domingo, 28 de junho de 2015

Resgate da Essência. O DESTINO

Nesta primeira tela encontramos a representação do Mysterium Coniunctionis, isto é, a conjunção dos opostos, do humano com o divino. O homem, aqui transcendendo a realidade tridimensional e mundana, encontra-se liberto e inserido na Luz Maior, que resgata em sua identidade a essência do divino.

Muito além do que medida para todas as coisas, do Ser para as coisas que são e do Não Ser, para as coisas que não são, como dizia Protágoras, o homem aqui é colocado como ponte para a transcendência da própria dimensão humana.

O homem, como Mago da Natureza, já traz incutido em seu psiquismo todo o seu destino, não como uma força terrivelmente fatalista capaz de mudar sua vida, mas como germe instrinsecamente semeado desde o Princípio em sua alma que, se bem cuidado, poderá estar sempre florescendo para perfurmar a vida, enquanto vai sendo regado pelos desejos do próprio homem.

A figura humana ocupa a parte superior da tela, arquetipicamente representa o plano divino, e seus braços em relação à cabeça sugerem a forma de um triângulo, símbolo de divindade e perfeição, que se desenha sobre um cubo, elemento da realidade tridimensional, a imperar sobre a metade inferior da figura, referente ao plano mundano das manifestações, ao qual estamos presos.

Sobre o solo, a pedra horizontal ocupa o primeiro plano do cenário, guardando atrás de si o enigma da dualidade de nossa existência temporal, aqui expressa pela profundidade da vida e aridez das intempéries. Nossa condição efêmera, embora esquecida da maioria das pessoas, apenas revela que a consciência humana nada, embora esquecida da maioria das pessoas, apenas revela que a consciência humana nada mais é do que estreita faixa de terra em revelação a infinitude do Cosmos.

Deitados sobre a pedra-mãe, os símbolos alquímicos partidos (bastão/terra, cálice/água, espada/fogo e pentáculo/ar) sugerem que se encontra muito além dos quatro caminhos do mago a Unidade da Mandala-Universal, exemplo de que toda verdade humana é apenas a penúltima verdade.

"Deve-se buscar o um que nasce com o quatro", diriam os alquímicos gregos. Isto pressupõe a união dos opostos, daquilo que está em cima com o que está embaixo e vice-versa, mesmo porque a natureza de ambos os planos é a mesma.

O eixo vertical de mandala representa a união do humano com o divino. Nesta tela, uma verdadeira coluna alquímica se ergue a partir da pedra (ela própria símbolo da divindade em que quase todas as culturas primitivas) até a Luz Maior que a tudo ilumina, e que nesta gravura se irradia a partir da fronte e do coração, símbolos da alma humana, cuja essência, é divina.

Está lançada nesta primeira lâmina a síntese do drama iniciático, cua meta jamais será um alvo fixo, mas sim o caminhos permanente de busca da totalidade do Ser que se pretende atingir pelo desenvolvimento anímico.

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RESGATE DA ESSÊNCIA
Arcanos sob a ótica de Eduardo Vilela e comentários do Psiquiatra Paulo Urban


segunda-feira, 22 de junho de 2015

Pensamentos para Meditar.

"a paz corresponde a uma condição ideal que os homens devem criar por si mesmos, sob efeito de sua própria vontade e de seus próprios esforços. Ela só possível se eles trabalharem em si próprios transcender os defeitos que se encontram na maioria dos conflitos, tais como o orgulho, a intolerância, o ciúme, o rancor, a madade e naturalmente, o ódio." 
Serge Roussaint

sábado, 13 de junho de 2015

O arcano Santo António de Lisboa.

O Dia de Santo António é comemorado em 13 de junho no Brasil, mesma data em que aconteceu a sua morte. 

Santo Antônio foi um Doutor da Igreja que viveu na virada dos séculos XII e XIII. Ele nasceu em 15 de agosto de 1191 em Lisboa, Portugal. A igreja de Santo Antônio foi construída próxima a Sé, local onde segundo a tradição nasceu o santo português.

Começou sua vida religiosa atuando como frade agostinho no Convento de São Vicente de Fora, e depois foi para o Convento de Santa Cruz, onde estudou as leituras da Bíblia e da literatura patrística, científica e clássica. Em 1220 se tornou franciscano e começou a viajar frequentemente.

Ele morreu aos 36 anos, aproximadamente, na cidade de Pádua, na Itália. 

Ele foi o primeiro Doutor da Igreja franciscano, e deu aulas em universidades italianas e francesas. É visto como uma dos mais importantes santos do Catolicismo. É conhecido como santo casamenteiro.

Oração de Santo Antônio

Existem muitas orações a Santo Antônio, a maior parte delas ligadas ao fato de Santo Antônio ser conhecido como o "Santo Casamenteiro".

