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sábado, 1 de maio de 2021

CONSELHO e MEDITAÇÃO com TARÔ.

Os 22 maiores mistérios.
Oráculo, terapia, vivência e workshop.

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Meditação e conselhos com os arcanos maiores.
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sexta-feira, 16 de abril de 2021

unboxing LIVRO TARÔ os maiores mistérios. Psicoterapia, simbologia, oráculo, filosofia & arte.

#unboxing #livro #tarot 

Unboxing LIVRO TARÔ 


 

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As 22 cartas ou arcanos (mistérios) maiores do Tarot são representações simbólicas, e seu conjunto constitui um verdadeiro ensinamento secreto. É esse simbolismo que o livro se propõe a explicar, apoiando-se na tradição do hermetismo cristão em sua tríplice dimensão – mística, gnóstica e mágica -, mas também na psicoterapia Junguiana, mitologia, oráculo, ordens iniciáticas, filosofia e arte.

O autor, Euclydes Cardoso Jr., desde cedo teve contato com a arte e o Tarô. Atuou por 20 anos como diretor de criação em publicidade. Hoje é analista Junguiano, tarólogo, reikiano, estudioso de diversas terapias complementares. Praticante de Kung Fu (estilo Choy Lay Fut), fR+C. MM.’. Trabalha de forma ética no estudo das técnicas aplicadas com objetivo de proporcionar equilíbrio físico, mental e espiritual em todas as terapias oferecidas. Realiza vivências e workshops, além de ministrar cursos livres. Meus atendimentos presenciais são na zona norte de São Paulo e online para todo Brasil e o universo. Minha frase favorita é:
“Conheça todas as técnicas, domine todas as teorias, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.” C.G.JUNG.

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sexta-feira, 19 de março de 2021

núcleo SELF. Psicanálise, terapias, arte e oráculos.

 O Núcleo Self é um instituto terapêutico que trata a mente, o corpo e a alma.

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Um espaço de terapias complementares que tem como missão auxiliar você a encontrar o caminho da harmonia e equilíbrio, através de diversas terapias que permitam entrar em contato com seu próprio “Eu interior” e aflorar a sua potencialidade de criatividade, cura e autoconhecimento.

 Acreditamos que todos os seres têm a capacidade inata de curar-se e para que isso ocorra, não somente devem ser empregados recursos físicos (como medicamentos, por exemplo), mas também os energéticos, psicológicos, sociais e espirituais.

 A saúde então é um estado de completo bem-estar em todas essas áreas e não, simplesmente, a ausência de doenças ou desequilíbrios.

Oferecemos nas terapias, o apoio e a orientação que você precisa para compreender o seu estado atual, despertar, restabelecer a sua saúde e para a construção de hábitos saudáveis necessários para a manutenção da mesma. Oferecemos também outras habilidades que consideramos de extrema importância:

"... o tempo adequado para compartilhar as experiências e ouvidos atentos para conhecer a história de vida de cada um..."

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Auriculoterapia

Relaxamento de Schultz 

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domingo, 7 de junho de 2020

Curso: Formação em Tarô.

"O Tarô é uma ferramenta que ajudará a alcançar o caminho de plenitude e autoconhecimento."

Seja um tarólogo extraordinário com a Formação Online: Tarô - Mestre, Terapeuta e Instrutor.

Você já pensou em ser um extraordinário tarólogo? Ser um instrutor de grupos de Tarô?
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Neste curso, ministrado por Otávio Leal (mestre e instrutor na ciência do Tarô), você passará a dominar um instrumento sério de transformação pessoal, sem sair de casa! São 45 horas aula, com um método profundo, sério, detalhado e confiável.



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Serão estudados os Tarôs de Crowley, Waite, Mitológico, Cartas do Caminho Sagrado, Tarô Zen do Osho, cartas Gasparetto e curas energéticas nos aspectos: físico, mental e espiritual (Mandalas de cura e transformação).


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sexta-feira, 22 de novembro de 2019

imaginação Ativa.

Técnica de diferenciação, exercício de introspecção, fantasia ativa e função transcendente: estes foram os nomes que o psiquiatra suíço, Carl Gustav Jung, deu à Imaginação Ativa antes de cunhar em definitivo este termo.  Vamos compreender o que isso significa e como esta metodologia pode ser aplicada e estimulada em nossa vida em nossos processos de desenvolvimento e autoconhecimento.
Jung usou este método para estimular seus pacientes psiquiátricos a extravasarem as fantasias contidas em sua mente consciente e inconsciente, e exercitar sua criatividade e demonstrá-la por meio da pintura, dança, poesia e escultura, sendo o precursor desta abordagem e influenciador de muitas outras que viriam depois. Podemos dizer que esta interação entre o que está abaixo e acima da superfície humana, é uma brilhante forma de compreender quem nós somos, o que sentimos; como nossa mente processa isso e projeta estas informações para o mundo. Jung mesmo fazia estas análises de seus próprios desenhos ou obras como forma de aprofundar os conhecimentos sobre si mesmo também.

