Mostrando postagens com marcador Cabala. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cabala. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 30 de abril de 2021

CURSO DE TARÔ.

Aula gratuita sobre os 22 arcanos maiores.

Para assistir a aula no YouTube, acesse:
https://www.youtube.com/watch?v=uwN02n5nJ7g


 
PARA AGENDAR CURSO E/OU
CONSULTAS VIA WHATSAPP: https://bit.ly/whatsSELF​ 
ou 55 (11) 95599-8873
 
AGENDAR PELO GUIA d'ALMA, acesse:
 
As 22 cartas ou arcanos (mistérios) maiores do Tarot são representações simbólicas, e seu conjunto constitui um verdadeiro ensinamento secreto. É esse simbolismo que o livro se propõe a explicar, apoiando-se na tradição do hermetismo cristão em sua tríplice dimensão – mística, gnóstica e mágica -, mas também na psicoterapia Junguiana, mitologia, oráculo, ordens iniciáticas, filosofia e arte.
 
O autor, Euclydes Cardoso Jr., desde cedo teve contato com a arte e o Tarô. Atuou por 20 anos como diretor de criação em publicidade. Hoje é analista Junguiano, tarólogo, reikiano, estudioso de diversas terapias complementares. Praticante de Kung Fu (estilo Choy Lay Fut), fR+C. MM.’.
 
Trabalha de forma ética no estudo das técnicas aplicadas com objetivo de proporcionar equilíbrio físico, mental e espiritual em todas as terapias oferecidas.
 
Realiza vivências e workshops, além de ministrar cursos livres. Meus atendimentos presenciais são na zona norte de São Paulo e online para todo Brasil e o universo.
 
Minha frase favorita é: “Conheça todas as técnicas, domine todas as teorias, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.” C.G.JUNG.
 
 
🏵 núcleo SELF terapia.
55 (11) 95599-8873 - whats.: https://bit.ly/whatsSELF​ 
 
Portfólio de terapias: 💛✨
 
Siga nas redes:
https://bit.ly/nucleoself (youtube)
 
 
📩 ➡ Contato comercial: nucleoself.terapia@gmail.com
 
Colabore com o canal núcleo SELF terapia.
Transfira qualquer quantia usando minha chave Pix:
🆙 E-mail: 💲euclydes.cardosojr@gmail.com 
 
Gratidão. 
Paz e Luz! 🙏✨
 

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Astrologia Cabalística - Shevat - Aquário

Em hebraico, Aquário , é D'li, que quer dizer balde ou jarro, e o signo é representado por um carregador de água despejando água. Como sabemos, a água é o símbolo da misericórdia e da purificação. Aquário é o canal para apaziguar o mundo e o signo da abundância; tudo é despejado e compartilhado, sem fazer contas.

As letras em hebraico , do mês de Shevat são o Bet, que criou Saturno, e o Tzadi, que criou o signo de Aquário. A letra Bet simboliza a centralidade: ela manifesta o equilíbrio e o balanço, e é também a força de bênção ou aprovação. A letra Tzadi significa "justo", que indica equilíbrio. Durante esse período, nos é dada a oportunidade de revelar verdade e luz. Por causa disto, o mês de Shevat é considerado o Mês da Redenção.

Aquário segue Capricórnio no ciclo do zodíaco e também é regido por Saturno. Por acaso o fato de ter o mesmo planeta regente implica que esses dois signos possuem qualidades similares? Na verdade não, e aqui está o porquê: Se olharmos de perto para Saturno, veremos que um aspecto está virado para o sistema solar em direção ao Sol, enquanto o outro se direciona para fora, para a infinitude do espaço. O primeiro aspecto influencia Capricórnio, enquanto o último afeta Aquário. Enquanto Capricórnio encara limitações, Aquário encara a infinidade. Isto faz com que os dois signos tenham características quase diametralmente opostas. Enquanto os capricornianos passam suas vidas construindo estruturas e sistemas, os aquarianos passam suas vidas destruindo-os.

Aquarianos são singulares. Não dá para ignorá-los. Na infância demonstram ser uma grande promessa. Como adultos, são idealistas que lutam para mudar o universo através de idéias originais. Eles são rebeldes com muitas causas; sua preocupação é o bem-estar da humanidade como um todo.

Embora os aquarianos busquem justiça para todos, essa busca ocorre num nível global, não num nível pessoal. Eles apóiam causas grandes e nobres, mas freqüentemente deixam de ajudar aqueles que estão sofrendo por perto. Preferem lidar com os direitos sociais de uma nação inteira do que lidar com os problemas de amigos próximos. Duas razões sustentam essa aparente contradição: primeiro, geralmente falta aos aquarianos um sentido prático; segundo, os aquarianos são apaixonadamente independentes e privados. Movidos por seu anseio pela originalidade, eles se põem em separado da multidão. Apesar de sua amizade e abertura mental, os aquarianos pertencem ao mais teimoso de todos os signos. Eles rejeitam todas as estruturas estabelecidas. Seja no casamento, seja no trabalho, os aquarianos lutam para manter sua individualidade e liberdade para poderem exercer suas idéias inovadoras. Eles detestam ser detidos e destroem todas as limitações em seu caminho. Teoricamente, os aquarianos estão aqui para demolir as estruturas e sistemas, para derrubar muros.

No entanto, os muros mais espessos que eles encontram são, com freqüência, os muros de seus próprios egos. Mesmo quando começam a fazer mudanças em suas vidas, os aquarianos tendem a concentrar sua atenção no exterior, e continuam imutáveis no fundo de seus corações.De acordo com os cabalistas, nossa era atual começou há cerca de 400 anos e é chamada de diversas maneiras: Era de Aquário, Era da Revelação ou Era da Redenção. Por que Shevat/Aquário simboliza a redenção? Porque os aquarianos percebem o mundo como sendo unificado, e os cabalistas consideram que esta é a base da verdadeira redenção. A redenção é o momento em que toda a negatividade é purificada, quando a humanidade fica livre do mal e da fragmentação. Por causa de seu nível de consciência mais elevado, os aquarianos estão diretamente ligados a esse momento de redenção.

Na tradição cabalistica, o ano-novo do reino vegetal é celebrado no 15° dia do mês de Shevat/Aquário por causa da energia poderosa manifestada durante esse período. A vegetação é a única força no mundo físico que parece ser capaz de superar a força da gravidade, a qual, na Cabala, é a expressão mais poderosa do Desejo de Receber. Como as árvores e plantas, os aquarianos têm o poder de quebrar as limitações do mundo físico.Mas para tornar esse poder manifesto, os aquarianos precisam controlar os aspectos de sua natureza que interferem na sua realização. Para compreender como controlar a natureza de um signo em particular, a astrologia cabalística freqüentemente olha para seu oposto. No mapa astrológico, o signo oposto de Aquário é Leão: Leão é "o rei", enquanto Aquário é "o povo". Isto nos diz que os aquarianos certamente têm a capacidade de ajudar a humanidade, desde que suas próprias idéias não se tornem mais importantes que a causa em si.

Os aquarianos precisam aprender que se preocupar com a sociedade não significa negligenciar o individual. Verdadeira espiritualidade significa ser parte da humanidade, não estar acima dela. Infelizmente, os aquarianos geralmente têm uma opinião tão alta de si mesmos que impor suas próprias visões pode se tornar seu único objetivo. Os aquarianos precisam conquistar seu orgulho sem limites. Nem suas idéias, e nem tampouco suas energias, são de seu próprio feitio. Esses atributos foram entregues a eles para manifestar uma certa força neste mundo. Eles são meramente canais para essa energia, e, portanto, não é conferido a eles o direito à glória pessoal.

Para o resto de nós, o mês de Shevat oferece a oportunidade de nos libertarmos de nossas restrições e conectar com o infinito. Vivemos na Era de Aquário, uma época em que inovações incríveis são parte integral da vida diária. Se os aquarianos são espirituais, é porque o tempo não tem controle sobre eles. Eles concebem o futuro como algo que já está aqui; eles têm somente que revelá-lo. Todos nós podemos usar a influência deste mês para aspirar às mesmas atitudes.

AQUÁRIO, O AGUADOR.

QUALIDADE: fixo; ou consciência dirigida gradual e consistentemente para estabelecer e manter um centro estável.

ELEMENTO: ar, ou a consciência relacionada com os assuntos sociais e intelectuais. Entre outras coisas, o elemento ar corresponde aos gases, a Mente e ao Mundo do Pensamento.