"Meu grande amigo Santo Antônio,
tu que és o protetor dos namorados,
olha para mim, para a minha vida,
para os meus anseios.
Defende-me dos perigos,
afasta de mim os fracassos,
as desilusões, os desencantos.
Faz que eu seja realista,
confiante, digna(a) e alegre.
Que eu encontre um(a) namorado(a)
que me agrade, seja trabalhador,
virtuoso e responsável.
Que eu saiba caminhar para o futuro
e para a vida a dois
com as disposições de quem recebeu de Deus
uma vocação sagrada e um dever social.
Que meu namoro seja feliz
e meu amor sem medidas.
Que todos os namorados
busquem a mútua compreensão,
a comunhão de vida
e o crescimento na fé.
Assim seja."


CRÉDITO DA FOTO DESTA POSTAGEM:
Santo António com o Menino Jesus em pintura de Stephan Kessler


Quer saber mais, clique no link abaixo. 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Santo_Ant%C3%B3nio_de_Lisboa 

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Astrologia Cabalística - Shevat - Aquário

Em hebraico, Aquário , é D'li, que quer dizer balde ou jarro, e o signo é representado por um carregador de água despejando água. Como sabemos, a água é o símbolo da misericórdia e da purificação. Aquário é o canal para apaziguar o mundo e o signo da abundância; tudo é despejado e compartilhado, sem fazer contas.

As letras em hebraico , do mês de Shevat são o Bet, que criou Saturno, e o Tzadi, que criou o signo de Aquário. A letra Bet simboliza a centralidade: ela manifesta o equilíbrio e o balanço, e é também a força de bênção ou aprovação. A letra Tzadi significa "justo", que indica equilíbrio. Durante esse período, nos é dada a oportunidade de revelar verdade e luz. Por causa disto, o mês de Shevat é considerado o Mês da Redenção.

Aquário segue Capricórnio no ciclo do zodíaco e também é regido por Saturno. Por acaso o fato de ter o mesmo planeta regente implica que esses dois signos possuem qualidades similares? Na verdade não, e aqui está o porquê: Se olharmos de perto para Saturno, veremos que um aspecto está virado para o sistema solar em direção ao Sol, enquanto o outro se direciona para fora, para a infinitude do espaço. O primeiro aspecto influencia Capricórnio, enquanto o último afeta Aquário. Enquanto Capricórnio encara limitações, Aquário encara a infinidade. Isto faz com que os dois signos tenham características quase diametralmente opostas. Enquanto os capricornianos passam suas vidas construindo estruturas e sistemas, os aquarianos passam suas vidas destruindo-os.

Aquarianos são singulares. Não dá para ignorá-los. Na infância demonstram ser uma grande promessa. Como adultos, são idealistas que lutam para mudar o universo através de idéias originais. Eles são rebeldes com muitas causas; sua preocupação é o bem-estar da humanidade como um todo.

Embora os aquarianos busquem justiça para todos, essa busca ocorre num nível global, não num nível pessoal. Eles apóiam causas grandes e nobres, mas freqüentemente deixam de ajudar aqueles que estão sofrendo por perto. Preferem lidar com os direitos sociais de uma nação inteira do que lidar com os problemas de amigos próximos. Duas razões sustentam essa aparente contradição: primeiro, geralmente falta aos aquarianos um sentido prático; segundo, os aquarianos são apaixonadamente independentes e privados. Movidos por seu anseio pela originalidade, eles se põem em separado da multidão. Apesar de sua amizade e abertura mental, os aquarianos pertencem ao mais teimoso de todos os signos. Eles rejeitam todas as estruturas estabelecidas. Seja no casamento, seja no trabalho, os aquarianos lutam para manter sua individualidade e liberdade para poderem exercer suas idéias inovadoras. Eles detestam ser detidos e destroem todas as limitações em seu caminho. Teoricamente, os aquarianos estão aqui para demolir as estruturas e sistemas, para derrubar muros.

No entanto, os muros mais espessos que eles encontram são, com freqüência, os muros de seus próprios egos. Mesmo quando começam a fazer mudanças em suas vidas, os aquarianos tendem a concentrar sua atenção no exterior, e continuam imutáveis no fundo de seus corações.De acordo com os cabalistas, nossa era atual começou há cerca de 400 anos e é chamada de diversas maneiras: Era de Aquário, Era da Revelação ou Era da Redenção. Por que Shevat/Aquário simboliza a redenção? Porque os aquarianos percebem o mundo como sendo unificado, e os cabalistas consideram que esta é a base da verdadeira redenção. A redenção é o momento em que toda a negatividade é purificada, quando a humanidade fica livre do mal e da fragmentação. Por causa de seu nível de consciência mais elevado, os aquarianos estão diretamente ligados a esse momento de redenção.

Na tradição cabalistica, o ano-novo do reino vegetal é celebrado no 15° dia do mês de Shevat/Aquário por causa da energia poderosa manifestada durante esse período. A vegetação é a única força no mundo físico que parece ser capaz de superar a força da gravidade, a qual, na Cabala, é a expressão mais poderosa do Desejo de Receber. Como as árvores e plantas, os aquarianos têm o poder de quebrar as limitações do mundo físico.Mas para tornar esse poder manifesto, os aquarianos precisam controlar os aspectos de sua natureza que interferem na sua realização. Para compreender como controlar a natureza de um signo em particular, a astrologia cabalística freqüentemente olha para seu oposto. No mapa astrológico, o signo oposto de Aquário é Leão: Leão é "o rei", enquanto Aquário é "o povo". Isto nos diz que os aquarianos certamente têm a capacidade de ajudar a humanidade, desde que suas próprias idéias não se tornem mais importantes que a causa em si.

