uma grande fonte de luz.

A história conta que quando Gautama Buda morreu ele chegou às portas do paraíso. Essas portas raramente se abrem, só de vez em quando, em séculos – visitantes não chegam todos os dias, e quando alguém chega a essas portas todo o paraíso celebra essa chegada. Mais uma consciência atingiu o florescer, e a existência fica mais rica do que antes.

As portas foram abertas, e os outros iluminados que entraram antes no paraíso... pois no Budismo não há nenhum Deus, mas esses iluminados são divindades – assim há tantos deuses quanto pessoas iluminadas. Todos eles se reuniram na entrada com música, canção e com danças. Eles queriam dar boas vindas a Gautama Buda, mas para surpresa deles, ele estava de pé virado de costas para os portais. Sua face ainda voltada para as terras longínquas que ele havia deixado para trás.

Eles disseram, “Isso é estranho. Por quem você está esperando?”

Ele teria respondido: “Meu coração não é assim tão pequeno. Espero por todos aqueles que deixei para trás que estão avançando pelo caminho. Eles são meus companheiros de viagem. Podem manter as portas fechadas – vocês terão que ainda esperar um pouco para celebrar minha entrada no paraíso, pois eu decidi ser o último a entrar. Quando todos tiverem atingido a iluminação e tiverem passado pela porta, quando não houver mais ninguém do lado de fora, então terá chegado minha vez de entrar.”

Essa história é uma história – não pode ser um fato real. Isso não está em suas mãos; uma vez que você tornou-se iluminado você fará parte da fonte universal da vida. Não se trata de sua escolha ou decisão. Mas a história nos diz que ele ainda está tentando, mesmo após sua morte. Essa história surgiu de algo que ele disse que faria um dia antes de morrer – ele disse que esperaria por todos vocês.

Ele não pode esperar aqui por mais tempo, ele já gastou o tempo que dispunha com essa espera. Já deveria ter partido há mais tempo, porém, vendo tanta miséria e sofrimento, se manteve de algum modo por perto. Mas isso foi ficando cada vez mais impossível. Ele terá que deixar vocês – relutantemente – mas ele irá esperar por vocês na outra margem; ele não irá entrar no paraíso, isso é uma promessa: “Assim não esqueçam que eu estarei lá, esperando por vocês durante séculos. Mas se apressem, não me deixem eperando por muito tempo”.

fonte: http://www.osho.com 
 

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