NATUREZA ESSENCIAL: Não há nada que possa enclausurar a atmosfera em um recipiente; do mesmo modo seria difícil submeter ou enclausurar um aquariano. Em sua manifestação positiva, o aquariano é um humanitário que acredita no direito de todos em ter igual oportunidade para “a vida, a liberdade e buscar a felicidade”. É infrutífero tentar e obter dele um ponto de vista único ou tentar convencê-lo através de argumentos, pois quando você pensa que conseguiu, ele mantém a mesma opinião. A única coisa que encerra a atmosfera é o cosmos, assim que somente aquelas idéias que são fundamentadas sobre um raciocínio não polarizado, aquelas que envolvem conceitos universais, atrairão o aquariano. Ele é aquele que procura por uma ciência religiosa e por uma religião científica, onde ambos desses fatores importantes no desenvolvimento do ser humano podem despender a igualdade de condições. Se ele parece ser excêntrico em algumas ocasiões, talvez seja porque ele vê com uma visão estendida, o que nós ainda vemos somente do nosso próprio ponto de vista. Se bem que, ele sempre terá uma disposição gentil para conosco. Agora, quando a influência de Aquário manifesta-se negativamente, o ar fixo torna-se ar estagnado. Uma idéia uma vez aceita, que é o comprometimento de si mesmo, será exposta muitas vezes para os outros que estão ao seu redor. Também, nesse caso, é avesso a assumir compromissos ou uma posição e, se rebela contra tudo que não dê a ele a liberdade de expressão ou que não concorde com a sua própria pré-disposição.

ANALOGIA FÍSICA: Atmosfera.

PLANETA REGENTE: Saturno e Urano.

CASA CORRESPONDENTE: a 11° casa corresponde a Aquário.

ANATOMIA ESOTÉRICA: representa a memória supraconsciente, que é o arquivo ou depósito de todas as faculdades e conhecimentos adquiridos nas vidas anteriores.

ANATOMIA EXOTÉRICA: específica: pernas e tornozelos.

FISIOLOGIA: Urano, como regente de Aquário, rege os processos da visão e dos gases no nosso corpo.

MITOLOGIA GREGA: Urano era o Deus que estava no céu, entre cujos filhos estavam os 12 titãs.

CRISTIANIDADE CÓSMICA: Quando o Sol passa por Aquário o Espírito de Cristo está nos imbuindo com o impulso para a fraternidade universal, onde nós considerar todas as pessoas como merecedoras de nossa consideração, o que deve acontecer em alguma medida antes que Ele possa se manifestar entre nós novamente, como o Príncipe da Paz.

Por: Rabino Philip Berg

SHEVAT
é o décimo primeiro mês e o mês do Ano Novo das Árvores.Este "ano novo" serve como marco para o dízimo de frutos e a idade das árvores (orlá).Festejam-se os sete principais frutos da terra de Israel.

LETRA: tsadik. Significa "justo". Como é dito nos Salmos "o justo como a tamareira frutificará". O fruto mais fantástico e mais aprazível da árvore da vida é o "justo". A flor é a santidade (kedushá) da qual se extrai o mel da Árvore da Vida. Mas seu fruto (onde estão as sementes) são os atos de justiça e justeza. A forma da letra se assemelha a uma árvore.

ZODÍACO: d'li (aquário). Este é o mês em que as chuvas ocorrem em maior quantidade, essenciais para as árvores. O jarro transbordante é um sinal de bênção e, segundo a Torá, a chuva tem relação com nossos atos de justiça. A justiça é a plataforma da sobrevivência.

TRIBO: Asher. Significa "prazer" ou "alegria" (ashrei). Jacó abençoa seu filho Asher dizendo: "dele vem pão delicioso e iguarias para os reis". Simboliza, portanto, o sentido do gosto e do paladar.

SENTIDO: paladar, gosto. O paladar não é só uma medida de qualidade, mas quantidade. O justo se apraz com o que é apropriado, o perverso nunca se contenta. O senso de suficiência é tão refinado quanto o do paladar.

FESTA: Tu bi-Shevat, o Ano Novo das Árvores.

MITSVÁ: celebrar as sete espécies de frutos de Israel.
Este mês cujo nome se assemelha ao do shabat (shevat) manifesta um dos fenômenos mais bonitos da materialidade. Trata-se do casamento das águas com a terra e o oferecimento de seu fruto mais majestoso - a árvore. E da árvore vem o fruto mais sublime que é o gosto. Não há gosto no universo frio e escuro.O ato da criação dá luz, dá frutos, dá espécies e dá shabat. Essa multiplicidade originada na diferenciação depende das águas. As águas de cima e as águas debaixo iniciam um processo fantástico de distinção no qual temos que buscar a equanimidade e a imparcialidade. Tarefa difícil de saber julgar, preservando respeito por tudo e não apenas por nossa predileção.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Graus Rosae-Crucis - AMORC


Hoje, os ensinamentos rosacruzes se apresentam em forma de monografias, que são enviadas mensalmente para os membros. Cada remessa mensal inclui quatro monografias. Na medida do possível devem ser estudadas uma por semana. A monografia é um fascículo de cinco a dez páginas aproximadamente. Os ensinamentos rosacruzes são distribuídos por quatro secções que compreendem vários graus: Seção de Postulantes, Seção de Neófitos, Seção de Iniciados, Seção Illuminati, sem indicar o número exato de monografias, precisamos que são necessários seis anos para completar o estudo das três primeiras seções. Seria muito extenso para incluir nesta postagem uma lista detalhada de todos os temas desenvolvidos nos ensinamentos da AMORC.
Nos contentaremos em dar uma prévia dos temas abordados na Seção de Iniciado, que é composta por nove graus, chamados "Graus do Templo".

PRIMEIRO GRAU
Contém uma exposição das leis fundamentais que regem o macrocosmo e o microcosmo. Constitui um resumo do que os místicos do passado e, em particular os filósofos da Grécia antiga, ensinaram em relação às vibrações do éter e da estrutura atômica da matéria. Esta pequena síntese inclui naturalmente os dados científicos mais recentes sobre o tema.
 
 SEGUNDO GRAU
Dedica-se às leis da consciência. Suas fases objetiva, subjetiva e subconsciente, são objetos de um estudo profundo, permitindo assim uma compreensão clara do que os psicólogos ensinam sobre as faculdades mentais. Além disso, as noções são abordadas sob a perspectiva da filosofia Rosacruz e, por conseguinte, dão lugar a explicações que transcendem o âmbito da psicologia.
 
TERCEIRO GRAU
Expõem-se detalhadamente as leis da vida. Demonstra que essas leis, tal como se manifestam no plano terrestre, têm sua origem numa única energia cósmica: a Força Vital. Explica-se também explica que os reinos mineral, vegetal, animal e humano formam uma cadeia natural que a Inteligência Divina utiliza para atingir o objetivo fixado, é dizer a evolução da Consciência Cósmica. Definidos os critérios comuns a todas as criaturas viventes, se inicia o estudo da vida humana.
 
QUARTO GRAU
Está inteiramente baseado em um manuscrito muito antigo da AMORC. Ainda que constantemente se refira aos preceitos expostos no presente manuscrito, constitui uma síntese de três graus anteriores e trata de temas filosóficos particularmente inspiradores. De modo geral, podemos dizer que neste grau é onde são expostas uma a uma as leis maiores da Ontologia Rosacruz e, com elas, os princípios místicos que associam em um todo coerente a matéria, consciência e a vida.


QUINTO GRAU
Consiste em uma exposição única sobre a vida e a obra dos maiores filósofos da Grécia antiga. Seu objetivo é familiarizar os alunos com os ensinamentos rosacruzes dos sábios da antiguidade grega e, de maneira geral, com as leis e princípios que estão sempre apoiando os adeptos ao misticismo, incluindo o melhor do pensamento filosófico, científico e religioso. Todas as monografias deste grau são extraídas dos arquivos da nossa Ordem e se referem a fatos desconhecidos pelos historiadores.
 
SEXTO GRAU
Dedicado à terapêutica rosaruz. Ela dá uma explicação simples, mas abrangente, das principais funções que regem o corpo humano, incluindo neste estudo um grande número de regras a seguir para manter uma harmonia tão perfeita quanto possível do funcionamento orgânico dos seres humanos. Mas a grande originalidade deste grau é o estudo de princípios místicos que os rosacruzes utilizam há séculos para aliviar as enfermidades que nós poderíamos sofrer. Estes princípios, herdados dos ensinamentos dos essênios, que eram especializados na cura, razão pela qual eram chamados de "terapeutas" na Grécia.
 
SÉTIMO GRAU
Refere-se à natureza, às funções e aos atributos do corpo e da consciência psíquica do homem. Paralelamente, expõe a técnica apresentada para projetar este corpo e esta consciência psíquica fora do corpo físico, permitindo-lhe assim libertar-se dos limites do tempo e do espaço. Esta técnica corresponde ao que outras tradições denominam "viagem astral". A continuação, vem um estudo que trata sobre a aura humana e os centros psíquicos (chakras), bem como uma revisão dos tradicionais sons vocais (mantras) e a influência que exercem sobre o corpo humano.
 
OITAVO GRAU
É especialmente filosófico, posto que trata essencialmente das origens e do destino homem. Estudam-se, portanto, temas que se referem diretamente a sua evolução. Assim pois, são examinados em pormenor temas tais como karma, o livre arbítrio, a reencarnação, a metempsicose, os estágios da morte, a assistência aos moribundos, vida após a morte, a comunhão cósmica com o além, a meditação e outros temas particularmente místicos
 
NONO GRAU
O nono grau se dedica ao estudo do simbolismo tradicional e os princípios relacionados ao misticismo. É também neste grau que se inicia aos rosacruzes as faculdades que se referem à alma e que permitem ao homem obter o benefício do seu caráter divino. devemos precisar que estas faculdades não têm nenhuma conexão com a magia, teurgia e taumaturgia, mas se baseiam nas leis espirituais que os rosacruzes sempre colocaram a serviço do bem. Além do seu valor prático, contribuem para o despertar interior de cada um.
 