4  Formas de Exercitar a Imaginação Ativa Segundo Jung

A imaginação ativa é um tipo poderoso de terapia, pois busca desvendar os mistérios contidos em nossa mente, nas profundezas do self 2, do inconsciente e trazê-los à tona para assim ajudar a pessoa em seu processo de autoconhecimento e autocura. Por isso, é importante compreender como funciona e ele é usado para o desenvolvimento mental e humano.

1-Pela libertação do fluxo de pensamento do ego

Neste primeiro momento, a ideia é libertar-se das amaras do ego e das suas fantasias primárias, uma vez que ele é o centro de toda consciência humana e uma espécie de gerenciador da realidade e nossas ideias, sentimentos e ações e pode influenciar os resultados. Deste modo, a criatividade pode ser expressa por meio da pintura, meditação, ioga, por exemplo.

2 – Permitir que o inconsciente se torne uma percepção anterior

Diferente do primeiro passo, neste devemos permitir que as fantasias sejam liberadas e não eliminadas do processo criativo, de modo que possam ser trabalhadas e expressadas por meio das formas escolhidas. Neste momento, dois cuidados devem ser tomados: o de não se concentrar demais e nem de menos nestas imagens, para assim poder trabalhá-las assertivamente.

3 – Dar forma à imagem

Este é o momento onde as ideias verdadeiramente tomam forma, seja por escrito, por meio de poesias e músicas, de desenhos, pinturas, esculturas que tomam cor e forma e também da dança, dos movimentos realizados pelo corpo que devem ser registrados por meio de fotos ou vídeo, por exemplo. Isso ajuda a compreender como a mente manifestou sentimentos e emoções nos gestos executados.

4 – Análises dos Resultados

Segundo Jung este é o ponto alto da terapia da Imaginação Ativa, pois é onde a realidade se encontra com aquilo que a mente inconsciente produziu e tenta fazer um paralelo entre os artefatos produzidos da mente e expressados em suas obras. Para isso, de acordo com o psiquiatra, devemos nos apresentar de forma verdadeira ao nosso inconsciente, ou seja, sem nenhuma máscara, de modo que isso permita fazer uma leitura real do material construído.

Objetivo e Estágios da Imaginação Ativa

O objetivo da imaginação ativa é dar voz aos lados da personalidade, em particular a anima, o animus e a sombra, que na maior parte do tempo não são ouvidos, estabelecendo assim uma linha de comunicação entre a consciência e o inconsciente. Mesmo quando os produtos finais – desenho, pintura, escrita, escultura, dança, música, etc. – não são interpretados, ocorre algo entre criador e criação que contribui para uma transformação da consciência.

O primeiro estágio da imaginação ativa é como sonhar com os olhos abertos. Isso pode acontecer espontaneamente ou ser artificialmente induzido. Você escolhe um sonho, ou alguma outra imagem de fantasia, e se concentra nele, simplesmente agarrando-o e olhando para ele. Você também pode usar um mau humor como ponto de partida e, em seguida, tentar descobrir que tipo de imagem de fantasia produzirá, ou que imagem está expressando esse humor. Fixa essa imagem na mente e concentra sua atenção. Normalmente, ela irá se alterar, pois o simples fato de contemplá-lo o anima. As alterações devem ser cuidadosamente anotadas o tempo todo, pois elas refletem os processos psíquicos no fundo inconsciente, que aparecem na forma de imagens que consistem em material de memória consciente. Desta forma, consciente e inconsciente estão unidos. 

O segundo estágio, além de simplesmente observar as imagens, envolve uma participação consciente nelas, a avaliação honesta do que elas significam sobre si mesmo e um compromisso moral e intelectualmente vinculante de agir sobre os insights. Esta é uma transição de uma atitude meramente perceptiva ou estética, para uma de julgamento.

A atitude de julgamento implica um envolvimento voluntário naqueles processos de fantasia que compensam o indivíduo e, em particular, a situação coletiva da consciência. O propósito declarado desse envolvimento é integrar as afirmações do inconsciente e assimilar seu conteúdo compensatório.
A ideia que Carl defendia é a de que os pacientes, por si só, buscassem compreender as mensagens e, mesmo quando tivessem esta dificuldade, se esforçassem para agir da mesma forma que agiriam em uma situação normal de seu cotidiano. Quando nos vemos diante de imagens inconscientes não explicadas, podemos usar a imaginação ativa para decifrar estes conteúdos por meio de questionamentos, reflexões e do entendimento mais aprofundado dos sentimentos e emoções expressados naquele momento.

Este diálogo interno permite compreender melhor quem nós somos e o que podemos fazer para evoluir em aspectos que assombram nossa mente e que ainda nos são desconhecidos. A criatividade, por sua vez, está na forma como expressamos estas ideias submersas e as traduzimos por meio da linguagem da arte, por exemplo.

Dica de Filme

Por fim, quero deixar uma dica para que possa compreender melhor à aplicação da Imaginação Ativa, mais um poderoso método criado por Jung, no processo de desenvolvimento de pacientes psiquiátricos. Estou falando do filme: Nise – o Coração da Loucura! Estrelado pela atriz, Glória Pires, este filme conta a história real do uso desta metodologia por meio do desenvolvimento criativo. Vale a pena conferir!