Os aquarianos precisam aprender que se preocupar com a sociedade não significa negligenciar o individual. Verdadeira espiritualidade significa ser parte da humanidade, não estar acima dela. Infelizmente, os aquarianos geralmente têm uma opinião tão alta de si mesmos que impor suas próprias visões pode se tornar seu único objetivo. Os aquarianos precisam conquistar seu orgulho sem limites. Nem suas idéias, e nem tampouco suas energias, são de seu próprio feitio. Esses atributos foram entregues a eles para manifestar uma certa força neste mundo. Eles são meramente canais para essa energia, e, portanto, não é conferido a eles o direito à glória pessoal.

Para o resto de nós, o mês de Shevat oferece a oportunidade de nos libertarmos de nossas restrições e conectar com o infinito. Vivemos na Era de Aquário, uma época em que inovações incríveis são parte integral da vida diária. Se os aquarianos são espirituais, é porque o tempo não tem controle sobre eles. Eles concebem o futuro como algo que já está aqui; eles têm somente que revelá-lo. Todos nós podemos usar a influência deste mês para aspirar às mesmas atitudes.

AQUÁRIO, O AGUADOR.

QUALIDADE: fixo; ou consciência dirigida gradual e consistentemente para estabelecer e manter um centro estável.

ELEMENTO: ar, ou a consciência relacionada com os assuntos sociais e intelectuais. Entre outras coisas, o elemento ar corresponde aos gases, a Mente e ao Mundo do Pensamento.

NATUREZA ESSENCIAL: Não há nada que possa enclausurar a atmosfera em um recipiente; do mesmo modo seria difícil submeter ou enclausurar um aquariano. Em sua manifestação positiva, o aquariano é um humanitário que acredita no direito de todos em ter igual oportunidade para “a vida, a liberdade e buscar a felicidade”. É infrutífero tentar e obter dele um ponto de vista único ou tentar convencê-lo através de argumentos, pois quando você pensa que conseguiu, ele mantém a mesma opinião. A única coisa que encerra a atmosfera é o cosmos, assim que somente aquelas idéias que são fundamentadas sobre um raciocínio não polarizado, aquelas que envolvem conceitos universais, atrairão o aquariano. Ele é aquele que procura por uma ciência religiosa e por uma religião científica, onde ambos desses fatores importantes no desenvolvimento do ser humano podem despender a igualdade de condições. Se ele parece ser excêntrico em algumas ocasiões, talvez seja porque ele vê com uma visão estendida, o que nós ainda vemos somente do nosso próprio ponto de vista. Se bem que, ele sempre terá uma disposição gentil para conosco. Agora, quando a influência de Aquário manifesta-se negativamente, o ar fixo torna-se ar estagnado. Uma idéia uma vez aceita, que é o comprometimento de si mesmo, será exposta muitas vezes para os outros que estão ao seu redor. Também, nesse caso, é avesso a assumir compromissos ou uma posição e, se rebela contra tudo que não dê a ele a liberdade de expressão ou que não concorde com a sua própria pré-disposição.

ANALOGIA FÍSICA: Atmosfera.

PLANETA REGENTE: Saturno e Urano.

CASA CORRESPONDENTE: a 11° casa corresponde a Aquário.

ANATOMIA ESOTÉRICA: representa a memória supraconsciente, que é o arquivo ou depósito de todas as faculdades e conhecimentos adquiridos nas vidas anteriores.

ANATOMIA EXOTÉRICA: específica: pernas e tornozelos.

FISIOLOGIA: Urano, como regente de Aquário, rege os processos da visão e dos gases no nosso corpo.

MITOLOGIA GREGA: Urano era o Deus que estava no céu, entre cujos filhos estavam os 12 titãs.

CRISTIANIDADE CÓSMICA: Quando o Sol passa por Aquário o Espírito de Cristo está nos imbuindo com o impulso para a fraternidade universal, onde nós considerar todas as pessoas como merecedoras de nossa consideração, o que deve acontecer em alguma medida antes que Ele possa se manifestar entre nós novamente, como o Príncipe da Paz.

Por: Rabino Philip Berg

SHEVAT
é o décimo primeiro mês e o mês do Ano Novo das Árvores.Este "ano novo" serve como marco para o dízimo de frutos e a idade das árvores (orlá).Festejam-se os sete principais frutos da terra de Israel.

LETRA: tsadik. Significa "justo". Como é dito nos Salmos "o justo como a tamareira frutificará". O fruto mais fantástico e mais aprazível da árvore da vida é o "justo". A flor é a santidade (kedushá) da qual se extrai o mel da Árvore da Vida. Mas seu fruto (onde estão as sementes) são os atos de justiça e justeza. A forma da letra se assemelha a uma árvore.

ZODÍACO: d'li (aquário). Este é o mês em que as chuvas ocorrem em maior quantidade, essenciais para as árvores. O jarro transbordante é um sinal de bênção e, segundo a Torá, a chuva tem relação com nossos atos de justiça. A justiça é a plataforma da sobrevivência.