Na aplicação de uma norma tradicional, não revelaremos o conteúdo do décimo, décimo primeiro e décimo segundo graus do templo. Precisamos também que desde o início dos estudos, os ensinamentos rosacruzes implicam, além dos temas mencionados, experiências consagradas à aprendizagem de técnicas fundamentais sobre o plano místico, tais como a concentração, a visualização, a meditação, a harmonização astral , a elevação psíquica, alquimia espiritual e outras.

Fonte: O DOMÍMIO DA VIDA - AMORC

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O misticismo judaico da Cabala.

Qual a origem do Universo? Por que estamos aqui? De onde vem a vida? O que acontece depois da morte? Imagine se você pudesse fazer todas essas perguntas diretamente para a autoridade máxima no assunto. Isso mesmo: que tal ter uma conversa com Deus e ouvir dele todas as respostas? Agora imagine que as respostas já existem, e foram passadas de geração a geração por um grupo de sábios estudiosos, do início dos tempos até os dias de hoje. Pois essa é a definição da cabala: uma revelação feita por Deus para os homens, capaz de esclarecer todos os mistérios que rondam a humanidade. Conheça aqui a história do misticismo judaico e saiba como a cabala está conquistando o planeta.

No princípio, Deus criou os céus e a Terra. "Faça-se a luz", e a luz foi feita. Depois, Deus criou o homem e o chamou Adão. Findos os 7 dias da Criação, o Senhor viu que tinha feito algo bom. O homem habitava o paraíso e tinha contato direto e constante com Ele. E daí Deus resolveu passar ao homem toda a sabedoria da cabala. "Adão conhecia a cabala", dizem alguns praticantes. O assunto, porém, é controverso entre os próprios cabalistas. Teria o conhecimento da cabala sido passado de Adão a seus descendentes até Noé, depois até Abraão, Moisés e em seguida aos grandes mestres históricos, que selecionavam rigorosamente aqueles que estariam aptos a ser seus discípulos? Não há consenso sobre o momento em que a cabala foi revelada ao homem, mas todos os cabalistas concordam que o ensinamento sagrado veio diretamente do Criador, assim como os 613 mandamentos judaicos contidos na Torá, a bíblia judaica, que os cristãos chamam de Pentateuco. "A cabala é além do tempo, ela não tem nem começo nem fim", diz o rabino israelense Joseph Saltoun, ex-professor do Centro de Estudos da Cabala, em São Paulo, e que hoje leciona em Vancouver, no Canadá.

Mas, afinal, o que é a cabala?
Bem, para tornar mais simples a tarefa de explicar, vamos começar dizendo o que ela não é. Ok, cabala NÃO É religião, autoajuda, superstição, magia, bruxaria, sociedade secreta, meditação, adivinhação, interpretação de sonhos, ioga, hipnose ou espiritismo, embora possa estar relacionada a todas essas coisas. Agora fica mais simples entender o que a cabala É: um conjunto de ensinamentos sobre Deus, o homem, o Universo, a Criação, o Caminho, a Verdade e coisas afins; uma revelação de Deus para o homem. "Ela nos diz por que o homem existe, por que nasce, por que vive, qual é o objetivo de sua vida, de onde vem e para onde vai quando completa sua vida neste mundo", diz Marcelo Pinto, representante do centro de cabala Bnei Baruch no Brasil. "O ser humano tem muitas questões, e a cabala é um caminho espiritual que permite trazer de volta o elo com a verdadeira origem de tudo", explica Ian Mecler, professor de cabala no Rio de Janeiro e escritor de livros como O Poder de Realização da Cabala (Editora Mauad). Para Shmuel Lemle, professor da Casa da Cabala, também no Rio, "nada acontece por acaso. Existem leis de causa e efeito. Assim como existem leis físicas como a lei da gravidade, existem leis espirituais".

Independentemente de quando a cabala tenha surgido, o modo como a conhecemos hoje é o resultado da transmissão desses ensinamentos por meio da tradição judaica. A palavra cabala (????, em hebraico, cuja pronúncia mais próxima do original é "cabalá") significa receber/recebimento. A cabala é uma forma de misticismo, pois ensina que é possível ao homem ter contato direto com esferas superiores da realidade, ou mesmo com manifestações do próprio Criador. Portanto, de um modo simplificado, a cabala é o misticismo judaico, ou a corrente mística ligada à tradição do judaísmo, para ser mais exato.

União com o criador

Grosso modo, a cabala está para o judaísmo assim como o gnosticismo está para o cristianismo e o sufismo está para o islã. Gnosticismo e sufismo são as correntes místicas ligadas respectivamente às tradições cristã e muçulmana. Como misticismos, essas 3 correntes têm muito em comum (veja o quadro da página ao lado). A maior parte das diferenças está no modo de transmissão do conhecimento, adaptado à tradição em que aquele tipo de misticismo se desenvolveu. Esse raciocínio não vale apenas para as 3 religiões chamadas abraâmicas (por serem todas herdeiras do patriarca Abraão) mas também para as místicas orientais, como hinduísmo, tao e budismo, além do zoroastrismo na Pérsia, só para citar as mais conhecidas.

Se a cabala é um tipo de misticismo, talvez seja o caso de explicar: o que é misticismo? Em poucas palavras, é a crença na possibilidade de percepção, identidade, comunhão ou união com uma realidade superior, representada como divindade(s), verdade espiritual ou o próprio Deus único, por meio de forte intuição ou de experiência direta em vida. Na intenção de atingir esse tipo de experiência, as tradições místicas fornecem ensinamentos e práticas específicos, como meditação e aperfeiçoamento pessoal consciente. Nosso foco nesta reportagem, a cabala, não é exceção. Para entender melhor, vamos dar uma espiada no passado?

Tradição oral

Seja qual for o primeiro e privilegiado homem a ter recebido o conhecimento esotérico da cabala, ninguém discute que os ensinamentos foram transmitidos oralmente ao longo de muitas gerações, até que alguém resolvesse eternizá-los na escrita. Os primeiros escritos conhecidos com referências a esses ensinamentos datam do século 1. São livretos reunidos numa coleção chamada Heichalot ("Os Palácios"), que versam sobre os passos necessários para ascender evolutivamente através de 7 palácios celestiais, com ajuda de espíritos angelicais. Mas os livros mais importantes da cabala são o Sefer Yitizirah (Livro da Criação) e o Zohar (Livro do Esplendor), ambos de origem incerta. O primeiro teria sido escrito no século 2, mas seu autor é desconhecido. No caso do Zohar, a situação é ainda mais complexa. Para alguns cabalistas, ele foi escrito pelo rabino Shimon bar Yochai, também no século 2. A maioria dos estudiosos, porém, acredita que o Livro do Esplendor seja de autoria do escritor judeu-espanhol Moisés de León, que divulgou os manuscritos no século 13.

Embora o Sefer Yitizirah e o Zohar concentrem em suas páginas os principais ensinamentos da cabala, é importante lembrar que a Torá é tão importante quanto eles. Isso porque, segundo a cabala, a Torá contém ensinamentos preciosos codificados dentro do texto sagrado - decifrar esses ensinamentos ocultos é, por sinal, um dos principais propósitos do misticismo judaico. Uma das maneiras de interpretar a bíblia hebraica é recorrer a códigos e números: a guematria, a face matemática da cabala, atribui valores numéricos a cada uma das 22 letras do alfabeto hebraico. A ordenação dessas letras no texto bíblico seria uma das maneiras que Deus teria encontrado para revelar ao homem os segredos do Universo.

As interpretações da Torá são tão importantes que foram divididas em 4 níveis de profundidade. O 1º nível, Peshat, é aquele com que todos leitores estão acostumados, mais simples, que compreende o sentido literal do texto. O 2º, Remez, já considera os significados alegóricos da linguagem (alusões). No 3º nível, Derash, entram comparações entre trechos similares e metáforas. O último nível seria aquele que compreende o sentido secreto e misterioso da mensagem divina: Sod. Juntos, os nomes das interpretações já possuem um significado próprio. Combinando-se as primeiras letras de cada um, obtém-se a palavra PaRDeS, que significa paraíso e remete à finalidade última do esforço de interpretação. Isto é, ao finalmente compreender a mensagem que Deus colocou nos textos sagrados, o cabalista receberia de volta o conhecimento do paraíso, como se lhe fosse devolvida a chave para retornar ao Éden, do qual Adão foi expulso por desobediência. "É como uma gota retornando ao oceano, de volta à realidade divina. Não é um processo fácil", diz o rabino Leonardo Alanati, da Congregação Israelita Mineira.