Via. Wikipedia.
Imaginação ativa (IA) é uma técnica reinventada por Carl Gustav Jung, que a trouxe de volta dos alquimistas. Consiste em uma interação com os conteúdos do inconsciente através de sua personificação[1]. Diferencia-se de uma interpretação dos conteúdos do inconsciente na medida em que não envolve uma explanação de suas figuras, mas de um relacionamento com elas. Dessa forma não compreenderíamos o inconsciente a partir de um ponto de vista intelectual, mas a partir do sentimento, de um embate, de um confronto com os problemas que se nos deparam a partir de dentro. Segundo Jung, a IA é a melhor maneira de se ativar a função transcendente, que envolve uma espécie de síntese das funções da consciência, um encontro e grande interação com a totalidade da psique (self ou "eu interior") e tudo o que ela representa[2][3].
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Referências

  • «PERSONIFICAÇÃO» 
  • Consultado em 23 de abril de 2019.
  • Arquivado do original em 26 de janeiro de 2013
  •  «IMAGINAÇÃO ATIVA».
  • Consultado em 23 de abril de 2019.
  • Arquivado do original em 11 de novembro de 2010 
  • «Conceitos Jung - Voadores/Ajuda».
  • www.voadores.com.br.
  • Consultado em 23 de abril de 2019
  • Bibliografia

    sexta-feira, 4 de outubro de 2019

    Os 12 Arquétipos de JUNG

    “Sua visão clareará apenas quando você conseguir olhar para seu próprio coração. Aquele que vê o lado de fora, sonha; aquele que vê o lado de dentro, desperta.”
    Carl Gustav Jung 


    Significado do dicionário

    ar·qué·ti·po  (latim archetypum, -i, original, modelo, do grego arkhétupos, -on, modelo primitivo)
    substantivo masculino
    1. Modelo pelo qual se faz uma obra material ou intelectual.
    2. [Filosofia]  Modelo ideal, inteligível, do qual se copiou toda a coisa sensível. (Para o platonismo, as ideias são os arquétipos das coisas; para o empirismo, certas ideias são os arquétipos de outras ideias.)
    3. [Psicologia]  Na estrutura de Jung, estrutura universal proveniente do inconsciente coletivo que aparece nos mitos, nos contos e em todas as produções imaginárias do indivíduo.
    adjetivo
    4. O mesmo que arquetípico.

    Origem

    O termo “arquétipo” teve suas origens na Grécia antiga. É composto pelas palavras archein que significa “original ou velho” e typos que significa “padrão, modelo ou tipo”. 
    O significado combinado é “padrão original” do qual todas as outras pessoas similares, objetos ou conceitos são derivados, copiados, modelados, ou emulados.

    Freud e Jung

    A Psicologia teve seu grande auge no fim do século XIX e início do século XX, quando nomes como Sigmund Freud (1856-1939) e Carl Gustav Jung (1875-1961) eram bastante conhecidos e cultuados, considerados verdadeiros gênios revolucionários. 

    Freud, o "pai da Psicanálise", iniciou seus estudos pela utilização da técnica da hipnose como forma de acesso aos conteúdos mentais no tratamento de pacientes com histeria. Ao observar a melhora de pacientes do médico e cientista francês - e seu professor - Jean-Martin Charcot (1825-1893), elaborou a hipótese de que a causa da doença era psicológica, e não orgânica. Essa hipótese serviu de base para seus outros conceitos, como o do inconsciente.

    Inconsciente coletivo

    A concepção de Jung sobre o inconsciente pessoal é semelhante ao inconsciente da teoria psicanalítica. O inconsciente pessoal é composto de memórias esquecidas, experiências reprimidas e percepções subliminares. Indo além, Jung formulou o conceito de inconsciente coletivo, também conhecido como impessoal ou transpessoal. Seus conteúdos são universais, e não estabelecidos em nossa experiência pessoal. Este conceito constitui, talvez, a maior divergência em relação a Freud, e ao mesmo tempo, a maior contribuição de Jung à Psicologia.
    "O inconsciente coletivo é constituído, numa proporção mínima, por conteúdos formados de maneira pessoal; não são aquisições individuais, são essencialmente os mesmos em qualquer lugar e não variam de homem para homem. Este inconsciente é como o ar, que é o mesmo em todo lugar, é respirado por todo o mundo e não pertence a ninguém. Seus conteúdos (chamados arquétipos) são condições ou modelos prévios da formação psíquica em geral."
    Carl Gustav Jung.
    Jung escreveu que nós nascemos com uma herança psicológica, que se soma à herança biológica. Ambas são determinantes essenciais do comportamento e da experiência. Nossa mente inconsciente, assim como nosso corpo, é um depositário de relíquias do passado.
    Ele então, criou e usou o conceito de arquétipo em sua teoria da psique humana. Ele acreditava que arquétipos de míticos personagens universais residiam no interior do inconsciente coletivo das pessoas em todo o mundo. Arquétipos representam motivos humanos fundamentais de nossa experiência. Consequentemente, eles evocam emoções profundas.
    Embora existam muitos diferentes arquétipos, Jung definiu doze tipos principais que simbolizam as motivações humanas básicas. Cada tipo tem seu próprio conjunto de valores, significados e traços de personalidade. Todos nós possuímos vários arquétipos, que nos ajudam a formar e construir nossa personalidade. No entanto, um arquétipo tende a dominar a personalidade em geral. 