TRIBO: Asher. Significa "prazer" ou "alegria" (ashrei). Jacó abençoa seu filho Asher dizendo: "dele vem pão delicioso e iguarias para os reis". Simboliza, portanto, o sentido do gosto e do paladar.

SENTIDO: paladar, gosto. O paladar não é só uma medida de qualidade, mas quantidade. O justo se apraz com o que é apropriado, o perverso nunca se contenta. O senso de suficiência é tão refinado quanto o do paladar.

FESTA: Tu bi-Shevat, o Ano Novo das Árvores.

MITSVÁ: celebrar as sete espécies de frutos de Israel.
Este mês cujo nome se assemelha ao do shabat (shevat) manifesta um dos fenômenos mais bonitos da materialidade. Trata-se do casamento das águas com a terra e o oferecimento de seu fruto mais majestoso - a árvore. E da árvore vem o fruto mais sublime que é o gosto. Não há gosto no universo frio e escuro.O ato da criação dá luz, dá frutos, dá espécies e dá shabat. Essa multiplicidade originada na diferenciação depende das águas. As águas de cima e as águas debaixo iniciam um processo fantástico de distinção no qual temos que buscar a equanimidade e a imparcialidade. Tarefa difícil de saber julgar, preservando respeito por tudo e não apenas por nossa predileção.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Os Enamorados Cabalísticos.

Na filosófica análise dOs Enamorados com a mística cabala, adentra um estudo mais profundo, podemos incluir a numerologia, enfim... Sendo o arcano regente do ano de 2013 (2+1+3=6), primeiramente precisamos descrever este arcano. Os Enamorados representa o casamento dos opostos e o inteiro das qualidades masculinas e femininas, e a união entre os Amantes. Esta vêm junto com o Leão e com o Escorpião (fogo & água) criando a dualidade. Com eles, existe a divisão e a separação. A mais alta união dos Amantes é o reconhecimento da individualidade, mesmo assim eles são ambíguos; cada um corresponde a contra - parte e a diferença do outro. A multiplicidade transforma a bipolaridade em ágape (a mutabilidade do amor). É o casamento alquímico entre o Imperador e a Imperatriz, o número seis é a síntese, a culminação e a integração. Os Amantes é a carta da união dos opostos e a antipatia do semelhante. O princípio ativo é espalhar e o princípio passivo é reunir e fecundar.

No Livro de Thoth, cada um dos símbolos desde arcano e sua gêmea XIV (A Arte) é em si mesmo duplo, de modo que os significados formam uma série divergente e a integração da carta só pode ser reconquistada mediante casamentos e identificações reiterados...
Na Cabala, a letra hebraica correspondente é Zayin, que significa Espada, e a estrutura da carta é portanto o Arco de Espadas abaixo do qual o Casamento Real acontece. 

A Espada é primeiramente um engenho de divisão. No mundo intelectual-que é o mundo do naipe de Espadas-ela representa análise. Esta lâmina e o Atu XIV juntos compõe a máxima alquímica abrangente: solve et coagula.

Na obra cabalística "Livro do Mistério Escondido", o primeiro versículo do livro de Gênesis é assim interpretado: "No princípio a substância dos céus e a substância da terra foram produzidas a substância dos céus e a substância da terra foram produzidas por Elohim".

Seis eram os membros criados que estão concordes
às seis numerações do microprosopus desta forma:

1. Benignidade como seu braço direito.
2. Severidade como seu braço esquerdo.
3. Beleza como seu corpo.
4. Vitória como sua perna direita.
5. Glória como sua perna esquerda.
6. Fundações como os seus orgão de reprodução.

O número 6, o número dOs Enamorados está entre o mais sereno e calmo de todo sistema numerológico: São tranquilos, equilibrados e caseiros. Também possuem grande afetividade, além de se mostrarem leais e sinceros. Não lhes falta criatividade e muito são bem-sucedidos nas artes cênicas, ou seja, são excelentes artististas, principalmente de teatro.

Na esfera superior, é indicador das seis letras do nome de D'us. Na esfera do intelecto, indica as seis ordens de anjos (Serafins, Querubins, Tronos, Dominações, Poderes e Virtudes). Na esfera celestial, indica a Lua e cinco planetas. Na esfera elemental, indica as seis qualidades elementais. Na esfera interior, os seis demônios do desastre: (Acteus, Megalesius, Ormenus, Lycus, Nicon e Mimon). Seis é o número da confusão e da junção, da união e da sedução, do vício e da virtude. Da incerteza no amor, da atração dos sexos e da beleza. Significa todos os tipos de problemas e discórdias, mas é capaz de purificação pelo conhecimento e de uma boa vida.

O número 6 é considerado o perfeito e a unificação dos opostos, isso desde o século VI a.C, por ele ser tanto a soma quanto o produto dos primeiros números: 1+2+3 é igual a 6, assim como 1x2x3. O Hexágono é o módulo de construção ideal na natureza, que pode ser encontrado, por exemplo, nos favos de uma colmeia ou num floco de neve.