Mestres e discípulos
Durante séculos, especialmente após a destruição do Segundo Templo em Jerusalém pelos romanos, no ano 70, a sabedoria da cabala foi cuidadosamente transmitida "por mestres iluminados somente a pequenos grupos de seus discípulos mais brilhantes e inspirados", conta Alanati. Os discípulos ideais eram homens maduros (mais de 40 anos), pais de família, de comportamento exemplar e ávidos por descobrir os segredos do Universo. Não eram muitos, portanto, aqueles que se tornavam mestres e davam continuidade à transmissão do conhecimento oral.

Para boa parte dos cabalistas, as restrições tinham uma razão clara: o público não estava preparado para receber esses ensinamentos. "Esse é o principal motivo para a transmissão restrita", opina Mecler. "Hoje, a evolução da ciência ajuda a compreender muitos dos ensinamentos antigos", diz. Mas o motivo de tanto segredo não era somente a escassez de discípulos ideais. Em diversas épocas, por razões diferentes, os judeus foram proibidos de professar publicamente sua fé - a perseguição aos cabalistas atingiu o clímax no século 16, durante a Inquisição espanhola. Além disso, "a cabala contém uma reinterpretação revolucionária do texto bíblico, que usa uma simbologia complexa e uma linguagem ambígua", diz Alanati. Por causa disso, em muitas ocasiões os cabalistas foram considerados hereges. Até hoje, o estudo da cabala é condenado por várias vertentes do judaísmo.

Entre o período final da Idade Média e o fim da Idade Moderna, houve um ressurgimento da cabala. No século 13, o Zohar foi distribuído pelo escritor espanhol Moisés de León; no século 16, os conhecimentos foram sistematizados pelo místico Moisés Cordovero, um dos sábios a se refugiar na cidade israelense de Safed; em seguida, Isaac Luria divulgou novas interpretações dos ensinamentos, que foram espalhados por vários mestres pela Europa, fazendo da cabala a teologia dominante em círculos escolásticos e no imaginário popular judaico; e, no século 18, o rabino Baal Shem Tov fundou o hassidismo, variante ortodoxa do judaísmo que ensinava uma versão mais "fácil" da cabala. De todo modo, "a essência é a mesma há 4 mil anos", diz Mecler. "O conhecimento não muda, assim como as leis da física não mudam. Muda só a forma de transmitir", diz Lemle.

Hoje, com o advento da internet, o conhecimento da cabala é acessível a qualquer interessado, ainda que de forma simplificada. "Estamos prontos, então a hora chegou", conclama Lemle. Nos séculos 20 e 21, foram feitas diversas traduções do Zohar para o hebraico moderno (o idioma original é o aramaico) e para o inglês (não existe uma versão completa em português). Mas o fator que mais contribuiu para a popularização da mística judaica foi a recente adesão (desde a década de 1990) de celebridades como Madonna, Mick Jagger, David Bechkam, Britney Spears e outras..

A organização responsável pelo surgimento da cabala pop é o Kabbalah Centre, uma escola de cabala fundada em 1984 na cidade de Los Angeles. Lá, como você pôde perceber ao ler o nome dos famosos, o acesso aos ensinamentos não é restrito a judeus. "Temos alunos de várias religiões", diz Yehuda Berg, um dos coordenadores do centro americano. "Não vejo problema nisso."

Nem todos estudiosos aceitam a ideia de que a cabala deva ser acessível a todos. A atitude do Kabbalah Centre provocou reações indignadas de cabalistas mais tradicionais, como o iraquiano Yitzhak Kadouri, um dos mais importantes estudiosos da cabala no último século. "A cabala não é moda", disse em 2004, comentando a adesão de Madonna ao misticismo. "Ela deve ser estudada somente por judeus."

Controvérsias à parte, a verdade é que a cabala ganhou milhares de aspirantes de diversas religiões nos últimos anos. Mas essa não é a primeira vez que acontece esse tipo de "sincretismo". Veja a seguir como diversas crenças e religiões encontraram na cabala uma parceira de peso.


Parcerias poderosas
Durante o Renascimento, a cabala despertou interesse de grupos místicos cristãos, intrigados com a compatibilidade entre as duas tradições. O resultado foi a criação da cabala cristã (ou católica), que levou novos níveis de interpretação aos textos sagrados cristãos. "Considero Jesus um mestre de cabala", diz Mecler. Um sincretismo mais profundo resultou no surgimento da chamada cabala hermética, que reúne ensinamentos de gnosticismo, alquimia, astrologia, religiões egípcia, greco-romana e pagãs, tarô, tantra, maçonaria, hermeticismo, neoplatonismo, hinduísmo e budismo, em uma espécie de síntese de todas as tradições místicas ditas autênticas. Outra variante é a cabala prática, que trabalhava com o uso da magia, incluindo a criação de amuletos e encantamentos, e teve seu apogeu na Idade Média.

Mas, além dessas tradições cabalísticas distintas, a própria cabala judaica tem diferentes correntes. Uma delas é a já citada cabala pop. Outra variante tem como expoente o Bnei Baruch Kabbalah Education & Research Institute, fundado em 1991. Autodenominado o maior grupo de cabalistas em Israel, o Bnei Baruch não considera a cabala um misticismo, mas "uma ferramenta científica para o estudo do mundo espiritual". A proposta deles para compreender o Universo é aliar os estudos científicos da física, da química e da biologia às ferramentas cabalísticas. Seu fundador e atual diretor, o filósofo Michael Laitman, é Ph.D. em cabala pela Academia Russa de Ciências e mestre em biocibernética médica.

Além dessas e, claro, do judaísmo hassídico, existem outras correntes - mais conservadoras, mais literais, mais flexíveis... "Cada escola se liga mais em um ou outro mestre", esclarece Mecler. As diferenças são na ênfase em cada aspecto da sabedoria, mas todas seguem a base comum dos textos sagrados e da tradição oral. "Existem muitos mestres, e cada um pode escolher aquele com o qual se identifica, mas não há diferença na base do ensinamento", diz Lemle. Afinal, como costumam dizer, "a Verdade é uma só". Que tal conhecer um pouco dela?

Deus-infinito
Assim como a religião judaica, a cabala afirma que tudo o que existe vem de Deus. Entretanto, o Deus único não é compreendido exatamente da mesma maneira. Se, para a religião tradicional, Deus é o todo-poderoso Criador de todas as coisas, para a cabala Ele não é somente o Criador mas é também a Criação. Ou seja, a Criação não é dissociada do Criador, mas parte d’Ele. A existência de Deus não seria, portanto, distinta do espaço e do tempo; o espaço e o tempo estariam contidos no próprio Deus-Infinito. Mas não vá pensando que já entendeu, porque isso não é assim tão simples. E nem imagine que essas racionalizações vão proporcionar a você um entendimento profundo de Deus. Por um simples fato: segundo a cabala, ou mesmo a religião judaica, o Deus-Infinito não pode ser compreendido pela nossa mente física limitada.

Claro que, apesar disso, os cabalistas não deixam de estudar esses ensinamentos, porque os consideram fundamentais para prosseguir no caminho da evolução espiritual. Um dos estudos mais importantes é justamente o que diz respeito à natureza da divindade. Para começar, os cabalistas preferem o termo Deus-Infinito - uma tradução para ??? ??? (lê-se da direita para a esquerda), ou Ein Sof, aquele que veio antes de tudo, que precede a Criação. Veja o que diz o Zohar sobre o Ein Sof: "Antes de dar qualquer formato ao mundo, antes de produzir qualquer forma, Ele estava só, sem forma e sem semelhança com qualquer outra coisa. Quem então pode compreender como Ele era antes da Criação? Por isso é proibido emprestar-Lhe qualquer forma ou similitude, ou mesmo chamá-Lo pelo Seu nome sagrado, ou indicá-Lo por uma simples letra ou um único ponto... Mas, depois que Ele criou a forma do Homem Celestial, Ele a usou como um veículo por onde descer, e Ele deseja ser chamado por Sua forma, que é o nome sagrado ‘YHWH’".



Pode parecer estranho não poder dar um nome a Deus, tornando-o de certa maneira inacessível para os homens. Afinal, se é assim, como pode existir uma experiência mística que permite esse acesso? Bem, a cabala explica que o contato com Deus é realizado indiretamente, por meio de um de seus desdobramentos. "Para tornar-se ativo e criativo, Deus criou as 10 sefirot ou emanações. As sefirot formam a Árvore da Vida, que representa os aspectos de Deus existentes dentro de nós", explica o rabino Alanati. Ou seja, uma maneira de ter o contato místico com Deus é através de uma das 10 sefirot, as mesmas representadas no famoso diagrama. Alanati explica que as 7 esferas mais baixas estão diretamente relacionadas com os 7 dias da Criação descritos no livro do Gênese.

Mas como teria se dado exatamente a Criação? A cabala tem um livro dedicado a esse tema: o já citado Sefer Yitizirah. O texto ensina que a primeira emanação do Ein Sof foi ruach (espírito/ar), que em seguida gerou fogo, responsável por formar água. A existência real dessas substâncias potenciais foi comandada por Deus, que as utilizou como matérias-primas de toda a Criação. Por exemplo, a água deu origem à terra, o fogo originou o céu e o ar ocupou o espaço entre eles para formar nosso planeta. Ainda segundo o Sefer, o Cosmos é dividido em 3 partes (cada uma delas contendo uma combinação dos 3 elementos primordiais): o mundo (ou, com alguma abstração, o espaço), o ano (tempo) e o homem.