    Os 4 impulsos humanos

    Existem 12 Arquétipos mais comuns observados na Literatura por Margaret Mark e Carol Pearson no livro “O Herói e o Fora-da-Lei”. Os 12 arquétipos podem ser divididos em 4 grupos, de acordo com os quatro principais impulsos humanos. Os 4 impulsos e seus respectivos arquétipos são:
    • Mestria/Risco:  Quando queremos fazer algo notável e ser lembrado para sempre. Lutamos pelos nossos sonhos, mesmo que para isso seja preciso quebrar regrar e superar desafios. (Herói, Fora-da-Lei e Mago)
    • Independência/Auto-realização: Quando há um desejo de ficar só, refletir, decidir e conhecer o verdadeiro Eu. (Inocente, Explorador e Sábio)
    • Pertença/Grupo:  Ajuda quando a pessoa sente profunda necessidade de pertencer a um grupo. (Bobo da Corte, Cara Comum e Amante)
    • Estabilidade/Controle: Quando queremos ter um certo controle das coisas, um poder nas mãos. (Criador, Prestativo e Governante)

    Os 12 Arquétipos 

    Vamos detalhar cada um deles.

    1- Herói

    Este é geralmente o protagonista. Suas principais características são a coragem e a força de vencer, não importam os desafios. Este arquétipo geralmente define aquele que tenta provar sua competência através de atos grandiosos, buscando um bem maior, geralmente para o próximo, mas pode ocorrer de querer pra si próprio também. Muitas vezes, acaba se tornando um mártir.
    Lema: Onde há uma vontade, há um caminho
    Desejo central: Provar o valor para alguém através de atos corajosos
    Objetivo: Especialista em domínio de um modo que melhore o mundo
    Maior medo: Fraqueza, vulnerabilidade, ser um “covarde”
    Estratégia: Ser tão forte e competente quanto possível
    Fraqueza: Arrogância, sempre precisando de mais uma batalha para lutar
    Talento: Competência e coragem
    O herói também é conhecido como: O guerreiro, o salvador, o super-herói, o soldado, o matador de dragão, o vencedor e o jogador da equipe.

    2- Fora-da-Lei

    Também conhecido como Revolucionário ou Rebelde. Suas características giram em torno de um espírito livre, que não segue regras e geralmente está à frente de seu tempo. Percebe-se bem que não se encaixa na sociedade, e tem qualidades que inspiram outras pessoas, ou que a sociedade desdenha, por liberar o mais selvagem de dentro da cada um.
    Lema: As regras são feitas para serem quebradas
    Desejo central: Vingança ou revolução
    Objetivo: Derrubar o que não está funcionando
    Maior medo: Ser impotente ou ineficaz
    Estratégia: Interromper, destruir ou chocar
    Fraqueza: Cruzar para o lado negro do crime
    Talento: Ousadia, liberdade radical
    O rebelde também é conhecido como: O ilegal, o revolucionário, o homem selvagem, o desajustado, o iconoclasta.

    3- Bobo da Corte

    Quando um personagem tem como base o arquétipo do Bobo da Corte, só quer se divertir. Sem medo do que os outros vão pensar e sem se prender a qualquer tipo de modelo socialmente predefinido, o Bobo da Corte é sempre espontâneo, brincalhão. Ele quer desfrutar de tudo o que a vida pode oferecer antes que seja tarde demais.
    Lema: Carpe Diem. Só se vive uma vez
    Desejo central: Viver para o momento com pleno gozo
    Objetivo: Ter um grande momento e iluminar o mundo
    Maior medo: Se aborrecer ou chatear os outros
    Estratégia: Jogar, fazer piadas, ser engraçado
    Fraqueza: Frivolidade, desperdício de tempo
    Talento: Alegria
    O tolo também é conhecido como: O bobo da corte, o tolo, o malandro, o palhaço, o brincalhão, o comediante.

    4- Criador

    Este arquétipo define o personagem que sente necessidade de criar e inovar, caso contrário, sente-se mal e inútil. Quer deixar sua marca de alguma forma e expressar sua visão e ideias, mas pode se tornar perfeccionista ou encontrar meios nem sempre tidos como “corretos” para realizar suas criações.
    Lema: Se pode ser imaginado, pode ser criado
    Desejo central: Criar coisas de valor duradouro
    Objetivo: Realizar uma visão
    Maior medo: A visão ou a execução medíocre
    Estratégia: Desenvolver a habilidade e o controle artístico
    Tarefa: Criar cultura, expressar a própria visão
    Fraqueza: Perfeccionismo, soluções ruins
    Talento: Criatividade e imaginação
    O Criador também é conhecido como: O artista, o inventor, o inovador, o músico, o escritor, o sonhador.