O 6 é também um símbolo central no antigo livro chinês de sabedoria e oráculo, o I Ching. Linhas partidas, yin, e linhas inteiras, yang, simbolizam nele a polaridade primordial entre o Sol e a Lua, entre o céu e a terra, entre o masculino e o feminino. Com elas obtemos um total de oito grupos diferentes formados por três linhas (trigramas), que por sua vez combinam-se entre si para formar todos os hexagramas do I Ching. Eles mostram, em 64 variações, como o Céu e a Terra penetram-se mutuamente.

A estrela de seis pontas como o mágico Selo de Salomão em representação do mago Eliphas Levi. 

Chegamos no caminho do livre-arbítrio. Difícil saber quem terá  que decidir, o homem ou as mulheres: todos estão envolvidos; misticamente, esse é o momento importante, pois uma vez escolhido o caminho não haverá retorno. A liberdade tem o seu preço, o próprio livre-arbítrio; e o ele tem seu peso: a escolha do caminho correto. Mas pelo que devemos optar? Pelos dogmas sociais ou por nós mesmos? Onde se encontra a razão quando o desejo invade o coração?




Medite. Respire profundamente o ar retendo por oito segundos...
Solte o ar em quatro segundos.

Repita isso por três vezes para oxigenar o cérebro.

AS ESCOLHAS DEVEM SER REGIDAS PELA INTUIÇÃO E PELA INSPIRAÇÃO.

Amor, plenitude, escolha, tentação, compromisso.

- O podedo amor e como lidar com ele...
- O que você quer dizer quando diz "amor" ?
- Busque sua plenitude.  
- Mantenha-se fiel aos seus valores.
- Harmonia Sexual, prazer.
- Relacionamentos afetivos...
- Desejos e atração. Tentação!
- Chegou o momento de fazer uma escolha.
- Saiba o que o é certo, mas saiba o que é errado.
- Deseje união à sua família e aos seus semelhantes, agradeça.      

Os símbolos ocultos para os Enamorados Cabalísticos são: Os dois caminhos; um homem entre virtude e o vício; cupido com seu arco e flecha; a deusa Vênus. As vibrações venusianas.

Caminho da Árvore da Vida
De Binah a Tiphareth
Letra Hebraica - Zayin - Espada
Nome Místico - Crianças da Voz;
Oráculo dos Deuses Poderosos.
Signo - Gêmeos
Cor do Caminho: Laranja
Som:
Ré Natural
Significado:
Espada ou Armadura
Letra Simples:
Olfato
Título Esotérico:

O Oráculo dos Deuses Poderosos



Fraternalmente.
Paz e Luz.


Este texto foi escrito originalmente escrito em 2013 para veiculação no;
CONVERSAS CARTOMÂNTICAS de Emanuel J. Santos

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
Numerologia Cabalística - A última fronteira - CARLOS ROSATarô e Simbologia - NEI NAIFF
Simbolismo e o Significado dos Números. Ed.: Pensamento. 209: HAJO BANZHAF;

O TarotCabalístico - um manual de filosofia Mística. ROBERT WANG
O Livro de Thoth - O Taro - ALEISTER CROWLEY
http://www.ocultura.org.br

Graus Rosae-Crucis - AMORC


Hoje, os ensinamentos rosacruzes se apresentam em forma de monografias, que são enviadas mensalmente para os membros. Cada remessa mensal inclui quatro monografias. Na medida do possível devem ser estudadas uma por semana. A monografia é um fascículo de cinco a dez páginas aproximadamente. Os ensinamentos rosacruzes são distribuídos por quatro secções que compreendem vários graus: Seção de Postulantes, Seção de Neófitos, Seção de Iniciados, Seção Illuminati, sem indicar o número exato de monografias, precisamos que são necessários seis anos para completar o estudo das três primeiras seções. Seria muito extenso para incluir nesta postagem uma lista detalhada de todos os temas desenvolvidos nos ensinamentos da AMORC.
Nos contentaremos em dar uma prévia dos temas abordados na Seção de Iniciado, que é composta por nove graus, chamados "Graus do Templo".

PRIMEIRO GRAU
Contém uma exposição das leis fundamentais que regem o macrocosmo e o microcosmo. Constitui um resumo do que os místicos do passado e, em particular os filósofos da Grécia antiga, ensinaram em relação às vibrações do éter e da estrutura atômica da matéria. Esta pequena síntese inclui naturalmente os dados científicos mais recentes sobre o tema.
 
 SEGUNDO GRAU
Dedica-se às leis da consciência. Suas fases objetiva, subjetiva e subconsciente, são objetos de um estudo profundo, permitindo assim uma compreensão clara do que os psicólogos ensinam sobre as faculdades mentais. Além disso, as noções são abordadas sob a perspectiva da filosofia Rosacruz e, por conseguinte, dão lugar a explicações que transcendem o âmbito da psicologia.
 