A cabala divide o Universo em 4 planos de existência, divididos hierarquicamente a partir da emanação do Ein Sof até nós. Nessa ordem, teríamos então: o Atziluth (Mundo da Emanação ou das Causas), que recebe a luz diretamente do Ein Sof; o Beri’ah (Mundo da Criação), onde não há matéria e onde moram os anjos de mais alta hierarquia; o Yitizirah (Mundo da Formação), onde a Criação assume forma material; e o Assiah (Mundo da Ação), onde se completa a Criação e se localiza todo o Universo físico e suas criaturas. No sistema luriânico, um quinto mundo é mencionado, acima do primeiro, e que serviria de mediação entre o Ein Sof e o Mundo da Emanação.

Planos superiores
É curioso observar que, na cabala luriânica, desenvolvida no século 16 pelo rabino Isaac Luria, há um conceito que lembra a Teoria do Big Bang. Segundo essa linha cabalística, a primeira ação de Ein Sof para criar o Universo teria sido uma contração sobre si mesmo, que teria provocado uma catástrofe inicial chamada tohu, gerando um vácuo. Em seguida, esse váculo teria sido preenchido com as emanações divinas (de uma maneira explosiva, tendo em vista a grande velocidade dos acontecimentos narrados) e, a seguir, "retificado" nos mundos que você conheceu no parágrafo anterior.

Enquanto estiver no Mundo da Ação, o homem está sujeito a dirigir o corpo físico que lhe foi concedido, mas seu objetivo deve ser sempre o mesmo: aprender e evoluir para ascender aos planos superiores. "O judaísmo acredita que a alma é eterna e subdividida", diz Alanati. "A vida continua em outras realidades além da nossa, aguardando a ressurreição. A cabala é a única corrente dentro do judaísmo que defende o conceito de reencarnação: algumas almas retornam a este mundo em outro corpo, até acabar de cumprir a sua missão. Ou então elas voltam para nos trazer bênçãos e luz através de seu ser altamente desenvolvido". Segundo ele, seria possível uma alma atingir o estágio de evolução necessário em uma única vida, mas é comum receber mais algumas chances, num processo de reencarnação que também faz parte dos aprendizados evolutivos.

Segundo a cabala, a alma humana é dividida em 3 partes básicas. A mais "baixa", chamada nefesh, é a parte animal, responsável pelos instintos e reflexos corporais. Acima dessa estaria ruach, o espírito ou alma média, que contém as virtudes morais e a habilidade de distinguir o que é bom e o que é ruim. A alma alta, neshamah, seria a terceira parte, que representa o intelecto e distingue o homem das outras formas de vida, por permitir a vida após a morte. É a neshamah que permite a percepção da existência de Deus.

Outras duas partes da alma humana são discutidas no Zohar: chayyah, que permite a consciência da força divina, e yehidah, a parte da alma que é alta o suficiente para atingir o maior nível possível de união com o Criador. "A meta é alcançar o propósito para o qual fomos criados: a equivalência de forma com a Força Superior. Todo o trabalho na cabala tem esse objetivo", resume Marcelo. Na hipótese remota de a humanidade finalmente se unir ao Criador, em uma fusão completa e perfeita, o que aconteceria? O fim do mundo? O começo de uma nova e gloriosa Criação? Bom, isso nem mesmo os mestres cabalistas sabem responder...

VOLTA ÀS ORIGENS
Grupo de jovens israelenses se reúne em uma caverna perto da vila de Beit Meir, em Jerusalém, para estudar a cabala, em maio de 2010. Uma vez por semana, cerca de 12 judeus ortodoxos se encontram nesta caverna perto da cidade sagrada para repetir um ritual antigo: analisar e discutir, por horas a fio, os textos de livros como o Zohar.

FESTA MÍSTICA
Mais de 2 mil estudantes da cabala se reuniram na Times Square, em Nova York, para celebrar a chegada do Ano-Novo Judeu, Rosh Hashana, em setembro de 2001. O canto, a dança e as vestes brancas são típicos de uma nova geração de cabalistas, que considera a festa, a celebração e a alegria tão importantes quanto a meditação e as longas sessões de estudo dos textos antigos.

LADO A LADO

Judeus ortodoxos e soldados israelenses rezam juntos na tumba do rabino Isaac Luria, em Safed, Israel. Luria, um dos mais importantes cabalistas de todos os tempos, foi o responsável pela renovação do misticismo no século 16 com a criação da cabala luriânica e a divulgação de seus ensinamentos para além dos círculos judaicos.

BANHO SAGRADO
Um judeu se banha nas águas geladas da Mikve HaAri, localizada em Safed, Israel. Cabalistas repetem há anos o ritual, prestando homenagem ao rabino Isaac Luria, que teria utilizado as mesmas águas no século 16. Alguns se banham todos os dias, mas o mais comum é realizar o ritual na véspera do Shabat.

SÓ PARA JUDEUS
O cabalista Yitzhak Kadouri segura um exemplar do Zohar na biblioteca de sua casa em Jerusalém, em 2004. Um dos maiores estudiosos contemporâneos da cabala, Kadouri ganhou notoriedade por sua influência política e por suas declarações polêmicas. Em 2004, durante visita de Madonna a Israel, ele se recusou a falar com a cantora, dizendo que "o estudo de cabala é proibido para as mulheres, e também para os que não são judeus".

A cabala no tempo Conheça a evolução da corrente mística judaica, da criação do Universo até os dias de hoje

Criação

Origem - 3700 a.C.
Deus cria Adão. Há quem defenda que ele teria sido o primeiro conhecedor da cabala, obtida diretamente do Criador.

Patriarca - 1800 a.C.
Nasce Abraão, patriarca dos judeus, dos cristãos e dos muçulmanos. Para alguns, ele seria o primeiro conhecedor da cabala.

Êxodo - 1500 a.C.
O profeta Moisés teria recebido a cabala diretamente de Deus no monte Sinai, juntamente com a Torá e os Mandamentos.

Templo - 516 a.C.
É erguido o Segundo Templo em Jerusalém. A chamada Torá Oral é transmitida ao longo dos anos.

Formação
Diáspora - 70 D.C.
Perseguição romana e destruição do Segundo Templo. Segunda diáspora. Cabala é mantida em segredo.

Palácios - Séc. 1
É escrita a coleção de literatura judaica conhecida como Heichalot ("Os Palácios"), que inspirou motivos cabalísticos.

Manuscritos - Séc. 2
É escrito o livro Sefer Yitizirah, a obra mais antiga do chamado esoterismo judaico. Segundo a tradição, é escrito também o Zohar, no idioma aramaico, pelo rabino Shimon bar Yochai.

Título - Séc. 11
O termo cabala passa a ser usado para identificar o misticismo judaico. Não há consenso se o pioneiro nesse uso foi o filósofo judeu Shlomo ibn Gevirol ou o cabalista espanhol Bahya ben Ahser.

Expansão
Redescoberta - Séc. 13
O Zohar é descoberto (ou escrito, segundo alguns estudos) e distribuído pelo escritor judeu-espanhol Moisés de León.

Renovação - Séc. 16
Sábios cabalistas refugiam-se na cidade de Safed, em Israel: entre eles está Isaac Luria, criador da cabala luriânica.

Vivência - Séc. 18
Fundado pelo rabino e místico judeu Baal Shem Tov, o judaísmo hassídico, ramo ortodoxo que prega a vivência mística da fé judaica, populariza uma forma mais simples de cabala no Leste Europeu.

Tradução - Séc. 20
O rabino Yehuda Ashlag, fundador do Kabbalah Centre de Israel, completa em 1922 a primeira tradução do Zohar para o hebraico moderno. Em 1984, Philip Berg funda o Kabbalah Centre de Los Angeles.

Ao acompanhar esta linha do tempo, você vai notar algumas discrepâncias entre o que dizem as tradições judaicas e a opinião dos estudiosos. O caso mais exemplar é o do Zohar: no século 13, Moisés de León distribuiu a primeira versão escrita da obra, alegando que havia encontrado os manuscritos originais, do século 2. Conta-se, porém, que um homem rico ofereceu à viúva de Moisés de León uma alta soma de dinheiro pelos originais. Desolada, ela teria confessado que seu marido era o verdadeiro autor.

Uma verdade, muitos caminhos
Cada misticismo tem seu próprio método para chegar até a Verdade. Mas a essência é a mesma.

Veja aqui as semelhanças e
diferenças entre 6 correntes místicas.


CABALA
O que é - O misticismo judaico é baseado na crença de que todos os segredos do Universo foram revelados por Deus, de forma codificada, na Torá. Os cabalistas procuram desvendar esses segredos.

Principal texto - Distribuído no século 13 pelo rabino Moisés de León, o Zohar ajuda a explicar os ensinamentos ocultos na Torá.