    5- Inocente

    O Inocente é o típico personagem otimista. Deixa-se levar por simples emoções positivas, esperançosas e nostálgicas, e sempre almeja o “paraíso”. Quer apenas ser feliz, se sentir bem, e acaba confiando muito em outras pessoas. Também tem um grande problema com mudanças, e prefere estar estagnado, pois se sente bem onde está, ou então, acha que o destino trará algo melhor.
    Lema: Somos livres para ser eu e você
    Desejo principal: Chegar ao paraíso
    Objetivo: ser feliz
    Maior medo: Ser punido por ter feito algo de ruim ou errado
    Estratégia: Fazer as coisas certas
    Fraqueza: Chato por toda a sua inocência ingênua
    Talento: Fé e otimismo
    O Inocente também é conhecido como: utópico, tradicionalista, ingênuo, místico, santo, romântico, sonhador.

    6- Cara Comum

    O Cara Comum só quer uma coisa: pertencer ao meio. Tem forte empatia para com os que o cercam, e tenta ao máximo ser como todos os outros, ter o máximo de características em comum com aqueles a sua volta e ser aceito. Igualitário e abomina superficialidade.
    Lema: Todos os homens e mulheres são iguais
    Desejo central: Ligação com os outros
    Objetivo: Fazer parte
    Maior medo: Ficar de fora ou se destacar da multidão
    Estratégia: Desenvolver sólidas virtudes comuns, seja para a Terra ou o contato comum
    Fraqueza: Perder o próprio Eu em um esforço para se misturar ou por uma questão de relações superficiais
    Talento: O realismo, a empatia, a falta de pretensão
    A pessoa normal também é conhecida como: O bom menino velho, o homem comum, a pessoa da porta ao lado, o realista, o cidadão sólido, o trabalhador rígido, o bom vizinho, a maioria silenciosa.

    7- Prestativo, Cuidador

    Completamente altruísta, o arquétipo do Prestativo só quer o bem do próximo, acima do próprio. É semelhante ao Herói, com a única diferença de que não busca um bem maior, nem quer mudar algo ou destruir algum mal. No entanto, este arquétipo pode vir em conjunto com o do Herói na construção de um personagem.
    Lema: Ame o teu próximo como a ti mesmo
    Desejo central: Proteger e cuidar dos outros
    Objetivo: Ajudar os outros
    Maior medo: Egoísmo e ingratidão
    Estratégia: Fazer coisas para os outros
    Fraqueza: Martírio e ser explorado
    Talento: Compaixão e generosidade
    O cuidador também é conhecido como: O santo, o altruísta, o pai, o ajudante, o torcedor.

    8- Explorador

    O Explorador sente a necessidade de desvendar os mistérios do mundo e da vida, pois deste modo, conhecerá a si mesmo. Precisa ser livre para qualquer tipo de aventura em sua busca pessoal para descobrir quem ele realmente é.
    Lema: Não construa cercas à minha volta
    Desejo central: A liberdade de descobrir quem é através da exploração do mundo
    Objetivo: A experiência de um mundo melhor, mais autêntico, mais gratificante na vida
    Maior medo: Ficar preso, conformidade e vazio interior
    Estratégia: Viajar, procurar e experimentar coisas novas, fugir do tédio
    Fraqueza: Perambular sem destino tornando-se um desajustado
    Talento: Autonomia, ambição, ser fiel a sua alma
    O explorador também é conhecido como: O candidato, o iconoclasta, o andarilho, o individualista, o peregrino.

    9- Mago

    O Mago quer sempre entender o princípio das coisas. Busca conhecer as leis que regem o Universo, para manipulá-las a seu favor e fazer sonhos se tornarem realidade. Mas é exatamente esta a sua fraqueza: acabar se tornando manipulador. Geralmente, quando a consequência de seus atos é ruim e sai de seu controle, o personagem baseado no arquétipo do Mago tem uma reflexão interior, avaliando a si mesmo para resolver o problema. 
    Lema: Eu faço as coisas acontecerem.
    Desejo central: Compreensão das leis fundamentais do universo
    Objetivo: Realizar sonhos
    Maior medo: Consequências negativas não intencionais
    Estratégia: Desenvolver uma visão e viver por ela
    Fraqueza: Se tornar manipulador
    Talento: Encontrar soluções ganha-ganha
    O mágico também é conhecido como: O visionário, o catalisador, o inventor, o líder carismático, o xamã, o curandeiro, o feiticeiro.