TERCEIRO GRAU
Expõem-se detalhadamente as leis da vida. Demonstra que essas leis, tal como se manifestam no plano terrestre, têm sua origem numa única energia cósmica: a Força Vital. Explica-se também explica que os reinos mineral, vegetal, animal e humano formam uma cadeia natural que a Inteligência Divina utiliza para atingir o objetivo fixado, é dizer a evolução da Consciência Cósmica. Definidos os critérios comuns a todas as criaturas viventes, se inicia o estudo da vida humana.
 
QUARTO GRAU
Está inteiramente baseado em um manuscrito muito antigo da AMORC. Ainda que constantemente se refira aos preceitos expostos no presente manuscrito, constitui uma síntese de três graus anteriores e trata de temas filosóficos particularmente inspiradores. De modo geral, podemos dizer que neste grau é onde são expostas uma a uma as leis maiores da Ontologia Rosacruz e, com elas, os princípios místicos que associam em um todo coerente a matéria, consciência e a vida.


QUINTO GRAU
Consiste em uma exposição única sobre a vida e a obra dos maiores filósofos da Grécia antiga. Seu objetivo é familiarizar os alunos com os ensinamentos rosacruzes dos sábios da antiguidade grega e, de maneira geral, com as leis e princípios que estão sempre apoiando os adeptos ao misticismo, incluindo o melhor do pensamento filosófico, científico e religioso. Todas as monografias deste grau são extraídas dos arquivos da nossa Ordem e se referem a fatos desconhecidos pelos historiadores.
 
SEXTO GRAU
Dedicado à terapêutica rosaruz. Ela dá uma explicação simples, mas abrangente, das principais funções que regem o corpo humano, incluindo neste estudo um grande número de regras a seguir para manter uma harmonia tão perfeita quanto possível do funcionamento orgânico dos seres humanos. Mas a grande originalidade deste grau é o estudo de princípios místicos que os rosacruzes utilizam há séculos para aliviar as enfermidades que nós poderíamos sofrer. Estes princípios, herdados dos ensinamentos dos essênios, que eram especializados na cura, razão pela qual eram chamados de "terapeutas" na Grécia.
 
SÉTIMO GRAU
Refere-se à natureza, às funções e aos atributos do corpo e da consciência psíquica do homem. Paralelamente, expõe a técnica apresentada para projetar este corpo e esta consciência psíquica fora do corpo físico, permitindo-lhe assim libertar-se dos limites do tempo e do espaço. Esta técnica corresponde ao que outras tradições denominam "viagem astral". A continuação, vem um estudo que trata sobre a aura humana e os centros psíquicos (chakras), bem como uma revisão dos tradicionais sons vocais (mantras) e a influência que exercem sobre o corpo humano.
 
OITAVO GRAU
É especialmente filosófico, posto que trata essencialmente das origens e do destino homem. Estudam-se, portanto, temas que se referem diretamente a sua evolução. Assim pois, são examinados em pormenor temas tais como karma, o livre arbítrio, a reencarnação, a metempsicose, os estágios da morte, a assistência aos moribundos, vida após a morte, a comunhão cósmica com o além, a meditação e outros temas particularmente místicos
 
NONO GRAU
O nono grau se dedica ao estudo do simbolismo tradicional e os princípios relacionados ao misticismo. É também neste grau que se inicia aos rosacruzes as faculdades que se referem à alma e que permitem ao homem obter o benefício do seu caráter divino. devemos precisar que estas faculdades não têm nenhuma conexão com a magia, teurgia e taumaturgia, mas se baseiam nas leis espirituais que os rosacruzes sempre colocaram a serviço do bem. Além do seu valor prático, contribuem para o despertar interior de cada um.
 
Na aplicação de uma norma tradicional, não revelaremos o conteúdo do décimo, décimo primeiro e décimo segundo graus do templo. Precisamos também que desde o início dos estudos, os ensinamentos rosacruzes implicam, além dos temas mencionados, experiências consagradas à aprendizagem de técnicas fundamentais sobre o plano místico, tais como a concentração, a visualização, a meditação, a harmonização astral , a elevação psíquica, alquimia espiritual e outras.

Fonte: O DOMÍMIO DA VIDA - AMORC

terça-feira, 21 de abril de 2015

Tiferet, Beleza Divina e o Sol de D'us.

Trinta e dois caminhos de sabedoria:
Consciência de afluência transcendental (Sekel Shefa Nivdal). É assim chamado porque é por meio dele que se aumenta a afluência de emanação. (Atzilut); outorga essa afluência em todas as bênçãos, que se unificam na sua essência.


Tiferet; beleza ou harmonia.

Posição na árvore da vida: o centro do Pilar de compaixão (centro do Pilar do meio).

Nome divino: Yeshua, também Yahweh Elohenu.

Nomes divinos alternativos: Yeshua Messiah, Adonai Yeashua, Yahweh Eloah Ve-Da'at, Ben Ha-hel, o filho de D'us.

Partzuf acima: Zer Arpin

Partzuf abaixo: Yeshua Messiah ensinando e iniciando, Yeshua curando as pessoas; o Messias ressuscitado; Jacó, Lia e Raquel.

Imagem divina: o menino sagrado, o possuidor do Cristo crucificado, o Ressuscitado; a luz da Cruz; Melquisesec.