Principal patriarca - Abraão, embora não haja consenso se o primeiro conhecedor da cabala teria vindo antes (Adão ou Noé) ou depois (Moisés).

Entidade máxima - Ein Sof, o Deus-Infinito, que criou o Universo usando as 22 letras do alfabeto hebraico e as 10 emanações chamadas de sefirot.


GNOSTICISMO
O que é - Gnose é um tipo especial de conhecimento, uma espécie de saber profundo. Ligado à história do cristianismo, o gnosticismo possui elementos pagãos e outros sincretismos.

Principal texto - Escrito por volta do séc. 2, o Pistis Sophia relata os ensinamentos de um Jesus ressuscitado aos apóstolos.

Principal patriarca - Para os gnósticos, Jesus Cristo é o maior mestre de todos os tempos, mas não é considerado o próprio Deus.

Entidade máxima - O Absoluto. Num conceito próximo ao do Ein Sof, Ele também tem emanações, conhecidas como "Æons".

SUFISMO
O que é - A palavra remete à ideia de pureza. Enquanto o islã crê no encontro com Deus após a morte, o sufismo defende essa possibilidade ainda em vida, por meio de uma experiência mística, chamada irfan.

Principal texto - Escrito no século 11 pelo sábio persa Hujwiri, o Kashf al Mahjub ("Revelando o Velado") discute os principais conceitos sufistas.

Principal patriarca - O profeta Maomé teria transmitido os ensinamentos sufistas àqueles que poderiam experimentar um encontro com Alá.

Entidade máxima - Seguindo a tradição islâmica, Alá é o único Deus, embora tenha uma coleção de nomes, assim como acontece na cabala.

RAJA IOGA
O que é - Originado no hinduísmo, o raja ioga ("ligação", em sânscrito) também está presente no budismo e consiste em disciplinas mentais muito além das práticas mais conhecidas no Ocidente.

Principal texto - Os textos hindus conhecidos como Ioga Sutra explicam os meios de atingir o Samadhi, que seria a união completa com Deus.

Principal patriarca - Não tem. Entretanto, uma figura histórica importante é Patañjali, autor dos Yoga Sutra e de outros textos filosóficos.

Entidade máxima - Brahman é para o Ioga a Realidade Eterna, Infinita, Imutável, Origem e Identidade de tudo o que há no Universo.
ZOROASTRISMO
O que é - Misticismo surgido na antiga Pérsia, baseado nos ensinamentos de Zaratustra. Dizem que os iniciados detinham o conhecimento místico necessário para dominar as forças da natureza.

Principal texto - Chamado Gathas, traz versos que exploram a essência divina da Verdade, da Mente Sadia e do Espírito de Justiça.

Principal patriarca - O profeta Zaratustra (ou Zoroastro) viveu em algum momento entre os séculos 16 e 10 a.C. e teria sido o autor do Gathas.

Entidade máxima - Chamado por Zaratustra de "o Deus não criado", por ser a origem de tudo, Ahura Mazda é onisciente, mas não onipotente.
TAO
O que é - Profundamente dualista, o tao prega o caminho do equilíbrio entre os eternos opostos. Viver em harmonia, agindo com sutileza por meio do "não agir" (wu-wei), seria a chave para atingir o Tao.

Principal texto - O Tao Te Ching ("Livro do Caminho e da Virtude") serviu de inspiração não só para o taoismo, mas também para o zen-budismo.

Principal patriarca - Autor do Tao Te Ching, o reverenciado Lao Tsé (o nome significa Velho Mestre) é envolto em mistérios.

Entidade máxima - Verdadeira natureza do Universo, o Tao o precede e o abarca completamente. Não personificado, confunde-se com o próprio Caminho.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
por Texto Daniel Schneider

REVISTA SUPER INTERESSANTE.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Meditação Cabalística.

A combinação de letras sagradas em grupos de três deriva de um sistema muito poderoso denominado 72 nomes de Deus. Elas têm o poder de fazer a reestruturação de nossa alma. Poderíamos classificá-los como uma alta tecnologia espiritual . Por muitos séculos foram mantidas em segredo por um seleto grupo de sábios cabalistas, mas já era mais do que chegado o momento destas meditações serem acessadas por um grupo maior de pessoas

Da mesma maneira que H2O forma uma molécula de água e CO2 forma uma molécula de gás carbônico, a combinação destas letras em grupos de três gera um enorme poder energético. Da mesma maneira diferentes combinações irão gerar diferentes resultados

As meditações devem ser feitas da seguinte forma:

1. Feche os olhos durante um minuto e respire lentamente, esvaziando gradativamente os pensamentos que inicialmente podem estar incessantes.
2. Abra os olhos e contemple as letras por aproximadamente cinco minutos, respirando de forma profunda e relaxada. Visualize sempre o contorno branco em volta da letra.

É importante lembrar que você não precisa acreditar que estas meditações funcionam. Experimente por você mesmo. Dê a elas e a você apenas um voto de confiança. Injete o desejo de receber e o desejo de compartilhar.

O resultado virá naturalmente.
Paz e Luz.

Fraternalmente.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Cabala Instantânea.


O que você faz enquanto espera por algo? O que faz nos seus tempos livres? Escuta música? Lê revistas? Reclama da vida? Reclama do tempo desperdiçado? Pensa no futuro de seus filhos? Pensa em algum trabalho que poderia estar fazendo? Faz planos para a sua vida?Adianta o seu trabalho? Ou talvez você simplesmente não faça nada e fique olhando contemplando as manchas nas paredes.

E quanto ficamos presos em algum lugar? Um consultório médico, uma repartição pública, a fila de um banco ou qualquer lugar onde temos que ficar esperando por algo. Você observa as pessoas a sua volta? Escuta as conversas alheias? Lê revistas velhas? Tanta puxar assunto com alguém à sua frente? Reclama?

O tempo vai passando e aos poucos você vai ficando mais e mais furioso, reativo ou frustrado. Os minutos vão, os minutos passam, e o que você faz? Simplesmente nada?

Algumas vezes usamos bem o tempo, outras vezes não. Mas o tempo de uma espera não precisa ser um tempo desperdiçado, um tempo vazio – ou mesmo um tempo para gerar mais reatividade na sua vida. Pois, saiba que existe uma forma de transformar o seu tempo em tempo cabalista.

Leia um salmo, pois cada capítulo é como uma onda de energia que reverbera pelo universo e no espaço à sua volta. Não desperdice seu tempo, transforme seu tempo em Shefá (Influxo Divino) que seja capaz de ser emanado para toda a humanidade. Contemple os 72 Ruchot Elohim (Sopros de Elohim) e sinta que a Luz lhe utiliza como recipiente para que você se torne um emanador para toda a humanidade, uma “pilha” capaz de energizar todo o ambiente à sua volta.

Este é o verdadeiro sentido de amar ao próximo como a ti mesmo. Significa não transformar a nossa espiritualidade em uma “espiritualidade de conveniência”, significa não institucionalizar o caminho espiritual.

Isso é a verdadeira Cabalá Instantânea. E desta forma, cada cabalista transforma-se em receptor para receber e compartilhar Luz Infinita. Torna-se uma emanação espiritual. Portanto, use bem o seu tempo de espera para não esperar e ao invés de reclamar sinta-se fazendo algo realmente útil para a humanidade. Lembre-se, o mundo corresponde a forma como pensamos o mundo. Mude o seu pensamento – a dizer a sua consciência e desta forma você estará mudando o mundo.

Lech LeShalom

domingo, 15 de abril de 2012

Ana Beko'ach

Durante séculos, a oração mais poderosa permaneceu perdida e inutilizada. Reintroduzida por Rav Berg, ela foi revelada para ser construída sobre uma sequência de 42 letras que estão codificadas dentro das primeiras 42 letras do Livro de Gênesis.

O Rav ensina que essas 7 sequências de combinação de letras nos leva ao momento da Criação. Usando-as, voltamos ao estado primordial que ocupamos na Criação – antes que doenças, estresse, caos, e negatividade tomassem lugar nesse mundo.

(Façamos também diáriamente a oração mais forte do UNIVERSO)

AMOR e LUZ
Fraternalmente.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

O Nosso "EU".

O nosso "Eu" é sentido dentro de nós ao nível do despertar do “ponto no coração”. O "Eu" é o começo do ser humano em nós, a parte que é capaz de distinguir entre mim e o meu desejo, do animal que realiza esse desejo.


O homem é a força do criticismo, a força examinadora que se coloca de lado e se julga a si mesmo: quem sou eu?, o que sou eu?, de que é que sou feito?, o que me faz funcionar?, para que trabalho?, trabalho conscientemente e talvez automaticamente?, inconscientemente e sem auto-crítica?

Muitos métodos falam da mesma forma, a diferença é que nós dividimos todos estes elementos e, mais tarde, reunimo-los com o grupo e a Luz que reforma. E, embora o grupo seja um elemento que existe em muitos outros métodos, a pergunta é o que queremos dele? Como conectá-lo? Para que propósito é que o conecto? Como trabalho nele acima do meu ego, de modo a encontrar acima dele a fonte?