    10- Amante

    Este arquétipo é semelhante ao do Cara Comum; busca relacionar-se com todas as pessoas, com a diferença de que a busca é de relações intensas, construídas na base da confiança e intimidade, seja com amantes, familiares e amigos. Seu maior medo é ficar sozinho, e um defeito é que pode acabar se esquecendo da própria identidade por se preocupar muito com a própria imagem, buscando ser sempre atraente. Seu lema é: “
    Lema: Você é único. Só tenho olhos para você
    Desejo central: Intimidade e experiência
    Objetivo: Estar em um relacionamento com as pessoas no trabalho e no ambiente que eles amam
    Maior medo: Ficar sozinho, ser um invisível, se indesejado, ser mal amado
    Estratégia: Tornar-se cada vez mais atraente fisicamente e emocionalmente
    Fraqueza: Com o desejo de agradar aos outros corre o risco de perder sua identidade externa
    Talento: Paixão, gratidão, valorização e compromisso
    O amante também é conhecido como: O parceiro, o amigo íntimo, o entusiasta, o sensualista, o cônjuge, o construtor de equipe.

    11- Governante

    Este é bastante observado, é o típico arquétipo de quem busca poder e controle das situações. É tido e visto como um líder nato, responsável, que sabe guiar bem um grupo de envolvidos em alguma trama aparentemente complicada. Seu defeito é que pode acabar se tornando autoritário demais. 
    Lema: O poder não é tudo. É a única coisa.
    Desejo central: Controle e poder
    Objetivo: Criar uma família ou uma comunidade bem sucedida e próspera
    Estratégia: Exercer o poder
    Maior medo: O caos, ser destituído
    Fraqueza: Ser autoritário, incapaz de delegar
    Talento: Responsabilidade, liderança
    O Governante é também conhecido como: O chefe, o líder, o ditador, o aristocrata, o rei, a rainha, o político, o gerente, o administrador.

    12- Sábio

    O arquétipo do Sábio é conhecido por servir de base para personagens que buscam o conhecimento, aprendizagem e formas de compreensão apenas para o crescimento pessoal, e não para algum objetivo específico. Pode acabar se tornando envolvido demais com as informações que encontra e acabar esquecendo-se de agir, ou do resto do mundo. 
    Lema: A verdade é libertadora
    Desejo central: Encontrar a verdade
    Objetivo: Usar a inteligência e a análise para compreender o mundo
    Maior medo: Ser enganado, iludido, ou ser ignorante
    Estratégia: Buscar informação e conhecimento, auto reflexão e compreensão dos processos de pensamento
    Fraqueza: Pode estudar detalhes para sempre e nunca agir
    Talento: Sabedoria, inteligência
    O Sábio também é conhecido como: O perito, o erudito, o detetive, o conselheiro, o pensador, o filósofo, o acadêmico, o pesquisador, o pensador, o planejador, o profissional, o mentor, o professor, o contemplador.
     
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    Bibliografia

    JUNG, C. G.. Phénomènes occultes. Paris: Ed. Montaigne, 1939.
    ROCHA FILHO, J.B. Física e Psicologia. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2003, 4a ed. (Google Books)
    GALVÃO JR., J.C. Sobre a “exceção humana” – Carta a Lacan, Jung, Schmitt. São Paulo: Liber Ars, 2012.

    Links relacionados

    http://pandemicquiz.com/pt/q/answer/qual-arquetipo-de-jung-predomina-em-voce
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Carl_Jung
    http://literatortura.com/2013/12/aprenda-construir-personagens-baseados-nos-arquetipos-de-carl-jung/
    http://www.antroposofy.com.br/forum/carl-gustav-jung-os-12-arquetipos/
    http://www.psicosmica.com/2015/01/principais-arquetipos-jung.html
    https://portal2013br.wordpress.com/2014/08/31/os-12-arquetipos-comuns/
    https://www.bizu.vc/arquetipos/
    https://dicionariodoaurelio.com/arquetipo
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Sigmund_Freud
    https://oarquetipo.wordpress.com/os-doze-arquetipos/

    domingo, 18 de agosto de 2019

    Psicoterapia Analítica Junguiana


    A psicoterapia junguiana é baseada nos estudos do psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, que foi um dos mais importantes psicólogos do século XX. Inicialmente, Jung foi discípulo de Freud, criando sua própria metodologia anos depois.


    Na terapia Junguiana, paciente e terapeuta sentam-se frente a frente e por que não no divã? Assim como na psicanálise freudiana, os sonhos são uma fonte de informações inconscientes do paciente, porém, como a noção de inconsciente é distinta entre as duas linhas, na Psicologia Analítica de Jung aparece o conceito de personificação do inconsciente.


    Para a análise e compreensão do ser humano, são utilizadas técnicas que exploram o universo simbólico, enfatizando o trabalho com os sonhos e as técnicas expressivas. Estabelece-se assim um diálogo entre o consciente e o inconsciente, possibilitando a transformação e a ampliação do olhar em relação a si mesmo e ao mundo.


    Jung via o inconsciente como uma parte viva do ser humano tal qual o consciente. E, sua mais importante contribuição para a psicologia foi a descoberta e compreensão do funcionamento do inconsciente coletivo. Segundo ele, é no inconsciente coletivo que está a camada mais estrutural da psique humana, que recebe uma carga do Universo e contém a herança misteriosa da evolução de nossa raça, uma espécie de herança espiritual da humanidade que é reimpressa em sua estrutura cerebral cada vez que uma criança nasce.