Arcanjo: Rafael

Ordem dos anjos: Malachim

Símbolos: o crucifixo, a Cruz; a Cruz rósea; o cubo; a pirâmide; o selo da fé. O Lamen do adepto, selo de duas faces, o selo de Amet, ouro, o pentagrama ereto como símbolo do ser ungido, estrela de Davi ou hexagrama.

Mandamento: Não matarás (êx 20,12)

Sermão da Montanha: Bem-Aventurados os misericordiosos, por que alcançarão misericórdia (Mt 5,7)



~ Cristo Cósmico / A Cabala do Cristianismo Gnóstico.

sábado, 21 de março de 2015

Ano Novo R+C 3368 - AMORC

Fraters e Sorores.
Um novo ciclo para nós R+C de todo planeta. O sol em sua trajetória pelo zodíaco cruza a Linha do Equador Terrestre, e assinala o equinócio de outono no hemisfério sul, e o equinócio da primavera no hemisfério norte e marca a saída do signo de Peixes, o último do Zodíaco, para o de Áries, o primeiro.





Os raios do Sol incidem nos hemisférios Norte e Sul de forma igual (daí o nome “equinócio”) e o dia e a noite se equilibram, tendo 12 horas cada.

Este momento de harmonia da Natureza, que dá fim ao Inverno no Norte e ao Verão no Sul, marca o Ano Novo Zodiacal. É como se fosse um "réveillon astrológico", ideal para você começar uma nova fase com o pé direito. Um grande número de sociedades, mantém a milenar tradição de comemorar o Ano Novo no mês de março, ocasião em que tomam deliberações para o período seguinte, e em singular cerimônia, assumem o compromisso de manter os elevados ideais, bem como o de servir altruisticamente à humanidade.

E para todos os #Rosacruzes, meus votos são para que neste novo ano, possamos todos evoluir e que o caminhar na Senda nos traga mais sabedoria, saúde e amor.

Com os mais sinceros votos de paz,
sendo ela a Paz mais Profunda a todos os RosaCruzes.



#AMORC #RosaCruz #AnoNovo #3368

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A Menorá - Símbolo de Dinamismo e Otimismo

A Menorá (candelabro) é um dos utensílios mais importantes que havia no Tabernáculo no deserto e no Templo Sagrado de Jerusalém. Foi construída de uma só peça de ouro puro e adornada com gravuras e flores que lhe outorgavam um aspecto belo e imponente.

A Menorá do Tabernáculo tinha sete braços. O braço central era a parte fundamental da Menorá e delo saiam três braços para cada lado. Cada braço estava decorado com copas em forma de flores de amêndoas. Quando a Menorá estava acesa, as três velas dos lados estavam dirigidas a vela do meio. A vela central simboliza o princípio fundamental, a luz central.

O azeite para a Menorá era de grande pureza e estava destilado especialmente para servir a tal propósito.

É necessário assinalar que enquanto a Menorá do Tabernáculo possuía sete braços, a Menorá de Chanucá, a que estas habituados em nossos dias, possui oito braços, em lembrança do milagre de Chanucá, quando a Menorá ardeu durante oito dias com um recipiente de azeite que era suficiente apenas para um dia.

A menorá era o único utensílio do Tabernáculo e do Templo que estava construído totalmente em ouro. O ouro, o metal precioso, não sofre mudanças diante das condições ambientais, o tempo e o clima; não oxida nem se deteriora. O material do qual está construída a Menorá simboliza o princípio estável que não se modifica nem está sujeito a influência alguma.

Aaron o Cohen e depois seus filhos, os Cohanim Haguedolim (grandes sacerdotes), acendiam todas as manhãs as velas de azeite da Menorá. No momento do acendimento ordenavam e limpavam as velas, preparavam as mechas e retiravam as mechas queimadas do dia anterior. A Menorá deveria estar acesa durante todas as horas do dia e da noite, todos os dias do ano.

Na época do Segundo Templo, a Menorá estava construída de estanho. Quando a situação econômica melhorou, ela foi banhada em prata. Depois o corpo central da Menorá foi banhado em ouro, em forma similar a Menorá do Primeiro Templo.
Durante a destruição do Templo, a Menorá foi saqueada junto com os demais objetos sagrados, desconhecendo-se seu paradeiro. Com base na gravação do Arco do Triunfo em Roma, no qual aparece com clareza a Menorá, existem os que sustentas a teoria de que ela foi levada para Roma. Outros, ao invés disso, acreditam que os romanos não conseguiram levar a Menorá, pois esta foi escondida pelos judeus nas catacumbas abaixo do Templo, para evitar que os conquistadores a levassem.

Podemos considerar que a Menorá de sete braços do Templo que aparece na nossa parashá e em outras parashiot, era um instrumento ritual que tinha o único objetivo de cumprir com uma função religiosa: entretanto, podemos contemplá-la de forma alegórica, simbólica. Em nosso caso, parece que este é o significado profundo da Menorá e dos demais utensílios do Templo. 