E há também a Luz que reforma, que para começar opera em nós e nos desperta antes mesmo de sermos capazes de desenhar de uma forma selectiva e analítica durante o estudo. Em suma, trata-se de desmontar os dados que existem dentro de nós - entender cada dado, e remontá-los de volta, mas de forma diferente.

A principal diferença é quem vem primeiro - a razão, ou a fé acima da razão, Eu ou o Criador? E aqui temos de manter o Aviut (grosseria), que aumentou em nós sem se anular, e acima disto ligarmo-nos à conecção com o Criador. Na verdade, é ao exame da criação aos seus componentes e à sua montagem correcta que se resume todo o nosso trabalho.

sábado, 31 de dezembro de 2011

O Papa / Arcano 5


2012 / 2+0+1+2=5
ARCANO 5 - O PAPA - ARCANO REGENTE DO ANO DE 2012. 
O mestre do Templo,  o Senhor da Tradição.

O Hierofante ou O Papa é o arcano que está ligado á sabedoria, ás tradições, á religiosidade, á moral e a uma gama infinita de palavras relacionadas á fé e ao autoconhecimento.
Como este arcano está ligado á sabedoria e sendo a sabedoria uma das coisas mais preciosas ao ser humano, antes de adentrarmos a explicação do quinto arcano, vamos falar um pouco sobre a sabedoria e o conhecimento, utilizando para isso a Grande fraternidade Branca.

Como o leitor deve saber, a Grande Fraternidade Branca ou Governo oculto do mundo como também é conhecida, constitui um grupo de elevadas Inteligencias Espirituais, que visa auxiliar o desenvolvimento dos seres humanos, do planeta Terra e de todo o Universo, atuando até mesmo em outras dimensões. Muitas destas Inteligencias Espirituais são mestres que já passaram pelo planeta Terra e aqui deixaram suas mensagens de Paz, Fé, Esperança, Luz, União e amor Universal. Entre eles podemos citar o ilustre Mestre Jesus, o Cristo, Buda, Conde de Saint Germain, Mestre Kuthumi, Mestre El Morya e tantos outros Mestres Ascencionados que mesmo já tendo atingindo a Perfeição, através do aperfeiçoamento que adquiriram por meio das muitas vidas que aqui tiveram, resolveram se dedicar ao auxilio de toda a humanidade e fizeram o pacto de não descansar enquanto houvesse uma forma de vida fosse ela qual fosse, que ainda não tivesse atingindo a Ascensão e retornado a Deus Pai todo Poderoso – O Criador dos Céus e da Terra. Este pacto firmado há muito tempo atrás quando o mundo era ate que a vontade de Deus se cumpra no planeta Terra e haja apenas Luz, Perfeição e Harmonia no coração dos Homens.
A fraternidade Branca está dividida em uma hietarquia muito bem definida, com cada ser de Luz trabalhando em seu cargo especifico. Existem atualmente sete raios de Luz através dos quais são enviadas para o planeta Terra as forças e virtudes de que necessitamos para continuarmos firmes no nosso propósito principal que é a Evoluçãoo retorno ao Pai.
Hoje vamos falar um pouco sobre o Segundo Raio da grande Fraternidade Branca, que é o raio da Sabedoria, Conhecimento e Iluminação- o Raio Dourado ou Amarelo como preferem colocar alguns seguidores dos ensinamentos da Fraternidade Branca.

O Segundo Raio (Dourado) Sabedoria e Iluminação
O segundo Raio de cor dourada, é o Raio do doutrinador e professor.
Até o ano de 1956, o Diretor deste Raio foi o Mestre Ascencionado Kuthumi que, juntamente com o também Mestre Ascencionado Jesus, foi depois elevado á categoria de Instrutor do mundo.
Damos aqui uma descrição do abençoado Mestre Ascencionado Kuthumi, bem como de seu Santuário*.
 Em aprazível colina das cercanias de Cachemira, ao norte da Índia, situa-se o Foco de Irradiação do Bem-amado Diretor Divino (conhecido há centenas de anos como senhor Maitreya) e de seu Discípulo Kuthumi, o qual é dedicado ao Santo Amor divino, conforme é do conhecimento dos doutrinadores da humanidade, em todos os tempos. Nesse santuário, espiritual de paz e reflexão, reúnem-se os irmãos e irmãs dos mantos dourados. Aos pés do Diretor Divino, Kuthumi e alguns grupos de Ascencionados estudam a maneira de transmitir a verdade aos homens, através das religiões atuais.
Seja na luz do sol ou na suave luminosidade da lua, tudo respira brandura nos vales de Cachemira: as flores, as águas azuis dos lagos, o canto das aves, sente-se na natureza a presença do Diretor Divino e dos discípulos de Kuthumi. A irradiação destes dois grandes seres Fortalece o Cristo Cósmico, e todos os discípulos espirituais escutam cada uma de suas palavras com devoção e reconhecimento. É função do segundo Raio impulsionar o desenvolvimento da consciência daquele que possua optidão para doutrinar os humanos, o qual poderá empregar para esse fim diferentes métodos e recursos.
Quem serve ao Raio Dourado esforça-se em aprofundar os próprios conhecimentos em relação ao homem, aos anjos prisioneiros, ao pequeno ser elemental, ás criaturas que atravessam a suposta ‘morte’ e ás que aguardam junto ao portal da reencarnação. Quando a compreensão e a tolerância crescem, naturalmente também aumenta o amor, e um coração compreensivo é revelado. Quem discernir o motivo por trás da ação reagirá com bondade e sabedoria, não mais permitindo que o pensamento seja toldado pela superstição, medo ou fanatismo, conceitos estes comuns ás massas. Esses defeitos restringem o pensamento e a consciência a um único aspecto da Verdade; e assim não se pode compreender os semelhantes, nem a razão de suas condições raciais e cármicas, que muito cooperaram para convertê-los no que são.
Os oriundos do segundo Raio procuram melhorar o seu conhecimento dos países e das raças, dedicando-lhes muita atenção. Só quando na mente externa da humanidade o ‘coração compreensivo’ falar, realizar-se-á a verdadeira fraternidade universal.
Os que pertencem ao Raio da Sabedoria não se preocupam com o aspecto exterior das coisas nem com o próprio intelecto, tampouco se aferram a posições ou sucessos. A verdadeira sabedoria impõe-se quando se reconhece a presença Divina ‘EU SOU’ no interior e, conscientemente, se admite que a verdade, a beleza e a sabedoria são encontradas somente na Chama do próprio coração; então será proveitoso escutar com humildade e adoração a Voz do Silêncio. Quando mais sábio for, mais se aquietará a vossa língua; quanto mais pacifico for vosso centro emocional, menos usarás a palavra.
O Raio dourado representa a segunda pessoa da Santíssima trindade, também chamada o Filho; e sua atuação constitui para o ser humano uma das etapas mais espinhosas no processo de desenvolvimento; pois embora a sabedoria aparenta paz e serenidade (visto que não é provada pela força e sim pela paciência interior), exige a difícil virtude de saber escutar e esperar. Antes que se possa ouvir a voz do silêncio vagueia-se pela periferia da vida sintonizados apenas com a voz oca do louvor humano, que deleita e encontra eco somente no próprio ouvido.
O Bem-amado Mestre Ascensionado Kuthumi encarnou-se muitas vezes antes de sua Ascensão; foi Gaspar, um dos três sábios do Oriente (os Reis Magos do Oriente, conforme a tradição), que seguiram a estrela até Belém. Foi ainda o matemático grego Pitágoras e, mais tarde, São Francisco de Assis. Juntamente com o Bem-amado El Morya fundou a Sociedade Teosófica. Quem quiser conhecer as leis espirituais, e desejar ser um bom instrutor de seus semelhantes, receberá grande ajuda se com amor dedicar as suas preces ao Mestre Ascensionado Kuthumi pedindo-lhe que participe de seu trabalho voluntário.
Podemos estudar e aprender constantemente, todavia se o conhecimento não for aplicado não terá valor.’
‘Extraído do livro ‘Haja Luz’
Como sugestão antes do leitor se dirigir ao restante das explicações sobre o quinto arcano, seria bom que durante alguns instantes meditasse em silêncio sobre o que acabou de ler a respeito do Segundo Raio, visto que o silêncio também é uma das formas através das quais podemos alcançar a Deus...