    Além dos sonhos, do inconsciente pessoal e coletivo, outros temas essenciais da psicologia junguiana são os conceitos de arquétipo, ou imagens primordiais. Ou seja, experiências que tiveram lugar nesse planeta desde as mais remotas Eras, tudo o que existe está ligado a um arquétipo, uma ideia e padrão perfeito. E, ter consciência do arquétipo que estamos vivendo, facilita, e muito nossa experiência.


    Jung também abordou os conceitos de Self ou Si Mesmo, que é o núcleo da psique de um indivíduo; de Anima – que é a presença do princípio feminino no homem – e do Animus – que é a presença do princípio masculino na mulher. A Sincronicidade, que são coincidências significativas entre acontecimentos exteriores e interiores sem relação causal entre si, também foi tema abordado por Jung, além da Sombra – que é o lado obscuro da personalidade; das funções psicológicas e do processo de individuação – que representa o crescimento e amadurecimento psíquico de um indivíduo.


    A terapia com abordagem junguiana utiliza os parâmetros de outras técnicas terapêuticas com um encontro semanal e uma hora de duração. Obviamente, cada sessão é um universo de possibilidades e, se houver necessidade, esse tempo pode ser aumentado. A frequência da terapia varia de caso a caso e da complexidade das situações vividas. A proposta da terapia junguiana é ajudar o paciente em seu processo de individuação e ajudá-lo a acessar seu curador interno. 


    As sessões podem ser complementadas com técnicas energéticas, como a terapia de Barras de Access, o reiki, mesa radiônica e técnicas de meditação.


    Indicações:

    – Sintomas de stress, ansiedade, depressão, insônia e pânico; – Sentimentos de raiva; inadequação e desânimo; – Compulsões alimentares e/ou relacionadas a outras áreas de prazer; – Dificuldades em relacionamentos; – Medos excessivos e fobias; – Busca pelo autoconhecimento; – Fases de transição.


    “Conheça todas as teorias,
    domine todas as técnicas,
    mas ao tocar uma alma humana,
    seja apenas outra alma humana.” 

    CARL GUSTAV JUNG

    Siga no Instagram: @tarotcabala 



    Fraternalmente
    Paz e Luz!

    quinta-feira, 4 de julho de 2019

    Carl Gustav Jung e o Tarô Analítico.

    O fascínio pelos oráculos é fruto da consciência do homem de que terá um futuro – o que pode ser uma dádiva ou um castigo a depender do momento e de quem observa. A prática oracular é ancestral e tem origem incerta. Acredita-se que surgiu a partir da observação de fenômenos naturais e da correlação destes mesmos acontecimentos com fatos da vida cotidiana. Com o tempo, passou a ser interpretada como tentativa de preleção do futuro e, posteriormente, como instrumento de orientação para decisões.

    Dessa forma, é seguro dizer que esses sortilégios tiveram uma participação ativa no papel de formação das civilizações e que estão presentes em todas as culturas. Junto com elas, os sistemas oraculares sofrem adaptações e atualizações – basta observar os inúmeros oráculos eletrônicos que temos na atualidade, e a eficácia atestada por indivíduos que a eles recorrem.

     O psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, criador da Psicologia Analítica, estudou atentamente a participação da crença mística no funcionamento da psique. Naturalmente, encontrou nos oráculos um campo fértil de pesquisa, dedicando-se principalmente à astrologia e ao I Ching. Jung concordava que os instrumentos promoviam um diálogo franco com forças invisíveis. Mas, em vez de espíritos e gênios, ouvia nos oráculos a voz do inconsciente. Ao receber essa interpretação, os sortilégios ganham outra roupagem: se transformam em veículos interessantes ao processo de autoconhecimento.

    O Tarot é certamente um dos oráculos mais populares do mundo ocidental contemporâneo. Composto por 78 cartas, constitui um forte conjunto de símbolos, que vêm sendo usados por anos a fio como instrumento de preleção do futuro e autoconhecimento. A incerteza da origem das imagens reforça o quê mágico e ainda provoca uma série de especulações. Uns associam o baralho ao conhecimento hermético advindo do antigo Egito, enquanto outros dão aos indianos o crédito de elaboração do sistema. Há ainda aqueles que garantem a origem cigana nos tarôs – embarcados na aura de mistério e misticismo que acompanha este povo. No entanto, pesquisas apontam para sua criação em meados da Renascença – bem depois do que acredita a maioria – com uma função recreativa, simplesmente.

    No entanto, os personagens, virtudes e situações descritas nas cartas sinalizam pontos importantes da trajetória humana. Jung enxergou no Tarot uma rica expressão do inconsciente coletivo – conceito que criou para designar uma espécie de conteúdo residual de todas as experiências da humanidade, atualizada por repetição com o passar dos anos. Lá estão representados, por exemplo, o amor materno, o impulso para a guerra e o fascínio pelo divino. Assim como os demais oráculos, o Tarot seria um sistema de representação dessas e muitas outras potencialidades humanas, chamadas arquétipos. A partir das figuras estampadas nas cartas, o indivíduo seria chamado a refletir sobre as virtudes e dissabores da própria existência. E, a partir dessa reflexão, levar a decisões mais favoráveis ao próprio desenvolvimento.