A Menorá não era apenas um ornamento do Templo. A Menorá e sua luz  possuíam um valor simbólico que a Torá busca comunicar ao povo. A função da Menorá é a de dar luz através de suas velas. Na Torá e no judaísmo a luz simboliza a sabedoria e a inteligência. O poder da vela é sua influência sobre o homem. A luz da vela penetra no homem através dos olhos, porém exerce sua influência também sobre sua mente e sua alma.

A luz da vela, com o fogo que sobe e desce, não é estática, mas muda constantemente de cor e de forma; está em eterno movimento. Por isso o homem se deleita na contemplação do fogo, que lhe recorda seu próprio movimento interior, seu desejo de avançar e mudar, obter resultados, elevar-se constantemente.

Existem aqueles que acreditam que a Menorá representa o homem. As velas que estão voltadas para o centro ensinam ao homem a contemplar o seu interior, rever seus próprios atos. O judeu que contempla a Menorá de ouro aprende sobre o significado da vida saudável. A Menorá ensina que o segredo da felicidade humana depende de sua possibilidade de pôr seu espírito e seu corpo a serviço de um objetivo superior e elevado, um objetivo altruísta, que lhe outorgue a sua alma a união e a paz.

No marco de uma interpretação alegórica do Templo como representação simbólica de todo o universo, Filón de Alexandria acredita que a Menorá representa o céu, que irradia a luz. As sete velas representam os sete satélites que existem no céu, segundo a astronomia da antiguidade.
As velas da Menorá deram origem a vários costumes e leis, como as velas do Shabat, a vela da recordação (Yzkor – em memória de um ente querido) e a luz eterna (Ner Tamid). As velas de Shabat foram escolhidas como símbolo deste dia e servem para diferenciar entre os seis dias da semana e o Shabat. A luz assinala o limite do tempo, entre o dia e a noite, e também entre os seis dias da semana e o Shabat. A luz marca uma divisão no passar do tempo e o correr dos dias.

Os textos de nossos sábios fazem especial referência as velas do Shabat, mas além da função prática de iluminar a mesa al redor da qual se sentam os convidados no Shabat. Os sábios consideram que as velas simbolizam aqueles valores que transcendem a percepção sensorial e simbolizam o mundo dos conceitos metafísicos nas esferas do espírito e do pensamento.

A luz simboliza também a presença da luz Divina no lar e no mundo hoje, mediante seu acendimento, simbolizamos sua existência.
Assim como as velas do Shabat representam a entrada do Shabat e a santificação do dia, também acendemos a vela de Havdalá (Separação) na saída do Shabat. Ela diferencia entre o santo e o profano, entre a luz e a escuridão, entre Israel e os demais povos (segundo a própria bênção).

Depois do falecimento de uma pessoa alguns costumam acender duas velas e colocá-las próximo a cabeça do morto. Existem aqueles que deixam uma vela acessa durante todo o primeiro ano do luto, e outros o fazem apenas durante os sete dias após o falecimento. Todos acendem uma vela no dia do aniversário de morte. 

A luz de recordação simboliza a relação que existe entre a pessoa que faleceu e seus parentes. A luz nos lembra que o morte não foi esquecido, e sua lembrança permanece em nosso coração e nos acompanha.
Em lembrança da Menorá que ardia constantemente no Templo, acostumamos deixar uma luz acesa permanentemente ao lado da arca no Beit Hakenesset (Sinagoga).

A Menorá, o símbolo religioso mais importante na história do povo judeu, constitui hoje o símbolo nacional do povo que voltou a sua terra. Uma das razões das quais a Menorá é o símbolo do Estado de Israel, foi criar um antagonismo em relação a menorá que aparece no arco de Tito. Lá, a menorá simboliza a derrota e a humilhação dos judeus perante outros povos. Entretanto, a Menorá como símbolo do Estado de Israel representa a libertação, a independência, o orgulho judaico.

Sobre o significado da Menorá e a luz da vela, podemos aprender de um conto chassídico que descreve a ação da vela: Um Rabino pediu a um aluno seu que baixasse ao sótão para buscar-lhe um livro. O discípulo foi ao sótão, porém a total escuridão que reinava aí o impediu de cumprir com o pedido de seu rabino. Retornou ao rabino e lhe disse: “Tudo está escuro e não pude encontrar o livro”. O rabino lhe contestou: “Qual é o problema? Pega um cajado e vai novamente ao sótão, golpeie a escuridão e então poderás espantá-la e encontrarás o que buscas”.

Retornou o aluno novamente ao sótão fazendo o que lhe disse seu rabino e  mesmo assim, mais uma vez não conseguiu cumprir com seu objetivo.
Voltou ao seu rabino e lhe disse: “Não consegui espantar a escuridão”.

Então lhe disse o rabino: “Toma essa pequena vela, acenda-a e a pequena luz espantará a escuridão. Não é possível espantar a escuridão, o mal, a negação, sem acendermos uma pequena luz que espante a escuridão e ilumine um grande salão”.

O povo de Israel compreende que a Menorá não constitui apenas um objeto de culto, mas é também um meio de recordação. O homem a contempla e acende suas velas para acender a menorá de sua vida que então lhe outorgará a luz de seu sustento.
Por: Rabino Eliahu Birnbaum - Tradução: David Salgado
Fraternalmente.
Paz e Luz

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