Os símbolos que compõem o Arcano do Papa
O pentagrama que paira acima do Papa é um dos símbolos mais conhecidos dentro da magia. Ele representa o domínio do Espirito sobre os elementos e, em rituais de Magia é utilizado para submeter as forças elementais á vontade  do Mago. É um poderoso símbolo de proteção contra as forças negativas, desde que saibamos como utilizá-lo. Também representa expansão, dinamismo, movimento e de acordo com o número de pontas para cima define a Magia Branca e também a Magia Negra. No caso do arcano em questão, podemos notar que o pentagrama possui apenas uma ponta para cima representando os três chakras que nos conectam a Consciência Cósmica, - laríngeo, (centro da garganta) Frontal (3° visão entre as sobrancelhas) e caronário (acima de nossa cabeça, também em posição central)- dominando o chakra básico, (região sexual) situado aproximadamente na base de nossa coluna vertebral. Seria o domínio da consciência sobre os instintos, a sexualidade, os desejos desenfreados e as nossas paixões mais mundanas. Utilizando a logica, se invertermos este pentagrama de maneira que duas pontas fiquem para cima e apenas uma para baixo, teremos o lado instintivo mais animal de nosso ser, dominando aqueles chakras que nos conectam á consciência Cósmica. Desta forma, ao invés de utilizar o nosso potencial interior não apenas para a nossa evolução mas também para a evolução de toda a humanidade, estaremos utilizando-o apenas para a satisfação de nossos desejos pessoais, ás vezes muito egoístas e mesquinhos, sem nos preocupar com os interesses ou o bem dos outros. A este comportamento dá-se muitas vezes o nome de Magia Negra, que seria a utilização de potenciais internos ou conhecimentos arcanos, para a satisfação pessoal sem nos preocuparmos se estamos interferindo ou não no livre-arbítrio de alguém. Nem é preciso dizer, que tudo aquilo que plantamos futuramente colheremos. Portanto é bom pensarmos se trabalhamos com o pentagrama na sua posição correta ou decidimos invertê-lo, por nossa própria conta e risco...
O sinal que o Papa faz com a sua mão direita é o sinal do silêncio, que nos convida ao recolhimento interno para que possamos no silêncio de nossos corações ouvir a voz que vem do Céu, afim de que sejamos guiados em nossas vidas pela nossa Essência Interna, completamente livres da Interpretações egóicas que ainda nos prendem a este plano material. Também poderia representar a necessidade do silêncio interior para se encontrar o nosso Mestre Interno, que muito pode nos ajudar em nosso processo de evolução.
A cruz de três barras que se encontra na mão esquerda do Papa é um dos emblemas da Divindade e representa que ela penetra nos planos físico, mental/emocional e espiritual. É interessante saber que a cruz também exerce uma poderosa influência sobre os seres elementais, pois lhes lembra a composição sintética do homem (o corpo), e lhes recorda que o homem reina sobre os quatro elementos, portanto também sobre eles mesmos. Entre os vários significados da cruz Vermelha de quatro braços iguais dos ilustres Cavaleiros Templários, se encontram justamente os quatro elementos: terra, ar, água e fogo; cada elemento representado por um braço da cruz.
O Papa encontra-se entre as duas colunas Jachin e Booz, que representaram entre outras coisas o Rigor e a Misericórdia. Ele se acha entre as duas colunas da mesma maneira que a Sacerdotisa, só que ele é homem e está de pé representando a idéia de atividade e movimento, sendo completamente o oposto do segundo arcano que representa apenas a recepção do conhecimento e o recolhimento. Ele não irá guardar o conhecimento apenas para si, mas o repartirá com os demais e principalmente o aplicará na vida prática.
Os dois rapazes (discípulos) que se acham a frente do Papa, estão sendo instruídos pelo mesmo, o que já irá relacionar o arcano ás ideias de sabedoria, ensino e conhecimento. Estudiosos do Tarot costumam dizer que o rapaz mais claro representa o Gênio do Bem e o mais escuro o Gênio do Mal, ambos submetidos ao Senhor dos Arcanos que seria justamente o Papa. Estariam cada qual aprendendo com o Mestre o usa das habilidades e adquirindo o conhecimento necessário, para que depois cada um possa executar sua obra, em sua devida área de atuação.
 Significado do 5° Arcano – O Papa
O Papa como já pode ser visto pelo leitor através das informações passadas algumas linhas atrás, representa uma espécie de conselheiro. Muitas vezes ele nos faz lembrar aquelas pessoas a quem nós recorremos quando temos algum problema ou área de nossa vida mal resolvida, e necessitamos de orientação tanto física como espiritual.
O arcano está associado a todo e qualquer tipo de conhecimento que se possa adquirir, e a necessidade de mantermos as nossas mentes abertas sem jamais deixar que preconceitos ou idéias estabelecidas, nos impeçam de ver o novo que se manifesta a cada dia em nossas vidas.
O dinamismo, a energia e o movimento, também são atributos desta lâmina e representam a idéia de estarmos sempre em movimento trocando e recebendo informações daqueles que interagem conosco no dia-a-dia. É interessante que as pessoas regidas pelo arcano do Papa, são bem diferentes das regidas pelo arcano da Sacerdotisa. Enquanto ela representa o conhecimento velado e secreto, transmitido apenas á uma elite de iniciados; ele representa a necessidade de se aprender cada vez mais através de uma busca incessante pelo conhecimento, mas também a necessidade de compartilhar este conhecimento com todas as pessoas que o rodeiam.
Normalmente numa fase regida pelo quinto arcano, seria ideal que o cliente pudesse utilizar seu carisma sempre que possível, principalmente no que diz respeito ás relações com os outros, pois uma atitude descontraída, confiante e simpática podem leva-lo a uma subida social inesperada e a obtenção de favores de pessoas influentes. O papa como já foi dito, tem as habilidades de conselheiro, juiz, guia espiritual, professor e tudo mais que se refira a instrução do gênio humano. Estas habilidades bem empregadas pelo cliente, poderiam coloca-lo bem no centro de suas atividades sejam elas quais forem, tornando-o uma pessoa de extrema confiança a quem todos costumariam se dirigir. Estando nesta posição é só saber mantê-la e colher os frutos que ela oferece.
De modo algum negligenciável é o aspecto místico do arcano que como podemos ver pela figura, ate nos passa meio que, a ideia de uma iniciação. O cliente retirando este arcano, não pode se deixar perder apenas na vida das relações e dos burburinhos sociais. Ele tem que ter plena consciência de que existe trabalho para ser feito em seu eu; quem sabe até mesmo a busca de seu ‘mestre interior’, o qual realmente poderia quando alcançado, lhe fornece sem duvida alguma a orientação mais segura para a sua realização pessoal em todos os níveis.
O quinto arcano, muitas vezes também nos fala de um ‘mestre espiritual’, um mediador entre os deuses e os homens. Daí advém a idéia de religiosidade e de busca espiritual.
No entanto, a religião para o Papa não pode ser algo imposto como sendo a única verdade, uma vez que ele é um eterno ‘Buscador’ da verdade e compreende que ela pode ser encontrada em qualquer religião, filosofia, credo ou sistema metafisico. Ele não perde seu tempo em atacar e agredir os sistemas que não tem a ver com as suas crenças e dogmas pessoais, pois uma das palavras fundamentais que compõem este arcano é a tolerância e, é justamente através desta tolerância que ele pode chegar a Deus.
Possuidor de um raciocínio muito lucido e elevada capacidade mental, por vezes está a frente de seu tempo. É como se antes mesmo de lhe perguntarmos alguma coisa ele já oferecesse a resposta como se já estivesse esperando a pergunta há algum tempo.
O Papa diz que o homem é livre para usar a sua consciência na realização de seus desejos da maneira que quiser, mas depois ele tem que possuir a responsabilidade necessária para arcar com as consequências.
Apesar da ação e de todo o dinamismo encontrados no arcano, também é fundamental saber apreciar o valor do silêncio de vez em quando, pois o silenciar da nossa mente racional para que possamos em nossos corações ouvir a voz que vem dos céus, é de fundamental importância para aqueles que buscam iluminação, paz interior ou simplesmente uma melhor qualidade de vida em todos os sentidos.
Dotado de grande força moral, ética e apego ás tradições, muitas vezes o Papa faz com que entremos numa fase em que queremos impor as nossas opiniões aos demais, sem nos importarmos com os pontos de vista alheios, o que é sempre negativo, porque quando nos acharmos os ‘donos da verdade’, deixamos de crescer para nos tornarmos escravos de nossa própria ignorância, que controlada pelo nosso ego, não reconhece que a verdade possui muitas faces, cabendo a cada um buscar a que melhor lhe convenha para sua evolução.
O correto quando da saída deste arcano, seria que nós utilizássemos toda a versatilidade da nossa inteligência e aproveitássemos a boa fase para nos relacionar melhor com os outros e, principalmente com nós mesmos, jamais esquecendo o valor do respeito, silêncio e tolerância para conosco e com as demais pessoas. Seria bom que procurássemos crescer e nos expandir em todos os sentidos, procurando sempre através de nossos pensamentos palavras e ações, manifestar a vontade de nosso ‘mestre interno’ – o Deus de nossos corações.
O Caminho na árvore da vida (cabala).
REFERÊNCIA DE ESTUDO:
__________________________________
 
Segredos do Eterno. Alexandre José Garzeri
O TarotCabalístico - um manual de filosofia Mística. Robert Wang
IMAGENS E DECKS (fotos)
THOTH CROWLEY
TAROT NAMUR
MARSELHA
BARBARA WALKER
LEONARDO DA VINCI
RIDER WAITE
TAROCCO SOPRAFINO

LEIA TAMBÉM O ARTIGO ESPECIAL, SOBRE O NÚMERO 5.
Fraternalmente,
Paz e Luz. 

Você também poderá gostar de:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...