    Mas qual seria a mágica que levaria a escolha da carta certa para ilustrar o momento em que estamos vivendo? Para Jung, tudo se processa como resultado do movimento psíquico, uma forma peculiar de diálogo. Para entendê-la, é preciso saber que a expressão do inconsciente se dá a partir de símbolos. E esta também é a linguagem que compõe cada lâmina do Tarot. Quando escolhe, ao acaso, um certo número de cartas de um monte, o consulente concede ao inconsciente um veículo para que se expresse. Este usará, a partir da simbologia das cartas, um canal de comunicação com a consciência.
    Ao tarólogo cabe o papel de decodificação e organização das informações, a partir dos símbolos que surgem, de forma acessível à compreensão do consulente. Obviamente, essa atividade exige atenção para que as informações sejam transmitidas com o menor grau de interferência, de preconceitos e de opiniões próprias.

    Sincronicidade

    A “mágica” das coincidências significativas, que se manifesta nos oráculos, foi conceituada por Jung como sincronicidade. Ela é uma dos métodos usados pelo inconsciente para trazer à tona uma percepção – não só a partir das artes adivinhatórias, mas também daquelas outras “coincidências” que nos tocam de forma tão profunda, a ponto de despertar a uma nova observação do momento já conhecido. Essa foi uma das mais controversas teorias junguianas, pois era considerada mística demais para ser considerada ciência. No entanto, desde Einstein, a Física Quântica aponta para a comprovação das hipóteses a partir do estudo da energia como condutora de informação.

    Muitas vezes, os eventos sincronísticos nos conduzem aos insights que tanto esperamos: é como se, em um breve momento, a ignorância se descortinasse e pudéssemos vislumbrar a realidade. E, assim, nos sentíssemos seguros para superar as dificuldades impostas pelo momento.

    A percepção do espaço e do tempo são atributos da consciência. Ou seja, no inconsciente eles se perdem, não têm a mesma importância que damos na vida lúcida. Como manifestação do inconsciente, a sincronicidade é capaz de ensinar sobre a sensação de relatividade do tempo, inclusive durante uma consulta oracular. Assim surgem, com a mesma facilidade, evocações do passado e lampejos de futuro. Da mesma forma, distâncias físico-espaciais se encurtam.

    O que ordena a prioridade do que é apresentado durante um jogo é a carga afetiva dos acontecimentos, e não os fatos em si. Por esse motivo, muitas vezes o consulente chega com questionamentos pré-formulados e, ao iniciar a consulta, uma nova problemática se apresenta e domina o assunto. Antes de debruçar sobre o que quer saber, ele deve se debruçar sobre o que precisa saber.

    Tarot Analítico

    Já praticava o tarot quando tive os primeiros contatos com as teorias junguianas. A partir delas, percebi que os símbolos presentes em cada carta eram ricos demais para serem reduzidos a um quê adivinhatório das consultas. Isso muitas vezes levava o consulente a mais expectativas que certezas – e a experiência me fez entender o risco que isso envolvia. Ao buscar um aprofundamento na Psicologia Analítica, percebi que o oráculo poderia funcionar, na verdade, como uma eficaz ferramenta de acesso ao inconsciente. E que, em vez de previsões, o foco deveria estar nos esclarecimentos – algo mais pertinente ao desenvolvimento pessoal, ao autoconhecimento.

    Assim, busquei desenvolver uma metodologia que proporcionasse uma chance maior e mais segura para esse mergulho. Em referência às teorias junguianas, resolvi denominá-la por Tarot Analítico. Nesse enfoque, a consulta se transforma em um exercício de ampliação da consciência, com base em símbolos, mitos e dinâmicas psíquicas revelados a partir das cartas. A consulta se divide em duas fases: uma explanação geral sobre as dificuldades enfrentadas no presente momento e, em seguida, um espaço destinado a explorar temáticas não apresentadas na primeira fase.

    A partir dos símbolos e mitos presentes em cada arcano, o consulente é chamado a refletir sobre os padrões emocionais, expectativas e negligências vividas no momento – e também sobre a participação de cada um desses aspectos na manutenção do problema, em vez da solução do mesmo. Ou seja, o tarot convida à autoanálise e, consequentemente, à revisão de valores e de posturas adotadas.

    Enxergar o oráculo como uma chave para o desenvolvimento pessoal é, antes de tudo, confiar que podemos ser guiados com sabedoria por esse invisível – sendo ele chamado de Deus, de Self etc.
    O oráculo desmascara a nossa tentativa de controle exaustivo, mas também nos desperta a agir. Dá a clareza necessária para o entendimento da postura adotada diante dos nossos objetivos, e do que precisa ser feito para que possamos alcançá-los. Aprendemos a medir nossos medos e ansiedades. Entendemos sobre a verdadeira função dos outros em nossa vida, e vice-versa. Tornamo-nos mais responsáveis pelo futuro que tanto desejamos.

    Gratidão.
    Paz e Luz!

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